sábado, maio 26, 2018

Os "puristas" não entendem a complexidade da categoria, e tampouco atentam para a dificuldade que é promover a mobilização ampla desses trabalhadores, tendo em vista não só a precarização extrema à qual estão sujeitos, mas também à realidade itinerante de seu trabalho. Não se trata de uma disputa entre o bem e o mau; nem de um movimento totalmente cooptável e ilegítimo; uma massa manipulável e "bobinha". Por outro lado, também não é um movimento cujos protagonistas tem uma consciência enquanto classe, enquanto categoria. Não é unificado, as pautas são heterogêneas e também voláteis. Por tudo isso, parte desses trabalhadores expressam reações conservadores e, alguns grupos, visões extremistas sobre a política e suas estratégias de luta. Nada disso, ao meu ver, torna ilegítima a mobilização. Pelo contrário, é um convite para que busquemos entender mais das categorias sociais e para que aceitemos que as mobilizações sociais nem sempre atendem ao nosso critério idealizado de pauta, objetivo e organização.”


Para saber
Por Larissa Jacheta Riperti
“Tem ao menos seis anos que colaboro com um jornal de caminhoneiros e não me arrisquei a fazer nenhuma análise sobre a recente greve da categoria. Mas muitas opiniões, sobretudo de "esquerda" proferidas nessa rede social (ninguém se importa, na verdade) me geraram um incômodo. Por isso, me arrisco agora a escrever algumas pontuações sobre a greve dos caminhoneiros, lembrando que, dessa vez, muita gente perguntou, rsrsrs.
1) A greve começou como um movimento puxado pela CNTA, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos. A convocação da paralisação se deu após encaminhamento de ofício ao governo federal em 15 de maio, solicitando atendimento de demandas urgentes antes da instalação de uma mesa de negociação. As urgências eram: o congelamento do preço do Diesel, pelo prazo necessário para a discussão sobre benefício fiscal que reduzisse o custo do combustível para os transportadores (empresas e caminhoneiros); e fim da cobrança dos pedágios sobre eixos suspensos, que ainda está acontecendo em rodovias de caráter estadual, conforme compromisso assumido pela lei 13.103/2015, conhecida também como Lei do Motorista.
2) No ofício encaminhado pela CNTA se fala na deflagração de uma paralisação em 21 de maio, caso não fossem atendidos os pedidos da Confederação. Também se explicita o apoio de 120 entidades representativas, mas não se esclarece se essas organizações são sindicatos patronais ou de autônomos.
3) A paralisação prevista para 21 de maio aconteceu, já que o governo se recusou a negociar com a CNTA e com demais entidades. Ao que consta nos comunicados de imprensa do organismo, também estavam na pauta discussões como o marco regulatório dos transportes e a questão da "reoneração da folha de pagamento"
4) Abro parênteses para o tema: desde 2011, a discussão da desoneração da folha de pagamento vem acontecendo no Brasil com vistas a garantir a geração de empregos. Nos anos seguintes ela foi ampliada para outros setores, como o do transporte rodoviário de cargas. Com a desoneração os patrões tem a possibilidade de escolher a forma mais "vantajosa" de pagar a contribuição previdenciária, recolhendo 20% sobre os pagamentos dos funcionários e contribuintes individuais (sócios e autônomos) ou recolhendo uma alíquota sobre a receita bruta (cujo percentual variava entre diferentes setores da economia, no caso do TRC é de 1,5 a 2%). No ano passado, o governo Temer, através do Ministro da Fazendo, Henrique Meirelles, anunciou a reoneração da folha de pagamento com a justificativa de que era necessário reajustar "as contas" da União. Atualmente, a ampliação da reoneração da folha de pagamento está sendo discutida no âmbito do TRC.
5) Com a mobilização que se potencializou em 21 de maio, uma série de pautas foram levadas para as "estradas". Dentre os mobilizados nesse primeiro momento estavam autônomos e motoristas contratados. As informações que nos chegam é a de que eles estão deixando passar as cargas perecíveis e os medicamentos e os itens considerados de primeira necessidade.
6) A paralisação continuou e ganhou adesão das transportadoras que prometeram não onerar os funcionários nem realizar cortes salariais ou demissões por causa da greve. Afinal de contas, a redução do preço do Diesel também é do interesse da classe patronal.
7) A greve conta com grande apoio nacional, porque a alta do preço dos combustíveis afeta não só a prestação de serviços, mas a vida de grande parte dos brasileiros.
😎 Os sindicatos estão batendo cabeça. De um lado, muitas federações e entidades soltaram nota dizendo que não apoiam a greve e que ela tem características de lockout justamente porque a pauta tem sido capitaneada pelos setores empresariais em nome dos seus interesses. Do outro lado, existem sindicatos de autônomos, como a própria CNTA, o Sindicam de Santos que puxou a paralisação na região do porto, e agora a Abcam, que recentemente se mobilizou na negociação, apoiando o movimento. Segundo nota, o presidente da Abcam esteve em Brasília hoje e depois de uma reunião frustrada disse que a greve dos caminhoneiros continua. A reunião tinha como objetivo negociar a redução da tributação em cima dos combustíveis.
Esse é o cenário geral da mobilização. Ela é composta por uma série de segmentos que conformam o TRC. E, obviamente, suscita algumas questões:
1) Existe uma clara apropriação da pauta dos caminhoneiros por parte da classe empresarial que exerce maior influência nas negociações. Isso significa que, por mais que a greve seja legítima, pode acabar resultando num "tiro pela culatra" a depender dos rumos tomados na resolução entre as partes e as lideranças.
2) Não existe uma pauta unificada, o movimento não é hegemônico, nem do ponto de vista social, nem do ponto de vista ideológico. Existe um grupo de caminhoneiros bolsonaristas, outros que são partidários de uma intervenção militar, outros pedem Diretas Já e Lula Livre. Ou seja, é um movimento canalizado principalmente, pela insatisfação em relação ao preço do Diesel.
3) Em função da grande complexidade e fragilidade das lideranças sindicais de autônomos, o movimento carece de uma representatividade que possa assegurar as demandas da classe trabalhadora. Enquanto isso, os sindicatos patronais acabam por exercer maior influência, determinando os caminhos da negociação e o teor das reivindicações.
6) Isso se faz notar, por exemplo, no tipo de reivindicação expressada por grande parte dos caminhoneiros que é a redução da tributação em cima do preço do combustível. Ora, todos nós sabemos que o cerne do problema é a nova política de preços adotada pelo governo Temer e pela Petrobras, que atualmente é presidida por Pedro Parente.
7) Novo parênteses sobre o tema: desde o ano passado, a Petrobras adotou uma nova política de preços, determinando o preço do petróleo em relação à oscilação internacional do dólar. Na época, esse tipo de política foi aplaudida pelo mercado internacional, que viu grande vantagem na venda do combustível refinado para o Brasil. Aqui dentro, segundo relatório da Associação de Engenheiros da Petrobras, a nova política de preços revela o entreguismo da atual presidência da empresa e governo Temer, que busca sucatear as refinarias nacionais dando prioridade para a importação do combustível. Tudo isso foi justificado na época com o argumento que era necessário ajustar as contas da Petrobras e passar confiança aos investidores internacionais.
😎 É verdade, portanto, que o movimento em si tem uma percepção um pouco equivocada da principal razão do aumento dos combustíveis, mas isso não significa que toda classe dos caminhoneiros não faça essa relação clara entre o problema da política de preços da Petrobras e o aumento dos combustíveis.
10) De fato, portanto, o grande problema nesse momento é saber quem serão as pessoas a sentar nas mesas de negociação. De um lado, existe uma legítima expressão da classe trabalhadora em defesa das suas condições de trabalho e dos seus meios de produção. O aumento do Diesel é um duro golpe entre os caminhoneiros autônomos e a reivindicação da sua redução, seja pela eliminação dos tributos, seja pelo questionamento da política de preços da Petrobras, é legítima e deve ser comemorada.
11) A questão fundamental agora é saber o que o governo vai barganhar na negociação. Retomo, então, a questão da reoneração da folha de pagamento. O governo já disse que haverá uma reoneração da folha e esse é um dos meios de captação de recursos caso haja fim do Pis/Cofins incidindo sobre os combustíveis. Na prática, porem, a reoneração pode ter um impacto sobre os empregos dos próprios caminhoneiros, resultando em demissões.
12) Se houver o fim da tributação no Diesel, conforme inclusão do relator, Orlando Silva (PCdoB/SP), na Medida Provisória, de parágrafo que exclui a tributação, a classe trabalhadora e toda sociedade serão impactadas. Afinal de contas, com redução de receita, haverá, consequentemente, um corte no repasse da verba para a seguridade social, previdência, saúde, etc.
Considerando tudo o que foi dito, expresso meu incomodo com análises e percepções simplistas da esquerda, ou de pessoas que se dizem da esquerda, sobre o movimento. Locaute virou doce na boca dos analistas de facebook. Porque não atende à nossa noção de "movimento" ideal, os caminhoneiros que legitimamente se mobilizaram em nome da redução do preço do diesel estão sendo taxados de vendidos e cooptados, como uma massa amorfa preparada para ser manipulada.
Os "puristas" não entendem a complexidade da categoria, e tampouco atentam para a dificuldade que é promover a mobilização ampla desses trabalhadores, tendo em vista não só a precarização extrema à qual estão sujeitos, mas também à realidade itinerante de seu trabalho. Soma-se a isso o duro golpe que atualmente foi proferido contra as entidades sindicais menores de autônomos, com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical. Sinto dizer aos colegas acadêmicos, portanto, que nem sempre nossos modelos de análise social se aplicam a realidade. Não se trata de uma disputa entre o bem e o mau; nem de um movimento totalmente cooptável e ilegítimo; uma massa manipulável e "bobinha". Por outro lado, também não é um movimento cujos protagonistas tem uma consciência enquanto classe, enquanto categoria. Não é unificado, as pautas são heterogêneas e também voláteis. Por tudo isso, parte desses trabalhadores expressam reações conservadores e, alguns grupos, visões extremistas sobre a política e suas estratégias de luta.
Nada disso, ao meu ver, torna ilegítima a mobilização. Pelo contrário, é um convite para que busquemos entender mais das categorias sociais e para que aceitemos que as mobilizações sociais nem sempre atendem ao nosso critério idealizado de pauta, objetivo e organização.”

A "NORMALIDADE" NEOLIBERAL MATOU O PODER DAS MULTIDÕES... As multidões precisam atravessar os Congressos e radicalizar as Democracias. Congresso comprado só representa a elite parasita. É hora de enfrentar o dinheiro como fez o povo da Islândia. Quem produz a riqueza somos nós, os pobres. Os caminhões parados, mesmo sem uma unidade programática, estão mostrando o poder das multidões.

NUM PAÍS NORMAL, A GLOBO ESTARIA FORA DO AR E OS DONOS NA CADEIA... Comprometida até o pescoço com o golpe de 2016, a imprensa familiar brasileira, que apoiou o golpe de 2016, destinado a entregar riquezas nacionais, como o pré-sal, a grupos internacionais, tenta salvar Pedro Parente, presidente da Petrobras, mesmo que o preço a se pagar seja a destruição completa do País

Comprometida até o pescoço com o golpe de 2016, a imprensa familiar brasileira, que apoiou o golpe de 2016, destinado a entregar riquezas nacionais, como o pré-sal, a…
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NUM PAÍS NORMAL, ESTARIA PRESO... O tucano Pedro Parente, indicado pelo PSDB para comandar a Petrobras após o golpe de 2016, pode ser o responsável pela morte de 1 bilhão de aves, que estão sem ração no Brasil, e pela destruição da indústria nacional de alimentos; política de preços implantada por Parente na Petrobras provocou a greve dos caminhoneiros, que deixa os animais sem ração e pode levar ao canibalismo entre as aves

O tucano Pedro Parente, indicado pelo PSDB para comandar a Petrobras após o golpe de 2016, pode ser o responsável pela morte de 1 bilhão de aves, que estão sem…
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Bolsonaro e PM na quebra de hierarquia. Já vi esse filme... Lembra do Cabo Anselmo?




sexta-feira, maio 25, 2018

A grande armadilha da globalização neoliberal foi transformar os recursos estratégicos de países como o Brasil em Comodities. Só a estatização completa da Petrobrás, juntamente com um governo popular, pode definir os preços de acordo com um projeto de desenvolvimento inclusivo e popular. Lula Livre, com radicalização da Democracia. Só assim vencemos o golpe.

No dia da comemoração da independência, o povo argentino vai às ruas para protestar contra a política neoliberal do governo Macri e a entrega ao FMI.

Página curtida · 9 min 
 
No dia da comemoração da independência, o povo argentino vai às ruas para protestar contra a política neoliberal do governo Macri e a entrega ao FMI.#Argentina #LaPatriaEstaEnPeligro


O ex-presidente do Equador Rafael Correa disse, em entrevista exclusiva ao The Intercept na manhã de 16 de maio que a decisão do atual governo de seu país de impedir que Julian Assange receba visitas na embaixada equatoriana em Londres é uma forma de “tortura” e uma violação da obrigação equatoriana de proteger a sua segurança e bem-estar. Correa disse que isso ocorre num contexto em que o Equador não mantém mais “relações normais e soberanas com o governo americano – somente submissão”.

Pepe Escobar
THIS is the nasty, definitive proof Moreno in Ecuador has thrown Julian Assange under a huge double-decker bus.
Esta é a prova nojenta e definitiva que Moreno no Equador lançou Julian Assange sob um enorme autocarro de dois andares.


Nota das centrais sindicais >> A proposta do governo de convocar as Forças Armadas, como instrumento de repressão é querer apagar fogo com gasolina, ou seja, só acirra o conflito e dificulta uma solução equilibrada.

Publicado dia 25/05/2018

As centrais sindicais neste momento de impasse nas negociações entre o governo federal e os caminhoneiros, decidem se colocar a disposição como mediadoras na busca de um acordo que solucione o caos social que o país caminha.

A proposta do governo de convocar as Forças Armadas, como instrumento de repressão é querer apagar fogo com gasolina, ou seja, só acirra o conflito e dificulta uma solução equilibrada.

Queremos um acordo que leve em conta a justa reivindicação dos trabalhadores e as necessidades do país.

São Paulo, 25 de maio de 2018

Ricardo Patah
Presidente da UGT

Vagner Freitas
Presidente da CUT

Paulo Pereira da Silva
Presidente da Força Sindical

Adilson Araújo
Presidente da CTB

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central 

Antonio Neto
Presidente da CSB

Uma grande manifestação acontece hoje pela Avenida 9 de julho em Buenos Aires no dia em que se comemora o aniversário de independência do país, onde organizações sociais e políticas protestam contra o FMI e as políticas de ajuste do Governo. Mais de 40 organizações sindicais, sociais, de direitos humanos, políticas, religiosas e multissetoriais convocaram a manifestação contra os abusivo aumento nos preços dos serviços básicos e o corte no setor estatal que tem trazido várias demissões.

Uma grande manifestação acontece hoje pela Avenida 9 de julho em Buenos Aires no dia em que se comemora o aniversário de independência do país, onde organizações sociais e políticas protestam contra o FMI e as políticas de ajuste do Governo.
Uma grande manifestação acontece hoje pela Avenida 9 de julho em Buenos Aires no dia em que se comemora o aniversário de independência do país, onde…
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Gleisi: foi para isso que deram o golpe?

Entrevista com João Pedro Stedile, do MST >> O LULA É O SÍMBOLO DA CLASSE TRABALHADORA. E QUERER IMPEDIR O LULA DE SER CANDIDATO, É TIRAR O POVO BRASILEIRO DA DISPUTA.

Com a mudança de governo, Pedro Parente foi chamado para tomar conta da Petrobras, justo ele que era chamado de “ministro do apagão”. Sem Moro, não existiria Parente na Petrobras. Sem a Petrobras sob gestão de Parente, certamente Moro não seria homenageado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos como Personalidade do Ano.

Depois de três dias açulando a população com os efeitos do bloqueio de rodovias, provocando corridas aos postos de combustíveis, as Organizações Globo, assustada com o descontrole da situação, sai-se, agora, com editorial, na capa do site do jornal O Globo, dizendo que “agora a situação começa a ultrapassar limites perigosos“. Ao contrário do que aconteceu com os bloqueios de estradas no governo Dilma, desta vez o império global diz que há sinais de envolvimento patronal no movimento e que empresários “atuam nos bastidores para se beneficiar da redução do preço do diesel, a ser bancada pelo contribuinte, enquanto o Tesouro já acumula elevado déficit”.

O Governo Federal acaba de pedir ao Supremo Tribunal Federal- e não há dúvidas de que será atendido – a decretação da ilegalidade do movimento dos caminhoneiros e a liberação para o uso de força, inclusive militar, para o que diz ser a “desobstrução das estradas”, mais especificamente a circulação de cargas.

Rovai fala, ao vivo, sobre intervenção militar

quinta-feira, maio 24, 2018

NEM SEMPRE É O QUE PARECE... A greve dos caminhoneiros paralisou o abastecimento da população e o funcionamento da indústria, estrangulando a jugular da economia do país. A imprensa chilena da época, radicalizada política e ideologicamente, cobriu apenas o factual do protesto, deixando de lado as causas e principalmente as consequências do movimento. A desconstrução do governo Allende deu origem a um golpe militar que se transformou num capítulo trágico na história do país.


A conta não tem como bater. O golpe está transformando a Petrobras numa atravessadora de combustíveis. Estão vendendo ou diminuindo a capacidade de distribuição e refino. Aí, a Petrobras que sempre deu conta de abastecer o Brasil fica na mão dos preços nas bolsas internacionais para importar gasolina, diesel... A consequência é que a única forma de baixar o preço será através de subsídio, que vai provocar a quebra dos estados. A maior arrecadação dos estados vem do ICMS cobrado desses produtos consumidos em larga escala: gasolina, diesel, energia, água, telefone... Só a volta de um governo popular pode estancar essa sangria.

GLOBO DEFENDE GOLPE MILITAR NA VENEZUELA. E AQUI NO BRASIL? ATÉ QUANDO VÃO SE CONTENTAR COM RATOS COMO TEMER?

Em editorial publicado nesta terça, o jornal O Globo, que apoiou os golpes de 1964 e 2016 no Brasil, sugere um caminho para a derrubada de Nicolás Maduro, na Venezuela: a intervenção militar, tese já defendida pelos Estados Unidos; segundo a…
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Aqui faço um alerta, os que tentam dissociar a eleição presidencial deste quadro, e colocar a candidatura de Lula como opcional, não entendem que ao fazer e defender tal proposta, retiram a única possibilidade real de resistência ao grupo que procedeu ao golpe de estado e que culminou no atual regime de exceção jurídico midiático. Retirar a figura central de Lula, como centro da disputa neste xadrez politico institucional, significa aceitar a entrega do Rei, para que os peões tentem a retomada. O resultado todos sabem, caindo o Rei, perde-se o jogo, e os peões, mesmo em sua totalidade, de nada valem, não há mais jogo. A defesa de Lula e a manutenção de sua candidatura é essencial para a volta de uma, ainda que frágil, democracia.

A manutenção da candidatura de Lula é essencial para a volta de uma, ainda que frágil, democracia por Sergio Medeiros Lula é maior que o PT, e a manutenção de sua…
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Breno Altman propõe Gleisi como vice de Lula

A estratégia do PT



de Marcos Coimbra

CartaCapital, 20/05/2018

Manter a candidatura de Lula é o desejo do imenso contingente de eleitores simpatizantes ou militantes do partido_

Seguindo a orientação do ex-presidente Lula, o PT adotou uma estratégia para a eleição presidencial que tudo indica ser correta.

As reações nervosas da direita e daqueles que ainda sonham se construir como candidatos sugerem que foi uma boa decisão.

Manter a candidatura de Lula é duplamente acertado. De um lado, significa apostar na legalidade e ver aonde isso nos leva. De outro, demonstra o respeito que Lula e o PT tem por seu ativo fundamental, a vasta parcela da população que representam.

O PT tem o direito de escolher Lula como candidato e solicitar o registro da candidatura. É igualmente seu direito aguardar o pronunciamento da Justiça Eleitoral, praticando os atos de campanha estabelecidos na legislação. E também seu direito receber da Justiça tratamento isonômico e sem jogadinhas de tapetão.

A caçada contra Lula e o PT, executada pelo Judiciário, o Ministério Público e a mídia conservadora, utiliza-se da legalidade formal como escudo e fonte de legitimidade. Busca revestir seus atos de força com um verniz de legalismo, para fins de propaganda externa e para fornecer argumentos àqueles que os apoiam na sociedade.

Não que essa aparência seja indispensável, como ficou evidente no episódio das escutas clandestinas de conversas telefônicas da presidenta da República.

Embora flagrantemente ilegais, foram divulgadas por Sérgio Moro em momento de efervescência política, mandando às favas qualquer simulacro de legalidade (diga-se de passagem, sem que nunca seus “superiores” lhe tenham cobrado tal comportamento). Mas tentar preservar a fachada sempre foi a regra.

Assim ocorreu na encenação do impeachment de Dilma Rousseff, na condenação de Lula por Moro, no patético espetáculo dos três juízes do Tribunal de Recursos e na prisão do ex-presidente. Tudo querendo provar que “A Lei é para todos”, enquanto as evidências em contrário pululam.

Manter a candidatura de Lula não é ter falsas expectativas a respeito do apego às leis dos donos do poder. Ninguém, dentro ou fora do PT, se ilude: farão qualquer coisa para evitar a vitória de Lula. Se tiverem de sujar as mãos, vão sujá-las.

Que pretextos inventarão para negar o registro da candidatura? Farão a mágica de recusar um requerimento antes que seja feito? Vão fabricar uma legislação específica para ele, negando-lhe direitos acessíveis a centenas de outros? Será Lula o primeiro candidato proibido de fazer campanha, depois de devidamente registrado e antes da decisão definitiva a respeito da postulação? E se acharem que não há alternativa, irão até o adiamento ou cancelamento da eleição?

Só há uma maneira de descobrir quão longe na ilegalidade nossas elites se dispõem a avançar: obrigando-as a ir lá.

Evitando que permaneçam em sua zona de conforto, brincando de boas meninas, respeitadoras das leis. 
Forçando-as a revelar-se naquilo que são e expondo-as perante a sociedade e a comunidade internacional.

O mito da “justiça moral” na guerra contra Lula e o PT sustenta-se em terreno cada vez mais frágil.

Em outubro de 2017, 57% dos entrevistados em pesquisa CUT/Vox consideravam “justa” a condenação de Lula e 27% diziam que era “injusta”.

Em abril, a diferença entre os dois grupos havia desaparecido.

Em seis meses, a vantagem dos primeiros em relação aos segundos, que estava em 30 pontos percentuais tornara-se zero.

E nos próximos cinco, de agora até a eleição, a que tamanho chegará?

Que nível alcançará o apoio cadente ao lavajatismo, quando novas truculências jurídicas contra Lula e o PT forem perpetradas?

Lula e o PT estão certos na estratégia por uma segunda razão: manter a candidatura do ex-presidente é o desejo do imenso contingente de eleitores que militam, se identificam ou simpatizam com o partido.

As estimativas variam, mas ninguém duvida que falamos de mais de 30 milhões de cidadãos, talvez mais de 40 milhões.

Elas querem votar em Lula, não concordam com as alegações que fazem contra ele, não consideram que haja prova das acusações, rejeitam a parcialidade da Justiça e avaliam que o processo, a condenação e a prisão foram políticas._

São pessoas que não entenderiam se seu partido optasse agora por substituí-lo como candidato ou fugisse da disputa eleitoral, indo esconder-se em uma candidatura a vice-presidente.

E porque significa o respeito a esses milhões de eleitores, um ativo único em nossa história, que a estratégia defendida por Lula e o PT mais se justifica.

Não deixa de ser engraçado: políticos que nunca venceram uma eleição nacional e a imprensa dos patrões dando-se a liberdade de criticar o caminho que Lula escolheu.

Devem achar que conhecem o povo melhor que ele.”

A grande armadilha da globalização neoliberal foi transformar os recursos estratégicos de países como o Brasil em Comodities. Só a estatização completa da Petrobrás, juntamente com um governo popular, pode definir os preços de acordo com um projeto de desenvolvimento inclusivo e popular. Lula Livre, com radicalização da Democracia. Só assim vencemos o golpe.

Márcio Pochmann afirma que, "no governo Temer, o Brasil voltou ao seu 'normal histórico', com os ricos se tornando mais ricos, os pobres, cada vez mais pobres, e a destruição da própria classe média assalariada"

O pesquisador da Unicamp Márcio Pochmann afirma que, "no governo Temer, o Brasil voltou ao seu 'normal histórico', com os ricos se tornando mais ricos, os pobres, cada vez mais pobres, e a destruição da própria classe média assalariada"; "Política de…
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segunda-feira, maio 21, 2018

França lança um comitê em defesa da liberdade de Lula e da democracia.

O mundo sabe que Lula é inocente. Preso político há 44 dias, o presidente tem recebido apoio internacional de diversos países que reconhecem nele a construção de um Brasil justo e solidário. Desta vez, a França lança um comitê em defesa da liberdade de Lula e da democracia.
La sénatrice Laurence Cohen, présidente du groupe d’amitié France-Brésil du Sénat, a lancé un appel unitaire pour dénoncer ...
LIBEREZLULA.ORG

OS QUE ESTÃO OMISSOS AGORA, FAZEM PARTE DA TIGRADA DO GOLPE.

Apesar de ter ensino superior, juíza da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal alega que a carteira da OAB do ex-ministro está vencida e manda petista para uma…
REVISTAFORUM.COM.BR

COMO MATAR UM PAÍS NA FRENTE DE TODO MUNDO? O capital privado não investe e não vai investir em refino no Brasil. Ou será o Estado ou não será ninguém e passamos mais de 20 anos, desde o Governo Geisel até o período Lula sem construir refinarias. Refino de petróleo é infra-estrutura estratégica, como energia elétrica e sistemas de transportes. Investimento de longa maturação e retorno duvidoso. É um gargalo no Brasil, onde as refinarias em construção nos períodos Lula e Dilma estão em estado de semi abandono, quando não em abandono total.

GOLPE NA VEIA >> Petrobras anuncia um novo aumento do diesel e da gasolina: 0,97% para o primeiro e 0,9% para a segunda. Nenhuma surpresa, pois faz seis dias úteis que a empresa anuncia um reajuste a cada 24 horas para os combustíveis.

O BRASIL VAI BORDANDO A VITÓRIA CONTRA O GOLPE COM LULA LIVRE E PRESIDENTE

TVT na História - Dilma: O Mandato que Não Acabou

VIRADA NA OCUPAÇÃO Vejam quanta gente está no almoço da Ocupação 9 de Julho em São Paulo. A fila está grande mas tem feijuca tradicional e Vegana pra todo mundo. Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres #MORARÉDIREITO

Esticaram a corda e agora não sabem o que fazer. Democracia ou não tem acordo. O Brasil também pode vencer o GOLPE da CIA.

O jornalista Ricardo Cappelli afirma que o Estadão assume a coordenação da campanha do PSDB ao passar recibo, ao lado de FHC, do fracassado golpe que…
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