quarta-feira, março 29, 2006

INFORMES - Liderança do PT - Câmara dos Deputados

Quarta 29/mar/06 - Ano XV - nº 3.466 Fechamento: 28/marv/06 - 21h50

Líder diz que mudança não afetará solidez da economia do país

Lula elogia Palocci e Mantega diz que é "avesso a aventuras"

Palocci se despede e manifesta fé no Brasil

Saída de Palocci não muda política econômica, diz Waldir Pires

Cidade com maior PIB do Brasil vive na pobreza

Câmara retoma apreciação de MPs que trancam a pauta

Deputado defende criação de curso indígena

Pedido de vista adia decisão sobre Josias Gomes

Conselho ouve testemunha de defesa de Janene

Frente da Cultura pretende reunir esforços e orçamento para a área

Presidente do TSE debate PEC sobre número de vereadores

Comissão retoma votação de destaques ao Orçamento

Em pauta MP que deduz do IR o INSS do emprego doméstico

Comissões especiais realizam audiências

Comissões elegem presidentes hoje

Leitura de relatório da CPMI dos Correios será hoje

Telma debate situação da Aids em continente africano

Comissão especial em formação

Petista diz que governo quer regulamentar profissão de motoboy

Petista propõe tarifa telefônica única em áreas metropolitanas

O terror do mercado contra Mantega

Terrorismo de mercado, esse é o nome da tentativa de emparedamento do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em 2002, a casa bancária americana Goldman Sachs criou o Lulômetro, uma elegante equação destinada a medir a relação entre o dólar e a falta de confiança em "nosso guia". O sábio Paulo Leme, um dos diretores do banco à época da gracinha, jamais imaginaria que o dólar-companheiro pudesse ficar na casa dos R$ 2,10. Também foi terrorismo a propagação, em 1994, da patranha segundo a qual Lula congelaria a poupança da patuléia. (A malvadeza saiu da cabeça do doutor Gustavo Franco e foi divulgada pela assessoria de imprensa do PSDB.)O terrorismo de mercado é um instrumento eficaz de intimidação política. Em certos casos, rende também um dinheirinho fácil. Por exemplo: durante os piores dias da crise cambial de 1999, o economista Lawrence Brainard escreveu no boletim da Chase Securities que o Brasil precisava de um calote. O presidente argentino Carlos Menem foi na mesma linha. Admita-se que alguém anteviu um pânico injustificado e resolveu ganhar algum. Comprou papéis brasileiros despencados por 50% do valor de face. Uma semana depois, o mesmo papel valia 56,25%. Um lucro de 6,25% em cinco dias úteis, nada mal. Tem tucano de muita pena que até hoje desconfia do altruísmo de Menem ao fazer a proposta.

ELIO GASPARI

SERRA FRITANDO ALCKMIN ???


ALCKMIN DEVE EXPLICAÇÕES (Editorial da Folha)
Ao tornar-se o presidenciável tucano, há duas semanas, Geraldo Alckmin
prometeu "um banho de ética" na política federal. Vacilou na primeira chance
de mostrar ao eleitorado brasileiro como trataria suspeitas de mau uso da
máquina numa hipotética Presidência.
Foi insatisfatória a reação do governador de São Paulo aos indícios de que a
sua gestão interveio na publicidade da Nossa Caixa para beneficiar deputados
estaduais. O enunciado lacônico de Alckmin -"o governo não interfere em
banco público"- não dirime as suspeitas levantadas por mensagens eletrônicas
reveladas em reportagem desta Folha. bla, bla , bla...
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Pra cima de mim não!!!
Claro que a Folha não trocou de lado e se está insistindo nisso, tem alguma
segunda intenção...
Vamos aguardar, pode ser uma fritura do Alckmin pelos Serristas ou uma forma
de legitimar o golpe baixo pra cima do Governo LULA. Uma coisa é certa, aí tem coisa...
am
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Não havia pensado que o Serra poderia estar fritando o Alckmin. Nelson de Sá outro dia noticiou que o site SERRA PRESIDENTE está funcionando. Se não é verdade, é bem provável. Serra é maquiavélico! E não deve ter perdoado o governador que lhe puchou o tapete. Seria troco? JASSON
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É só lembrar do que Serra e FHC fizeram aqui no Maranhão com a Roseana Sarney (caso LUNUS), que o PFL que era aliado deles, teve que engolir sem água. Ali o Serra perdeu a eleição, foi a maior burrada que eles fizeram, perderam quase todo o apoio das oligarquias do nordeste. Coisa de tucano paulista, que acha que o Brasil é São Paulo. Eles mataram a candidatura Roseana, mas morreram também. É uma ferida que até hoje não sarou (ver textos abaixo). Lembrar também, que até agora Serra não disse o que vai fazer e nem mostrou nenhum entusiasmo pela candidatura Alckmin. A bola ainda está em jogo... Adauto
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PFL se divorcia do governo depois de décadas no poder

Um casamento inabalável, alicerçado no gosto e interesses de um partido pelo poder no Brasil, chegou ao fim em 2002. O PFL, que nasceu das fileiras do PDS, antiga Arena, partido da ditadura militar, anunciou a separação do governo numa reação ao caso Lunus, que abalou a candidatura à Presidência da pefelista ex-governador do Maranhão Roseana Sarney.
A governadora chegou a lançar nota oficial acusando partidários de José Serra, ex-ministro de Saúde e candidato à Presidência pelo PSDB, de fazer jogo sujo no caso Lunus. "Se o governo precisa dessa arbitrariedade para escolher Serra como presidente, é mais fácil fechar o Congresso Nacional e nomeá-lo", sustentou Roseana.
O rompimento teve como um dos principais artífices o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), que entrou em rota de colisão com o governo FHC em 2001 no episódio da fraude do painel do Senado. O caso fez ACM renunciar à vaga. Na eleição de 2002, ele venceu a disputa ao Senado e marcou sua volta ao Congresso em 2003.
Em abril, o PFL tornou pública a decisão de se divorciar. Ministros do partido deixaram seus cargos, e começou um período de orfandade da sigla. Sem Roseana na briga à Presidência, os pefelistas namoraram com o então candidato Ciro Gomes (PPS). O caso não evolui. O partido embarcou na campanha sucessória dividido entre a neutralidade, apoio a Serra e até a Lula, anunciado por ACM e Roseana. Na Isto É
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Resposta a Merval Pereira
Mino Pedrosa

Resposta do jornalista Mino Pedrosa ao colunista de O Globo Merval Pereira, que cita seu nome em sua coluna da edição nº 25.806 do jornal, de 2 de abril de 2004
Prezado senhor Merval Pereira,
Tenho mais de vinte anos de profissão, detenho, dentre outros, três Prêmios Esso de Jornalismo, e ao longo desta estrada aprendi que o bom jornalista, esteja ele na redação ou do outro lado do balcão, precisa estar bem-informado. A intenção desta mensagem é lhe deixar bem-informado. Vamos lá:
1. Em 2002, na campanha presidencial, não trabalhei para o candidato José Serra, nem formal nem informalmente. Nem me parece que ele gostaria. No período pré-eleitoral, fui o promotor de uma exposição fotográfica, noticiada inclusive em O Globo, jornal que o senhor chegou a dirigir, que revelava o caos da saúde pública no país à época gerenciada por José Serra;
2. Não estive por trás do Caso Lunus. Muito pelo contrário. Deixei a redação da IstoÉ e assumi minha empresa, a Free Press, justamente para trabalhar com a então pré-candidata Roseana Sarney. Na realidade, minha única participação no Caso Lunus foi denunciar ao senador José Sarney que havia uma manobra sombria do candidato José Serra no sentido de aniquilar a candidatura Roseana Sarney. Como aconteceu. Minha denúncia tornou-se pública em discurso proferido no Senado pelo próprio pai da pré-candidata, José Sarney;
3. Não terceirizei "minhas habilidades" depois de ter descoberto o motorista Eriberto França. Antes de deixar a redação da IstoÉ – por vontade própria –, onde, desde 1993, era editor na sucursal de Brasília, denunciei o Caso Sivam, no governo de Fernando Henrique Cardoso, tucano, como todos sabem; trabalhei no caso da fraude do painel do Senado, que levou à renúncia do senador José Roberto Arruda (PSDB-DF) e do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA); isto apenas para citar alguns casos de razoável repercussão;
4. O senhor se refere a mim como "uma espécie de repórter investigativo de aluguel". Na realidade, repórter sempre fui e continuo sendo, buscando sempre estar bem-informado. Não tive a oportunidade de ser promovido do cargo de diretor de redação a colunista. Resolvi sair da redação – o que desagradou meus superiores – e tocar minha própria empresa que tem, naturalmente, sua carteira de clientes regida por contratos transparentes com impostos devidamente pagos;
5. Em sua coluna de 2 de abril, o senhor diz que "o governo continua, através de diversas fontes, convencido de que Pedrosa...". Com minha experiência de repórter investigativo – condição que muito me orgulha – não cometeria tal erro. Como o senhor bem sabe, uma coisa é opinião, outra muito diferente é informação errada. Alguém está sendo muito bobo ou muito esperto nesse episódio.

No OI
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Quem tem dúvida de que Serra pode estar fritanto Alckmin, preste atenção nesses fatos: Janio de Freitas, em artigo na Folha (A saída), diz que Alckmin é INDICADO, mas, se não estiver bem nas pesquisas até junho, ele poderá ser substituido por Serra. No mesmo jornal, Nelson de Sá revelou: "Registre-se que segue no ar, com atualização diária e muito apoio, o site do MOVIMENTO SERRA PRESIDENTE". Será que na Convenção de junho teremos surpresas? Serra governador é um despite? A conferir. JASSON

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O lixão tucano pode ter saído do ninho

Por Renato Rovai [27/3/2006]

A Folha de S. Paulo do último domingo traz duas matérias que se tratadas (e os indícios todos é de que não serão) pelo restante da mídia com a mesma força das denúncias feitas pelo então deputado Roberto Jefferson levariam à lona a recém-lançada candidatura com banho de ética do ainda governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Assinada por Frederico Vasconcelos, uma reportagem de três páginas revela a ponta de um esquema de beneficiamento com verbas publicitárias administradas pelo governo do estado a veículos de comunicação vinculados a esquemas de parlamentares da base aliada do governador e pertencentes ao aparelho bicudo de informação. O “esquema lixão” de publicidade, se tiver sua caçamba aberta, vai fazer muito tucano cortar o bico para voltar a tratar de ética na vida pública. Até porque a reportagem só aborda as verbas da Nossa Caixa Nosso Banco, mas há indícios de que o esquema passe por outras empresas do estado e pelas próprias verbas de publicidade diretas do governo.O tiro certeiro para que se abra já uma apuração do esquema na Assembléia Legislativa vem do deputado estadual Afanázio Jazadji, filiado ao PFL. Diz o deputado: “É óbvio que o governo Alckmin orientava a publicidade da Nossa Caixa”. O parlamentar ainda acrescentou que o governo teria cortado anúncios em seu programa pouco antes da eleição do deputado Rodrigo Garcia (PFL) para a presidência da Assembléia. Para quem não é de São Paulo ou não se recorda, na época, Rodrigo Garcia, unha e carne do vice de José Serra, Gilberto Kassab, disputou, com o apoio da oposição, a presidência da Assembléia com Edson Aparecido (PSDB), o indicado pelo governador. Garcia ganhou, mas para isso precisou colocar em sistema de colégio interno trinta deputados que o apoiavam. Um hotel em Atibaia, a 50 quilômetros de São Paulo, foi o local para o retiro dos parlamentares que poderiam ser “convencidos” pelo esquema Alckmin a mudar de lado. Ficaram incomunicáveis neste hotel por três dias, tendo até seus celulares desligados. De lá, partiram em ônibus fretado para a Assembléia e, só assim, Garcia venceu. Escondendo os deputados das tentações do governador.Jazadji explica como funcionava o sistema de convencimento alckmista: “Cortou (a publicidade) porque eu não ia votar no candidato dele. Uma forma que ele tinha, como ‘olha, não vou mais anunciar no seu programa, não vou liberar mais isso’, um tipo de uma chantagem. ‘Vota no meu candidato que eu libero verbas’, prometeram mil e uma coisas, não diretamente ele, mas seus secretários, inclusive o pessoal que cuidava de publicidade”. É preciso perguntar ao deputado os nomes dos secretários e os nomes de quem cuidava da publicidade.Além da declaração de Jazadji, alguns e-mails publicados na Folha de domingo revelam o nível do esquema. Para quem não leu a matéria, vale a pena recuperar o arquivo na internet. Entre as citações onde os favorecimentos são tratados como lixão, há um e-mail que revela terem sido usadas verbas de publicidade do banco em benefício tucano na última campanha eleitoral.Em setembro de 2004, no mês anterior a disputa eleitoral municipal, Saint Clar de Vasconcelos, presidente de uma agência de publicidade, teria escrito o seguinte: “Precisamos segurar essa batata quente porque estamos costurando um problema local em Barretos, inclusive amanhã o (João) Monteiro Neto (da Rede Vida) vai receber lá o deputado (Antonio Carlos) Panunzio (PSDB) e vai dar um grande espaço para o candidato a prefeito, o César (Antônio César Gontijo de Abreu, do PSDB) nos veículos dele.” O candidato tucano ficou em quarto lugar naquelas eleições e a batata quente a que se referia o publicitário deveria ter a ver com o racha da base aliada na cidade. Emanoel Mariano Carvalho, atual prefeito de Barretos, era filiado ao PTB e tinha apoio do PPS, ambos partidos da base do governador na Assembléia Legislativa.Mas, se as três páginas de reportagem sobre o esquema de direcionamento de verbas publicitárias de um banco público ainda não são capazes de ruborizar alguns bicos, talvez a cortante coluna social na mesma Folha, assinada por Mônica Bergamo, sirva para algo. Ali se revela que a primeira dama do estado tem hoje 400 modelitos de alta costura. Todos feitos de graça pelo estilista Rogério Figueiredo. E tudo, segundo ele, de primeira linha. “Tudo de dona Lu sempre foi importado, nada é nacional”, garante.Figueiredo ainda revela como a primeira dama teria escolhido seu new style. “Ela queria adotar um estilo clássico, ‘tipo bonequinha de luxo’ e inspirado em Jacqueline Kennedy, a primeira-dama americana. ‘Numa viagem a Nova York comprei oito livros sobre a vida de Jacquie Kennedy.”’Ao mesmo tempo em que a família Alckmin passa a ser mais conhecida dos brasileiros, no ninho tucano já se falava desde o começo da semana passada que a candidatura de Serra ao governo do Estado poderia ser só jogo de cena. O prefeito teria munição da grossa contra o governador e estaria disposto a usá-la até junho, quando acontece a convenção oficial do PSDB. Até lá, a candidatura de Alckmin poderia estar inviabilizada e Serra, que já teria se afastado do governo municipal, aceitaria o sacrifício de concorrer à presidência da República. Parece coisa de maluco, mas depois dessa edição de domingo da Folha tudo começa a parecer possível.

LadoB é o boletim eletrônico da revista Fórum - outro mundo em debate. Inspirada no Fórum Social Mundial, movimento iniciado em Porto ALegre em 2001. Para ler mais ou conhecer a revista, visite o www.revistaforum.com.br

E & P - Rapidinhas

Rapidinhas

a) O motivo para a saída de Palocci. A saída de Palocci, segundo mendonça de Barros, no Jornal Valor Econômico, tira o fiador da reeleição de Lula. Segundo o tucano Lula vai precisar fazer uma nova Carta aos Brasileiros. Está explicando a sanha golpista e virulenta da oposição com a mídia pela queda do ministro.

b) O fato de não ter havido grandes especulações no mercado é em função da solidez da economia construída pelo governo Lula. Estmos com mais de US$ 60 bilhões de reservas cambiais. O Tesouro tem recursos para saldar a dívida interna. Recuperamos o poder do Estado em gerir a economia. O resto são palpiteiros do porte de Miriam Leitão, Carlos Sardenberg, Joemir Betting e outros papagaios de pirata que apenas repetem o que ouvem dos economistas dos bancos. Se a economia brasileira não estivesse sólida haveria uma grande crise econômica.

c) Também é salutar o Lula ter chamado para si a responsabilidade sobre a economia. dessa forma não é necessário uma Carta aos Brasileiros, nos moldes da que foi feita na última eleição. Basta o Presidente dar a sua palavra.

d) A variação nos indicadores econômicos de ontem foram também em função do aumento dos juros nos Estados pelo FOMC (O Copom deles). O juro passou de 4,5% para 4,75%.

e)O governador tucano Geraldo Alckmin está falando que as rebeliões nos presídios são políticas. Não sabia que o PCC é um partido político. O que o governador quer esconder é que é incompetente para gerir o estado.

From: evaristoalmeida
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VOX POPULI, confirma favoritismo de LULA

Pequisa encomendada por empresários ao VOX POPULI, confirma favoritismo de LULA com 42% das intenções de votos.O Vox Populi finalizou na segunda uma pesquisa nacional para um cliente privado. O resultado deixou Marcos Coimbra, dono do instituto, surpreso: o escândalo da retaliação do governo ao caseiro Francenildo Costa não abalou a popularidade de Lula. As intenções de votos no presidente permaneceram no patamar revelado há dez dias pelo Datafolha: 42%. MAIS AQUI... <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2903200609.htm>
http://www.porumnovobrasil.org/web/

CPI indicia grileiro que acusou Ana Júlia

A CPI da Biopirataria concluiu nesta terça-feira seus trabalhos. Autor de acusações contra a senadora Ana Júlia, de que ela faria parte de um esquema de extração ilegal de madeira, Mário Rubens Rodrigues será um dos indiciados pela CPI da Biopirataria, criada pela Câmara dos Deputados para "investigar o tráfico de animais e plantas silvestres brasileiros, a exploração e comércio ilegal de madeira e a biopirataria no país".

Insatisfeitos com o trabalho do Ibama e da senadora Ana Júlia no combate à grilagem e ao desmatamento ilegal, grileiros foram à CPI na tentativa de desmoralizar a parlamentar e o governo federal. Já condenado pela Justiça Federal por ameaça de morte ao gerente do Ibama em Belém e por tentar fraudar planos de manejo, Mário Rubens será indiciado pela CPI da Biopirataria por denunciação caluniosa, crime previsto no Código Penal Brasileiro, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão e multa.

De acordo com o relator, deputado Sarney Filho (PV-MA), "ficou comprovado, por todos os cruzamentos, que a senadora Ana Júlia não teve nenhum envolvimento no Safra Legal e isso está claro no relatório". Ainda segundo o relator, "as disputas regionais às vezes envolvem esse tipo de coisa. Isso faz parte da disputa política, infelizmente". O relator também salientou que "ficou claro pelo relatório que não houve, pelo cruzamento de todos os dados, nada que envolvesse o atual superintendente, gerente do Ibama em Belém, Marcílio Monteiro".
No Senado, Ana Júlia disse que espera justiça. "Todos esses que nos acusaram, numa tentativa de desmoralizar a nossa história de luta contra o desmatamento ilegal, contra a grilagem, vão ter que responder na justiça todas as acusações. Tanto esses acusadores quanto aqueles que publicam matérias pautadas pela mentira e pela politicagem", disse a senadora.

Fitas editadas
A CPI da Biopirataria também incluiu no relatório o laudo da perícia feita na fita apresentada pelo repórter da revista Veja, Leonardo Coutinho. A respeito da gravação, o laudo afirma que, "houve montagem". A fita foi citada em reportagem da revista sobre denúncias de irregularidades no Plano Safra Legal.

terça-feira, março 28, 2006

FREIO DE ARRUMAÇÃO


FREIO DE ARRUMAÇÃO
Estou recebendo dezenas de mensagens sobre os últimos acontecimentos.
É preciso calma e cabeça fria nessa hora, não vamos tirar conclusões apressadas. Sempre lembrar, que a verdade é filha da força. O discurso da imprensa tucana, sempre será e é, tão somente o discurso da elite brasileira. O velho e manjado discurso da moralidade, o mesmo que foi usado em 54, em 64, e em vários outros momentos da nossa história.

O discurso da moralidade é sempre um discurso seletivo, e que pela força de quem o enuncia, sempre se presta para o linchamento. E não existe nada mais anti-democrático do que o linchamento. A imprensa tucana no Brasil representa a força de quem a controla, de quem a possui. Uma força completamente desigual com relação a todos os demais agentes sociais: partidos, governos, movimentos sociais, minorias, ... Essa força se expressa através da enorme capacidade de produzir e fazer chegar a uma grande quantidade de pessoas em pouco tempo, um discurso “bem elaborado” e aparentemente coerente.

Mas a coisa não é bem assim, o discurso da verdade só é possível com o uso da força para fazer calar todos os demais discursos. Daí essa sensação de impotência, de broxa mesmo, que muitos estão relatando nas mensagens que estão chegando. Mas, tomando algumas precauções, é relativamente fácil sair dessa. Sempre observe quem fala, quem tem o espaço e o tempo para anunciar o seu discurso, a sua versão. Imediatamente a seguir, observe quem é que é impedido de falar, quem é calado. Pronto, estamos a meio caminho de começar a desembaralhar essa trama.

Vamos relembrar rapidamente quem são os grandes faladores do momento, os mais entrevistados, mais consultados, os que têm os melhores e maiores espaços para dizer e espalhar o seu discurso. São esses mesmos que você já está pensando: os FHCs da vida, ACMs, Virgílios, Elianes, Rossis, e por aí vai. Ontem aparece no telejornal o senador bandido Antero Paes de Barros, exatamente esse, aquele lá do Comendador, fazendo o discurso da moralidade na tribuna do congresso, que virou a tribuna do telejornal.

A falha do PT. Qual é a principal falha do PT? Não é só do PT, mas de toda a esquerda brasileira que ainda não procurou entender e estudar esse grande monstro do nosso tempo, que é o monopólio dos grandes meios de comunicação. Parece que não temos entre nós gente suficiente e preparada para enfrentar esse desafio de formular táticas e estratégias de enfrentamento dessa questão. Também existem erros políticos, mas esses erros também são cometidos pelos outros, acontece que os erros dos outros são escondidos e os nossos são amplificados. É por isso que um pulha como o FHC tem a tranqüilidade de chegar num jornal e dizer na maior cara de pau do planeta, que o governo LULA é o governo mais corrupto da história.

Vamos em frente gente, é hora de juntar as nossas forças, a nossa troca de informações e capacidade de análise na formulação de questões, táticas e estratégias de luta. O mundo não acabou, o que estamos vivendo é só mais um capítulo da velha e imoral luta de classes. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.

Adauto Melo
Grupo Beatrice
http://grupobeatrice.blogspot.com

Carta de Palocci a Lula: "Afasto-me com tranquilidade"

"A Sua Excelência o SenhorLuiz Inácio Lula da SilvaPresidente da República Federativa do Brasil

Senhor Presidente e amigo,

Peço a Vossa Excelência meu afastamento, nesta data, do cargo de Ministro de Estado da Fazenda.

Desde 1º de janeiro de 2003, trabalhei incansavelmente para corresponder à confiança com que Vossa Excelência me honrou ao escolher-me para servir ao seu lado como executor da política econômica de seu governo. Dei o melhor de mim, sem medir esforços.
Estou convencido, porém, de que minha permanência no Ministério da Fazenda, neste momento de exacerbado conflito político, e quando sou alvo de todo tipo de maldades e acusações, não mais contribui para o avanço da obra do governo de Vossa Excelência, nem serve ao melhor interesse do Brasil.
Desde agosto do ano passado, iniciou-se um movimento sistemático para lançar dúvidas e suspeitas sobre o meu trabalho e a minha pessoa. Durante todo o final de 2005, procurei, por meio da imprensa e de três visitas sucessivas ao Congresso Nacional, esclarecer toda sorte de questões lançadas a meu respeito. No início deste ano, compareci perante comissão parlamentar de inquérito do Senado Federal, antes mesmo de ser convocado, para prestar esclarecimento amplo e direto sobre todas essas questões.
Julguei haver refutado, naquele momento, em termos objetivos, a inconsistência das acusações e ter restabelecido as condições de trabalho deste Ministério. Entretanto, Senhor Presidente, a luta política se exacerbou nas últimas semanas e questões já superadas foram trazidas novamente à pauta. Tenho lidado com esta situação procurando sempre preservar a economia dos efeitos da luta política, assim como todo o trabalho do nosso Ministério. Entretanto, tornou-se cada vez mais difícil manter esta conduta, pois, em momentos de tal turbulência, os argumentos, as explicações e as ponderações perdem valor diante de acusações descabidas e conclusões apressadas.
Mais recentemente, episódio na Caixa Econômica Federal trouxe novamente a este Ministério pressões que tornaram impossível a continuidade regular do meu trabalho. Quero esclarecer, Senhor Presidente, que não tive nenhuma participação, nem de mando, nem operacional, no que se refere à quebra do sigilo bancário de quem quer que seja. Reafirmo ainda que não divulguei nem autorizei nenhuma divulgação sobre informações sigilosas da Caixa Econômica Federal. Sou consciente das leis e da responsabilidade do meu cargo. Sou consciente das regras da democracia e do Estado de Direito.
Foi com esta postura que realizamos um trabalho forte de estabilização da economia brasileira. Durante estes três anos e três meses, não houve lugar para malfeitos de qualquer ordem. Digo isto em meu nome e, tenho certeza, no nome de todos os secretários que comigo conduziram este trabalho.
Tenho orgulho de haver colaborado para a implementação da exitosa política econômica de Vossa Excelência, que tanto contribuiu para a estabilidade de nossa economia, com claros benefícios para as parcelas mais pobres de nosso povo.
O controle definitivo da inflação, os números recorde de geração de emprego, a evolução do crédito, a boa administração da dívida pública e, particularmente, o espetacular desempenho das contas externas do País são conquistas do Brasil para as quais muitos governos colaboraram e seu governo consolidou. Estou extremamente feliz por haver contribuído para alcançar esses resultados. O Brasil está mais forte, mais preparado e maduro, para, sob a liderança de Vossa Excelência, seguir adiante trilhando esta política, no caminho do desenvolvimento econômico e social.
Tomo a decisão de pedir o meu afastamento com tranquilidade. A consistência do trabalho feito e a solidez da economia brasileira me dão a certeza de que a estabilidade do país e de suas instituições não depende da pessoa do Ministro da Fazenda e sim das políticas definidas por Vossa Excelência. Sempre servi ao governo de Vossa Excelência sem personalismos nem ambições pessoais. Minha dedicação e minha energia sempre estiveram voltadas para o progresso do Brasil e de seu povo. Esta é a mesma convicção da honrada equipe do Ministério da Fazenda e, tenho certeza, do próximo ministro que Vossa Excelência escolherá.
Respeitosamente, e com toda a gratidão.

Antonio Palocci Filho
Ministro de Estado da Fazenda"

Se vamos ganhar ou se vamos perder, caberá aos eleitores decidir, mas se Lula perder, que não seja porque nós deixamos de lutar.

É preciso compreender que na política também vale a "Lei da ação e reação" da física, isto é, quanto mais forte eles baterem na gente (e no Lula) é porque estamos (o Lula está) mais forte. Tenho assistido ao vivo e em gravação os inúmeros atos em que Lula tem participado pelo interior do País. Em todos eles vejo multidões (muita gente mesmo) agitando bandeiras do PT (algumas - poucas - do PC do B) e gritando sem parar; "1, 2, 3, Lula outra vez". A estratégia deles é simples, ainda que os métodos sejam bem sofisticados: trata-se da minar a nossa confiança, desarticular nossas forças e nos levar ao desânimo. Resistir é preciso, Lutar é preciso. Se vamos ganhar ou se vamos perder, caberá aos eleitores decidir, mas se Lula perder, que não seja porque nós deixamos de lutar.

Roberto Abreu
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A hora é de luta, é ir em frente, almejando sempre a vitória. Vamos reeleger LULA presidente, um grande número de governadores, senadores, deputados federais e estaduais. É esse nosso compromisso. Não é hora para ingenuidade, nem pirotecnia, nem pessimismo. O momento é de construir os caminhos da vitória. BOA NOTÍCIA: Em Pernambuco LULA tem 63% das intenções de voto.

OBS: O Alckmin se apressou ao dizer que em São Paulo não há ladrão, está ai a Nossa Caixa para desmenti-lo. Como diz a letra do samba: "se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão."

É ISSO.

LULA É MUITOS
LULABIS

Evaristo
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Alckmin: a sujeira do poleiro tucano

O que se vê no Brasil atualmente é dois pesos e duas medidas na cobertura do PT e do governo federal e do PSDB e do governo de São Paulo, a ver:

1) Rebeliões no estado que a mídia insiste em esconder e não dar a devida divulgação. É muito grave a situação nos presídios do estado e revela total incompetência do governador Geraldo Alckmin com a área.

2) O duto Nossa Caixa Nosso Banco, que direcionou mais de R$ 43,8 milhões em verbas publicitárias para apaniguados de Alckmin. Deveria sair em todas as manchetes de todos os jornais do Brasil.

3) O deputado estadual do PFL Afanasio Jazadi, disse que esteve pessoalmente com Alckmin e este lhe ofereceu verba via esquema Nossa Caixa. Outro fato grave, pois é um deputado da base aliada do governador acusando não um assessor mas ele diretamente de estar envolvido nas maracutaias. Ele é o equivalente ao Roberto Jefferson com ampla repercussão na mídia. Com o agravante deste ter falado diretamente com o governador.

4) O assessor de Alckmin foi demitido e a mídia deu pouco destaque. A imprensa não está procurando nem entrevistar o assessor que segundo denúncias está envolvido nas irregularidades.

Pelo jeito a mídia vai ter dificuldade de esconder os podres do PSDB tal o volume de corrupção e desvio de dinheiro público, falta ainda vir a público:

1) Investigar o tucanoduto do ex-presidete do PSDB Eduardo Azeredo, na campanha de 1998.

2) Investigar a lista de Furnas, que os tucanos e o PFL querem esconder a todo custo, inclusive tentando incriminar quem divulgou a lista.

3) Investigar a relação entre o PSDB e o crime organizado no Mato Grosso.

4) A privatizações fraudulentas ocorridas no (des) governo do FHC.

5) ETC...

É ISSO.

LULA É MUITOS
LULABIS

Evaristo

VERMELHO

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Cerca de 5 milhões elegem novo Parlamento de Israel

O INFORMANTE

Notícias do dia:

Policia-em-sp blogspot com reportagem da Rede RecordAlckmin e a segurança pública em São PauloFatos e imagens são mais importantes que palavras. Agora tentem imaginar o que esse senhor não faria no Brasil, caso fosse eleito.

Globo Online (27/03/06)Lula escolheu a pessoa certa para o lugar de PalocciO mercado financeiro avalia que a saída de Antonio Palocci, não causará mudanças significativas na política econômica do governo.

Valor Econômico (27/03/06)Para empresários, Lula é o avalista da política econômicaAs ações que estão sendo desenvolvidas pelo governo são maiores que um ministério em si. Aparentemente ninguém está muito preocupado.

INFORMANTE.NETAté breve ministro!Até breve ministro!

NELSON BREVEA apologia do golpeHá um movimento golpista incitado por aqueles que dizem abertamente estarem cansados do governo Lula.

OSVALDO BERTOLINOOs palhaços e a dança da deputadaNa verdade o que deveria ser julgado é o esquema de "caixa dois" desenvolvido com tecnologia genuinamente tucana.

Portal Terra (26/03/06)Deputado da base acusa Alckmin de chefiar esquema em Banco; e diz que não vai investigarSegundo Afanásio Jazadji o governador o procurou se oferecendo para "prestigiar" a programação da emissora com verbas do governo do Estado.

Informes.org (27/03/06)Projeto incentiva investimento em esporte escolarEstamos estabelecendo condições para que as pequenas empresas possam investir esporte e vamos nos concentrar no esporte escolar.

ALOIZIO MERCADANTEPragmatismo ameaçadoA Alca, tal como vinha sendo negociada pelo governo anterior, não contemplava nossos interesses no que tange à conquista de novos mercados.

MARCELO PINTOO ministro PallociNão conheço, até o momento, nenhuma acusação que tenha ocorrido no exercício de sua proveitosa gestão para o Brasil à frente do ministério.

Folha de São Paulo (25/03/06)Nova Caixa beneficiou aliados de AlckminDocumentos mostram que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) interferiu para beneficiar aliados com anúncios ou patrocínios da Nova Caixa.

GILDA ALMEIDAAvançar é preciso: Contra o Candidato da Opus DeiDe qualquer forma, o lançamento de Alckmin define ainda melhor os campos em disputa nas eleições presidenciais.

O Informante - preenchendo lacunas da mídia

segunda-feira, março 27, 2006

NA MARRA ESSA ELITE SANGUINÁRIA E IRRESPONSÁVEL NÃO GOVERNA MAIS O BRASIL!!!


VAMOS DIVULGAR INTENSAMENTE...

Realmente um grande artigo, para os que não esquecem e têm a consciência exata do que está acontecendo.
Não é hora para choradeira e nem desespero. Vamos intensificar tudo aquilo que a gente já vem fazendo. É HORA DE LUTAR!!!
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A apologia do golpe

Há um movimento golpista incitado por aqueles que dizem abertamente estarem cansados do governo Lula. Os mesmos setores que blindaram o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, enquanto ele servia aos seus fins, são hoje seus principais algozes.
Nelson Breve


1) O que nos espanta e estarrece é que os chefes das nossas Forças Armadas não se tenham convencido até agora de que não é um governo isso que aí está, e que é faltar com o respeito que eles devem ao país o recusarem-se a agir, enquanto é tempo, com a altivez e a visão das coisas brasileiras que demonstraram em outubro de 45 e em agosto de 54. (A catástrofe em que vamos soçobrando – 8/10/1963.)

2) É preciso que o Legislativo comece a dizer basta. Melhor seria então que, para isso, simplesmente ignorasse a decisão de Jobim e fizesse a oitiva de Francenildo Costa na CPI dos Bingos. Com certeza, assim agindo o Legislativo deixará claro que na representação legitima que faz da sociedade brasileira ínsita não está a submissão subserviente e humilhante a outros Poderes. (A Hora de o Congresso dizer basta! – 22/03/2006.)

Um intervalo de 42 anos separa a publicação destes dois editoriais. O que há de comum entre eles é que ambos foram publicados pelo mesmo jornal. O que mais há de comum entre eles? Defendem abertamente a ruptura da ordem institucional. O primeiro alcançou o objetivo de instar as Forças Armadas a derrubarem o governo do presidente João Goulart. O segundo incita a maioria oposicionista do Senado a se insurgir contra uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que busca resguardar os limites de uma investigação parlamentar estabelecidos pela Constituição Federal.É a apologia do golpe contra o Estado de Direito, que só tem valor, na opinião de parte significante da imprensa brasileira, quando resguarda apenas um dos lados da disputa política. Há um movimento golpista incitado por aqueles que dizem abertamente estarem cansados do governo Lula. Como não há um ambiente propício para um golpe militar, hoje, no Brasil, os golpistas enrustidos partem para a incitação de outras instituições. Não se importam com a violação dos preceitos democráticos, desde que o objetivo final seja desmoralizar um governo que se recusa a governar do jeito que eles querem.Os mesmos setores que blindaram o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, enquanto ele servia aos seus fins, são hoje seus principais algozes. O mesmo jornal dos editorias acima proibia, há dois anos, que seus repórteres escrevessem que a política econômica era contestada internamente no governo. A palavra de ministros de Estado era considerada insuficiente para contestar o ministro da Fazenda. Hoje, ele é apontado como mentiroso com base na palavra de gente do povo, que pode ou não estar sendo manipulada por interesses espúrios.Vamos partir do princípio de que o caseiro esteja dizendo a verdade. Qual é o crime cometido pelo ministro Palocci? Ter freqüentado uma casa difamada? Não ter falado a verdade? O que isso tem a ver com o interesse público? Se o ministro é suspeito de ter desviado recursos públicos ou tomado decisões contrárias aos interesses nacionais ou aos princípios da moralidade na administração pública, que coloquem na mesa as acusações. Criam um escândalo a partir de uma contradição, para justificar uma investigação ilegal, inconstitucional e imoral. Mistificam o caso para dar um ar de gravidade que ele não teria se ocorresse em um governo do PFL ou do PSDB. Desprezam as linhas de investigação que não servem para sangrar o governo.Mas o governo também tem sua culpa. Foi incompetente em todas as áreas, especialmente na condução política e na comunicação. Silenciou quando a CPI dos Bingos saiu do foco para o qual foi criada. Não operou com empenho para assegurar maioria na Comissão. Não montou um esquadrão de crise para enfrentar a batalha da comunicação, combatendo a tropa organizada pela oposição. Com isso deixou prevalecer na mídia versões incorretas em prejuízo do governo ou de seus aliados.A questão da quebra do sigilo, por exemplo. É falso dizer que o sigilo foi quebrado quando alguém da CAIXA levantou um extrato da movimentação bancária de Francenildo Santos Costa. Qualquer funcionário minimamente graduado da CAIXA tem permissão para obter essa informação. Informações desse tipo são levantadas aos milhares, todos os dias, por questão de segurança ou de estratégia de negócios. Não só na CAIXA, em qualquer banco.Os extratos podem transitar por toda uma linha hierárquica, sem que tenha ocorrido crime algum. A violação só se dá quando a movimentação bancária é revelada para alguém de fora da instituição. Esse deve ser o ponto de partida de qualquer investigação séria e isenta. Primeiro: quem entregou o extrato para alguém de fora da instituição? Segundo: por ordem de quem? O resto é perda de tempo e desinformação.Aparentemente, o folhetim do caseiro é mais uma dessas pantomimas concebidas no cruzamento da canalhice com a estupidez. No intuito de proteger o chefe de uma ofensiva criminosa, o guarda-costas comete um crime grave, que ganha proporções dantescas porque um dos lados está estrategicamente amparado pela cavalaria da mídia. O filme é conhecido. Já provocou o suicídio de um presidente, aqui, a renúncia de outros, em democracias mais perenes, e muitas fatalidades pelo mundo afora.A oposição pode levar a cabeça de Palocci desse jeito. Os golpistas inveterados podem conseguir derrubar o governo Lula, ou desgastá-lo impiedosamente para chegar desmoralizado na disputa eleitoral. A cavalaria pode cortar muitas cabeças pelo caminho. Mas os bons soldados sabem que não há honra nesse tipo de vitória.


Nelson Breve foi repórter das rádios Eldorado e CBN, da Agência Estado e do Jornal do Brasil, e assessor de imprensa da Confederação Nacional da Indústria e do ex-deputado José Dirceu. Retorna à Carta Maior para atuar como repórter especial na Sucursal de Brasília.

"Deixe a menina sambar": "Cês tão de lascá! Cês tão de doê!"

Só se aprende a responder respondendo. No pasarán!

Sr. Clóvis Rossi,

O meu raciocínio de povão-não-jornalista-e-não-alugado é o seguinte: por piores que tivessem sido as "prefeituras do PT" as tais "prefeituras do PT" sempre foram, necessariamente, INFINITAMENTE MUITO MELHORES do que, por exemplo, as "prefeituras do PL", "as prefeituras do PTB", "as prefeituras do PFL" ou "as prefeituras do PSDB".

Isso, é claro, por uma razão totalmente acessível a qualquer bom-senso: por piores que fossem "as prefeituras do PT", elas teriam 'arrasado' o Brasil inteirinho por, no máximo, apenas alguns anos; e as "prefeituras do PL", "as prefeituras do PTB", "as prefeituras do PFL" ou "as prefeituras do PSDB" e outrinhas dessas, elas sempre arrasaram o Brasil, sem parar um dia, durante décadas, de fato, durante sé-cu-los.

Portanto-1, qualquer colunista de colunagem jornalística um pouco menos golpista sempre espinafraria mais as "prefeituras do PL", "as prefeituras do PTB", "as prefeituras do PFL" e "as prefeituras do PSDB" do que, é claro, "as prefeituras do PT".

Portanto-2, colunista que me venha, hoje, em março de 2006, com esse seu conversê de "as prefeituras do PT" entrega-se, ele mesmo, sozinho, feito bobo: o senhor está, outra vez, ensinando viéses pró-tucanaria-pefelista e conversê-fiado de propaganda construída e requentada, todos os dias, provavelmente sob o sujo interesse de tentar impedir que a sociedade brasileira discuta os crimes da privataria tucana ou do valerioduto tucano, obcecadamente, como o senhor faz, aliás, toooooooooooooooooooooooodos os dias.

Além do mais, nem a pior das piores "prefeituras do PSDB" (provavelmente as piores que o Brasil conheceu, e por mais tempo) algum dia seria pior para a democracia brasileira do que AINDA haver mídia golpista em ação golpista, no Brasil, em pleno século 21!

Caso o senhor, sinceramente, não veja golpismo algum no seu 'jornalismo' e sinta-se tentado, pela centésima vez, pela inércia da sua cabeça, das suas idéias, dos seus teclados ou do seu patrão, a ME XCHINGAR de 'doida persecutória', aviso-o em bom espírito democrático: não há mais NENHUMA dúvida, em parte MUITO importante da sociedade brasileira, de que, sim, o senhor 'ensina' golpismos.

Muitos já aprenderam, além do mais, que, sim, é claro: a primeira lição de todos os golpismos 'midiáticos' sempre foi 'ensinar' que os democratas são 'doidos persecutórios'.

Nem nisso, portanto, o senhor e a D. Eliane ou o Noblat ou o Moreno ou a Lucia Hippólito ou a Miriam Leitão ou o Sardembergh e zilhões de outros 'jornalistas' desses, do anti-jornalismo brasileiro tucano-pefelista mostram qualquer criatividade, sequer, em matéria de 'ensinar' golpismos por jornalão, em 2006! Mas... Mêo! Sr. Clóvis Rossi... Esse negócio sempre foi assim, igualziiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinho, no Brasil, nos últimos 50 anos!

Nenhum leitor-eleitor é completamente uma besta.

Os colunistas de jornalão sempre mentem mais que qualquer ministro, em todos os casos, quando 'denunciam' mentiras que os próprios colunistas constroem, inflam, repercutem, requentam, repetem.

MUITO MAIS do que saber se algum ministro mentiu, quando ou onde, o que REALMENTE INTERESSA, hoje, ao Brasil, é entender por que, diabos, a Folha de S.Paulo meteu-se na cabeça que o jornal e seus colunistas de colunagem alugada teriam algum 'direito' ou alguma 'competência' para 'saber' mais e melhor o que seria melhor para o Brasil, em cada caso.

Paulo de Tarso Venceslau é uma das muitas tragédias brasileiras, criado pela violência da ditadura. Não o julgue -- que o senhor não tem o direito de julgá-lo. Mas, sobretudo, não o use, como se ele fosse um objeto inerte. Todos os homens e as mulheres civilizados, de bem, seja de direita seja de esquerda, têm o dever humanitário de respeitar o próximo, sobretudo quando o próximo sofreu tanto, que perdeu condições físicas e psicológicas para julgar-se a si mesmo. Que vergonha, Sr. Clóvis Rossi, o senhor, hoje, apelar, até, ao nome desse infeliz brasileiro.

TAMPOUCO estaria 'em jogo', como o senhor tenta inventar hoje, alguma noção de serviço público que algum ministro tenha ou não tenha. Além do mais, se estivesse, se estiver, e sempre que esteja em jogo esse julgamento, o julgamento não compete ao senhor ou à D. Eliane Cantanhede, sua vizinha-aí. Quem, algum dia, votou no senhor?!

Não faltaria mais nada acontecer, mesmo, no Brasil pós-tudo e PRÉ-NADA que herdamos da tucanaria, se EU-CIDADÃO-LEITOR-ELEITOR houvesse delegado a algum colunista de colunagem alugada o MEU DIREITO DEMOCRÁTICO de EU-CIDADÃO-ELEITOR DECIDIR o que realmente interessa ao Brasil.

O que está em jogo e em disputa, hoje, no Brasil, é a democracia brasileira.

TAÍ: ESSA seria a única notícia realmente importante, hoje, no Brasil: a sociedade brasileira, hoje, está disputando a democracia brasileira, contra toooooooooooooooooooooda a mídia-de-jornalão-e-colunagem alugada.

Nessa disputa (e brabíssima!) estamos, de um lado, o governo Lula, todas as instituições brasileiras, todo o governo Lula e mais EU-euzinha e o MEU VOTO DEMOCRÁTICO, para (1) defender a democracia brasileira; e (2) a favor de investigarmos o tal de caseiro, até a 5ª geração dos ancestrais dele, e confiantes no que digam a Polícia Federal e o MEU MINISTRO, do MEU GOVERNO, que EU elegi com o MEU VOTO DEMOCRÁTICO.

De outro lado está o senhor e o 'jornalismo' de jornalão (e mais uma peeeeeeeeeeeenca de professô-dotô tucano-pefelistas-uspeanos! [risos muitos]), CONTRA a democracia brasileira e contra o MEU VOTO DEMOCRÁTICO, defendendo, sabe-se lá por quê, a imundície dos governos tucano-pefelistas, as 'éticas' cenográficas de Robertos Jeffersons e Garibaldis e Efrains e Jarbas Passarinhos e Mendoncinhas e "Consultoria Tendências" e toooooooooooooda a privataria e tudo o que de mais imundo o Brasil conheceu em 500 anos.

CLARO que eu fico com o MEU VOTO DEMOCRÁTICO, sempre. E por que, afinal de contas, eu 'deveria' acreditar mais em colunismos de jornalão do que no MEU VOTO DEMOCRÁTICO?!

Não estou dizendo que a disputa esteja fácil; não está. Nem estou dizendo que a vitória da democracia brasileira esteja assegurada; não está. A democracia brasileira, de fato, está por um fio -- e essa página 2 da Folha de S.Paulo, todos os dias, tresloucadamente, balança o fio. Por que a FSP tresloucadamente balança o fio, eu não sei! Ou é burrice, ou é autismo, ou é golpismo.

Contudo, apesar dos riscos, o cidadão-leitor-eleitor de jornais, no Brasil, está começando a aprender a ler os miseráveis jornais que temos, em pleno século 21. Isso não é, ainda, a vitória da democracia brasileira. Mas é, já, sim, um baaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaita primeiro passo.

Como já ensinou mestre Chico Buarque, faz tempo, em "Deixe a menina sambar": "Cês tão de lascá! Cês tão de doê!"

Palocci fica! Lula é muitos! Lula 2006! Tamos aí.

[assina] Caia Fittipaldi (dos Lingüistas Brasileiros para a Democracia/ Universidade Nômade / Campanha “Nenhum Brasileiro sem Resposta-na-ponta-da-língua, pra Responder à Folha de S.Paulo" / Tricoteiras Unidas / Mães do Planalto / Gaviões da Fiel / Vila Isabel / Mangueira) [Msg composta com msg de vários campanhistas. Para vários destinatários, campanhistas e outros.]

O NEGÓCIO DELES É VENDER


Ex-secretário de Alckmin é acionista de empresa que comprou subsidiáriaO ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo tucano, Ruy Martins Altenfelder, é acionista e membro do Conselho de Administração da Mapfre Vera Cruz Seguradora, empresa espanhola que adquiriu a subsidiária Nossa Caixa Seguros e Previdência em um leilão, ocorrido em maio de 2005.
Rafael Sampaio - Carta Maior

SÃO PAULO – O ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo tucano, Ruy Martins Altenfelder, é acionista e membro do Conselho de Administração da Mapfre Vera Cruz Seguradora, empresa espanhola que adquiriu a subsidiária Nossa Caixa Seguros e Previdência em um leilão, ocorrido em maio de 2005. Um documento assinado por Wilson Toneto, diretor da empresa, confirma o vínculo.Ao mesmo tempo, Altenfelder pertence ao Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED). Elias Maalouf, diretor da Federação dos Bancários de São Paulo (Fetec), ligada à CUT, levanta a suspeita de que o ex-secretário influiu na venda do patrimônio público para a iniciativa privada. “Essas duas esferas, a pública e a privada, não podem se misturar dessa maneira, sob o risco de haver favorecimento”, diz ele.Questionado pela Carta Maior, Altenfelder respondeu em nota que “não participou das deliberações do Conselho Diretor do PED em todas as matérias sobre o tema de seguros, por questão de foro íntimo (ético e legal)”. Segundo o ex-secretário do governo Alckmin, isso “está expresso na ata da 182ª reunião do referido Conselho, publicada no Diário Oficial em 4 de março”.No entanto, a ata da 144ª reunião do Conselho do PED, obtida pela reportagem, registra a participação de Altenfelder na deliberação que levou à divisão do Banco Nossa Caixa em sete subsidiárias e na formulação dos editais que deram corpo para o leilão da primeira empresa.A advogada Vilma Muniz de Faria, sócia do escritório que defende a Fetec na ação contra a venda das subsidiárias da Nossa Caixa, rebate: “Altenfelder pode não deliberar, mas ele não está presente nas reuniões? Não escuta sobre as decisões?”. Para ela, a lei de licitações proíbe que a parte interessada na privatização participe de decisões públicas como esta. “É claro, segundo a lei, que ele cometeu um crime”.

MAIS SUSPEITAS

Outro documento reforça a suspeita de favorecimento. A Susep (Superintendência de Seguros Privados), órgão do Ministério da Fazenda que fiscaliza empresas de venda de seguros, emitiu comunicado oficial em maio do ano passado, dirigido ao presidente da Nossa Caixa – Carlos Eduardo da Silva Monteiro.De acordo com o comunicado, a Mapfre Vera Cruz Seguradora não possuía capital ativo livre para cobrir o lance mínimo do leilão, estimado em R$ 154 milhões. Mas, segundo Raquel, mesmo assim a venda foi autorizada. Ela pergunta: “De onde surgiu todo esse dinheiro, se a Susep afirmou que a Mapfre não o possuía?”.A empresa, em nota oficial, afirma que o parecer dado pela Susep foi incorreto. “Os recursos para a aquisição do controle da Nossa Caixa Seguros e Previdência provieram de aumento de capital realizado em dinheiro pelos controladores da Mapfre”. O aumento foi da ordem de R$ 225,8 milhões, aprovados pela Susep em 24 de agosto do ano passado. A empresa afirma, ainda, que no parecer enviado em maio pela Susep, a Mapfre estava pré-qualificada e sem qualquer restrição.Para Vilma, há aí mais um indício de irregularidade. “A Mapfre assume, então, que negociou com a Susep a aprovação de sua participação na venda”. Segundo ela, a empresa escreveu ao órgão federal informando que, se fosse aprovada no leilão, poderia fazer um aporte de capitais e pagar o montante exigido. “Como a Susep deu parecer favorável em agosto, fica caracterizado o beneficiamento da empresa”.A Constituição Federal, no artigo 52, proíbe aporte de capital estrangeiro, salvo se de interesse da nação, através de decreto presidencial. “Não houve essa autorização para a Mapfre”, diz Vilma. Para ela, a Susep não pode autorizar o aporte de capital da empresa, já que se trata de capital espanhol.

ESCOLA TUCANA


Destino das 'escolas de lata': os presídios do Interior
CHICO SIQUEIRA

Finalmente o governo do Estado decidiu o que fazer com os 90 contêineres usados como "escolas de lata" e depois abandonados por serem muito abafados. O secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, negou ontem, em Araçatuba, que o governo do Estado usará esses contêineres insalubres para alojar detentos. Segundo Furukawa, os contêineres serão usados como depósitos e almoxarifados nas penitenciárias do Estado. Ele não soube dizer quanto o governo do Estado gastou com isso. Os contêineres foram distribuídos nas unidades penais agrícolas de Bauru e São José do Rio Preto, na Penitenciária do Estado e na Coordenadoria de Saúde do Sistema Prisional, em São Paulo, e nas penitenciárias de Valparaíso, de Hortolândia e de Pacaembu. De acordo com Furukawa, as caixas de aço foram compradas pela Secretaria da Educação para servir de salas de aula. Seriam as chamadas "escolas de lata". "Ocorre que eles apresentaram problemas térmicos - eram frios no inverno e quentes no verão - e por isso foram desativados." Furukawa conta que os contêineres seriam vendidos como sucata. "Mas, em uma conversa com o secretário da Educação, Gabriel Chalita, decidimos trazê-los para nossas unidades." Segundo Furukawa, em nenhum momento a sua secretaria pensou em usar os contêineres como alojamento de detentos. Mas, em São José do Rio Preto, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública para impedir que o Instituto Penal Agrícola daquela cidade alojasse 500 novos detentos em 17 contêineres. "Foi um confusão que fizeram em São José." A ação do MP, que pedia a retirada dos contêineres das cadeias, foi extinta em março último pelo juiz da 7ª Vara Cível de Rio Preto, Luiz Fernando Dal Pozo. A primeira vez que se usaram contêineres para alojar detentos foi em Santa Catarina, entre 2001 e 2002, mas a OAB daquele Estado proibiu seu uso. Na ocasião, o governo de Santa Catarina pagou R$ 100 mil por cada contêiner - no mercado do interior, um contêiner desses custa cerca de R$ 10 mil.

cidade@jt.com.br

Só a imprensa tucana não sabia...


Do líder petebista José Múcio sobre a Câmara estar absolvendo deputados cujo único crime tenha sido a prática do caixa 2: “Se for cassar por esse motivo, teria que cassar os 513”. É que não se conhece político com assento no Congresso que não tenha recebido de alguma fonte “dinheiro não contabilizado”.








Da coluna de Inaldo Sampaio, no Jornal do Commercio do Recife em 26.3:

From: urarianoms



Luiz Carlos Mendonça de Barros, ele de novo...

Deputado acusa Alckmin de chefiar esquema em Banco

Durante entrevista à rádio CBN, o deputado estatual Afanásio Jazadji (PFL), de São Paulo, acusou ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de negociar pessoalmente esquema supostamente promovido pelo Palácio dos Bandeirantes para beneficar, com verbas de publicidade da Nossa Caixa, emissoras de rádio, TV e revistas ligadas a integrantes da base aliada - dentre eles o próprio Jazadji, que é apresentador de televisão. Neste domingo, Alckmin afirmou que "não tem veracidade" a denúncia de que sua gestão teria utilizado recursos do banco estatal Nossa Caixa para favorecer políticos da base aliada e negou que irá investigar o caso.
Foi há muito tempo atrás, em um de nossos primeiros contatos", disse Jazadji. Segundo ele, que integra um partido prestes a se aliar com Alckmin na corrida para o Palácio do Planalto, o governador o procurou se oferecendo para "prestigiar" a programação da emissora do deputado com verbas do govreno do Estado. O deputado garante que a suposta promessa nunca se concretizou.

Procurado pela CBN, Alckmin se negou a comentar a acusação porém, mais cedo, negou todas as denúncias: "Não (vou investigar)", afirmou, questionado sobre o suposto uso de verbas da Nossa Caixa para "comprar" apoio político. "A investigação foi feita pela Nossa Caixa. Ela fez a sindicância, concluiu, encaminhou ao Ministério Público e ao Ministério Público. Há 500 veículos de comunicação e nós estamos falando de cinco casos. Agora, concluir que tenha ingerência política em 500 veículos", questiou o governador, que dia 31 renuncia ao cargo para concorrer à Presidência da República.

Porém o Ministério Público do Estado de São Paulo já tomou a iniciativa de apurar o caso e, desde dezembro, está realizando as investigações em caráter preliminar, baseado em denúncia anônima.

O suposto favorecimento de aliados por meio da ingerência sobre os contratos de publicidade foi divulgado no último fim de semana pelo jornaç Folha de S.Paulo. De acordo com a reportagem, o Palácio dos Bandeirantes pressionou a Nossa Caixa para direcionar os recursos para deputados da base aliada - dentre eles ex-ministro da Comunicação Luiz Carlos Mendonça de Barros, cotado para compor a equipe econômica de Alckmin.

A denúncia cita e-mails trocados entre pessoas supostamente envolvidas e indica que o assessor especial de Comunicação do governo, Roger Ferreira, teria coordenado o esquema. As alegadas pressões também constam de um dossiê de 42 páginas elaborado pelo ex-gerente de marketing do banco Jaime de Castro Júnior - demitido por justa causa em dezembro passado, por conta das acusações. Ele teria efetuado as denúncias porque outros funcionários supostamente foram protegidos pela auditoria interna realizada pela Nossa Caixa.

Ontem, Alckmin também negou que irá punir Roger Ferreira e garantiu que ele permanecerá no governo.

Redação Terra

FOLHA ADMITE QUE ESTÁ PRONTA PARA MAIS UM GOLPE NO BRASIL


Está chamada da FSP é algo que deveria entrar para história do jornalismo de como não fazer jornalismo, deveria constar no manual de redação de jornalismo como exemplo de como perder o respeito a credibilidade, de como ser uma imprensa de 5º categoria manipulando a informação.

A GRANDE MENTIRA DA FOLHA DE SÃO PAULO

Mercadante diz estar "pronto" para assumir Ministério da Fazenda


O QUE DISSE

MERCADANTE DE VERDADE.

Aloizio Mercadante (SP), disse hoje que está "pronto para desempenhar [...] qualquer que seja a função necessária ao partido ou ao presidente Lula"."Eu sempre coloquei o meu mandato à disposição do partido e do presidente Lula. Portanto, qualquer que seja a função que seja necessária ao partido ou ao presidente, eu estou pronto para desempenhar", disse o senador.No entanto, Mercadante afirmou que, no que depender dele, a sua preferência será a de disputar o governo do Estado. "Eu considero que a minha condição de líder do governo e pré-candidato ao governo de São Paulo é o melhor instrumento nesse momento para que a gente possa enfrentar esta conjuntura adversa", disse.

--Posted by Jussara to POR UM NOVO BRASIL LULA 2006 at 3/27/2006 07:08:00 AM

sábado, março 25, 2006

LULA é o presidente eleito por nós, a grande maioria do povo brasileiro. Se LULA diz que Palocci fica, Palocci fica!!!


Senador Mercadante: "Se a oposição quer tirar o Palocci, a oposição que ganhe as próximas eleições!"

Veja a íntegra do discurso de 40 minutos em que o ministro Antonio Palocci comentou a crise que envolve seu nome:

"Agradeço à Câmara Americana de Comércio como interlocutora fundamental à gestão do ambiente de negócios, à melhoria de um ambiente de investimento que é tema fundamental para o Brasil. Agradeço a este período de convivência com vocês e as medidas que pudemos extrair dessa convivência.
A Câmara tem tido uma força muito importante, e agora que ela decidiu ir para Ribeirão Preto certamente as coisas melhorarão muito mais.
Eu havia feito um discurso longo e chato, trouxe uns gráficos chatérrimos, mas em uma semana tão agitada como essa eu prefiro deixar de lado a razão e ter um discurso franco, com o coração, embora com representantes agências de risco presentes isso fique pouco arriscado.
Ontem eu tive uma longa reunião com o FMI. Embora não temos mais acordos com o Fundo eles fazem uma visita todo ano - quando há acordo estas visitas acontecem quatro ou cinco vezes ao ano. Eles comentaram uma grande melhoria dos indicadores macroeconômicos do Brasil, e isso aconteceu a despeito de toda crise política que tivemos no ano passado.
Eu disse pra eles que isso é um indício da maturidade em que se encontra o Brasil, pois não é possível um país ter uma economia num céu de brigadeiro e o ministro da Fazenda estar no inferno.
Isso é possível porque a economia brasiliera está mais madura e as instituições brasileiras começam a ganhar maturidade, que eu penso ser definitiva.
Eu fico à vontade para falar sobre o que foi feito não apenas pelo meu ministério e pelo meu trabalho, mas por todo o governo que construiu pilares fudamentais no campo econômico, no campo jurídico e no campo político. Esses alicerces permitiram ao Brasil atingisse um grau de profundidade nas suas políticas que as tornam mais permanentes do que as pessoas. Só assim é possível haver essa dicotomia entre um céu de brigadeiro da economia e um inferno do ministro.
Eu queria trazer informações importantes. O que aconteceu nas nossas contas externas nos últimos três anos é um fenômeno muito importante.
Nossa dívida externa líquida, que em 2002 era de US$ 185 bilhões, é hoje de US$ 97 bilhões. Nunca houve uma redução tão expressiva na dívida externa brasileira. Antes ela representava 35,9% do nosso PIB. Atualmente é de 12,1% dele.
A questão da dívida externa sempre foi o calcanhar de aquiles dos nossos problemas, mas não é mais. Esse é um ponto fundamental pois ela era um obstáculo ao desenvolvimento do país. Assim, o avanço ocorrido nesse período foi extraordinário.
Se olharmos a dívida externa líquida sobre as exportações, a relação já chegou perto de 4%. Hoje está em 0,8%. É a melhor relação dos últimos 30 anos. Isto é resultado de uma balança comercial positiva de mais de US$ 45 bilhões, é resultado de que o Brasil cresce mais do que o mundo em termos de movimento comercial. É certo que o mundo está nos ajudando em termos de movimento de crescimento, mas de 2002 a 2005 o comércio mundial cresceu 17,2% e o Brasil cresceu 25,2%.
O Brasil consegue acompanhar o impulso e ainda fazer mais do que a média mundial. As transações correntes em 2002 eram negativas em U$ 7,6 bilhões, e em 2005 foram positivas em US$ 14,2 bilhões. Isto permitiu uma mudança nas nossas relações de comércio, no comportamento das nossas relações de comércio. Permitiu mudanças profundas no andamento externo do Brasil e uma melhora muito substancial em duas coisas fundamentais: a estrutura do endividamento do setor público e a vida das empresas.
As empresas, que estavam altamente endividadas, controlaram suas dívidas. Melhoraramm e administraram essas dívidas de maneira muito mais favorável. E este movimento exportador, que vem lá do fim do câmbio fixo, começou em 99, foi pra 2000, 2001, e ganhou força definitiva em 2003.
Isto gerou uma mudança estrutural nas empresas brasileiras. Foi um trabalho dos empresários brasileiros - um trabalho dinâmico, um trabalho sofrido - que resultou num movimento exportador dessa magnitude. Não só no volume de exportação, como no volume de comércio.
Do ponto de vista interno, a política fiscal conseguiu nesse último período uma redução importante da dívida pública. Esta é uma necessidade para o Brasil.
Quando nós falamos, em 2003, da necessidade de um esforço maior no que se refere ao prazo de contas públicas, estávamos apenas dizendo que não dá para aceitar que a nossa dívida só cresça. Há dez anos a nossa dívida estava crescendo. Tivemos “float free” naquele período, a dívida foi uma curva crescente sem limites, e naquele momento nós tomamos uma decisão fundamental: aumentar o esforço fiscal.
Tivemos o apoio do Congresso Nacional para dobrar o curso da dívida e fazer um caminho descendente.
Se nós valorizarmos o PIB pelo IGP, nós vamos ver que a dívida caiu em torno de 4,5% do PIB nesse período. Se valorizarmos o PIB pelo IPCA, veremos que a divida caiu 9% do PIB nesse período. Isso é muito expressivo. Isso é muito importante para a estrutura da economia do Brasil. Colocar nossa dívida numa trajetória em que ela cada vez mais atinja patamares que sejam confortáveis para a estabilidade da economia do país.
Se olharmos para o lado do crédito e para as mudanças ocorridas com um conjunto de mudanças que fizemos com o apoio do Congresso Nacional; mecanismos de mercado para impulsionar o crédito, tanto no que se refere a créditos para empresas, quanto no que se refere a crédito popular, caso do crédito consignado, que permite que sejam feitos mais de R$ 35 bilhões de empréstimos aos trabalhadores, menos da metade do que se tomava anteriormente.
Ou o Pronar, que deu apoio à agricultura familiar, que foi modificado mais de duas vezes. Estas mudanças fizeram com que o movimento de financiamento das empresas através de ações e outros papéis, que era de R$ 21 bilhões em 2002, atingiu R$ 60 bilhões em 2005. Ou seja, aumentou três vezes.
Isto fez com que o crédito no Brasil tenha saltado de 26% para 31% do PIB, um avanço fundamental para a estrutura da nossa economia.
Do lado das receitas, muitas empresários com razão se queixam da carga tributária no Brasil. Nós achamos de fato que a carga tributária no Brasil está no patamar limite. Não podemos trabalhar com expectativa de carga maior do que a temos hoje, pois, de fato, ela em alguns setores apresenta um nível de constrangimento.
Se permitirmos que a carga tributária tenha uma evolução maior do que a atual, certamente nós estaríamos provocando um constrangimento ao setor privado.
E penso que conseguimos manter nosso compromisso de não elevá-la. Estamos trabalhando firmemente numa legislação que procura reduzir onde ela é mais sensível ao investimento
No ano passado, muitas pessoas falaram que o governo não cumpriu seu compromisso e a carga tributária aumentou. Precisamos olhar as contas claramente. Todos sabem que no ano passado não houve nenhuma medida de aumento de impostos.
E por que a arrecadação aumentou? Se olharmos as contas da Receita Federal, veremos que praticamente todo o aumento que houve em termos de receita veio de investimentos diretos, do imposto de renda sobre a contribuição do lucro líquido das empresas privadas. Por quê? Porque o resultado das empresas no ano passado foi o melhor dos últimos 23 anos.
Fala-se muito que os bancos vão muito bem. Que bom que eles vão bem! É preferível um sistema financeiro enxuto, robusto, do que termos de fazer um sistema de socorro a eles. Eu penso assim. Não sei se estou certo, mas penso assim.
Mas não é só o sistema financeiro que está bem. As grandes empresas estão com uma dinâmica de crescimento extremamente importante, que valorizaram o País. Penso que isso é muito importante. Isto se refletiu na arrecadação do ano passado, com receitas maiores de impostos de pessoas físicas e contribuição sobre o lucro líquido.
Portanto, a arrecadação que veio a mais ano passado não se trata de elevação de carga tributária. Vamos ver qual o comportamento dessa mesma arrecadação este ano. E vamos continuar, como acabamos de fazer recentemente com a construção civil, a fazer medidas de desoneração.
Mas medidas focadas nas questões que são mais importantes para o nosso desenvolvimento. Por exemplo, nosso programa de desoneração de investimentos, queremos fazê-lo até o fim. Nós tínhamos, quando começamos o nosso trabalho, uma tributação sobre o investimento muito indesejada em termos de IPI, PIS e Cofins.
Conseguimos trazer o IPI de máquinas e equipamentos para zero. Estamos reduzindo o tempo de devolução de PIS e COFINS. Eles eram todo devolvidos em dez anos. Trouxemos isso para dois anos. Vamos fazer um esforço agora com os governos estaduais, que devolvem o ICMS em quatro anos,para que a fazer essa devolução em tempo menor, para valorizar o investimento no Brasil.
Também fizemos desoneração de poupança de longo prazo, para favorecer este trabalho que estamos fazendo de melhoria do perfil da nossa dívida, e também desoneração de produtos de consumo popular, com um impacto muito importante nos preços e no consumo da população.
Se verificarmos a evolução dos salários mais baixos da população e a evolução do poder aquisitivo desse salário, veremos que eles representaram - somando-se a redução tributária, o combate à inflação e a valorização dos salários - ganhos muito significativos para as parcelas mais pobres da população, aquelas que vivem com um salário mínimo ou menos. Isto se reflete de forma bastante importante em dados que eu vou mencionar em seguida.
No que se refere ao combate a inflação, muitos questionam que o Brasil não fez uma convergência dos níveis de inflação muito rápido. Eu penso que o que fizemos foi o adequado. Estamos já dentro da nossa meta de 4,5%.
Toda a convergência das expectativas futuras de cumprimento dessa meta estão dadas, e acho que isso é fundamental para a credibilidade da política econômica do país.
Estudos mostram com clareza que convergências mais rápidas de desinflação costumam cobrar custo menor sobre o produto do que as convergências mais longas e mais custosas. Penso que na questão do combate à inflação a evolução também é muito importante, e vai prestar seu serviço a um crescimento sustentado de longo prazo.
Outra questão fundamental para todo o Brasil - e não é só esforço desse governo, ou só do governo federal, mas esforço de todos, das empresas junto com o governo - é o resultado dos empregos.
O Brasil tem dois fenômenos na área de empregos que são muito importantes para a estabilidade da nossa economia, para o nosso futuro. O primeiro deles é a forte geração de empregos formais. Eles cresceram nos últimos anos de forma muito significativa, mais que dobraram nesse último período.
Quando apresentei esse dados em evento no exterior, que o Brasil registra em torno de 100 mil empregos formais por mês, causei uma surpresa muito grande. Gerar esse nível de emprego mensalmente não é algo comum nas economias atualmente. O Brasil tem feito uma marcha de geração empregos formais que tem conseguido respeitabilidade internacional.
Isto é muito importante. É a maior formalização do trabalho das nossas empresas que permite que as políticas possam evoluir de forma mais adequada. Outro fator fundamental dessa maior geração de empregos é a relação entre empregos formais e informais, cuja aceleração estava se dando de forma totalmente desproporcional.
Até o final de 2004, o emprego informal crescia muito mais rapidamente do que o formal. Havia um piora do quadro de empregos no longo prazo. E sta relação se inverteu no final de 2004. A curva do emprego informal baixou e a do formal cresceu de forma significativa.
Este é um dado fundamental para a estabilidade da renda das famílias e para que possamos conseguir um crescimento sustentado. Portanto, eu penso que nós atingimos no Brasil um nível de consolidação dos nossos compromissos de equilíbrio fiscal, um nível de melhora nas contas externas e um nível de controle do processo inflacionário que formam uma combinação de fundamentos que o Brasil nunca teve no passado.
Com todo o esforço que foi feito em muitos momentos da nossa história, não conseguimos ter todos esses elementos combinados acontecendo ao mesmo tempo. Por isso é dada hoje a oportunidade muito especial do Brasil construir uma trajetória de crescimento de longo prazo, de esquecer a história de crises sucessivas, de controle da inflação, de dúvida sobre a questão fiscal.
Penso que isso é resultado de um esforço. Insisto, sempre disso isso, desde a minha posse, nunca atribuo essas conquistas à minha pessoa ou à minha equipe. Acho que é resultado de muito esforço que foi realizado.
Quando foi feito há uma década o ajuste do Plano Real, aquilo foi fundamental para a estabilidade econômica. Quando foi constituído o Tesouro Nacional também foi fundamental para a economia fiscal de hoje. Todos esses movimentos se acumulam para constituir subsídios que podem criar uma política econômica mais forte.
Agora, quero ser justo também. Se foi possível trazer o país para uma situação tão melhor do que aquela que encontramos no momento da nossa posse, isso se deve à firmeza com que o presidente Lula encarou o desafio de fazer um ajuste econômico no momento da sua posse.
Lembro que quando ele me convidou ao Ministério da Fazenda, tive de lembrá-lo que eu era médico. Que talvez, em um momento de inflação crescente e o Brasil sem crédito, um médico não fosse a melhor escolha. Ele disse que não era por isso que estava escolhendo a minha pessoa, e que eu tinha de assumir a minha função.
Fiz isso com muita dedicação e coragem, e penso que conseguimos realizar um trabalho muito importante. Conseguimos trazer o país para uma situação muito melhor. Mas insisto que nada teria acontecido sem o apoio muito determinado do Presidente, que é uma pessoa muito racional para olhar as questões fundamentais do país, e toma decisões muito claras quando sabe que é possível fazer um esforço de longo prazo para que a melhora venha.
Às vezes isso acontece não no tempo da política, mas no tempo que a situação permite. Queria fazer essa referência muito especial à postura do Presidente Lula em todo este trabalho que fizemos na área econômica. Penso que temos como desafio nesse e nos próximos anos continuar esse trabalho, continuar fazendo as reformas microeconômicas, completar o trabalho que começou com a lei de falências – uma lei muita moderna, que já está interferindo positivamente no crédito no Brasil –, a reforma que fizemos na legislação da construção civil, a reforma na alienação nos sistemas de financiamento em vários setores da economia.
Hoje no Congresso Nacional estamos debatendo a lei da melhoria do sistema brasileiro de defesa da concorrência, de restituição do cadastro positivo. Nosso país não possui uma legislação que oriente o cadastro positivo.
Temos também a legislação referente às normas contábeis, que as aproxima dos melhores padrões internacionais; a modificação do sistema e a abertura do resseguro no Brasil, uma questão necessária. Somos um dos poucos países do mundo que tem resseguro estatal, monopólio. Isso nunca nos trouxe benefícios, só aumento de custos para as empresas.
O trabalho de reformulação que está sendo feito hoje no Instituto de Resseguros do Brasil está tendo um efeito muito importante na redução de custos dos resseguros para as empresas. Queremos aprofundar essa reforma abrindo o setor de resseguros no Brasil. Ou seja, o conjunto de reformas precisa continuar.
Queria concluir falando uma palavra sobre política. É verdade que a política está cobrando seu preço. Nesse momento há um recrudescimento do quadro político de maneira muito preocupante. Não penso que isso vá prejudicar a economia, vá abalar os alicerces da economia brasileira.
Como demonstrei a vocês, como assistimos nesse último ano, mesmo nos momentos de maior tensão política que ocorreram no ano passado não tivemos um desarranjo no processo econômico. Mas, de certa forma, o bom funcionamento das instituições no longo prazo é fundamental para que o país caminhe junto. Infelizmente nesse momento, acho que as forças políticas se encontram em um processo de conflito extremamente negativo para o país.
Quero fazer essa afirmação pois sou político, não me recuso a fazer debate político, não me recuso a debater inclusive as coisas que me envolvem. Fui ao Congresso três vezes ano passado e uma vez esse ano com toda a disposição para dar qualquer esclarecimento, mas acho que as coisas que fazem parte de um ano político às vezes chegam a uma exacerbação além do razoável. Não atribuo isso a partidos, a lideranças. Acho que há dentro do jogo político pessoas que não têm limites.
Pessoas que não observam limites entre investigar o que é justo e percebível. Não vêem limites entre a crítica e o respeito às pessoas. Esta é uma questão que está presente no atual momento político do Brasil e que nós temos que ter serenidade para atravessar. Caso contrário nós corremos o risco de termos uma eleição muito agressiva. Uma eleição que vai acabar agredindo o eleitor em vez de oferecer à ele a oportunidade de debater democraticamente os diferentes programas para melhorar o Brasil. E eu acho que é isto que todos nós queremos e precisamos.
Eu quero fazer esta referência porque nesta semana muitos jornais, colegas da Imprensa, me criticaram porque eu me afastei, não quis falar com os jornalistas. Eu quero que vocês compreendam que eu não posso como Ministro da Fazenda debater todo o tipo de acusação baixa e ofensas que são alimentadas em um jogo politiqueiro. Não posso. Se fizesse isso, aí, sim, comprometeria a condução da economia.
Então certas coisas acontecem. Vocês até descobriram esta semana que às vezes eu me silencio, fico um pouco longe, mas não deixo de cumprir meus compromissos. Trabalhei a semana toda, vim cumprir meu compromisso aqui com muita felicidade, mas não posso fazer no Ministério da Fazenda um debate destes temas que estão sendo colocados.
Neste período de crise houve erros de todos os lados. Eu não sou daqueles que acha que só a oposição está errada, não. O governo cometeu erros, meu partido cometeu erros, eu certamente cometi erros. E todos nós temos que pagar pelos erros que cometemos.
Agora não se pode transformar o debate político numa crítica sem fim. Em uma crítica ligada a todas as coisas. Em uma agressão às vidas pessoais. Não se pode permitir. Quando chega a este ponto eu me afasto. Não sei se é certo ou errado. Só sei que não vou envolver o Ministério da Fazenda, a instituição em que sou responsável, em uma situação como esta.
E se nós não conseguirmos equilibrar este processo político, nós poderemos ter problemas. Não na economia, que está firme, está forte. Passou mais esta semana ao largo da política, mas nós podemos comprometer o próprio processo, e o ambiente de uma eleição positiva que nós podemos e devemos ter no Brasil, na medida que os candidatos que estão colocados são pessoas de alto nível. São pessoas respeitosas, competentes, e podem dar ao Brasil um debate programático de altíssima qualidade.
Por isso eu quero pedir licença a vocês da Amcham para explicar aos colegas da Imprensa porque eu fiquei um pouco retraído esta semana. E vou fazer isto sempre que a discussão resvalar para um plano que desrespeita a instituição, que desrespeita as pessoas, o trabalho de cada um. Digo isto inclusive a alguns colegas jornalistas. Não à Imprensa em geral.
A Imprensa brasileira é dinâmica, aberta, democrática. Ela faz bem ao Brasil. Mesmo quando ela briga conosco, eu tenho que ter sangue frio e saber que isso faz bem ao Brasil. Mesmo nos piores períodos de crítica ao governo, nós temos de ter clareza de consciência que mais vale uma Imprensa aberta, democrática, aguerrida do que uma Imprensa calada. Que não pode prestar críticas e portanto não deixa a sociedade se expressar.
Neste aspecto sempre fui defensor de uma Imprensa totalmente aberta. Agora, alguns colegas precisam prestar atenção no que publicam. Porque fazem pré-julgamentos. Ofendem pessoas, ofendem famílias. E acho que esta é uma questão que precisamos ter muita serenidade, muito equilíbrio, porque o Brasil não merece um procedimento como este. Nem na política, nem no debate cotidiano que nós acompanhamos.
Por isso eu queria dizer da satisfação de ter vindo aqui hoje, ter falado um pouco sobre as expectativas da nossa economia, e trazer a vocês esta certeza fundamental. Este ano pode ser que a política caminhe para um debate mais aguerrido, ou pode ser que seja mais ameno. Eu vou trabalhar sempre do lado dos bombeiros, mesmo quando as coisas ficarem mais difíceis
Nessa eleição nós vamos ter um processo de conservação econômica e isso é consequência do que foi feito pela nossa equipe e também por outras equipes, pelo nosso governo durante muito anos de dedicação ao equilíbrio das instituições econômicas do Brasil. Eu penso que nós não podemos deixar o Brasil perder essa oportunidade, nós não podemos deixar o país abalado por causa da uma crise política interminável. Nós precisamos articular para saber como agir para que se encontre o caminho do diálogo, o caminho do equilíbrio. O Brasil não pode perder tantas oportunidades como nós perdemos na nossa história.
Está aí, agora, uma oportunidade única, de que o Brasil, governado por esse ou por aquele partido, cresça e seja um país estável por dez, quinze anos. Isso para que todos nós consigamos, do grande empresário - para poder investir-, até o simples trabalhador – que decidir adquirir um bem com seu crediário, acreditar que o Brasil é um país estável.
Todos precisam acreditar que a nossa economia estará caminhando num caminho positivo, convictos de que a economia brasileira está com bases bastantes sólidas. Por mais que nos próximos períodos eu enfrente alguns problemas de cunho pessoal, eu vou optar por manter a serenidade necessária para poder levar a diante o meu trabalho, por que espero não envolver jamais o Ministério da Fazenda nesse tipo de debate. Se nós trabalhávamos 24 horas por dia, vamos continuar e nos dedicar integralmente a isso.
Por isso quero dizer a vocês que fiquem muito seguros, porque não só nós trabalho, como também o presidente Lula, está muito vigilante em relação ao processo econômico. E mais do que isso, estamos atentos para aquilo que está conquistado nesses fundamentos, que apresentei aqui, não sofram o impacto indesejado do processo político.
Eu sei que eu sou um ser público e, embora eu não esteja interessado em candidatura, tudo isso faz parte do ambiente político. Não vou valorizar nem o político, nem a política, mas é preciso buscar num momento como esse os melhores instrumentos para que a gente saiba que acima de nós existem as instituições e acima dos nossos interesses partidários, particulares ou estruturais está o país. Está uma nação que tem tudo para ser uma das maiores nações e mais fortes no comércio mundial, na construção de equipamentos de alta qualidade, no desenvolvimento social. Nós não podemos nos perder. A minha parte eu vou fazer com muita dedicação.”

Fonte: Amcham