quarta-feira, maio 02, 2018

O NEOLIBERALISMO DESABOU EM SÃO PAULO




























Lidiane Maciel está em Largo do Paiçandú.
Fotos do Trabalho de Campo (pesquisação) de março, na Ocupação do Largo Paissandu, eu não tinha objetivo de publicar neste momento, pois ainda se trata de uma pesquisa preliminar, mas segue para os colegas que pediram. No dia 10 de março escrevi em meu caderno de campo: "A ocupação prédio da Polícia Federal é composta por cerca de 400 pessoas, entre elas migrantes internos e internacionais (das nacionalidades são do Marrocos, Congo, Senegal, Haiti, Filipinas), entre os migrantes internos temos baianos (Salvador) paraibanos, paranaenses, capixabenses e cariocas. A maioria dos moradores disseram que ocupam o prédio há oito anos. São 12 andares ocupados, cada andar tem cerca de 6 domicílios. Suspeita-se que nem todos as pessoas presentes no prédio sejam moradoras, considerando que é comum pessoas em situações de vulnerabilidade se aproximem do movimento na véspera das ações das prefeituras. Os moradores se empregam em trabalhos formais e informais vinculados a limpeza e serviços gerais, são vendedores ambulantes também. Trabalham majoritariamente no centro da cidade.
A estrutura das moradias é bastante precária. Há muito lixo em alguns andares como restos de móveis, restos de materiais de construção como privadas e tijolos, no entanto, alguns andares são demasiadamente limpos e possuem uma estrutura bem organizadas, com casas com cortinas, área de convivência coletiva e plantas. A cozinha e banheiros são comunitários. O serviço de água e luz chega somente até o quinto andar, obrigando os moradores dos outros andares a descerem para recarregar seus baldes para o uso cotidiano.
Há uma portaria controlada por uma senhora que outros moradores disseram ser uma ex-artística de telenovelas. Chama a atenção as famílias monoparentais (Filhos e mãe), há muitos homens solteiros que lá moram, havia muitas crianças brincando nos corredores também.
Há regras de convivência e limpeza fixadas nas paredes de cada um dos andares. Elas falavam do tipo de vestimentas de homens e mulheres e sobre a limpeza das áreas comuns. Histórias pessoais descritas em outros documento" LM.