quarta-feira, agosto 15, 2018

Discurso histórico de José Celso sobre Lula.

Coletiva de Imprensa: Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Paulo Pimenta e Wadih Damous | Apresentação dos requerimentos de convocação e demais ações do PT contra desvios e abusos de poder praticados a #Lula. #LulaÉCandidato

A carta de Lula, agora candidato: “o Brasil vai voltar a ser feliz”

Na íntegra, a carta do ex-presidente Lula lida hoje, depois do ato da entrega de seu pedido de registro como candidato à Presidência:
Registrei hoje a minha candidatura à Presidência da República, após meu nome ter sido aprovado na convenção do PT e com a certeza de que posso fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da história.
A partir dessa aprovação do meu nome pelas companheiras e companheiros do PT, do PCdoB e do Pros, passei a ter o direito de disputar as eleições.
Há um ano, um mês e três dias, Sérgio Moro usou do seu cargo de juiz para cometer um ato político: ele me condenou pela prática de “atos indeterminados” para tentar me tirar da eleição. Usou de uma “fake News” produzida pelo jornal O Globo sobre um apartamento no Guarujá.
Desde então o povo brasileiro aguarda, em vão, que Moro e os demais juízes que confirmaram a minha condenação em segunda instância apresentem alguma prova material de que sou o proprietário daquele imóvel. Que digam qual foi o ato que eu cometi para justificar uma condenação. Mas o que vemos, dia após dia, é a revelação de fatos que apenas reforçam uma atuação ilegítima de agentes do Sistema de Justiça para me condenar e me manter na prisão.
Chegou-se ao ponto em que uma decisão de um desembargador que restabelecia a minha liberdade não foi cumprida por orientação telefônica dada por Moro, pelo presidente do TRF4 e pela procuradora Geral da República ao Diretor-Geral da Polícia Federal.
Como defender a legitimidade de um processo em que conspiram contra a minha liberdade desde o juiz de primeira instância até a Procuradora-Geral da República?
Sou vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história.
Tenho certeza de que se a Constituição Federal e as leis desse país ainda tiverem algum valor serei absolvido pelas Cortes Superiores.
A expectativa de que os recursos apresentados pelos meus advogados resultem na minha absolvição no STJ ou no STF é o que basta, segundo a legislação brasileira, para afastar qualquer impedimento para que eu possa concorrer.
Não estou pedindo nenhum favor. Quero apenas que os direitos que vem sendo reconhecidos pelos tribunais em favor de centenas de outros candidatos há anos também sejam reconhecidos para mim. Não posso admitir casuísmo e o juízo de exceção.
O Comitê de Direitos Humanos da ONU já emitiu uma decisão que impede o Estado brasileiro de causar danos irreversíveis aos meus direitos políticos – o que reforça a impossibilidade de impedirem que eu dispute as eleições de 2018.
Quero que o povo brasileiro possa decidir se me dará a oportunidade de, junto com ele, consertar este país.
A partir de amanhã, vamos nos espalhar pelo Brasil para nas ruas, no trabalho, nas redes sociais, mas principalmente olhando nos olhos das pessoas, lembrar que esse país um dia já foi feliz e que os mais pobres estavam contemplados no orçamento da União como investimento, e não como despesa.
Cada um de vocês terá que ser Lula fazendo campanha pelo Brasil, lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o povo trabalhador teve mais emprego, maiores salários e melhores condições de vida.
Que um nordestino que mora no Sul podia visitar sua família de avião e não somente de ônibus.
Que um pobre, um negro, ou um índio podia ingressar na universidade.
Que o pobre podia ter casa própria e comer três vezes ao dia.
Que a luz elétrica era acessível a todos.
Que o salário mínimo foi aumentado sem causar inflação.
Que foi posto em prática aquele que a ONU considerou o melhor programa de transferência de renda do mundo, beneficiando 14 milhões de famílias e tirando o Brasil do mapa da fome.
Que foram criadas novas universidades e novos cursos técnicos.
Para recuperar o direito de fazer tudo isso e muito mais é que sou candidato a Presidente da República.
Vamos dialogar com aqueles que viram que o Brasil saiu do rumo, estão sem esperança mas sabem que o país precisa resolver o seu destino nas urnas, não em golpes ou no tapetão.
Lembrar que com democracia, com nosso trabalho, o Brasil vai voltar a ser feliz.
Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz. Vamos retomar a esperança, a soberania e a alegria desse nosso grande país.
Companheiras e companheiros, o Moro tinha até hoje para mostrar uma prova contra mim. Não apresentou nenhuma! Fato indeterminado não é prova! Por isso sou candidato.
Repito: com meu nome aprovado na convenção, a Lei Eleitoral garante que só não serei candidato se eu morrer, renunciar ou for arrancado pelo Justiça Eleitoral. Não pretendo morrer, não cogito renunciar e vou brigar pelo meu registro até o final.
Não quero favor, quero Justiça. Não troco minha dignidade por minha liberdade.
Um forte abraço,
Lula

Beatrice Lista compartilhou um link.
2 h
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Na íntegra, a carta do ex-presidente Lula lida hoje, depois do ato da entrega de seu pedido de registro como candidato à Presidência: Registrei hoje a minha candidatura à Presidência da República, após meu...

#AgoraÉOficial #LulaÉCandidato

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#AgoraÉOficial #LulaÉCandidato “Em 15/08/2018 às 17:12:03 foi recebido pela Justiça Eleitoral em conformidade com o art. 22 da Resolução TSE nº 23.548 de 2017, o arquivo digital 403OBR99999CLVCLG20180814H221618.cif, gerado pelo Sistema de Candidaturas Módulo Externo – CandeEx, contendo o...

UM JUDICIÁRIO FORA DA LEI

Do coração do Brasil! #OBrasilFelizDeNovo

HOJE É DIA DE FAZER HISTÓRIA - LULA PRESIDENTE

quarta-feira, agosto 01, 2018

Lula cá



Peru de fora se manifesta 
1/8/2018, Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado (msg distribuída por e-mail)

Sempre me convenceram que os profissionais seriam as pessoas habilitadas, as únicas capazes para tratar dos assuntos, quaisquer assuntos.

No entanto, em oito anos de governo, um professor, profissional de educação, doutor em ciência social, não construiu uma única escola, não trabalhou pela melhoria do ensino e ainda aviltou a remuneração dos professores.

Atitude diametralmente oposta à de um operário metalúrgico, que, também em oito anos, construiu mais escolas técnicas do que todos governos em 500 anos de história do Brasil, ampliou a rede de ensino superior, com universidades federais, e, em consequência, deu mais emprego, valorizou a profissão de professor.

O peru de fora se manifestou e o País ganhou. Longe, muito longe de mim qualquer pretensão em ser um gênio, como Lula, ou ter a capacidade de analisar a política, a mais nobre atividade humana, e também a mais complexa, com o saber de um militante, de um profissional.

Mas me move escrever estas considerações para tentar aclarar, entender um pouco mais o futuro sombrio no qual a ditadura jurídico-midiática lançou o Brasil.

Comecemos pelo cenário internacional.

Parece óbvio para todos o poder extraordinário obtido pelo sistema financeiro internacional, que abrevio por "banca". Ele não só domina as finanças, mas a economia, as comunicações de massa, a política e, até mesmo, estados nacionais. Não apenas pobres e indefesos estados africanos e latino-americanos, mas a poderosa França, antigo Império Colonial.

Quem, também neste cenário internacional, combate a banca? De início os BRICS, talvez os RICS, pois o Brasil golpista é um país da banca. Sobram, portanto, a China e a Rússia, duas potências, a Índia e a África do Sul.

O que deseja a banca? Que nos importe, mais diretamente, a apropriação das riquezas, naturais e construídas, brasileiras, ocupar nosso território, fértil para produção agropecuária e biodiversificado, e em seguida destruir o Estado Nacional, como já fez na Líbia, no Iraque, e está em processo na Ucrânia e no Afeganistão.

As Forças Armadas serão extintas, alguns de seus membros aproveitados para as milícias, protetoras das instalações de produção e/ou fabricação estrangeiras, no Brasil. O mesmo que ocorre na Líbia e no Iraque. O que restará de Brasil? A miséria e a morte, esta também objetivo da banca que combate o crescimento demográfico e a pressão que a população faminta pode fazer sobre seus bens.

As crises

Como a banca aumentará seu poder em nosso País, onde já governa por seus capitães do mato? Com a crise.

Talvez meu caro leitor não se lembre, mas foi graças às crises – que tiveram início na segunda metade do século XX, em 1967, 1973, 1979, prosseguiram e chegaram ao século XXI (2000, 2001, 2008, 2010), com intensidades e objetivos diferentes –, que a banca chegou a esse poder que exibe hoje.

De um modo muito geral, posso dizer que as crises significam uma distância entre a existência física de um bem e a quantidade de papéis que são especulados nas bolsas com base neste mesmo bem.

Exemplificando: um barril de petróleo, um bushel ou uma tonelada, ou uma saca de grão (soja, milho, trigo) teria sua quantidade no mercado de commodities 10, 20, 100 vezes maior, em papeis, do que estes bens produzidos; do que os itens fisicamente existentes.

São os derivativos, que também incluem, nas mesmas razões, hipotecas, imóveis, moedas e outros bens. Veja, por exemplo, a guerra que está sendo travada do dólar com o euro, com o yuan e, em menos intensidade, com o rublo.

A qualquer instante, a falta de cobertura por um banco comercial ou um banco central poderá desencadear a nova crise. Um tsunami, não uma marolinha, destruindo economias e fortunas individuais.

Em 2014, me parecia que aquela diferença (produto real/produto em papel) já era suficientemente grande para fazer eclodir uma crise. Não facilmente administrável, com prejuízos localizados, como a crise Europeia de 2010. Mas de um poder igual ou, mais provavelmente, maior do que a de 2008. Não ocorreu. Atribui á eleição estadunidense, onde a vitória de Hillary Clinton era dada como certa por quase a unanimidade dos analistas políticos e pela mídia dos Estados Unidos da América (EUA).

Como candidata da banca, Hillary saberia conduzir as finanças públicas da maior economia do mundo para benefício, para o maior enriquecimento, maior empoderamento do sistema financeiro.

Mas a senhora Clinton não só perdeu, como, além disso, o vencedor não está disposto a ser um marionete da banca. A maior prova são as acusações que surgem quase diariamente, envolvendo sua vida pessoal, seus encontros internacionais ou suas decisões presidenciais.

A banca não aceitou Donald Trump.

Nem Lula, nem Dilma, nem Rafael Correa, nem Cristina Kirchner e o que se dirá de Nicolás Maduro, sentado na maior reserva de petróleo do mundo sem entregá-la, como o testa de ferro Michel Temer, para as petroleiras estrangeiras.

O difícil próximo governo no Brasil

É nesse cenário de filme de terror (nenhuma alusão aos vampiros do governo) que o próximo Presidente assumirá a condução da Nação. Se for de esquerda, qualquer que seja, por menos radical e disposta a acordo, ainda terá contra si o judiciário dominado pela banca. No mínimo, andará no fio da navalha.

E como enfrentar a crise com uma economia em recessão, com desemprego em alta e com instituições já desmoralizadas ou destruídas pelo golpe?

Hora de pôr em prática a verdade

Nada de apresentar soluções cuja implementação, na melhor hipótese, será combatida pela majoritária força política da banca e de seus representantes nacionais.

Os candidatos precisam mostrar o que está acontecendo sem receio de atingir eventuais ou possíveis aliados. Como católico digo: só a verdade libertará.

Se a população entender que o inimigo nacional é o sistema financeiro, que as famílias que ocupam o poder no Brasil desde o Império são sócias, cúmplices, coniventes com este poder estrangeiro, e que ele é o mais corrupto – já será enorme passo à frente.

A confusão entre desiguais, mascarar desigualdades, só aumenta a força do mais forte.

Quem é hoje o mais forte? Quem vem doutrinando desde os anos 1970 as Forças Armadas, com a ideologia neoliberal? Quem se apossou do judiciário? Quem domina a mídia televisiva, radiofônica, impressa?

PSDB é o rei dos robôs virtuais

A arma hoje é a comunicação virtual e o contato direto, o olho no olho, onde a mentira tem dificuldade. O PSDB é rei dos robôs virtuais. É um partido sem povo, mas com dinheiro. Talvez maior representante da banca do que PP e DEM. Esse Partido Progressista (PP) reúne os políticos mais corruptos, o que têm mais parlamentares envolvidos em inquéritos, o que só desmerece qualquer aliança. Nada de cortejá-lo.

É momento de firmeza e de seriedade. Sem isso, se confirmará a profecia de que este golpe durará mais de 10 anos. E o Brasil não resistirá. Até lá seremos a nova Líbia, o novo Iraque, o novo Afeganistão. E os poderes de hoje não mais existirão; sequer servirão para ladrar em defesa do dono (plim, plim).

Lula cá.

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Militantes que iniciaram greve de fome são retirados do STF com truculência O protesto por justiça para Lula na frente do Supremo Tribunal Federal foi interrompido por seguranças da Corte que obrigaram os militantes a sair do local. Houve empurrões e pelo menos três caíram no chão

JORNALISTASLIVRES.ORG
No primeiro dia da greve de fome pela liberdade do ex-presidente Lula, mantido preso político desde 7 de abril, na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, os manifestantes foram até a porta do Supremo Tribunal Federal onde leram o texto de um manifesto que fala sobre os retroce...

Grevistas chegam ao STF em Brasília para deflagrar a greve de fome

ENTREVISTA JOÃO PEDRO STÉDILE AO JORNAL DO BRASIL




Defendemos a Constituinte?
OCTÁVIO COSTA
octavio.costa@jb.com.br
BERNARDO DE LA PEÑA
blp@jb.com.br

Líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais SemTerra (MST), o economista João Pedro Stédile está na linha de frente pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele prevê que, se impedirem a candidatura de Lula, a crise política vai se tornar ainda mais aguda. “Ninguém sabe no que vai dar”, adverte. Nesse quadro, Stédile aponta uma saída para além da eleição: “Nós, dos movimentos populares, somos defensores de uma Assembleia Constituinte”.
O senhor acha que a candidatura do ex-presidente Lula ainda é viável?
A candidatura do Lula não é viável, é necessária. O Lula se transformou no simbolo da classe trabalhadora, na única porta de saída que temos para enfrentar a grave crise econômica, social, ambiental e política que o Brasil está vivendo. O Lula é o único que galvaniza essas energias populares para, com a vitória dele, provocar um clima de debate de um novo projeto para o país, para solucionar os graves problemas que temos como nação, como povo e como classe trabalhadora. Nenhum outro conseguiria fazer isso no curto prazo. Por isso que se a burguesia, através de seus capitães do mato, no que hoje se transformou o Judiciário, impedir a sua candidatura, estaria cometendo um crime de “lesa pátria”, porque vão agudizar ainda mais essa crise pelos próximos quatro anos, e ninguém sabe no que vai dar.
Outros candidatos de esquerda, como Ciro Gomes, ou Manuela D?Ávila, ou Guilherme Boulos, não poderiam cumprir esse papel?
Temos diversos candidatos, como estes citados, que têm personalidade e índole de esquerda, são nacionalistas, mas não estamos julgando as pessoas, nem seus propósitos. Temos de considerar quem galvaniza as energias populares, e nenhum deles, por sua história e pelo comportamento das massas, tem essa síntese. Então o Lula não é mais do PT, não é da esquerda. O Lula se transformou numa simbiose com a classe trabalhadora, com os mais pobres do Brasil.
Mas jogar toda essa responsabilidade em cima de um nome, de uma pessoa, não significa uma certa contradição com esse trabalho de organização das massas?
Não, porque essa simbologia política faz parte da psicologia social, em quem o povo acredita. Já no campo da política, da organização do povo, aí de fato não é suficiente a eleição do Lula. Nós, como setores organizados da classe, seríamos contraditórios se só colocássemos nossas energias nas eleições. A eleição é para abrir a porta e as nossas energias têm de ser para organizar o povo. É por isso que no bojo da Frente Brasil Popular, que reúne 88 movimentos e partidos, estamos multiplicando, em todo o país, uma metodologia de trabalho de base de organização do povo, que estamos chamando de Assembleia do povo, uma forma de ir lá e falar com o povo. Hoje, mais de 600 cidades já se engajaram nesse processo, que é ir de casa em casa. Aprendemos com os evangélicos. A assembleia se resume numa pergunta: “quem é responsável pela crise?”
Lula não seria responsável por uma parcela dessa crise? O senhor mesmo disse que ele compôs com a burguesia e as oligarquias?
Sabemos que foi um governo de conciliação, mas tenho de reconhecer que aquele momento foi aquém das nossas realizações. Precisamos de uma reforma política de fundo. Nós, dos movimentos populares, somos defensores da Assembleia Constituinte.
O que Lula pensa a respeito?
O Lula até agora era relutante. Dizia que se convocar a Assembleia Constituinte ganha a direita. Mas nós contra argumentávamos: a simples convocação de uma Assembleia Constituinte, dentro de alguns parâmetros, sem financiamento de campanhas, garantindo candidaturas democráticas. Só isso vai criar uma ebulição política. Mas na última visita que fiz a Lula, na quinta-feira passada, ouvi pela primeira vez dele: “Companheiro Stédile, a política está uma podridão. Estou convencido. Nós, ganhando o governo, temos que convocar uma Assembleia Constituinte no primeiro ano”. Falei para ele: Lula, isso é sério, hein? Posso falar publicamente? E ele: “Tudo que você ouviu de mim pode tornar público”. Esse é um capítulo urgente.
Como o senhor avalia a experiência do orçamento participativo?
O orçamento participativo envolvia milhares de pessoas no debate, foi importante como experiência de cidadania, mas só influia sobre 3% do orçamento, porque 97% já estavam comprometidos com os bancos ou com a folha de pagamentos. Foi uma grande experiência de cidadania, mas precisamos fazer uma reforma política de fundo.
Qual o conceito atual de burguesia? São os grandes capitalistas?
Isso mesmo, os grandes capitalistas. Os bancos mandam para quem vai ser eleito. Quem manda hoje no mundo são os bancos. E eles operam por fora dos Estados. Então, haverá nas próximas décadas a necessidade de ser construído outro Estado que não sabemos ainda como vai ser.
E isso acontecerá pelo voto?
Sim, não necessariamente com eleições de quatro em quatro anos, mas através da mobilização popular. Através da participação ativa dos movimentos sociais. A democracia não pode se resumir ao voto.
Como anda o MST?
Anda bem. O que está mal é a reforma agrária, que está parada no mínimo há cinco anos. Já no primeiro mandato da Dilma o governo não fez nada. Nos dois anos de Dilma e mais dois de agora não houve mais nenhuma desapropriação. Fecharam o MDA e o Incra virou balcão de negócios do partido do Paulinho da Força.
Vocês foram acusados de destruir uma fazenda. É verdade?
Correntina, na Bahia, nova fronteira agrícola da soja, tem uma fazenda de um grupo japonês de dez mil hectares. Passaram a plantar soja irrigada. Pegaram água do córrego, faltou água na cidade de 30 mil habitantes, um mês, outro mês. Um geólogo revelou que a culpa era da empresa. Na missa, o padre disse que a culpa era do japonês. A cidade inteira foi lá e arrebentaram o sistema de irrigação. Nem existe MST na região. Aí o Francisco Graziano Neto, ex--presidente do Incra na época do Fernando Henrique e hoje secretário particular dele, botou no blog dele, com uma foto fantasiosa de nossa bandeira, e disse que aquilo lá era crime do MST. Foi a versão que ficou.
Quem produz pode temer o MST?
Na época da Constituinte, propusemos um acordo. Se quisessem poderiam por na lei: até 1500 hectares, intocável, não nos interessa, mas acima de 1500 hectares, toda área que produzir abaixo da média da região, o governo tem de desapropriar.

sexta-feira, julho 27, 2018

LULA CERTEIRO: O governo Michel Temer, nascido de um golpe parlamentar, é ameaça crescente à soberania nacional

quarta-feira, julho 25, 2018

UMA GESTAPO DO GOVERNO GOLPISTA TENTA INTIMIDAR PROFESSORES COM INQUÉRITOS E AMEAÇAS CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE CONSCIÊNCIA.




JÁ SÃO VÁRIOS CASOS 
POR TODO O BRASIL. 

Colegas
Ao chegar na Universidade, nesta terça-feira 24 de julho às 08h da manhã, encontrei a mensagem abaixo na minha caixa de mensagem.
Imagino que deva ser uma piada, uma pegadinha. Pois simplesmente não é crível que alguém faça uma denúncia anônima, cite meu nome, se instale uma comissão de sindicância, eu seja instado a responder um questionário-interrogatório e ainda seja sugerido que eu mantenha sigilo sobre a coisa toda.
Desde quando o método da denúncia anônima é cabível para situações desse tipo? Evento público, lançamento de um livro, debate político, nada disto integra a lista de motivos que justificariam a existência, para algumas situações muito especiais, do anonimato do denunciante. Aceitar que situações corriqueiras sejam tratadas com este método, conduziria a naturalizar práticas características de ditaduras e seus inquéritos policial-militares. Aliás, nos IPM também havia perguntas assim: "poderia dizer o nome de outros organizadores?"
Como não poderia faltar numa pegadinha deste tipo, há questões bizarras como: "Durante o evento ocorreram manifestações de apreço por parte de servidores em horário de serviço a favor de Lula e partidos de esquerda? Durante o evento ocorreram manifestações de desapreço e contra o Presidente Temer e integrantes do poder judiciário-MP?"
Ou seja: servidores "em horário de serviço" não poderiam manifestar "apreço" pelo presidente da República diretamente responsável pela criação da Universidade Federal do ABC; não poderiam manifestar "apreço" por partidos de esquerda (e se fossem de direita, poderiam?); não poderiam manifestar "desapreço" pelo presidente que está cortando verbas da educação; não poderiam manifestar "desapreço" por servidores públicos que estão atropelando a Constituição com fins políticos partidários.
Se não fosse uma pegadinha, eu acharia que a correta impessoabilidade do serviço público está sendo confundida com censura ao direito de opinião dos cidadãos.
Outro sinal de que se trata de uma pegadinha é perguntar se durante o evento houve "apologia ao crime". Deve ser uma maneira irônica de demonstrar que, em tempos de golpe, defender as liberdades democráticas previstas na Constituição de 1988 é um "crime".
E por falar nisso: não sou organizador do evento, não estive presente ao evento e não sou autor da obra em questão. Mas pelo visto devo integrar alguma lista de "suspeitos de sempre". No passado, quem fazia parte desta relação era preso regularmente para investigação, a qualquer pretexto e hora. Agora, em tempos de lawfare, tais pessoas são chamadas a responder a processos. Entretanto, espero que neste caso seja apenas e tão somente uma pegadinha.
Atenciosamente
Valter Pomar
Em 2018-07-23 23:30, Daniel Miranda escreveu:
Prezado Prof. Dr. Valter Pomar
Boa tarde,
Fomos designados para conduzir os trabalhos da Comissão de
Sindicância Investigativa nº23006.001375/2018-70. Essa comissão
originou-se de denúncia anônima encaminhada à Corregedoria desta
Universidade pedindo esclarecimento acerca do evento do lançamento do
livro A verdade vencerá realizado nas dependências da Fundação
Universidade Federal do ABC.
De acordo com as normas que regem as sindicâncias, é necessário
manter discrição sobre os documentos e informações que constam nos
autos do processo, tendo em vista sua tramitação com visualização
restrita aos interessados.
De modo a podermos esclarecer os fatos, pedimos que sejam respondidos
os seguintes questionamentos preferencialmente até quinta feira dia
26/07/2018.
1- O senhor participou da organização do evento A verdade vencerá,
realizado nas dependências da Fundação Universidade Federal do ABC?
2- É de seu conhecimento quais pessoas participaram da organização
do evento A verdade vencerá, realizado nas dependências da
Fundação Universidade Federal do ABC? Poderia dizer o nome de
outros organizadores
3- Quais foram os objetivos da organização de tal evento?
4- A realização do evento foi autorizada por algum servidor? Se sim
por quais?
5- O uso do espaço da UFABC (sala, anfiteatro,etc.) foi autorizada
por algum servidor? Se sim por quais?
6- Houve venda de livros durante o evento?
5- A venda de livros foi autorizada por algum servidor?
7-Durante o evento houve apologia ao crime?
8- Durante o evento ocorreram manifestações de apreço por parte de
servidores em horário de serviço a favor de Lula e partidos de
esquerda?
9- Durante o evento ocorreram manifestações de desapreço e contra
o Presidente Temer e integrantes do poder judiciário-MP?
Atenciosamente

segunda-feira, julho 23, 2018

O GOLPE FOI PARA ROUBAR O PRÉ-SAL

Desde o rompimento do padrão dólar-ouro na década de 1970, os Estados Unidos encontraram no financiamento externo a ferramenta para a manutenção do seu consumo, também progressivamente dependente do mercado internacional. Em 1972, os EUA entraram no primeiro déficit comercial desde 189315 e a partir daí nunca mais deixaram de apresentá-lo – quase sempre acompanhado anualmente dos déficits fiscal e familiar.

Boitempo
3 h
"No coração do capitalismo mundial está se desenvolvendo não apenas uma crise gigantesca graças ao patamar de endividamento alcançado, mas também um incalculável crash imobiliário e acionário. A crise que se avizinha deve ser uma espécie de síntese monstruosa de todos os grandes colapsos da história."
Maurilio Botelho no Blog da Boitempo.
BLOGDABOITEMPO.COM.BR
Por Maurilio Lima Botelho / “No coração do capitalismo mundial está se desenvolvendo não apenas uma crise gigantesca graças ao patamar de endividamento alcançado, mas também um incalculável c…