segunda-feira, agosto 24, 2015

Lula sendo Lula




Posted by Verdade sem manipulação on Sexta, 21 de agosto de 2015

Por que a direita saiu do armário?

Essas manifestações são a prova mais eloquente que os governos do PT não amaciaram a luta de classes, mas a acirraram.
por Emir Sader em 23/08/2015 às 07:46

http://cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/Por-que-a-direita-saiu-do-armario-/2/34307


O que há de novo é a consolidação de um setor de extrema direita na classe média, que teria colocado recentemente as manguinhas pra fora, constituindo-se no fator novo no cenário politico nacional. E que parece que veio para ficar.

Sem discutir a tese da Marilena Chauí – que esse setor insiste em confirmar – de que a classe média seria fascista, é inegável que pelo menos um setor dela assume teses fascistas e o faz da maneira mais escancarada, quase como um clichê, pelos slogans que exibe, pela atitude agressiva e discriminatória, pelo racismo, pelo antiesquerdismo, pelo anticomunismo.

Mas por que agora, há 12 anos do começo dos governos do PT, essa ultra direita sai do armário? Onde estava ela? Por que resolveu sair agora do armário?

Essas manifestações são a prova mais eloquente que os governos do PT não amaciaram a luta de classes, mas a acirraram. Caso os governos do PT fossem apenas uma variante do neoliberalismo – como algumas atitudes sectárias, que não conhecem o país e não sabem das profundas transformações operadas no Brasil desde 2003 – a direita só poderia estar satisfeita, teria que estar comemorando a cooptação de um PT tão expressivo do campo popular – o mais importante de toda a trajetória da esquerda brasileira -, para o seu campo. Menos ainda teria por que se empenhar com todas suas forças para tirar o PT do governo e tentar desqualificar o Lula, para inviabilizar seu retorno à presidência.

Só mesmo porque sentiram que seus interesses estavam sendo afetados, que já não dispunham do governo a seu bel prazer e correm o risco de ver este período se estender muito mais, com uma eventual volta do Lula à presidência, é que a direita saiu do armário e passou a exibir sua cara de ultra direita.

De que forma esses interesses foram afetados? Em primeiro lugar, na prioridade das políticas sociais e na extensão do mercado interno de consumo de massas, com a distribuição de renda que acompanhou a retomada do desenvolvimento econômico. Se interrompeu a política econômica implantada por Collor e continuada por FHC. Seu fracasso abriu os espaços para governos que romperam com eixos fundamentais do neoliberalismo, em primeiro lugar, a prioridade dos ajustes fiscais e a centralidade do mercado.

Em segundo lugar, pela ruptura com o projeto da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA -, levado a cabo pelos EUA, em complacência com o governo de FHC, que deu lugar ao fortalecimento dos processos de integração regional, do Mercosul à Celac, passando pela Unasul. Um processo que inclui os estratégicos projetos dos Brics, em que o Brasil tem papel chave, e que desenha um mundo multipolar na contramão dos projetos norteamericanos.

Em terceiro lugar, porque a centralidade do mercado deu lugar a espaços para a recuperação da capacidade de ação do Estado, tanto como indutor do crescimento econômico, como da afirmação dos direitos sociais e como ator nos processos de soberania externa.

A já clássica frase de que “os aeroportos estão virando rodoviárias” segue sendo a mais significativa da reação de setores da classe média à ascensão de amplos setores populares. Afora exacerbada, desde a Copa do Mundo, em que a vaia à Dilma foi como que a abertura da porteira da falta de qualquer respeito por parte de setores da direita.

A campanha eleitoral do ano passado foi um aquecimento em relação ao que se vive agora. Tanto Aécio quanto a mídia, exacerbaram sua linguagem e suas formas de atacar o governo, gerando a ideia de que tudo tinha se tornada insuportável, não apenas a situação das classes privilegiadas, mas o próprio país, pela corrupção e pela suposta incompetência do governo. Pela primeira vez na história do país um candidato a presidente triunfou nas eleições contra praticamente a totalidade do grande empresariado – confirmando como estes consideram que seus interesses fundamentais são afetados profundamente pelos govenos do PT.

Para os que nunca aceitaram que os governos do PT tenham sido qualitativamente diferentes dos governos neoliberais, tudo isso é incompreensível. Na sua incapacidade de apreender a realidade concreta, tem que culpar o PT por tudo. Até pela direita ter saído do armário, usado por alguns para atribuir também aí a culpa ao PT.

Por isso a ultra esquerda não conseguiu, ao longo destes 12 anos – nem no Brasil, nem nos países com governos posneoliberais na América Latina -, construir uma alternativa e esta está sempre situada à direita dos governos do PT. Porque acredita que o os governos do PT são neoliberais, a ultra esquerda não compreende a realidade do Brasil hoje e não consegue construir raízes no seio do povo.

O PT é responsável pela saída da direita – e da ultra direita – do armário, porque afetou profundamente os seus interesses.


Quando se usa essa expressão, não se está querendo dizer que ela estivesse escondida até recentemente. A direita, na era neoliberal, no Brasil, é representada pelos tucanos e seus aliados e sempre esteve ocupando o campo político como alternativa aos governos do PT.


domingo, agosto 23, 2015

Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO)


Fruto de parceria entre Brasil e Alemanha, será inaugurada hoje (22), a 150 km de Manaus, o Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO). A maior estrutura de pesquisa ambiental da América do Sul, produzida com tecnologia 100% nacional, vai coletar dados precisos sobre a interação da floresta Amazônica com a atmosfera, para estudar os efeitos das mudanças climáticas globais. Saiba mais no vídeo!

COOPERAÇÃO CIENTÍFICA
Fruto de parceria entre Brasil e Alemanha, será inaugurada hoje (22), a 150 km de Manaus, o Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO). A maior estrutura de pesquisa ambiental da América do Sul, produzida com tecnologia 100% nacional, vai coletar dados precisos sobre a interação da floresta Amazônica com a atmosfera, para estudar os efeitos das mudanças climáticas globais.

Saiba mais no vídeo!
https://www.facebook.com/SiteDilmaRousseff/videos/976615085725416/?pnref=story

Posted by Dilma Rousseff on Sábado, 22 de agosto de 2015

domingo, julho 26, 2015

Brasil recebe navio hidroceanográfico que permitirá avanços na área de pesquisa e defesa da Amazônia Azul



O ministro da Defesa, Jaques Wagner, acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Aldo Rabelo, participou nesta quinta-feira (23), da cerimônia de entrega do Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo). A embarcação assegura avanços em estudos científicos em áreas oceânicas estratégicas do Atlântico Sul.
Durante a cerimônia, Jaques Wagner disse que apostar na tecnologia, pesquisa e inovação oceanográfica aumenta o poder e a soberania do país. "É a aplicação da tecnologia e do conhecimento do mar na defesa nacional", destacou o ministro que reconhece o ganho inestimável para o setor.
Parceria público-privado
Adquirido em 2013 por aproximadamente R$ 162 milhões, o navio é fruto do acordo de cooperação firmado entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Marinha do Brasil (MB) e as empresas Petrobras e Vale.
O MD, o MCTI e a Marinha do Brasil investiram R$ 27 milhões cada. A Vale e a Petrobras aportaram, respectivamente, R$ 70 milhões e R$ 38 milhões.
O Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô (ROV – sigla em inglês) com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade. Acompanhado do ministro Aldo Rebelo, Jaques Wagner percorreu os cinco laboratórios do navio e conheceu o equipamento.
“O navio impulsiona nosso poder de dissuasão porque trabalha com oceanografia física que mede a temperatura da superfície do mar, qualidade e suas propriedades, facilitando, por exemplo, missões com submarinos”, acrescentou Wagner.
A embarcação também pode realizar pesquisas de busca de nódulos metálicos no fundo do mar, além da localização de petróleo e gás em superfícies inferiores, como na camada do pré-sal e da exploração de recursos minerais em águas profundas.
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Aldo Rabelo, participou nesta quinta-feira (23), da cerimônia de entrega do Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo). A embarcação assegura avanços em estudos científicos em áreas oceânicas estratégicas do Atlântico Sul.
Durante a cerimônia, Jaques Wagner disse que apostar na tecnologia, pesquisa e inovação oceanográfica aumenta o poder e a soberania do país. "É a aplicação da tecnologia e do conhecimento do mar na defesa nacional", destacou o ministro que reconhece o ganho inestimável para o setor.
Parceria público-privado
 Adquirido em 2013 por aproximadamente R$ 162 milhões, o navio é fruto do acordo de cooperação firmado entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Marinha do Brasil (MB) e as empresas Petrobras e Vale.
O MD, o MCTI e a Marinha do Brasil investiram R$ 27 milhões cada. A Vale e a Petrobras aportaram, respectivamente, R$ 70 milhões e R$ 38 milhões.
O Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô (ROV – sigla em inglês) com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade. Acompanhado do ministro Aldo Rebelo, Jaques Wagner percorreu os cinco laboratórios do navio e conheceu o equipamento.
“O navio impulsiona nosso poder de dissuasão porque trabalha com oceanografia física que mede a temperatura da superfície do mar, qualidade e suas propriedades, facilitando, por exemplo, missões com submarinos”, acrescentou Wagner.
A embarcação também pode realizar pesquisas de busca de nódulos metálicos no fundo do mar, além da localização de petróleo e gás em superfícies inferiores, como na camada do pré-sal e da exploração de recursos minerais em águas profundas.
Uso dual
O navio tem uso dual e permite assegurar a proteção das riquezas das jurisdições marítimas pertencentes ao Brasil. Pode ser utilizado em diversos setores, como na pesca, meteorologia, exploração de recursos minerais e preservação do meio ambiente.
O comandante da Marinha Leal Ferreira reforçou a importância do navio para a Força e comunidade científica. ”O Vital de Oliveira irá atuar em áreas oceânicas estratégicas ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial”, ressaltou. Com 28 equipamentos científicos, o navio possui maior capacidade de pesquisas e exploração das riquezas da Amazônia Azul.
Ao conhecer o grupo de pesquisadores já embarcados no navio, o ministro da Defesa cumprimentou o chefe dos pesquisadores, professor Moacir Araújo, e pediu que os estudos fossem aplicados no cotidiano e na economia. "É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes", afirmou Wagner.
Acompanharam a visita dos ministros, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira; o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Carlos Nobre; o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Jailson Andrade; o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Leonel Perondi; o diretor de Transporte da Transpetro (Petrobras), Nilson Ferreira Nunes Filho; o diretor de Tecnologia e Inovação da Vale, Luiz Mello, entre outras autoridades e oficiais.


Fonte: Ministério da Defesa

quinta-feira, julho 16, 2015

Apesar da sabotagem contra a PETROBRAS...

IMAGINE O BRASIL SEM A SABOTAGEM DO PSDB E DA GLOBO.

Produção de petróleo e gás natural em junho
Novos recordes de produção no pré-sal foram alcançados pela Petrobras.


 Agência Petrobras
A Petrobras informa que sua produção de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, em junho de 2015, foi de 2 milhões e 746 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), 0,7% abaixo do volume produzido em maio (2 milhões e 766 mil boed) e 4,3% superior à produção de junho de 2014 (2 milhões e 633 mil boed).

Produção de óleo e gás no Brasil
A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil foi de 2 milhões e 553 mil boed, 0,1% abaixo do volume do mês anterior (2 milhões e 574 mil boed).

A produção exclusiva de petróleo da Petrobras no país foi de 2 milhões e 88 mil bpd, 1,1% abaixo da registrada no mês de maio (2 milhões e 111 mil bpd). Essa redução deveu-se, principalmente, à maior quantidade de paradas programadas para manutenção de plataformas no mês de junho.
A produção própria de gás natural no Brasil, excluindo o volume liquefeito, foi de 73 milhões e 886 mil m3/dia, 0,4% acima do total produzido em maio (73 milhões e 593 mil bpd).

Produção no pré-sal
Em junho, novos recordes de produção no pré-sal foram alcançados pela Petrobras. No dia 26 a produção diária operada no pré-sal atingiu 811 mil barris de petróleo por dia (bpd), aumento de 1,1% em relação ao recorde anterior, obtido no dia 11 abril (802 mil bpd). A produção mensal operada também atingiu seu maior nível, alcançando 747 mil bpd, 2,9% maior que o volume obtido em maio (726 mil bpd).

Produção de óleo e gás no exterior
No exterior foram produzidos 193 mil boed, valor equivalente aos 192 mil boed produzidos em maio, mantendo-se a boa performance das plataformas de Lucius e Saint Malo, localizadas no Golfo do México norte-americano.

A produção de óleo foi de 102 mil bpd, mesmo patamar dos 101 mil bpd no mês anterior, em razão do desempenho das plataformas mencionadas.

A produção de gás natural no exterior foi de 15,4 milhões m³/d, estável em comparação ao produzido no mês de maio, 15,3 milhões m³/d.


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FPSO Cidade de Maricá chega ao Brasil para integração de módulos
13/07/2015 | 10h52

 Agência Petrobras
O navio-plataforma Cidade de Maricá, que será destinado ao pré-sal da Bacia de Santos, chegou ao Brasil e está atracado no Estaleiro Brasa, em Niterói (RJ), para conclusão das operações de içamento e integração de módulos de sua planta. Com capacidade para processar até 150 mil barris de petróleo por dia e comprimir até 6 milhões de m³ de gás, essa plataforma deverá entrar em operação no campo de Lula (área de Lula Alto) no primeiro semestre de 2016.

Convertida a partir de um navio petroleiro VLCC (Very Large Crude Carrier) no estaleiro CXG (China), essa plataforma é do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás) e será ancorada em profundidade de água de 2.120 metros.
A obra de integração dos módulos será executada pelo Estaleiro Brasa, que também é responsável pela fabricação de seis módulos do FPSO.

O consórcio que detém a concessão do campo de Lula, no bloco BM-S-11, é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P Brasil (25%) e a Petrogal Brasil (10%). O FPSO Cidade de Maricá foi afretado pela Tupi BV.
Dados técnicos do FPSO Cidade de Maricá:

Capacidade de processamento de petróleo: 150 mil barris/dia
Capacidade de tratamento e compressão de gás: 6 milhões m³/dia
Capacidade de tratamento de água de injeção: 200 mil barris/dia
Capacidade de armazenamento: 1,6 milhão de barris de óleo
Profundidade de água: 2.120 metros
Comprimento Total: 346,5 metros
Boca: 58 metros
Pontal (altura): 32,6 metros

Fonte: Agência Petrobras



sábado, julho 04, 2015

PARA SABER ESPECIAL – A SABOTAGEM CONTRA O BRASIL E A LUTA PARA MANTER O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL


Fabricação do primeiro submarino avança na ICN
A Itaguaí Construções Navais (ICN) avança na construção do primeiro submarino convencional (S-BR1) que faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil (Prosub). A instalação do Soft Patch, também chamado de escotilhão, abertura na parte superior do casco para a retirada dos motores de combustão principais, está em fase de preparação. O objetivo desta abertura na seção 2A do S-BR-1 é facilitar a retirada dos equipamentos para reparos e manutenção, sem a necessidade de seccionar o submarino.

Os grandes desafios desta operação são o corte do casco sem prejudicar a estrutura e o posterior ajuste do escotilhão, que precisa ser soldado no local preciso. Um erro nestes processos pode causar a inutilização da seção em que serão executados. “Para este trabalho, a primeira etapa, que são os reforços no casco, já foi iniciada. Estes reforços, tanto internos quanto externos, garantem que o casco não sofra distorções devido à dimensão da abertura. Em seguida, são feitas várias verificações para garantir que a execução seja perfeita”, explica Claudio Branquinho, engenheiro mecânico da UFEM/ICN. Na primeira etapa, aproximadamente 10 profissionais estiveram envolvidos.

O Soft Patch é uma peça reforçada, com 3.650 mm de comprimento por 3.100 de largura, cuja solda é mais elaborada e possui uma geometria complexa. De acordo com Branquinho, todo o processo deve durar seis meses para ser concluído. Os técnicos também aguardam uma autorização da França para que o corte comece a ser feito. O engenheiro ainda destaca que este processo será realizado em todos os outros submarinos em fabricação para o PROSUB.

O projeto de Soft Patch dos SBR faz parte do processo de transferência de tecnologia entre a Marinha do Brasil e a empresa francesa DCNS, pois o S-BR é baseado na classe Scorpène. Os técnicos franceses estão transferindo a tecnologia deste processo aos profissionais brasileiros para a concretização do trabalho.

Pré-outfitting da calota de vante

Os avanços seguem com o pré-outfitting da calota de vante das seções 3 e 4, ambas do S-BR-1, que vieram da França. Esta fase envolveu uma equipe de aproximadamente 15 profissionais nas atividades de marcação, montagem, soldagem, preparação, pintura e inspeção.

Os principais desafios encontrados durante esta etapa foram a marcação e a instalação de cerca de 570 suportes e bases. Segundo Wander de Freitas, gerente de planejamento industrial da ICN, a soldagem de tais elementos demandou soldadores altamente qualificados para conseguir atingir os requisitos exigidos na  construção de um submarino, em um ambiente com restrições de espaço. “Foi necessário um tempo de aprendizagem por toda a equipe pelo fato de ter sido a primeira atividade de pré-outfitting do S-BR-1”.

No início de junho, as seções 3 e 4 atingiram 30% de progresso e após esta fase, a sequência é o outfitting (acabamento) com as instalações de tubulação, válvulas, cabos elétricos, entre outros, cujo processo leva em média 30 meses, ou seja, até a fase final da construção do submarino.

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Sinaval vê decisão acertada na prioridade para a produção de petróleo
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, considerou positiva a decisão de concentrar a prioridade de investimentos no segmento de produção de petróleo e gás em áreas de maior capacidade de oferecer retorno. “Os investimentos de US$ 130,3 bilhões de 2015 a 2019, anunciados para o novo plano de negócios da Petrobras, deverá manter encomendas de plataformas de produção de petróleo, navios petroleiros, navios de apoio marítimo e sondas de perfuração que garante a operação nos estaleiros brasileiros, embora com redução da demanda geral”.

“A questão não se restringe aos investimentos da Petrobras”, destaca o presidente do Sinaval, “é também necessário destravar a concessão dos financiamentos com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), considerando que os agentes financeiros responsáveis pelo risco das operações, aumentaram o rigor das garantias a armadores e estaleiros. Este tema necessita de uma avaliação política”.

“É necessário também avaliar melhor os critérios para a concessão dos aditivos legítimos nos contratos de construção naval em função dos aumentos de preços, variação da inflação e da correção cambial”, lembrou Ariovaldo Rocha.

“Os estaleiros brasileiros ainda geram cerca de 70 mil empregos nos diversos estados brasileiros, apresentam uma integração com grandes empresas internacionais participando de cadeias mundiais de produção. Esse é um patrimônio de grande relevância para o desenvolvimento brasileiro”, destaca Rocha.

Sobre as investigações da Lava Jato em acionistas de estaleiros brasileiros, o presidente do Sinaval disse que “a investigação atual tem uma característica de punição, na medida que inviabiliza as empresas ao restringir seu acesso ao mercado de capitais e a novos contratos de construção.”

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PETROBRAS
Plano de Negócios e Gestão 2015–2019
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, no dia 26 de junho de 2015, o Plano de Negócios e Gestão 2015-2019. O Plano tem como objetivos fundamentais a desalavancagem da companhia e a geração de valor para os acionistas.

O plano prevê o retorno da alavancagem às seguintes metas: alavancagem líquida - Endividamento líquido/ (endividamento líquido + patrimônio líquido) - inferior a 40% até 2018 e a 35% até 2020, e endividamento líquido/EBITDA inferior a 3x até 2018 e a 2,5x até 2020.
Dentre as premissas consideradas no planejamento financeiro do plano, destacam-se:
  • Preços dos derivados no Brasil com paridade de importação;
  • Preço do Brent (médio): US$ 60/bbl em 2015 e US$ 70/bbl no período 2016-2019;
  • Taxa de câmbio (média): conforme a tabela abaixo.
O montante de desinvestimentos em 2015/2016 foi revisado para US$ 15,1 bilhões (sendo 30% na Exploração e Produção, 30% no Abastecimento e 40% no Gás e Energia). O plano também prevê esforços em reestruturação de negócios, desmobilização de ativos e desinvestimentos adicionais, totalizando US$ 42,6 bilhões em 2017/2018.
A carteira de investimentos do plano prioriza projetos de exploração e produção (E&P) de petróleo no Brasil, com ênfase no pré-sal. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e a projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás natural. Os investimentos totais foram reduzidos em 37% quando comparados ao plano anterior.

Dos investimentos da área de E&P, 86% serão alocados para desenvolvimento da produção, 11% para exploração e 3% para suporte operacional. Serão destinados US$ 64,4 bilhões a novos sistemas de produção no Brasil, dos quais 91% no pré-sal. Na atividade de exploração no país, os investimentos estão concentrados no Programa Exploratório Mínimo de cada bloco.

No Abastecimento, serão investidos US$ 12,8 bilhões, sendo 69% em manutenção e infraestrutura, 11% na conclusão das obras da Refinaria Abreu e Lima, 10% na Distribuição. Os demais 10% incluem investimentos no Comperj para recepção e tratamento de gás, manutenção de equipamentos, dentre outros.

A área de Gás e Energia tem alocados US$ 6,3 bilhões, com destaque para os gasodutos de escoamento do gás do pré-sal e suas respectivas unidades de processamento (UPGNs).

Curva de Produção de Óleo e LGN e Gás Natural

As metas de produção de óleo, LGN (líquido de gás natural) e gás natural no Brasil foram atualizadas, refletindo postergação de projetos de menor maturidade ou atraso na entrega das unidades de produção, principalmente em função de limitações de fornecedores no Brasil.

A companhia espera alcançar uma produção total de óleo e gás (Brasil e internacional) de 3,7 milhões de boed em 2020, ano no qual estimamos que o pré-sal representará mais de 50% da produção total de óleo.
O plano prevê a adoção de medidas de otimização e ganhos de produtividade para reduzir os gastos operacionais gerenciáveis (custos e despesas totais, excluindo-se a aquisição de matérias-primas). Ações já identificadas demonstram que esse resultado pode ser alcançado por meio de maior eficiência na gestão de serviços contratados, racionalização das estruturas e reorganização dos negócios, otimização dos custos de pessoal e redução nos dispêndios de suprimento de insumos.

Ressaltamos ainda que a companhia está sujeita a diversos fatores de risco que podem impactar adversamente suas projeções de fluxo de caixa, tais como:
  • Mudanças de variáveis de mercado, como preço do petróleo e taxa de câmbio;
  • Operações de desinvestimentos e outras reestruturações de negócios, sujeitas às condições de mercado vigentes à época das transações;
  • Alcance das metas de produção de petróleo e gás natural, em um cenário de dificuldades com fornecedores no Brasil.
Fonte: Agência Petrobras

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Centro de Pesquisa Global da GE tem primeira patente aprovada
A Rio Negócios comemora a aprovação da primeira patente para a indústria bioenergética desenvolvida no Centro de Pesquisa Global da GE no Rio de Janeiro. O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) aprovou o primeiro pedido de patente da GE para uma solução que reduz o custo da produção do etanol de segunda geração (etanol celulósico), permitindo que que a indústria recupere mais de 25% do total de enzimas usadas no processo. O pedido foi aprovado após um tempo recorde de análise no INPI, 18 meses.
Para receber o Centro de Pesquisa Global da GE, um investimento de US$ 500 milhões, o Rio de Janeiro competiu com mais de 160 concorrentes e foi reconhecida como a cidade com o ambiente mais propício para a sua instalação. “Nunca tivemos dúvidas do valor que o Centro de Pesquisa da GE geraria ao país. Além dessa primeira patente, os pesquisadores aguardam a aprovação de mais 10. O desenvolvimento de patentes que atendam aos desafios do setor de Energia é fundamental para fortalecer um dos mais fortes vetores de desenvolvimento de um país”, declarou Marcelo Haddad, presidente da Rio Negócios.
O projeto foi desenvolvido numa colaboração entre pesquisadores brasileiros e a matriz do Centro em Niskayuna, em Nova York. A ideia é atender a demanda local e usar as tecnologias da GE para apoiar o desenvolvimento do país e de toda a região em diversos setores estratégicos.

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Navio-plataforma Cidade de Itaguaí chega ao campo de Lula
O navio-plataforma FPSO Cidade de Itaguaí já está ancorado na Área de Iracema Norte do campo de Lula, no polo pré-sal da Bacia de Santos, litoral  do estado do Rio de Janeiro. A unidade tem capacidade de produção de 150 mil barris de óleo por dia e compressão de 8 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A produção de petróleo no campo tem previsão de ser iniciada ainda no terceiro trimestre deste ano.

Ancorado a 240 km do litoral do Rio de Janeiro, em profundidade d´água aproximada de 2.240 metros, o FPSO Cidade de Itaguaí será conectado a oito poços produtores e nove poços injetores. O gás natural será exportado para terra via gasoduto submarino. Adicionalmente, a unidade tem capacidade de armazenamento de 1,6 milhão de barris de petróleo e capacidade de injeção de 264 mil barris de água por dia.

Com conteúdo local de 65%, o Cidade de Itaguaí teve 12 módulos construídos no Brasil, sendo 10 no canteiro da Empresa Brasileira de Engenharia (EBE), em Itaguaí (RJ) e dois no canteiro da Schahin, em São Sebastião (SP). A integração dos módulos foi realizada no estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis.

O navio-plataforma foi contratado junto ao consórcio Schahin/Modec, responsável pela conversão do casco, construção e integração dos módulos e pela operação da unidade.

A área de Iracema Norte do campo de Lula está localizada no bloco exploratório BM-S-11, no polo Pré-Sal da Bacia de Santos. O BM-S-11 é desenvolvido em parceria, na qual a Petrobras é líder e operadora do consórcio com participação de 65%. As outras parceiras são a BG E&P Brasil Ltda com 25% e Petrogal Brasil SA com 10% de participação.

Dados do FPSO Cidade de Itaguaí:

· Processamento de petróleo: 150 mil barris/dia;
· Tratamento e compressão de gás: 8 milhões m³/dia;
· Tratamento de água de injeção: 264 mil barris/dia;
· Capacidade de armazenamento: 1,6 milhão de barris de óleo;
· Profundidade de água: 2.240 metros;
· Comprimento Total: 332 metros;
· Boca: 58 metros;
· Pontal (altura): 31 metros;
· Peso: 82 mil toneladas.
Fonte: Agência Petrobras

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Embarcação financiada pelo FMM é entregue em Santa Catarina
A embarcação Bram Hero, financiado pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), foi entregue no último dia 24. A embarcação do tipo PSV – Platform Supply Vessel, é destinada ao apoio a atividades de extração de petróleo no mar. A embarcação foi construída no estaleiro Navship, localizado no polo naval de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina. Ela possui 92,60 metros de comprimento e 6,35 metros de calado máximo e 18,29 metros de boca moldada.

A obra foi financiada pelo FMM, por meio do BNDES e do Banco do Brasil, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e corresponde à quinta embarcação de uma série de sete PSVs construídos no estaleiro.

O FMM é gerenciado pelo Ministério dos Transportes e já desembolsou, até maio deste ano, R$ 28,7 bilhões no fomento ao transporte aquaviário e à indústria naval. O Fundo tem contribuído para a renovação e o crescimento da frota brasileira, o fortalecimento da indústria naval, o aumento do transporte por hidrovias, cabotagem e apoio marítimo à exploração de petróleo no país.

Fonte: Ministério dos Transportes

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Estaleiro Mauá  fecha as portas temporariamente em Niterói.
A corrupção na Petrobras não pode ser motivo para destruir a indústria brasileira.

O Estaleiro Eisa - Petro Um (antigo Mauá) fechou as portas, temporariamente, em razão da crise financeira provocada pelas medidas de adequação da Petrobras à nova realidade financeira surgida a partir da Operação Lavo Jato, deflagrada pela Polícia Federal que levou a prisão diversos ex-dirigentes da estatal e também algumas das principais empreiteiras do país.

Em nota divulgada ontem (2), o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí informou que o fechamento das portas da empresa será necessário até que o estaleiro se adeque às questões financeiras.

Em reação ao comunicado, o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói está convocando todos os funcionários do Estaleiro Mauá para uma concentração na porta do Sindicato a partir das 8h de hoje (3) para organizar uma grande passeata em direção à Petrobras com atos também na sede da Transpetro, subsidiária da Petrobras e da Caixa Econômica Federal, todos localizados no centro do Rio.

“Fechar o Estaleiro Mauá é cuspir na história dos trabalhadores e em todo esforço do governo para recuperar os investimentos no setor naval, disse Edson Rocha acrescentando que a corrupção na Petrobras não pode ser motivo para destruir a indústria brasileira. A Justiça deve punir as pessoas corruptas e não as empresas, disse Edson Rocha.

Na avaliação de Rocha, quem paga o preço novamente é o povo trabalhador. “Agora é hora de unir forças. Vamos para as ruas protestar e brigar pelos nossos empregos.” Observou que o trabalhador não pode pagar o preço da ineficiência dos gestores e nem da corrupção. Vamos unir forças! Não vamos cair! Os metalúrgicos de Niterói são fortes e não fogem a luta.

O estaleiro está localizado no bairro Ponta da Areia, em Niterói, e é administrado pelo grupo Synergy. O documento enviado ontem aos funcionários por meio de uma circular, informa que a partir de hoje, todos os trabalhadores devem permanecer em casa.

No documento, o grupo Synergy avisa que as atividades estão encerradas temporariamente e atribui a medida à crise financeira cada vez mais profunda que vem atravessando. A recomendação chegou aos trabalhadores nove dias após outros mil funcionários terem sido demitidos.

Fonte: EBC

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A taxa de desocupação em maio ficou estatisticamente estável em relação a abril  
A taxa de desocupação em maio (6,7%) ficou estatisticamente estável em relação a abril (6,4%) e aumentou 1,8 ponto percentual comparada a maio do ano passado (4,9%). Foi a maior taxa para um mês de maio desde 2010 (7,5%).

A população desocupada (1,6 milhão de pessoas) ficou estável em relação a abril e cresceu 38,5% (mais 454 mil pessoas) em relação a maio de 2014.

A população ocupada (22,8 milhões) e a população não economicamente ativa (19,3 milhões de pessoas) mantiveram-se estáveis em ambas as comparações.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,5 milhões) ficou estável no mês e recuou 1,8% (menos 213 mil pessoas) em relação a maio de 2014.

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 2.117,10) caiu 1,9% em relação a abril (R$ 2.158,74 ) e recuou 5,0% contra maio de 2014 (R$ 2.229,28).

A massa de rendimento médio real habitual (R$ 48,9 bilhões em maio de 2015) recuou 1,8% frente a abril e caiu 5,8% em relação a maio de 2014.

A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 49,4 bilhões em ABRIL de 2015) caiu 1,6% em relação março e recuou 5,7% frente a abril de 2014.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) é realizada em seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).

No mês, a taxa de desocupação ficou estável nas seis regiões metropolitanas

Regionalmente, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação não se alterou em nenhuma das regiões em relação a abril último. Na comparação com maio de 2014, houve variações significativas em todas as regiões: Em Porto Alegre passou de 3,0% para 5,6% (+2,6 pp); Salvador passou de 9,2% para 11,3% (+2,1 pp); Belo Horizonte de 3,8% para 5,7% (+1,9 pp); São Paulo de 5,1% para 6,9% (+1,8 pp); Rio de Janeiro de 3,4% para 5,0% (+1,6 pp) e Recife passou de 7,2% para 8,5% (+1,3 pp).

No mês, o rendimento médio recuou em cinco das seis regiões metropolitanas

Regionalmente, frente a abril último, o rendimento caiu em São Paulo (-3,0%), Belo Horizonte (-2,9%), Salvador (-2,1%), Recife (-1,0%) e Rio de Janeiro (-0,8%). Houve crescimento apenas em Porto Alegre (1,0%). Frente a maio de 2014, o rendimento caiu em todas as regiões, destacando-se o Rio de Janeiro com a maior queda (-6,3%) e Porto Alegre com a menor (-1,6%).

No mês, o rendimento médio habitual caiu em quatro dos sete grupamentos de atividade analisados pela PME (o recuo de 0,3% na indústria não é estatisticamente significativo). No ano, houve recuo em seis dos sete grupamentos.

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A GLOBO ATIRA NO GOVERNO MAS QUEM FICA DESEMPREGADO É VOCÊ

A Manipulação subliminar da Globo através dos gráficos

Por Paulo Franco

A CLASSE MÉDIA COMO MASSA DE MANOBRA


Eu tenho dito que o publico alvo a ser manipulado pelo telejornalismo da Globo é a classe média.  Inteligentemente, a Globo percebeu que há um enorme desconforto na classe média, com a ascensão das classes baixas, diminuindo ou pressionando suas condições de status social. 

Neste contexto, os responsáveis pelo telejornalismo da emissora, perceberam que seria só alimentar com informações que  público se identifica, e dai fazer suas manipulações obtendo uma total aderência nas mensagens e nos conteúdos providenciando uma configuração dos parâmetros que permita minimizar ou anular os efeitos das notícias positivas e enaltecer, exagerar, ressaltar as notícias ruins. 

Como as notícias ruins (reais) são poucas, a estratégia da Globo é transformar notícias boas em ruins, como por exemplo superestimar o resultado bom de outros países e subestimar os resultados bons do Brasil.
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É muito comum o uso desse expediente, como foi mostrado no diálogo de Dilma e Miriam Leitão, numa sabatina dos candidatos pouco antes das eleições.  Naquela oportunidade Miriam Leitão tentou puxar para cima o resultado do PIB de todos os países, tanto da América Latina, como da Europa.  Também enaltecendo a recuperação daqueles países, com altas taxas de crescimento, enquanto o Brasil se afundava. 

Formou-se uma discussão calorosa e até desrespeitosa por parte de Miriam Leitão, mas que depois ficou comprovado que ela mentia e a Presidenta Dilma estava bem informada e bem fundamentada.  A Alemanha por exemplo, teve no 3o. trimestre um crescimento do PIB de 0,1%, depois de amargar 0,2% negativos no trimestre anterior, escapando por pouco de uma recessão.  Ao mesmo tempo em que França, Itália, Holanda já estão navegando no vermelho recessivo.  O Japão então, encontra-se numa forte recessão, caindo 1,6% neste 3o. trimestre depois de ter uma queda de 7,6% no trimestre anterior. 

NEUTRALIZANDO O MÉRITO DO DESEMPREGO


Vemos neste exemplo do desemprego, como a Globo utiliza-se de seu expertise em comunicação para manipular sutilmente o seu telespectador. 


















Nesse gráfico, nota-se uma estratégia de comunicação visual com uma manipulação subliminar.  Muitos telespectadores se até ao gráfico sem se preocupar muito com o detalhe do número, pois o gráfico existe para facilitar a compreensão, para ilustrar a facilitar a comunicação. 

Pois bem, propositalmente, os editores de jornalismo da Globo News elevou a barra do desemprego no Brasil de 4,7%,  a tal ponto que ficou exatamente na altura do Chile que tem um desemprego quase 50% maior que o do Brasil.  

A Barra do desemprego do Brasil,  está visualmente maior que a do Peru que tem 5,7% e maior ainda que a do México que tem 4,8%, como pode ser facilmente identificável pela linha horizontal traçadas no teto de cada barra.














O gráfico acima mostra de forma proporcional os índices de desemprego dos países selecionados por eles.  Vê-se claramente a diferença entre uma situação e outra.  Ou seja, o objetivo de minimizar a grande vantagem do Brasil em relação aos outros países no desemprego é inquestionável. 


A estratégia foi aplicada também, quando se comparou a taxa de desemprego do Brasil com alguns países selecionados da Europa.


Neste gráfico nota-se o quão absurdo é a manipulação gráfica do jornalismo da Globo news.  Isso demonstra claramente que não se pode mais considerar que estejam fazendo jornalismo, aliás, seria um antijornalismo, por ao invés de informar eles estão desinformando.  Ou o que é pior ainda, informando propositalmente errado, o que pode causar prejuízo para pessoas que tomam decisões com base nas noticias do jornal. 

Entendo que os números, neste caso específico não foram alterados, mas como disse, em muitas pessoas o que fica é a imagem gráfica.

Neste caso, onde o índice de desemprego do Brasil é comparado com alguns países da Europa, embora o Brasil tenha apresentado o menor índice (4,7%), todas as barras inclusive dos países com índice maiores como a Alemanha com 5%, os EUA com 5,8% e o Reino Unido com 6% tem suas barras com altura menor que a do Brasil. 

Veja aqui, como deveria ser esse gráfico, respeitando a proporcionalidade entre os índices de cada país. 



















http://pafranco2005.blogspot.com.br/2014/11/a-manipulacao-subliminar-da-globo.html




FIM

sexta-feira, julho 03, 2015

ENTREVISTA ESPECIAL: JUSSARA SEIXAS



Também copiado do BLOG DA DILMA.

Visitem este Blog.
Saraiva

ENTREVISTA ESPECIAL: JUSSARA SEIXAS
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O Blog da Dilma tem o prazer de receber a editora Jussara Seixas, prosseguindo a sérié de entrevistas. Leia com muito carinho. Atenciosamente, Daniel Pearl - editor geral.

1)Que é a blogueira JUSSARA SEIXAS. Vocé é casada? Tem filhos?
JUSSARA SEIXAS - Caro Daniel, respondo com muito prazer. Sou uma pessoa comum, antenada na política, nos problemas do meu país. Tenho 59 anos, sou casada há exatos 38 anos, com o mesmo marido.Tenho quatro filhos, três homens e uma linda garota. Pessoas ótimas
2)Como você chegou a blogosfera e se tornar uma referência na mídia alternativa? ,
JUSSARA SEIXAS - Comecei na blogosfera com meu blog Por Um Novo Brasil, antes participava de grupos de discussão na Internet. Desde o ano 2000 sabia que era necessário criar uma alternativa para a mídia na Internet. Já na época a mídia estava consciente do imenso desastre que foi o governo de FHC e fazia oposição caluniosa ao PT, apavorada com a possibilidade de o Lula tornar-se presidente.
3)Quem te influenciou a escrever tão bem?
JUSSARA SEIXAS - Meu amigo, você que diz que eu escrevo bem, eu mesma não acho isso. Mas sempre li muito e sempre escrevi muito; sempre ocupei cargos de chefia na minha profissão, enfermagem, e isso era imprescindível. Gosto de escrever o que penso, o que acho, gosto de dar a minha opinão.
4)A Mídia Nacional é nociva ao povo brasileiro? Por que ela ficou conhecida como"Mídia Golpista"?
JUSSARA SEIXAS - A mídia brasileira é a maior vergonha nacional: mente, inventa, planta falsas noticias, atribuidas a falsas fontes, manipula informações ao seu bel prazer. Entre os casos mais conhecidos estão o da escola Base e o falso registro da ministra Dilma no DOPS. A mídia foi responsável pela eleição do Collor em 1989, e deu no que deu, foi responsável pela reeleição do FHC e deu na desgraça que deu. Em 2005 se juntou com a oposição raivosa e virulenta para dar um golpe no povo brasileiro: queriam destituír o presidente Lula com falsas acusações, ilações, calúnias.
5)Como você descreveria o Governo Lula e suas conquistas?
JUSSARA SEIXAS - O governo Lula é o que podemos chamar de fenômeno. Recebeu de FHC um país falido economica e socialmente, e em pouco tempo transformou o Brasil em um gigante. O presidente Lula é admirado e respeitado em todo o mundo pela transformação do Brasil em um país de todos. Tirou mais de 12 milhões de famílias da miséria extrema com o programa Bolsa Família, deu esperança a dezenas de milhares jovens carentes com o PROUNI, levou luz aos rincões extremos deste imenso Brasil. As iniciavas do governo Lula, o PAC em especial, geraram mais de 10 milhões de empregos em sete anos de mandato. Hoje o povo brasileiro come mais e melhor, mora melhor, tem mais saúde, mais educação, mais segurança, tem crédito. O presidente Lula deu dignidade e orgulho ao povo brasileiro. O presidente Lula reconhece que ainda falta muito a ser feito, por isso é muito importante que se eleja o candidato escolhido e indicado por ele, alguém que dará continuidade ao seu governo. Não podemos correr o risco do retrocesso, como a privatização da Petrobras, sonho do PSDB/DEM, ou o fim dos programas sociais.
6)Compare as diferenças entre o Governo do tucano FERNANDO HENRIQUE CARDOSO e do petista LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA?
JUSSARA SEIXAS - As diferenças entre o governo Lula e o de FHC são gritantes. O povo sabe muito bem avaliar isso, porque sente no bolso e na alma. Na era FHC, do PSDB, do Serra, o desemprego era imenso, o FMI mandava e desmandava na economia do Brasil, não havia esperança para o povo. Não havia crédito para a grande maioria da população, os juros eram estratosféricos, os jovens carentes não tinham esperança de cursar uma universidade, as filas eram monstruosas no INSS, não havia o atendimento de urgência, o SAMU. Enquanto o presidente Lula tirou mais de 12 milhões de famílias da miséria extrema, FHC deixou o país com mais de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. enquanto Lula leva luz aos rincões do Brasil, FHC foi responsável pelo apagão, que causou imenso prejuízo ao país e ao povo brasileiro. Na era FHC a Petrobras ficou sem investimentos, sem manutenção, e o descaso causou o afundamento da maior plataforma do mundo, a P36. FHC, como o PSDB/DEM do Serra, queria privatizar a Petrobras, como fez com a Vale do Rio Doce. Hoje, graças ao governo Lula, a Petrobras é uma das maiores empresas do mundo, é orgulho do Brasil.
7)Como você se sente ser editora do maior portal da Dilma Rousseff na internet, o BLOG DA DILMA?
JUSSARA SEIXAS - Para mim é uma honra ter sido convidada para ser uma das editoras do blog da Dilma. Mostrar ao mundo o que o governo Lula está fazendo de bom para o país e para o povo brasileiro é muito gratificante, é participar desse momento único no Brasil, histórico.
8)Dilma Rousseff tem as qualificações para se tornar a primeira mulher presidente do Brasil?JUSSARA SEIXAS - A ministra Dilma reúne todas as qualidades para ser uma ótima presidenta. Ele está fazendo um belíssimo trabalho no governo Lula como ministra da Casa Civil, como gerente do PAC. Ela tem vontade, tem amor ao país, tem amor pelo povo brasileiro. A ministra Dilma é uma grande guerreira, sobrevivente das perseguições e torturas da ditadura militar. Ela não se abateu nem quando descobriu um câncer, que -- graças a ter sido descoberto no início -- já está curado. É essa força vital que a torna uma pessoa especial. Ela enfrenta os problemas, apresenta soluções, faz acontecer. Ela tem fama de ser durona, mas na verdade é extremamente responsável, atenta a todos os problemas do país, exigente para que tudo aconteça corretamente e no prazo. A ministra Dilma tem sensibilidade, sabe que quem tem fome, quem está sem moradia, quem está desempregado, quem está doente tem pressa. Daí a pressa dela em fazer as coisas acontecerem, os planos e projetos saírem do papel e se tornarem realidade. Não foi por mero acaso que o presidente Lula escolheu a ministra Dilma para ser, como ele gosta de chamar, "a mãe do PAC". A ministra Dilma e o presidente Lula conhecem como ninguém dos problemas do Brasil, os problemas que afetam a vida dos brasileiros, e por isso estão fazendo o possível e o impossível para resolvê-los, para tornar melhor a vida de todos. A ministra Dilma vai dar continuidade ao governo Lula, aos projetos que beneficiam milhões de brasileiros. A ministra Dilma será o terceiro mandato do governo Lula, que tem mais de 68% de aprovação popular.9)SUAS CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O governo Lula mudou o Brasil para muito melhor. A alta popularidade do presidente Lula não se deve a propaganda, mas ao fato de que o povo sente no dia a dia, no bolso e na alma o quanto sua vida melhorou, o quanto o Brasil melhorou. Lula é o melhor presidente de todos os tempos. O seu governo tem que continuar. Agradeço o Daniel por essa entrevista. Me sinto honrada sendo entervista por ele.
Jussara Seixas - http://por1novobrasil.blogspot.com/
Postado por DANIEL PEARL às Quarta-feira, Outubro 21, 2009 0 comentários

quarta-feira, julho 01, 2015

Jussara Seixas - Valeu companheira!



Beatrice Lista compartilhou a publicação de Luiz Seixas.
1 h · 
NOTA DE FALECIMENTO
Minha mulher, Jussara Seixas, foi também minha maior paixão durante os últimos 46 anos, desde julho de 1969. Estávamos casados desde dezembro de 1971. Ela faleceu esta madrugada em sua própria cama, sem avisar nem incomodar sequer a mim. Que Deus a tenha junto a si, se houver um Deus, e que ela viva para sempre na memória de quantos a amaram mesmo sem conhecê-la pessoalmente.
Parte superior do formulário
Beatrice Lista A Jussara foi das primeiras companheiras na organização das listas e dos blogs petistas na internet. Estava na luta desde antes da vitória do Lula em 2002. Foi das mais destacadas lutadoras na defesa dos companheiros na farsa do Mensalão. Brigona, não levava desaforo pra casa. Companheiro Luiz um abraço bem forte da lista Beatrice. Coloque uma bandeira do PT aí do lado da Jussara... am



A FÚRIA DA GLOBO CONTRA O BRASIL...


Postado em 01 jul 2015

E ela achou que tinha abafado
A miséria jornalística e mental das Organizações Globo foi brutalmente exposta ao mundo ontem, na entrevista coletiva concedida por Obama e Dilma sobre o encontro de ambos.
A jornalista Sandra Coutinho da Globo fez uma pergunta a Obama que, jornalisticamente, é a quintessência da obtusidade.
Aqui, o vídeo.
Presumivelmente, o real autor da questão foi Ali Kamel, diretor de jornalismo da emissora e célebre por um livro em que declara, triunfal: “Não somos racistas”. Uma ex-apresentadora disse que todas as perguntas revelantes na Globo são obra de Kamel.
O primeiro erro técnico foi atribuir a Obama, na pergunta, uma opinião que é da Globo, mas não dele.
Ela afirmou que os Estados Unidos veem o Brasil como uma potência regional, e não mundial.
De onde ela tirou isso, ou Kamel?
O Brasil é a sétima economia mundial, queira a Globo ou não. E nos últimos anos, sobretudo com a ascensão de Lula, ganhou ressonância mundial.
A Globo jamais iniciaria a pergunta daquela forma se o presidente fosse FHC ou Aécio.
E um bom jornalista nunca colocaria uma opinião dele mesmo na boca de qualquer pessoa.
Pesquise: quando Obama, ou alguma outra autoridade do governo americano, disse algo parecido?
Sandra Kamel, chamemos assim, não se limitou a uma asneira numa só pergunta. Também conseguiu incluir nela a crise econômica do Brasil como se isso fosse realmente uma coisa incomum num mundo cor de rosa.
Ora, os próprios Estados Unidos desde 2008 estão atolados em dificuldades econômicas.
Obama pareceu saber mais sobre o Brasil que a Globo. Notou que problemas no Congresso estão longe de ser exclusividade do governo Dilma.
Ele próprio enfrenta um Congresso extraordinariamente hostil desde que chegou à Casa Branca. Foi épica sua luta para aprovar o projeto de saúde que lhe era tão caro, o Obamacare.
Sinal da realidade paralela vivida pela Globo e seus jornalistas, Sandra Coutinho festejou sua intervenção patética no Twitter.
“Muita emoção conseguir fazer uma das quatro perguntas da coletiva de Dilma e Obama!”, escreveu.
Fora tudo, Sandra não fez qualquer esforço. Como mostra o vídeo da entrevista, a palavra lhe foi dada por Dilma, num gesto que mostra a característica subserviência de governos brasileiros, petistas ou não, à Globo.
As palavras mentecaptas de Sandra Coutinho registraram, mundialmente, não apenas o que a Globo pensa sobre o Brasil.
Mais que tudo, elas captaram, ao vivo, a indigência jornalística e intelectual da emissora.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


terça-feira, junho 30, 2015

DOIS TIROS NO PEITO DO FUTURO DO BRASIL


O MESMO TUCANO QUE VENDEU A VALE AGORA 
QUER MATAR A PETROBRAS E ENTREGAR O PRÉ-SAL

O Senado Federal pode votar hoje uma lei que significaria um grande retrocesso para a educação pública no Brasil.
Se for aprovado o projeto de lei de autoria de José Serra (PSDB) que reduz a participação da Petrobras no pré-sal, corremos o risco de perdermos R$ 112 bilhões para a educação pública na próxima década.
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, fez um alerta importante sobre esse risco. Assista e compartilhe:
https://www.youtube.com/watch?v=z1rmUCUi06E

terça-feira, junho 23, 2015

Quem aposta na barbárie?

Quem quer prender Lula?

Foto: Agência Estado
Foto: Agência Estado
Por Rogerio Dultra dos Santos[1], João Ricardo Dornelles[2], José Carlos Moreira da Silva Filho[3] e Sérgio Graziano[4]
Como funciona sem a necessidade de motivações consistentes ou provas, a Justiça Federal do Paraná poderá determinar em breve a prisão preventiva do Ex-Presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva. Este ato, caso ocorra, coroará uma estratégia política da oposição de direita no Brasil que, obviamente, caminha bem distante da propalada ética na política que defende de forma dura, porém seletiva (somente para os outros).
Segundo o colunista do Globo, Ricardo Noblat, a prisão de Lula seria a intenção das autoridades que conduzem o caso. Se ocorresse, este descalabro teria o nome, no processo penal, de primado da hipótese sobre o fato. Sem fatos, o que orienta a atuação do juízo é a sua suposição, segundo a qual houve delito. A confirmação desta hipótese será perseguida independentemente do que tenha realmente ocorrido.
A pergunta que a esquerda se faz neste momento é clássica: o que fazer? A eventual prisão de Lula poderia representar uma chancela definitiva à criminalização de toda a esquerda no país, tanto mais quanto a direita não tem um candidato forte para 2018 e Lula, apesar dos ataques da mídia, continua um concorrente respeitabilíssimo.
A população pobre já conhece há muito o lado fascista da justiça criminal brasileira. Prende-se e mantêm-se presos réus somente com indícios e prisões policiais são chanceladas pelo judiciário de forma burocrática e pouco criteriosa (sobre isto, veja a pesquisa do IPEA e do Ministério da Justiça aqui).
Este juízo, nem um pouco técnico e que não obedece a formalidades legais ou a princípios constitucionais básicos tomou ar de sofisticação através da introdução da famigerada delação premiada na “Operação Lava-Jato”. Assim, parece que o constrangimento de réus confessos e a coação para que admitam somente o que interessa às autoridades tornaram-se o fundamento jurídico por excelência do funcionamento do Tribunal Regional Federal da 4ª região.
Esta sacralização da delação premiada equipara-a retoricamente a uma confissão no leito de morte, onde a palavra dita representa para o delator uma forma de purificação espiritual capaz de lhe angariar o reino dos céus. Além disso, onde a versão se transforma automaticamente em fato, em verdade vivida, sem a necessidade da mediação cuidadosa do que o mais elementar manual de processo penal denomina de conjunto probatório. A verdade da delação parece valer, neste procedimento sui generis, por si só. E como conseqüência, faz do delator um sujeito ungido pela purificação da confissão, o que lhe garante um arremedo do perdão nos moldes do que acontecia após as confissões sob tortura sob o jugo da Santa inquisição. É nesta estratégia que mais uma vez apostam seus condutores para “quebrar o silêncio” dos empreiteiros presos recentemente.
Revela-se, nestes procedimentos judiciais tortos, uma finalidade político-ideológica: por um lado, criminalizar a pobreza e, por outro, derrotar no foro as forças políticas que venceram nas urnas. Afinal de contas, a técnica jurídica utilizada como recurso de justificação não elimina a disputa política inerente ao mundo real, neutralizada nas fórmulas decisórias do direito. O conflito político, próprio da vida social, é apenas ocultado. Subjaz ao caráter técnico e asséptico da decisão, da manutenção do réu preso, da decretação da prisão, de todo ato judicial, a sua resultante política. Isto porque o direito enquanto instrumento técnico, neutro e cego a valores, está necessariamente subordinado à direção e aos valores de quem decide.
Há um incensado “clamor” “social” – anabolizado e gerido pela grande mídia –, de que a corrupção seja eliminada da política. Mas a corrupção localizada no PT. Um clamor social seletivo que, por ser seletivo, não passa de moralismo interessado e de araque.
Esta junção entre interesses políticos anti-republicanos, pauta enviesada da mídia corporativa e corrupção do devido processo legal pode ter começado na Procuradoria Geral da República. Em 2006, houve uma manobra – apontada como tal pela imprensa – para que fossem exatos 40 os réus indiciados na Ação Penal 470, alcunhada de “mensalão”. Assim, os “40 ladrões” dariam margem retórica para que se imaginasse que o “Ali Babá” maligno, por trás das mesadas a deputados (mesadas e deputados nunca nominados no processo, diga-se de passagem), fosse o então Presidente Lula.
Na sua quarta vitória eleitoral consecutiva, as forças de esquerda, apesar de predominarem no país pelo voto, vêem constantemente a sua hegemonia política ameaçada pelos interesses das classes economicamente dominantes. Como já se disse aqui, a conclusão da direita acerca das últimas décadas de eleições no país é a seguinte: se pelo sistema democrático não dá para disputar o poder com a massa, uma alternativa a se testar é o recurso aos tribunais como forma de guerra.
A guerra, agora, parece ser impedir que Lula se firme como candidato das esquerdas em 2018. Sem esquecer que se Lula caísse, Dilma poderia cair também. Com eles, e através de um procedimento cheio de inconsistências técnicas, jurídicas e ideológicas soçobrariam a república e a fórmula democrática. Estabelecido o contexto possível, resta saber o que fazer.
A favor de Lula, além do mistério que ronda as conseqüências políticas globais de uma eventual prisão – incerteza que pode colocar limites à sanha golpista – há:
1) a possibilidade da mobilização da consciência jurídica nacional e internacional, que compreende que a operação lava-jato viola tudo o que se entende por devido processo, presunção de inocência, juiz natural e reserva legal;
2) a possibilidade de que chegue ao fim o imobilismo das instituições políticas nacionais, que podem laborar como freio e contrapeso ao funcionamento desatinado do Judiciário, cobrando-lhe consistência jurídica, como é o caso do Ministério da Justiça e do Conselho Nacional de Justiça;
3) a capacidade interventiva das autoridades e instituições políticas e jurídicas internacionais, que podem constranger a direita brasileira a controlar sua sanha golpista e respeitar o jogo político;
4) a mobilização das classes populares, que sempre sentiu na pele o preconceito e o arbítrio e pode ir às ruas defender a democracia e a república;
5) a autoridade política da maior liderança nacional das últimas décadas, que pode fazer todos estes elementos funcionarem a seu favor.
A ver.

[1] Professor Adjunto IV do Departamento de Direito Público da Faculdade de Direito e Professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF), Pesquisador Vinculado ao INCT/INEAC da UFF, Membro da Comissão da Verdade do Município de Niterói, representando o corpo docente da UFF (2013-2015) e Avaliador ad hoc da CAPES na Área do Direito.
[2] Professor do Programa de Pós-graduação em Direito da PUC-Rio; Coordenador-Geral do Núcleo de Direitos Humanos do Departamento de Direito da PUC-Rio; Membro fundador e Diretor Nacional da ANDHEP (Associação Nacional de Direitos Humanos – Pesquisa e Pós-graduação); Membro da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro; Vice-Presidente da Associação de Juristas Pela Integração da América Latina.
[3] Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUC-RS e da Faculdade de Direito da PUC-RS, além de Vice-Presidente e Conselheiro da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
[4] Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Caxias do Sul e Advogado Criminalista.
http://democraciaeconjuntura.com/2015/06/21/quem-quer-prender-lula/