terça-feira, junho 19, 2018

CRISE ARGENTINA ESCANCARA A TRAGÉDIA DA INCOMPETÊNCIA NEOLIBERAL E DESMENTE MAIS UMA VEZ O MITO DE QUE O PT QUEBROU O BRASIL.




(Do blog com equipe) - O pedido de penico da Argentina ao FMI, de 50 bilhões de dólares, uma situação impensável no governo Kirchner, que zerou o passivo do país com a instituição e diminuiu a dívida pública em dois terços, mostra o perigo de se entregar o país aos “analistas” do mercado, que só pensam em manipular investidores e promover a especulação, e em mentir descaradamente a serviço de uma mídia mendaz e hipócrita, na televisão e em outros meios de comunicação.

Quando Nestor Kirchner subiu ao poder, depois do desastroso governo austericida e conservador - na economia - de Fernando De La Rúa, as reservas internacionais argentinas eram de 14 bilhões de dólares e a relação dívida pública-PIB de 135% - uma das mais altas do mundo.

Quando sua mulher, Cristina Kirchner, que o sucedeu, saiu do poder, em 2015, a Argentina havia pago sua dívida com o FMI, as reservas eram de quase o dobro e a relação dívida-PIB quase três vezes menor, ou de 42% do PIB, mesmo com os pagamentos feitos aos fundos “abutres” que não aceitaram a renegociação da dívida nacional anterior à era Kirchner, determinados pelo juiz Griesa, de Nova Iorque. 
Mas de nada adiantou esse esforço.

A relativa dignidade argentina - com todos os problemas e desafios enfrentados pelos governos Kirchner - durou menos que uma década.

Em apenas dois anos, a administração neoliberal, conservadora, entreguista, “pró-mercado” do governo Macri conseguiu aumentar a dívida pública do país em 10 pontos percentuais, para 56% do PIB, a inflação, no ano passado, foi de 25% e neste ano já passa de 15%.

Levando Buenos Aires a pedir novamente, depois de muitos anos, arrego ao Fundo Monetário Internacional.
Quase exatamente - lembram do efeito Orloff ? - o que está começando a acontecer aqui.

Cantinho do mundo em que o governo neoliberal e entreguista atual recebeu o Brasil com uma relação dívida bruta-PIB de 63% e está correndo o risco de repassá-la ao próximo governo, no final do ano, próxima de 80%;
Com um aumento de mais de 16 pontos percentuais em pouco mais de dois anos, quando ela diminuiu, tanto no conceito bruto como no líquido - consultem os dados do Banco Mundial - nos 12 anos dos governos do PT.

Se Temer também ainda não está, como Macri, batendo às portas do Fundo Monetário Internacional, agradeça-se não ter tido ainda tempo, com as atitudes que anda tomando, de obrigar o país a tomar esse caminho.

E também aos governos nacionalistas anteriores, que pagaram em 2015 a dívida que FHC deixou com o FMI, de quarenta bilhões de dólares, e ainda multiplicaram por 10 as reservas internacionais, de 37 bilhões de dólares em 2002, para 370 bilhões de dólares em 2016.

O patamar em que se encontravam quando do desfecho da conspiração parlamentar, jurídica e midiática golpista que tirou - ao som das panelas e dos foguetes de milhares de otários - a Presidente Dilma Roussef do poder,
A ponte para o “futuro”, do neoliberalismo abjeto e antinacional está dando certo na Argentina.

Já conseguiu levou o país do tango e das empanadas de volta para o passado e - de banho tomado, chupeta, pijaminha de seda e gumex no cabelo - de novo para o colo do Fundo Monetário Internacional.

Enquanto, por estas bandas, a parcela da mídia mais farsante e solerte continua insistindo, com asseclas próprios, além daqueles que são “convidados” e alugados, no discurso único, parcial, falacioso e calhorda de que o PT quebrou o Brasil.

Um país que já arrecadou um trilhão de reais em impostos este ano, produz quase três milhões de barris de petróleo por dia e é - ainda hoje - para a tristeza de certos vira-latas americanófilos que aqui coaxam permanentemente - o quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos, como se pode conferir no site do tesouro dos EUA.

Mas, afinal, se o povo ficasse sabendo disso, como continuar destruindo os bancos públicos, os direitos dos trabalhadores e entregando o país aos gringos, a preço de banana, como se está fazendo permanentemente nesse governo ?

Postado por Mauro Santayana


MORO, O ÁRBITRO DE VÍDEO DA GLOBO



A genial chargista Laerte explica ao país em uma única charge quem é o juiz Sérgio Moro: o árbitro de vídeo da Globo; "árbitro de vídeo" ou VAR (sigla em inglês para video assistant referee) é a grande sensação neste início de Copa do Mundo; Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, comentou em seu twitter: "árbitro de vídeo no Brasil não é novidade. Sérgio Moro há muito tempo não toma decisão sem perguntar antes a opinião da Globo"

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/358867/Moro-o-árbitro-de-vídeo-da-Globo.htm#.WykSsq-3yhQ.facebook

Mauro Lopes: caso Gleisi é o segundo tempo da perseguição ao PT

Bom dia 247 (19/6/18) – Gleisi no STF, Aécio na gaveta. Isso é justiça?

O dado mais sensível hoje, porém, é a divulgação da segunda prévia do IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, marcando inacreditáveis 1,75% em junho, o que aponta para um índice do mês fechado acima de 1,5%, provavelmente. E, no varejo, uma inflação ao consumidor que “pula” de 0,2 para 1%, em 30 dias. Índice que se registra no IPC de sete das principais brasileiras (veja o gráfico). A política entrou em banho-maria com a Copa; a economia, não.


Novo “dia de cão” no mercado financeiro?


LULA COMENTANDO A COPA É NOTÍCIA FORA DO BRASIL

QUANDO O GOLPE FOR DERROTADO, VAI SER FÁCIL ENCONTRAR OS ARQUIVOS DO GOLPE.


Com um grande objetivo, somos superiores até à justiça, não apenas a nossos atos e nossos juízes” – Nietzsche, Gaia Ciência, §267.

Arquivo para todos nos processos; para Lula, não.

Segue a temporada de arquivamentos do STF, agora com mais três: Aloysio Nunes Ferreira, Eduardo Braga e Omar Aziz, todos senadores e o primeiro licenciado para ser o chanceler do governo Michel Temer.
A justificativa do arquivamento, na Folha: “segundo o relator, Alexandre de Moraes, após 15 meses de apuração, não se encontraram indícios de que os suspeitos cometeram crime, do meio que empregaram, do prejuízo que causaram, do local e do momento exatos”.
Curioso: encaixaria como uma luva no processo contra Lula que lhe valeu nove anos de condenação de Sérgio Moro, ampliados para 12 pelos desembargamoros do TRF-4.
Contra Lula não é preciso provas, porque, desde há muito, há a convicção de que é ele que precisa ser “arquivado”, para que não seja reeleito Presidente do Brasil.
Lula é um caso extraordinário de uma “jurisprudência” fixada por um juiz de província, cujas decisões se tornaram normas exclusivas para ele.


Barrosinho, o pavão atrasado

Com este grau de grosseria e ofensa, Barroso  parece querer se habilitar a ser Ministro de Jair Bolsonaro, porque não é possível achar que, dentro do Supremo, este tipo de agressão vá ficar sem um interpelação duríssima de quem está sendo chamado de protetor de corruptos.
Barroso, porém, não merece uma solução à moda suburbana.  Nem mesmo o lugar de pretendente a  Sérgio Moro vai ocupar. Chegou tarde, Doutor.

Leia tudo aqui:

Maradona enviou uma mensagem a Lula pelo canal Telesur

A farsa contra Gleisi Hoffmann está cada vez mais evidente. As acusações são completamente infundadas, falsas e contraditórias. #SomosTodosGleisi


sábado, junho 16, 2018

TEMPLOS E CRIME PODEM LIDERAR PAÍS NO AMANHÃ




“As principais instituições que possivelmente estarão comandando o Brasil de amanhã, se não houver reversão do ponto de vista das instituições tradicionais, são o crime organizado e as igrejas neopentecostais. Porque são as duas instituições que têm melhor clareza para que mundo estamos cada vez mais avançando”.
A análise é do economista Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo, do PT, em entrevista ao TUTAMÉIA. Para ele, esses dois grupos operam como instituições, preparam quadros para serem advogados, prestarem concurso público para carreiras de Estado, se tornarem candidatos às eleições. “Eles vão contaminando as instituições, vão entrando nas instituições, fazem parte do jogo”, diz.

Do “pacto pela democracia” da Neca Setúbal ao “manifesto pelo novo centro” de FHC é só um passo. Melhor garantir logo a vitória de Alckmin ou de Marina, para não correr riscos, não é mesmo?

Nem estava com ânimo de falar sobre o tal “pacto pela democracia”. Bate tristeza ver que tantas organizações com trajetórias em geral vinculadas à esquerda foram seduzidas por algo tão hipócrita. Eu me pergunto o que pessoas como Sâmia Bonfim e Eduardo Suplicy estavam fazendo no lançamento da coisa, junto de gente do PSDB, do Novo, do PPS, da Rede. Deve ser a velha tentação de mostrar que “sou de esquerda, mas sou limpinho”.
DIARIODOCENTRODOMUNDO.COM.BR
POR LUIZ FELIPE MIGUEL, cientista político Nem estava com ânimo de falar sobre o tal “pacto pela democracia”. Bate tristeza ver que tantas organizações com trajetórias em geral vinculadas à esquerda foram seduzidas por algo tão hipócrita. Eu me pergunto o que pessoas como Sâmia Bonfim e...

Moro conseguiu: Braskem desnacionalizada!

O PiG noticia que a Braskem - empresa de petroquímica bem sucedida, resultado da associação da Petrobras com a Odebrecht, será vendida a um grupo holandês, LyondellBasell.
Com isso, o Brasil deixa de ter uma das seis maiores empresas de petroquímica do mundo.
A Braskem ficava abaixo da chinesa Sinopec, da Exxon americana, da Lyondell, da Sabic saudita e da Dow americana.
Um colosso!
O Brasil da República Federativa da Cloaca não merece estar nessa lista.
Afinal, para que foi feita a Lava Jato?
ALTAMIROBORGES.BLOGSPOT.COM
mídia, sindicalismo, ditadura midiática, América Latina, política, economia, blogueiros, mídia alternativa, pig, propinoduto, Blog do Miro

sexta-feira, junho 15, 2018

Bom Dia 247 (15/6/18) – O golpe ameaça queimar as reservas que Lula e Di...

Por que a mídia não noticiou que o Papa Francisco mandou um terço para Lula?



Quando surge um Lula ou um Papa Francisco o Sistema não tem controle absoluto dos seus atos, pois, são eles, os dois líderes antissistema mais importantes do Século XXI e capazes de dar voltas no Sistema e atingir multidões com seus carismas, inteligência e ideias e ações revolucionárias.
Lula e o Papa Francisco falam em nome da coletividade, falam em nome de um mundo socioeconômico menos desigual e trabalham no caminho oposto do Capitalismo de mercado e ameaçam o Sistema no seu sentido mais básico, o de ruir a estrutura de desigualdade, onde o 0,001%, ou seja, 70 mil pessoas relegam mais de 7 bilhões de seres humanos a um segundo patamar de direitos e deveres na sociedade atual, praticamente, buscando escravizar a todos que não pertencem a este seleto grupo de pessoas.
Por isto o Sistema não pode divulgar em seus meios de comunicação, no Brasil um oligopólio, nos telejornais locais das emissoras cooptadas pelo Sistema, um gesto cristão do Papa Francisco ao preso político Lula: o gesto de lhe enviar um terço com uma cartinha escrita de próprio punho.
LEIA TUDO AQUI:

quarta-feira, junho 13, 2018

Receita para resgatar a política >> A política não pode ser substituída pela justiça, pois cidadão não vota em juízes e desembargadores >> alteração no art. 37: legalidade por legitimidade

Comprar ou chantagear 

um juiz é muito fácil.


12/6/2018, Luiz Moreira,* Duplo Expresso


" Genial! uma reforma para radicalização democrática efetiva dentro dos atuais marcos constuticionais. Sem nova constituinte!"
(Dos "Comentários", Gustavo Santos )

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A política não pode ser substituída pela justiça, pois cidadão não vota em juízes e desembargadores. A soberania popular jamais poderá ser negligenciada em um estado que se pretenda democrático. O que temos assistido é uma adaptação das leis para que a política seja esvaziada e dê lugar ao perigoso regime da toga.

O comentarista de assuntos jurídicos e constitucionais do Duplo Expresso de Domingo, Luiz Moreira, já defendeu por diversas vezes na nossa página e em outras publicações que:


Não é por acaso que o golpe a que nós assistimos é um golpe institucional que é dado e garantido pelo Supremo Tribunal Federal. Com a maioria dos ministros indicados pelo PT”, apontou o professor. “É preciso subordinar o direito à política e à democracia”, frisou Moreira, que desafiou a esquerda a pensar “um novo caminho para o Direito que não seja um caminho de direita.”


E para não ser mais um a usar apenas a garganta como ferramenta de trabalho, Luiz Moreira publica aqui no Duplo Expresso as alterações que julga necessárias para que o Estado tenha um funcionamento compatível com as demandas atuais. Uma importante reflexão que reduz os riscos de novas crises institucionais como esta em curso no Brasil.


ALTERAC
̧ÕES CONSTITUCIONAIS
NA ORGANIZAC
̧ÃO DO ESTADO
Luiz Moreira (para Duplo Expresso, 12/6/2018)

1) Os Poderes da República são o Legislativo e o Executivo;
o Judiciário passa a ser Órgão de Estado;

2) alterac
̧ão no art. 37: legalidade por legitimidade;

3) alterac
̧ões na lei de improbidade e demais legislações sancionadoras: do tipo aberto ao tipo fechado e ter como requisito a prática de ato doloso;

4) fixac
̧ão do Senado como casa revisora, cabendo a iniciativa de lei à Câmara dos Deputados.

5) revogac
̧ão do instituto do impeachment;

6) em caso de Impasse Institucional, o Presidente da República convocará eleic
̧ões gerais, que devem ocorrer em até 60 dias, para o Congresso Nacional, para a Câmara dos Deputados e a antecipação da eleição da respectiva fração com mandato vincendo, do Senado Federal;

6.1) A frac
̧ão do Senado Federal, não atingida pela dissolução, exercerá todas as atribuições do Congresso Nacional;

7) Mudanc
̧a do paradigma da jurisdição constitucional para o controle político de constitucionalidade: possibilidade de revogação, pelo Senado, da declaração de inconstitucionalidade de lei, e, pelo Presidente da República, de políticas públicas (freios e contrapesos);

8) criac
̧ão da Polícia Legislativa da União, presidida pelo Presidente do Congresso Nacional, com competência exclusiva para todos os atos de polícia atinente aos membros, bens e instalações da esplanada dos ministério, dos Poderes Legislativo e Executivo, do Judiciário e do Ministério Pública da União, cabendo-lhe o cumprimento das diligências e de todos os seus atos;

a) em caso de convocac
̧ão de eleições legislativas, até que tome posse o novo Congresso, a chefia da Polícia Legislativa passa a ser exercida pelo Presidente da República;

9) Controle Social sobre os Governos do Judiciário e do Ministério Público, formados por membros da Sociedade Civil, com competência sobre o orc
̧amento, a gestão e as finanças;

9.1) as Corregedorias Nacionais do CNJ e do CNMP serão exercidas exclusivamente por membros indicados pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, cuja atuac
̧ão se sobrepõe e tem preferência sobre as corregedorias das unidades do Judiciário e do Ministério Público;

9.2) o CNJ e o CNMP passam a deliberar sobre aposentadoria, inclusive a compulsória, remoc
̧ão compulsória e demissão;

10)reorganizac
̧ão das carreiras do Judiciário e do Ministério Público: a promoção passa a ter critérios semelhantes aos adotados pelo Itamaraty;

11) O PGR será escolhido dentre quaisquer dos membros do Ministério Público brasileiro;

12) o MPF passa a se organizar em dois graus, conforme a justic
̧a federal: procuradores e procuradores regionais da República;

13) os subprocuradores gerais da República passam a ser indicados entre os membros do MPF, do MP dos estados e os do MPDFT;

14) o indicado a Procurador Geral de Justic
̧a será sabatinado e aprovado pelas respectivas Assembleias Legislativas;

15) criac
̧ão do Conselho Nacional Eleitoral, com competência legislativa e organizacional sobre as eleições, cabendo apenas a jurisdição à Justiça Eleitoral;

16) Submissão do TCU ao Congresso Nacional, com a respectiva extinc
̧ão do poder normativo do TCU, que passará a ser de atribuição do Congresso.

17) Criac
̧ão de polícias da União: a PF seria desmembrada em 4 Polícias:

a) Polícia Judiciária (delegados);

b) Polícia Forense (papiloscopistas e peritos);

c) Polícia de Imigrac
̧ão (fronteiras secas, marítimas e aeroportos);

d) Forc
̧a Nacional de Segurança (agentes).


* Luiz Moreira Gomes Junior possui Graduação em Direito pela Universidade Federal do Ceará (1996), Mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1999) e Doutorado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). É Diretor Acadêmico da Faculdade de Direito de Contagem. Professor Visitante do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC Rio. Coordenador e Supervisor da Coleção Del Rey Internacional. Ex-Conselheiro Nacional do Ministério Público. Tem experiência nas áreas de Direito e de Filosofia, com ênfase em Filosofia do Direito, Teoria da Constituição e Teoria do Estado. (Informações coletadas do Lattes em 01/06/2018).

segunda-feira, junho 11, 2018

O Plano é L de Lula! Ou tem eleição com Lula ou a pinguela cai.

PT - Partido dos Trabalhadores
15 h
O Plano é L de Lula!
Contagem-MG ficou pequena para milhões de Lula!

Quem vai torcer por time que entrega jogo pra melar a Copa no Brasil? A seleção é da Globo e do golpe.


Confira o Tweet de @palmeriodoria: https://twitter.com/palmeriodor…/status/1005966482109497345…. Fantástico procura desesperadamente fazer o país entrar no clima da Copa. Falta combinar com o clima. 

Tem candidato que posa de valente mas tem pavor de enfrentar em campo o craque da camisa 13. #timeLula


É COM LULA, OU NADA. NÃO VOTO EM ELEIÇÃO ARAPUCA.


ESTÁ NAS REDES DE TODA A GRANDE MÍDIA, INCLUSIVE NO MSN, DISTRIBUÍDO PARA TODOS OS COMPUTADORES COM SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS >> Datafolha: Sem Lula, Marina e Ciro disputam vaga para enfrentar Bolsonaro >> EU AVISEI >> http://grupobeatrice.blogspot.com/…/a-globo-tem-que-manter-…

quinta-feira, junho 07, 2018

Pepe Escobar sobre Trump, Kim e Putin

A COLÔMBIA NA OTAN E OS PROTOCOLOS DA CAPITULAÇÃO




(Do blog com equipe) - Se tivesse tempo, um artigo cada vez mais escasso no meu caso, gostaria de escrever um livro que poderia se chamar “garrafas ao mar”, ou “notas ao pé da história” na esperança de que estas linhas fossem lidas por alguém daqui a algumas décadas, do qual constaria um extenso capítulo chamado os "diários" ou "protocolos" da capitulação, para descrever - com nomes, datas e fatos - os tempos vergonhosos que estamos vivendo.

Tempos temerários - no sentido de sua irresponsabilidade e imprudência - com relação ao que estamos fazendo com o nosso futuro como nação.

Só a janela aberta, inesperadamente, em termos históricos, por meio de um impeachment espúrio, para a repentina ascensão de um governo ilegítimo e antinacional ao poder, consegue explicar a ofegante sofreguidão - de caráter quase sexual - com que o Brasil tem sido entregue - sem planejamento, sem discussão, sem estratégia alguma - a seus concorrentes e a eventuais controladores externos, nestes anos de sabotagem da democracia, que culminaram com a interrupção do processo democrático, no momento da queda da Presidente Dilma e podem levar o país ao fascismo, a partir do próximo ano.    

De um país que saiu da decima-quarta economia do mundo em 2002, para a sexta maior do planeta em 2011, que lançou o BRICS, que quintuplicou o PIB em dólares, que pagou a dívida com o FMI, que estava construindo tanques, submarinos - incluído um de propulsão atômica - aceleradores de partículas, caças supersônicos, aviões de transporte militar, radares, fuzis de assalto, mísseis de saturação e até mesmo de cruzeiro, nos transformamos  em uma republiqueta de bananas, quase da noite para o dia.

A cargo de uma administração que, embora não consiga assegurar a chegada de combustíveis aos postos de gasolina, assinou documentos garantindo a entrega de centenas de milhões de barris das reservas de petróleo do pré-sal para empresas estrangeiras, algumas delas estatais, ou sob controle de governos de outros países.

Que negocia a entrega - a repetição do verbo é intencional, não de estilo - da EMBRAER para a Boeing, com o estabelecimento de uma parceria que lembra aquela que o porco firmou com a galinha para vender ovos com bacon.
Que, em um momento em que os EUA repassam seu programa espacial para a iniciativa privada - vide a Space-X, de Elon Musk,   - pretende entregar o controle da Base Espacial de Alcântara para os Estados Unidos - sem ao menos pensar em equilibrar essa doação com a negociação da construção de outras bases espaciais em nossa linha do Equador em aliança com outras nações, muito mais propensas a nos transferir tecnologia, como a Rússia, a Índia e a China.

Que pretende também entregar os nossos céus, agora, sem restrições, com a cumplicidade do Congresso, a companhias aéreas estrangeiras.

Em um país que desfila - em discutíveis marchas em que todos os fascistas comparecem, menos Jesus, porque esse nunca foi fascista - defendendo a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém, com bandeiras de Israel, saudando a direita sionista.

Um governo que abandona - coisa que nem mesmo os militares ousaram fazer - a doutrina de não interferência em assuntos internos de outras nações, para comandar na OEA - Organização dos Estados Americanos, lado a lado com os EUA - ao contrário do que fizemos com Cuba, em 1962, quando nos abstivemos - o indecente processo de cerco contra a Venezuela.     
   
Enquanto isso, as verdadeiras intenções do “ocidente” com relação ao Brasil, ficam cada vez mais claras, com o processo de “ucranização” da Colômbia e sua entrada na OTAN e também na OCDE, aqui celebrado por viralatas inquietos como um sinal do sucesso daquele país e do “atraso” brasileiro nas relações internacionais.

Não se entende que da mesma forma que o avanço do processo de entrada de Kiev na OTAN - no dia 10 de março de 2018 essa organização reconheceu o status da Ucrânia como “país candidato” -  está voltado para completar o cerco do “ocidente”, por meio de países satélites, contra a Rússia; a entrada da Colômbia na organização, longe de estar sendo feita contra a Venezuela, dá início a cerco semelhante do Brasil por nações sob o mando militar da Europa e dos Estados Unidos, com a possível instalação, no futuro, de mísseis do outro lado das nossas fronteiras - como ocorreu com a recente colocação de foguetes “Patriot” na Lituânia dirigidos contra a Rússia - que estarão voltados não para Caracas, mas para as principais cidades e alvos militares brasileiros.

A estratégia geopolítica “ocidental” é clara.

Sabotar-nos e cooptar-nos ou nos cercar militarmente, espalhando bases em países que estiverem em nossas fronteiras.

Assegurar a eleição de governos fantoches de direita - no caso da Ucrânia foram governos de inspiração neonazista - assim como estão tentando fazer em volta da Rússia de Putin, e, em menor escala, com a China, que está fortalecendo sua presença na Ásia e no Pacífico e não lhes permite essa ousadia.

Para inviabilizar, com isso, a continuidade do BRICS, a única alternativa multilateralista capaz de desafiar a hegemonia anglo-saxã no mundo e a principal razão de ordem externa por trás dos golpes sofridos pelo PT, nos últimos anos, e de Lula estar sendo mantido na cadeia, afastado das eleições presidenciais.

Uma missão cumprida por uma justiça dócil, ou, no mínimo simpática aos interesses norte-americanos e “ocidentais”, treinada, manipulada e corrompida, pelos gringos, com cursos de “liderança”, seminários de “cooperação”, espelhinhos e miçangas, como vemos com os regabofes para Moro promovidos pelos Estados Unidos e países satélites, em terras estrangeiras.         

O objetivo é controlar o Brasil tirando-nos todos os instrumentos - como os bancos públicos, a EMBRAER, a Base Espacial de Alcântara, a Petrobras e o pré-sal - que possam possibilitar o nosso desenvolvimento autônomo, consolidando, a partir disso, com o fim da UNASUL e do Conselho de Segurança da América do Sul, o domínio  do nosso subcontinente, já que, como disse Richard Nixon, certa vez, “para onde for o Brasil, também irá a América Latina”.

Quanto à OCDE, aqui celebrada pela coxinhice ignorante e viralatista como um clube de países desenvolvidos, é mais uma organização factoide, criada para enfraquecer a cooperação sul-sul, sem nenhuma importância geopolítica concreta, a não ser a de ajudar a manter sob controle os países menores que se candidatam a entrar nela.

Se fosse um clube de ricos, a OCDE não contaria com o México - a não ser como mordomo - um país que, apesar de ser membro dessa organização e do NAFTA há muito tempo, tem hoje mais pobres do que tinha há 20 anos, como afirma, apoiado pelas estatísticas de praxe, o candidato às eleições presidenciais de julho naquele país, Ricardo Anaya.

Iludem-se aqueles que acreditam que, entregando de mão beijada o Brasil ou entrando, em um futuro cada vez mais provável - depois que já estivermos cercados por suas bases - para a OTAN,  como “sócio global”, como está fazendo a Colômbia - um eufemismo para colônia de terceira classe, muito abaixo, portanto, de países satélites como a Polônia ou a Hungria; e nos alinhando geopoliticamente aos Estados Unidos e à Europa, abandonando qualquer veleidade de desenvolvimento autônomo, apesar de controlarmos o quinto maior território e população do mundo, que nos foi legado,  à custa de sangue, suor e coragem, por nossos antepassados, iremos nos transformar, daqui a uns 50 anos, em uma espécie de Austrália.

Acorda, Muttley!

Não se iludam, coxinhas!

Por aqui não temos cangurus, nem somos todos branquinhos, de olhos verdes e azuis, não merecemos ser súditos da Rainha, não temos entrada franca nos EUA, nem pertencemos à Commonwealth - somos devolvidos dos aeroportos europeus, aos magotes, mesmo quando estamos indo a turismo, gastar dinheiro.

Independência, altivez, soberania?
-Nevermore! Diria o corvo de Edgar Allan Poe.

Neste caminho, o que nos espera é o glorioso destino mexicano - tão longe de Deus e tão perto dos EUA, segundo Porfírio Diaz, coitados - um “sócio” ocidental em vias de ser aprisionado por um muro em que poderia ser perfeitamente afixado, do lado norte-americano, um cartaz com um “mantenha do outro lado os animais” escrito, que, hoje, por mais que exporte maquilas não consegue ter os superávits brasileiros, no qual o salário mínimo em janeiro de 2018 foi de 4,6 dólares por dia, ou entre 300 e 400 reais por mês, tirando os finais de semana.      
     
Não há nada mais indecoroso do que entregar um país depois de exterminar seus sonhos, com um banho altamente tóxico de mentiras e hipocrisia.

Ao fazer o que está fazendo - o que inclui a provável desnacionalização da Eletrobras, uma das maiores distribuidoras de energia elétricas do mundo, também a preço de banana - apesar de ter arrecadado em impostos cerca de um trilhão de reais no primeiro semestre e de estar sentado sobre 380 bilhões de dólares em reservas internacionais herdadas, em mais 95%, dos governos Lula e Dilma - o atual governo assina, sob o olhar implacável da História,  os protocolos da capitulação de uma nação que há alguns anos pretendia ser grande, independente e forte, e que, devido ao avanço da subserviência e de um movimento de extrema-direita abjeto, derivado das costelas do lawfare, do coxismo, do golpismo e do entreguismo apátrida, tão em voga na internet nos dias de hoje, está cada vez menor, tanto no contexto moral quanto no geopolítico.

Postado por Mauro Santayana