terça-feira, janeiro 31, 2006



Querem ganhar no tapetão...

Tucanos em fúria prometem 4 mil ações contra discursos de Lula

A jogada tucana vista por Agê, no DCI (SP)

O PSDB anunciou ontem (30/1) que protocolará no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mais uma ação judicial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de fazer campanha eleitoral antes da data estabelecida por lei. Na semana passada o mesmo partido protocolou outras quatro ações judiciais com o mesmo sentido, além de outras no mês passado. A fúria tucana dá uma medida de como serão as coisas nos sete meses até as eleições.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), fez inadvertidamente uma admissão do caráter pueril e gratuito das representações. Virgílio declarou que, "se preciso", seu partido vai "4.000 vezes à Justiça contra Lula".
Crime: comparar gestões
A última saraivada de interpelações serve de exemplo como daquilo que os correligionários do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não querem que Lula diga. O site do PSDB cita o discurso presidencial em evento realizado em Castilho (SP) na última sexta-feira.
"Na ocasião, Lula discursou para trabalhadores rurais sem-terra e prometeu, entre outras coisas, modificar o índice de produtividade das propriedades rurais para aumentar o número de assentados. O ex-metalúrgico voltou a comemorar o pagamento da dívida com o FMI, louvou o aumento do salário mínimo e fez comparações entre sua gestão e as antecessoras", queixa-se a Agência Tucana.
As representações anteriores se referem aos discursos de Lula no dia 20, em Duque de Caxias e Queimados (RJ), e no dia 21, no Acre, ao inaugurar a ponte ligando o Brasil ao Peru. O TSE limitou-se a notificar a Presidência das ações protocoladas.
"Uma espécie de censura"
O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), respondeu às representações tucanas comentando que elas são "uma espécie de censura" por parte da oposição para evitar que Lula fale dos avanços alcançados em seu mandato. "Eles querem impedir o presidente de fazer comparações e de prestar contas. Isso não pode acontecer. Não fomos nós quem inventamos a reeleição", ironizou Fontana.
O parlamentar destacou, em entrevista à Agência Brasil, que a oposição não pode impedir o presidente Lula de ser presidente da República no último ano de seu mandato. "Tanto o PSDB quanto o PFL querem impedir o presidente de dialogar com a população, de inaugurar obras, de falar das ações de seu governo", disse ainda.
A frustração de Paes de Barros
Já o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) deve ver recusada, na sessão de hoje da CPI dos Bingos, uma iniciativa de sentido semelhante, mas dirigida contra o ministro Antonio Palocci (Fazenda). Paes de Barros solicitou, em emenda ao relatório parcial da CPI, que seja pedido o indiciamento de Palocci por "crime de responsabilidade" na renovação de contrato entre a Caixa Econômica Federal e Empresa GTech.
O relator da CPI, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta segunda-feira que dará parecer contrário ao requerimento do tucano. Embora esteja longe de ser um governista, Alves ponderou que a investigação não forneceu motivos para sugerir ao Ministério Público o indiciamento. "No caso GTech, não há porque pedir o indiciamento", declarou.
A argumentação de Paes de Barros é que, "entre tantas pessoas intimamente ligadas a Palocci, todas envolvidas no escândalo GTech e outros eventos ligados à administração de Ribeirão Preto, necessariamente tem de haver uma pessoa poderosa a dar guarida aos demais".
Com agências
http://www.vermelho.org.br/diario/2006/0131/0131_tucanos.asp

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