segunda-feira, julho 16, 2007

GLOBO E CESAR VAIA, VERGONHA DO BRASIL



Esses caras já não sabem NEM ORGANIZAR VAIA!


O presidente tratou a vaia como algo sem importância. E é sem importância.
Fosse importante, o PFL tava mandando, né? E quem manda é Lula!
Viva o Brasil! Pefelê, hoje, não ganha nem vaia! [risos, risos]

O presidente Lula, hoje, no "Café com o Presidente" -- já DETONOU a vaia do prefeito e o prefeito da vaia.

Primeiro, que a vaia não provocou nenhum dano maior, ao presidente, além de entristecê-lo. E o prefeito da vaia achou liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo o que fez. E foi horrível.

Um Lula mais irado já teria metido no xilindró esse prefeito fascista vaiador do MEU VOTO DEMOCRÁTICO.
Mas o presidente Lula não é homem irado. E ficou triste.

O pessoal aqui da Vila Vudu, sim, ficamos irados. Mas não se pode esquecer que o presidente Lula não-irado é só um voto.

Os que estamos irados contra o prefeito da vaia, hoje, somos milhões, muitos mais do que éramos ontem.
Os fascistas SEM PODER, como esse prefeito da vaia sempre atiram, primeiro, no próprio pé. Se há coisa que os fascistas não podem ser, porque se forem, eles dançam... é ser boboca. Taí.

Aquela loucura fascista (mas boboca), orquestrada pelo prefeito da vaia, não alcançou outro resultado além de ter exposto, como perfeito fascista (e burro), o prefeito da vaia. Taaaaaaaaaaaaaaaaaaanto trabalho teve o prefeito da vaia... só pra entristecer um homem de bem (e levantar solidariedades lulistas que, antes, estavam só latentes)?! Ora... tome vergonha, prefeito! Onde é que o senhor comprou o seu diploma de 'marketeiro' fascista?! [risos, risos]

Acorda, prefeito da vaia! Essa sua vaia não pagaria nem placê, em matéria de propaganda científica [risos muuuuuuuuuuuuitos]. Que Goebbels, no mundo, perderia tempo e dinheiro só pra enfurecer zilhões e milhões de eleitores brasileiros... e entristecer um carinha lá, um homem de bem, que, por acaso, é presidente da República?!

Tá na cara, né? O prefeito da vaia, que sonha com ser alguma espécie de neo-Goebbles dos Bornhausens (aqueeeeeeeeeele, o que queria acabááá com a minha raça, mas nem teve coragem de candidatar-se, de medo da vaia (de votos! [risos, risos] que levaria das urnas), imaginou que, com aquela vaia, "lavraria um tento", como diziam os narradores de futebol dos anos 50. E hoje, segunda-feira... o prefeito da vaia já deu côs burros n'água e Lula já arranjou mais uns milhões de votinhos [risos, risos].

De um lado, o prefeito da vaia só colheu a TOTAL indignação da blogosfera lulista -- que, desde ontem, já distribuía zilhões de boa informação sobre... o prefeito da vaia e sua capenguíssima vaia organizada (e que, aliás, foi paga com dinheiro público; kédizê... e se foi paga com dinheiro privado... pior ainda, pro prefeito da vaia. Mas isso já está sendo investigado. O negócio todo foi filmado e muuuuuuuuuuita gente tá falando e até pelos cotovelos [risos muitos, muitos, pq é engraçadíssimo o carinha pensar que é um Goebbels... e acabar derrotado pelo Zé do Kiosque, da Vila Vudu, que sabe de tuuuuuuuuuuuuudo].

De outro lado, o prefeito da vaia só conseguiu entristecer o presidente Lula (que tem muitos eleitores), ao mesmo tempo em que alegrou o Merval Pereira (voto-zero. Quantos votos teve o Merval Pereira, em toda a vida dele? Zero voto.)

Esses caras já não sabem NEM ORGANIZAR VAIA! Soubessem... eles estariam governando, né-não?!

///

sábado, julho 14, 2007

ATENÇÃO: LEIA AGORA!!!




Decifrando o mistério das vaias a Lula
Por Mauro Carrara

Saiu tudo conforme o planejado. O operário Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado e passou pelo maior constrangimento público de seus quatro anos e meio na presidência. A solenidade de abertura dos jogos Panamericanos seguiu à risca o roteiro definido pelo "comando central", o mesmo que controla toda a campanha de mídia contra o Governo Federal. No Rio desde quinta-feira, dia 12, procurei descobrir se e de que maneira foi arquitetado o plano de humilhação. Conversando muito aqui e ali, com jornalistas, políticos e gente do povo, levantei 14 informações que futuramente poderão ser úteis à reconstituição histórica do episódio.


1) Havia mais de um mês, já se falava numa "recepção" diferenciada a Lula na festa de abertura do Pan. O assunto era comentado com freqüência na Avenida Alfredo Baltazar da Silveira, no prédio da Secretária Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro.


2) Há cerca de três semanas, esse foi supostamente o tema de uma reunião entre Marcelino (que deve ser o D'Almeida), Moacyr (que deve ser Barros Bastos) e Gustavo Coimbra Coelho Cintra, na sede do Recreio dos Bandeirantes.


3) Estranho é que, no dia seguinte, o assunto voltou à baila num encontro entre Coelho Cintra e as senhoras Ágata Borges de Castro e sua lugar-tenente, Cecília de Moraes. Na secretaria especial de comunicação, gerou-se uma turbulência. Era preciso recrutar gente para um serviço especial.


4) No mesmo dia, na Rua Afonso Cavalcanti, apareceu o Sr. Alexandre da Fonte, do Riocentro, disposto a ajudar no que fosse necessário. Tinha uma lista de voluntários para ajudar nos serviços extras - relação que circulou por mais de um departamento.


5) Dias depois, noutra secretaria, ouviu-se exatamente a mesma coisa. Os preparativos para a recepção a Lula tinham de ser especiais. O Sr. João Marcos de Alburquerque pediu, então, uma reunião com o pessoal do COB, que se deu no dia seguinte. Carlos Arthur Nuzman, sabe-se, recebeu Albuquerque para tratar do assunto. Não se saber exatamente sobre o que falaram.


6) Consultado sobre o assunto, na época, o responsável pela imprensa do Comitê disse apenas tratar-se de "assunto político", não diretamente ligado aos preparativos para o Pan.


7) Estranho é que, em todo canto, o assunto "recepção a Lula" era ouvido. Há três semanas, esse mesmo assunto foi suposto tema de uma reunião do Relações Públicas Roberto Falcão com um grupo de publicitários paulistas, capitaneados por um certo Fabra e um incerto "Catchola", que apresentou uma série de desenhos do estádio, com destaque para as arquibancadas. Que se saiba, esses homens de propaganda não faziam parte do grupo de trabalho. Ao contrário, o tal Fabra parece ser o mesmo homem por trás do site e-indignação, destinado a espicaçar o atual governo e amplificar o movimento de oposição.


8) No mesmo dia, o tal Fabra esteve por horas com o Sr. Ali Kamel, diretor-executivo de jornalismo da Rede Globo e colunista de O Globo. Oficialmente, segundo a agenda do bam-bam-bam global, o assunto foi o Pan do Rio.


9) Há quinze dias, o tal Fabra teria novamente aparecido na sede do COB. Outro participante da reunião, segundo fontes confiáveis, foi um tal de Saulo Romay. Bendito Google. Vem a calhar que o sujeito é algo como representante da juventude do PSDB no Rio de Janeiro. O que teria ele a ver com a organização do Pan? É um mistério que perdura.


10) Nesse mesmo dia, coincidentemente, houve uma reunião especial entre os coordenadores dos voluntários do Pan. Cerca de 16 pessoas estiveram presentes. Ao fim, foram avisadas sobre um treinamento especial, que ninguém ainda sabe do que se trata. Segundo uma atenta secretária, alguns saíram assustados do encontro.


11) Dia 2 de Julho. Informalmente, é criado - sabe-se lá por quem - um grupo de setenta voluntários, para serviços especiais.


12) Dia 12: preparação para a solenidade. Do nada, um grupo começa a treinar uma vaia. Não se sabe para quem. Não se sabe com qual interesse. Isso ocorre por três vezes durante o ato preparatório.


13) Aparentemente, os tais 70 são estrategicamente distribuídos pelo Maracanã. Alguém protesta, antes da cerimônia. Há confusão. No portão 18, cerca de 100 voluntários são barrados. Segundo a organização, seus lugares foram provisoriamente tomadas pelo pessoal da "coordenação estratégica".


14) Dia 13 de Julho, quase meia-noite. O estudante Rogério, de 18 anos, morador em Duque de Caxias, conversa com este repórter. Reproduzo fielmente o que me foi dito: - Era mesmo para vaiar o Lula, do jeito que disseram. Uns das coordenações, do grupo, puxaram mesmo e o pessoal foi atrás. Se dois, três começam, vai todo mundo no arrastão. Tinha gente lá ontem que nem tinha participado de nada. Foi lá só para agitar mesmo. E o pessoal foi no embalo. Eu não vaiei. Fiquei quieto. Mas teve uma agitação. Se alguém filmou direito, vai ver quem é que botou fogo na galera.


///

sexta-feira, julho 13, 2007



Recorde histórico: 1 milhão de vagas formais no primeiro semestre


O número de postos de trabalho formais, com carteira assinada, aumentou em 1.095.503 no primeiro semestre, uma expansão de 3,96% no período, ou 18,6% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. O número se refere à diferença entre a criação de 7,3 milhões de vagas e o fechamento de 6,2 milhões. É a maior expansão já registrada desde que se começou a fazer essa pesquisa, em 1992, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão responsável pelo levantamento.


O recorde semestral anterior era de 2004, quando o número de postos formais de trabalho cresceu em 1,034 milhão de vagas. Os Estados que mais se destacaram em números absolutos, de janeiro a junho, foram São Paulo (486.175 postos), Minas Gerais (186.571), Paraná (95.215) e Rio de Janeiro (63.828). Números positivos também em Rondônia, Maranhão, Santa Catarina e Goiás.


Campo e construção civil puxam números

A agropecuária e a construção civil registraram o melhor desempenho, no primeiro semestre deste ano, entre os setores avaliados. Enquanto no campo houve um crescimento 238.437 vagas (expansão de 16,55%), o setor da construção ampliou em 97.571 o número de novos postos com carteira assinada (acréscimo de 7,22%). O setor de serviços registrou 327.563 novos postos (crescimento de 2,95%) e a indústria, 299.509 vagas (+ 4,62%).


Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, os números já mostram a influência positiva do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), anunciado no início do ano, para a economia do país. "Este reflexo fica claro na agropecuária e na construção civil, setores onde o governo está investindo pesado.


Esta semana o Conselho Curador do FGTS aprovou mais R$ 600 milhões para a compra da casa própria por famílias que ganham até cinco salários mínimos, e os números devem continuar crescendo", afirmou Lupi em entrevista coletiva no final desta manhã.


///

domingo, julho 08, 2007











A aprovação e a confiança no presidente Lula e no governo

A pesquisa Ibope/CNI, divulgada ontem mostra que continuam altos os índices de aprovação (50%) e de confiança (61%) no presidente Lula e em seu governo.


Mais do que isso, a pesquisa apontou que houve crescimento nos índices de aprovação de quase todas as políticas do governo: de 45% para 50% no combate à inflação; de 40% para 45% no combate ao desemprego; de 52% para 55% em relação aos programas sociais nas áreas de saúde e educação; de 53% para 58% no combate à fome e à pobreza; de 42% para 50% na gestão do meio ambiente.

Mesmo nos itens em que a aprovação é menor, houve uma melhora: de 31% para 37% em relação à taxa de juros; de 32% para 37% na questão da segurança pública; e de 26% para 27% em relação aos impostos.

Além disso, a pesquisa mostrou, também, que para 76% dos brasileiros o ano de 2007 está sendo “bom” ou “muito bom”.Os números da pesquisa mostram que o que conta realmente para a população são os mais de 900 mil empregos criados em 4 meses, o crescimento contínuo há 14 meses, o aumento da renda, a inflação baixinha, os programas sociais e as políticas públicas do governo.

Como explicou a diretora do Ibope, Márcia Cavallari: “A aprovação ao presidente vem, na verdade, da percepção do cidadão sobre sua vida no dia-a-dia. Se ele está se alimentando melhor, se a vida de sua família está mais estável. É a experiência vivenciada em sua vida particular.”

O resto é choro da oposição escrita, falada e política.

http://blogdodirceu.blig.ig.com.br/

///

sábado, julho 07, 2007

IMPRENSA TUCANA EM TRANSE


GLOBO IMITA

A VEJA

E VAI PARA

O SUICÍDIO





O GLOBO INCITA À DESORDEM ? PROMOVE O CAOS ?

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 500

. O Conversa Afiada encaminhou formalmente ao Ministério da Justiça uma consulta.

. O Conversa Afiada quer saber se o Ministro da Justiça, Tarso Genro, considera incitar à desordem e provocar a subversão da ordem pública o seguinte texto da primeira pagina do jornal O Globo desta sexta feira, dia 6:

“Assembléias aprovam greve em aeroportos durante o Pan. Funcionários da Infraero decidem parar dia 11 provocando efeito cascata. Funcionários da Infraero aprovaram em assembléia uma greve a partir de quarta feira, dia 11, às vésperas dos Jogos Pan-Americanos ... A expectativa é que a paralisação provocará efeito cascata em várias capitais.”

. Pergunta-se:

Quem disse que vai haver greve ?
Convocar greve não é fazer greve.

Quem tem a expectativa* de que a greve vá ter efeito “cascata”?

. O Globo é um jornal de circulação nacional.

. Pertence a uma Organização (provisoriamente) líder na indústria de comunicação do país.

. Será que o propósito explícito das Organizações Globo – derrubar o presidente Lula, eleito pelo povo e constitucionalmente empossado – lhe dá o direito de incitar à desordem e promover o caos ?

. A Globo é a RCTV do Brasil ?

. O Conversa Afiada encaminhou uma cópia desse texto ao Ministro Franklin Martins, também.

* Definição da palavra expectativa segundo Houaiss: Situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência, em determinado momento.

* Sinônimos da palavra expectativa, ainda segundo o Houaiss: Aguardo, aguardamento, espera, expectação, expetação, expetativa.

http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/442001-442500/442376/442376_1.html

///

quarta-feira, julho 04, 2007

TUCANOS E GLOBO: UM NEGÓCIO QUE VAI MAL



Os dois pesos e duas medidas dos tucanos


A imprensa nacional, particularmente a Rede Globo, precisa acompanhar o que está acontecendo na Assembléia Legislativa de São Paulo. O governador, o líder do governo, o presidente da Assembléia, todos do PSDB, são contra a instalação de uma CPI para investigar a CDHU, Companhia de Habitação do Estado, que é alvo de denúncias e investigações há quase 12 anos, sem que nunca a Assembléia tenha instalado uma CPI. Agora, um deputado do PSDB, Mauro Bragato, é alvo de graves denúncias, envolvendo a CDHU, e se declara inocente, apoiado em seu passado inatacável, e recebe apoio de todo o PSDB e do governador José Serra, como noticia a matéria da Folha de hoje, "PSDB tenta barrar CPI da Habitação na Assembléia de SP" só para assinantes)O problema é que os tucanos em Brasília não se comportam assim. Qualquer denúncia, por mais vazia que seja, logo é transformada em condenação sem julgamento ou direito de defesa e, com apoio da mídia, exigem CPIs e já falam em renúncia e cassação. Tudo diferente quando se trata deles e de seus governos. É por isso que os senadores tucanos Artur Virgilio e Tasso Jereissati deveriam se comportar com mais dignidade nos casos que estão em julgamento no Senado da República. Para manter, pelo menos, uma fachada de coerência política que se exige para ser Senador da República.


enviada por Zé Dirceu
http://blogdodirceu.blig.ig.com.br/

///

Audiência da Globo na Grande SP cai 30% em um ano
da Folha Online


A TV Globo perdeu neste ano quase 30% da audiência que tinha em 2006, afirma hoje a coluna "Outro Canal" de Daniel Castro, da Folha de S. Paulo (conteúdo exclusivo para assinantes).
No mês de junho deste ano, a emissora marcou média de 18,5 pontos (cada ponto equivale a 54 mil domicílios, ou 176 mil pessoas, na Grande São Paulo), das 7h às 0h. No mesmo período e horário do ano passado a média foi de 25,7 pontos no Ibope.
De acordo com o colunista da Folha, a Copa do Mundo transmitida exclusivamente pela Globo ajudou a alavancar os números no ano passado. Ainda assim, a emissora apresenta queda de 2,6 pontos se comparar os números do mês de junho de 2005.
A emissora que já foi hegemônica, hoje tem 42% de participação do "bolo" da audiência. Isso quer dizer que a maioria das pessoas não assiste apenas a Globo.
A Record é a vice-líder e fechou o mês passado com 7,4 pontos. Na terceira colocação está o SBT, com média de 7,1 em junho deste ano.



///

terça-feira, julho 03, 2007


Uma imagem que vale por mil palavras


O jornal gaúcho Zero Hora publicou uma matéria falando sobre a ameaça de cassação do mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB). Curiosamente, na foto que ilustra a matéria, quem aparece em destaque é....o presidente Lula.

- Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior


Os editores dos grandes veículos de comunicação acreditam piamente – ou dizem acreditar – que praticam um jornalismo isento, objetivo e imparcial. Rebatem energicamente qualquer crítica sobre seu trabalho, procurando jogar no colo de quem faz a crítica a “ameaça à liberdade de imprensa”. Quando são surpreendidos em delito, quando a hipocrisia se revela concretamente, silenciam e apostam na pouca repercussão das vozes que apontam a nudez do rei.
Um exemplo disso ocorreu neste domingo (1°), na edição do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. O jornal do grupo RBS publicou uma matéria sobre ameaça de cassação que paira sobre o governador da Paraíba, o tucano Cássio Cunha Lima, acusado de distribuir cheques na campanha eleitoral de 2006. O detalhe curioso é que a foto que ilustra a matéria traz em primeiro plano....o presidente Luiz Inácio Lula da Silva!
O texto da matéria não faz nenhuma referência ao presidente da República e fala da crise institucional gerada na Paraíba a partir da decisão do Ministério Público daquele Estado, pedindo a cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB).
Como explicar então a imagem em primeiro plano de Lula ilustrando a matéria? Difícil, para ser generoso, encontrar um critério editorial para entender a decisão. Olhando para a edição do jornal em seu conjunto talvez surja uma explicação.
Duas páginas após a matéria envolvendo governador tucano, um artigo de meia página do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso adverte para “a sensação de impotência diante de tanto descalabro” no país. “A indignação com a corrupção advém de sua impunidade”, filosofa FHC, que não chega a mencionar o caso de seu correligionário ameaçado de ter o mandato cassado na Paraíba.
Ainda na mesma edição, uma matéria de duas páginas destaca “a Fantástica Fábrica de Sucessos de Aécio Neves”. O texto derrama-se em elogios à gestão tucana de Aécio em Minas Gerais, dizendo que ela “projeta o governador para 2010”. A “terra do choque de gestão” é apresentada como modelo para o Brasil. Como se fosse um jogo de armar, logo antes dessa matéria, outras duas páginas são dedicadas à crise financeira no Rio Grande do Sul, perguntando pelo melhor caminho para a sua superação.
O leitor vira a página e dá de cara com a “Fantástica Fábrica de Sucessos de Aécio Neves”. Vira mais duas páginas e lê a matéria do governador da Paraíba com a foto de Lula em destaque. Mais duas e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dá suas receitas para superar a crise moral do país. Tudo isso em uma mesma edição.
O diretor de Redação de ZH, Marcelo Rech, expõe, também na edição dominical, a sua visão sobre o que é o bom jornalismo e a liberdade de imprensa: “Cabe à imprensa assegurar os espaços para todos os lados e não se intimidar. À opinião pública, cabe avaliar as diferentes informações e opiniões, e delas extrair suas conclusões”.
Seguindo a regra sugerida por Rech, qual a conclusão que deve ser extraída a respeito de um jornal que, entre outras coisas, publica uma matéria negativa sobre um governador do PSDB com a foto de um petista em destaque (petista que, por acaso – ou não –, é o presidente da República)? E que cerca essa matéria com várias páginas exaltando as idéias do ex-presidente e do modo tucano de governar.
Onde está mesmo o “espaço para todos os lados”? Onde estão as “diferentes informações e opiniões” que constituiriam a máxima do bom jornalismo?
Considerando o princípio da liberdade de expressão, um veículo de comunicação tem o direito de publicar textos, sons e imagens que julgar apropriados para seus propósitos. O problema é quando os propósitos são “soterrados por mantos de silêncio”, para usar uma expressão do diretor de redação de ZH, ao defender a liberdade de expressão. Ele escreve: “O direito de espernear e criticar, inclusive a imprensa, é legítimo.
Essa é uma das maravilhas da liberdade de expressão. É a mesma liberdade, aliás, que tanto irrita autoridades dos três poderes que gostariam de ver informações, opiniões e debates soterrados sob mantos de silêncio”.
Outra “maravilha da liberdade de expressão” não é mencionada por Rech: a de manter um mínimo de coerência nas escolhas editoriais. Publicar um texto com uma denúncia envolvendo um líder político de um partido X, com uma foto onde o destaque é um líder do partido adversário de X não parece ser exatamente uma “maravilha de escolha”.
Maravilha seria o editor de ZH explicar aos leitores por que decidiu destacar a imagem de Lula em uma matéria onde o envolvido em denúncias é um governador do PSDB.
Maravilha seria explicar aos leitores quais são os critérios editoriais adotados na definição de textos e fotos.
Maravilha seria assumir explicitamente qual o ideário político defendido pelo jornal, ao invés de fazer uma hipócrita apologia da isenção.
Alguns dos maiores jornais do mundo fazem isso há muitos anos, o que garante ao leitor um mínimo de transparência acerca do lugar a partir do qual o jornal em questão está falando.
O caso em questão, onde a imagem de Lula na matéria sobre Cássio Cunha Lima vale por mil palavras, revela, na verdade, dois problemas que ultrapassam o tema da falta de transparência: falta de seriedade e sensação de impunidade. Em nome das “maravilhas da liberdade de expressão”, tudo é permitido, mesmo publicar uma denúncia contra Pedro e publicar em destaque uma foto de João.


///
















AQUI TEM... FIQUE ESPERTO COM ESSA GENTE

AS CONSPIRAÇÕES DA CIA E A MÍDIA
Por Altamiro Borges (*) - http://www.fazendomedia.com/

"A CIA tem o direito legítimo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a missão de influir, através dos meios de comunicação, no desenlace dos fatos políticos em outros países" (Willian Colby, ex-diretor-geral da agência de inteligência dos EUA)

A sinistra CIA, a agência de espionagem e sabotagem dos EUA, acaba de divulgar vários documentos até então classificados como ultra-secretos. Eles compõem os arquivos sugestivamente chamados de "jóias da família", apelido que designa algumas operações ilegais deste organismo que causam constrangimento ao governo ianque. São 11 mil páginas que revelam as ações terroristas do imperialismo em várias partes do planeta entre os anos 50 e 70. Os documentos comprovam que esta central de "inteligência" sempre teve um papel ativo na América Latina. A desclassificação periódica destes relatórios é uma exigência legal e não significa que a CIA tenha abandonado os seus métodos espúrios de interferência em nações soberanas.
No caso do Brasil, tratado na época como "maior alvo do comunismo" na região, a CIA ajudou a orquestrar o golpe militar de 1964. Um dos documentos afirma que o presidente João Goulart é "um oportunista que ascendeu ao governo com o apoio da esquerda", taxa Leonel Brizola de "líder demagogo anti-americano" e acusa o governador Miguel Arraes de ser "um pró-comunista". O texto tenta criar um clima de pânico na burguesia ao falar da "crescente influência" do Partido Comunista. Outro documento, intitulado "A igreja engajada e a mudança na América Latina", critica seu setor progressista e ataca dom Hélder Câmara, cujo "forte é fazer publicidade e exigir reformas, sem oferecer soluções práticas aos problemas que ele cria".
Máfia e assassinato de Fidel CastroNa época, no auge da chamada "guerra fria", a maior preocupação dos EUA e de sua agência era com o aumento da influência da revolução cubana. Os documentos confirmam que a CIA se aliou à máfia para tentar envenenar o líder Fidel Castro. Um deles dá detalhes da contratação do ex-agente Robert Maheu para realizar "uma ação do tipo de gângsteres", que envolveu vários chefes mafiosos, como Salvatore "Momo" Giancana, o sucessor de Al Capone. A CIA disponibilizou US$ 150 mil e forneceu seis pílulas "de alto poder letal" para assassinar o dirigente cubano. Allen Dulles, o chefão da agência, coordenou a operação terrorista pessoalmente, mas ela foi desativada devido a um grotesco incidente passional de Giancana.
Há também relatos sobre os planos da CIA para desestabilizar o governo chileno e assassinar o presidente Salvador Allende, inclusive com o uso de "empresas de fachada" para transportar armas. Outros relatórios descrevem várias operações ilegais de espionagem e sabotagem no continente, visando derrubar governos nacionalistas e destruir movimentos contrários ao dominio imperial. "Os EUA não podiam permitir uma outra Cuba no continente. Foi por isso que Kennedy, cuja diretriz da política para a América Latina era apoiar governos reformistas, apoiou ditadores", explica Mary Junqueira, professora de história da USP.
Tarjas pretas e graves omissõesOs documentos agora desclassificados revelam apenas uma pequena parte dos crimes orquestrados por esta agência. Muitos textos ainda aparecem com longas tarjas pretas; nomes e detalhes das operações ilegais são omitidos. Não há menção, por exemplo, ao famoso "manual de torturas" da CIA, com seu "método médico, químico ou elétrico", que serviu de orientação para vários ditadores no mundo. O assassinato de mais de um milhão de patriotas no golpe de 1965 na Indonésia também é excluído, assim como a brutal intervenção que derrubou o primeiro-ministro nacionalista do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953. Como afirma o jornal Hora do Povo, "a lista seletiva de crimes da CIA é uma operação de acobertamento"; visa limpar a imagem desta agência terrorista e de seus agentes e serviçais que continuam na ativa, inclusive na América Latina.
"O que estaria levando a famiglia Bush a divulgar estes documentos? Seria, como disse o general Michael Hayden, 'porque os documentos verdadeiramente nos permitem vislumbrar uma era muito diferente e uma agência muito diferente' e que a CIA agora tem 'um lugar muito mais forte no nosso sistema democrático dentro do poderoso referencial legal'? Ele estaria se referindo a Abu Ghraib e Guantanamo? Ou às prisões secretas no mundo inteiro, seqüestros e vôos de tortura? Ao 'Programa Talon', dirigido contra organizações anti-guerra? Ou ao grampo da internet, do correio, do telefone e até dos cartões de consulta às bibliotecas dentro dos EUA? Às "novas técnicas" de preparação para a tortura, ministradas pelo general Miller? Aos atentados e esquadrões da morte da CIA no Iraque?", questiona, com justa ironia, o jornal Hora do Povo.
Relações íntimas com a mídiaEntre as graves omissões chama a atenção o fato destes documentos não se referirem às guerras ideológicas orquestradas pela CIA através do uso enrustido dos meios privados de comunicação. Como a mídia está na berlinda na atualidade, em especial na América Latina, é compreensível que o governo Bush a mantenha sob forte proteção. Neste sentido, os documentos desclassificados agora ficam muito aquém dos relatórios produzidos em 1976 por uma comissão de investigação do Congresso dos EUA, presidida pelo senador Frank Church. No caso do sangrento golpe militar do Chile, a comissão constatou que o jornal El Mercurio recebeu milhões de dólares para desestabilizar e derrubar o governo constitucional de Salvador Allende.
"A intromissão da CIA neste periódico chegou ao extremo de infiltrar seus agentes até na diagramação. O informe Church denunciou que este organismo de espionagem contratou jornalistas, editou publicações de circulação nacional e elaborou matérias para diários, semanários e radiodifusoras, além de exportar estes 'conteúdos' para outros veículos latino-americanos e europeus", lembra o escritor chileno Hernán Uribe. Já no Brasil, há suspeitas de que a CIA financiou vários jornais e jornalistas na "cruzada contra o comunismo" durante o governo de João Goulart e que, inclusive, esteve por detrás do nebuloso acordo entre a empresa estadunidense Time-Life e a recém-criada TV Globo, na véspera do golpe militar de 1964.
Espiões e seções especiaisSe estas barbaridades ocorreram no passado, é evidente que elas não foram descartadas no presente - ainda mais quando o ocupante da Casa Branca é o terrorista e torturador confesso, George W. Bush, e a América Latina vive um processo inédito de ebulição, com a vitória de vários governos progressistas. O jogo sujo da CIA, que só poderá ser conhecido oficialmente com as novas desclassificações daqui a décadas, prossegue. Os EUA temem as mudanças no tabuleiro político na região, não confiam em seus novos governantes - nem mesmo nos mais pragmáticos e conciliadores -, não toleram o avanço dos movimentos sociais e estão bem cientes dos riscos do atual processo de integração latino-americana. A CIA continua na ativa.
Numa recente passeata da direita venezuelana contra o fim da concessão da RCTV, algumas fotos flagraram a presença do agente da CIA Bowen Rosten, de camiseta azul e óculos escuros, na sua linha de frente. Há até um vídeo no Youtube com a cena grotesca. O ex-vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, no seu programa televisivo La Hojilla, comentou: "Um dos chefes da CIA na região é mister Bowen Rosten. Estadunidense, ele fala inglês, espanhol, português e francês. Está destacado para atuar na Colômbia, opera na Nicarágua, Argentina, Bolívia, Equador e Brasil e dirige a Operação Orión [de espionagem] em nosso país... O que o governo Bush tem a dizer da ingerência na política interna deste alto funcionário da CIA?".
No final do ano passado, o presidente-terrorista Bush inclusive nomeou um diretor especial de inteligência para Cuba e Venezuela. Como denunciou o jornal cubano Juventude Rebelde, com a criação deste novo departamento "os EUA tentarão por todos os meios aumentar a presença de seus espiões nos dois países". O agente Jack Patrick Maher, com 32 anos de experiência nos serviços de espionagem, informou ao congresso dos EUA que a sua missão é "assegurar a implementação de estratégicas", com vistas à "transição" após a morte de Fidel Castro e às novas eleições na Venezuela. A criação desta seção especial da CIA coloca os dois países no mesmo nível da Coréia do Norte e Irã, nações incluídas no funesto "eixo do mal" de Bush.
Jornalistas pagos por WashingtonA mesma ingerência ilegal e criminosa também prossegue na mídia da região. A advogada estadunidense Eva Golinger denunciou recentemente que a Casa Branca financia veículos e jornalistas venezuelanos. O plano da Divisão de Assuntos Educativos e Culturais visa influir na linha editorial destes órgãos. A grave denúncia se baseou em documentação oficial do governo ianque. "Lamentavelmente, existem jornalistas na Venezuela manipulados pelo Departamento de Estado dos EUA", garante a renomada advogada. A VTV, o canal estatal de Caracas, inclusive divulgou os nomes dos "repórteres" que recebem dólares de Washington: Aymara Lorenzo, Pedro Flores, Ana Villalba, Maria Flores, Miguel Angel e Roger Santodomingo.
O último deles, Roger Santodomingo, foi acusado, em maio passado, pela Justiça da Venezuela de "instigar o magnicídio [assassinato de autoridades] e receber financiamento dos EUA para desestabilizar o governo". O jornalista divulgou na televisão falsa pesquisa em que 30% da população opinava que "matar Chávez é a única solução". Com a decisão soberana do governo de não renovar a concessão da emissora RCTV, que participou ativamente do golpe frustrado de abril de 2002, a ação destes e outros "jornalistas" teleguiados pela CIA se tornou ainda mais agressiva, convocando protestos e atacando o presidente.
Larry Rohter, agente da CIA?Mesmo no Brasil, aonde inexiste o clima de radicalização política do país vizinho, há sérias desconfianças sobre a atuação da mídia hegemônica e de alguns colunistas e ancoras da televisão. Quando da reportagem do correspondente ianque Larry Rohter, que acusou o presidente Lula de ser alcoólatra e foi ameaçado de expulsão do país, o portal Resistir publicou um artigo de Célia Ladeira com graves denúncias contra o dito cujo. No texto, a professora de jornalismo da Universidade de Brasília (UnB) dá algumas informações reveladoras. "Conheci Larry Rohter há muitos anos e convivo com pessoas que o conhecem muito bem. Portanto, não estou dizendo muita coisa nova, mas dizendo coisas que poucas pessoas estão hoje sabendo".
Entre outras acusações, ela afirma que "Larry não é só jornalista, mas um tipo de agente civil, bem pago, que faz coisas que CIA e FBI não podem fazer. Ele tem trabalhado em toda a América Latina, sempre com um caderninho de missões debaixo do braço". Informa que são comuns as suas visitas ao Departamento de Estado dos EUA. "Média de uma visita a cada ano, sem contar os almoços com gente estranha dos serviços secretos". Lembra ainda que o "jornalista" presta inúmeros serviços ao governo Bush, sempre desancando políticos e lideranças contrárias ao império, como numa reportagem em que ridicularizou a prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchu, da Guatemala, e nos inúmeros artigos contrários ao presidente da Venezuela. Outra diversão dele é escrever textos pregando abertamente a internacionalização da Amazônia.



(*) Altamiro Borges é jornalista, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "Venezuela: originalidade e ousadia" (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição).





///

sábado, junho 30, 2007


LULA ESTÁ ENTERRANDO A ERA FHC


O falso discurso de Aécio Neves
Gleber Naime


No início desta semana, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, ganhou espaço nas páginas dos jornais ao acusar o governo Lula e o PT de deixarem como única herança ao país o "aparelhamento da máquina pública". Vejam como o discurso é forçado — e falso.
Apenas cinco dias antes, Aécio recebera solenemente em seu estado o presidente Lula, que inaugurou a primeira etapa de duplicação da Av. Antônio Carlos, com recursos das três esferas, e depois visitou as obras do principal projeto de urbanização de favelas do Brasil, o Vila Viva Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte — patrocinado quase integralmente pelo governo do partido a quem gratuitamente centraria fogo depois. Na primeira ocasião, com direito a elogios e tapinhas nas costas, Aécio posava com Lula para centenas de pessoas aparentemente contratadas pelo PSDB para empunharem bandeiras tucanas em plena cerimônia pública e republicana. Diante disso, pergunto: quem realmente está partidarizando a ação da autoridade pública, senhor governador?
Mas dois dias após o disparo das críticas, lá estava Lula de volta ao Estado, desta vez para anunciar mais R$ 2,9 bilhões a Minas Gerais em um acordo de parceria para a realização de obras de saneamento e urbanização de favelas em 43 municípios mineiros, previstas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), além de recursos para a revitalização das bacias do rio São Francisco.
Será que esses expressivos investimentos do governo federal em seu Estado — e todos os demais já executados nos últimos quatro anos, que somaram mais de R$ 2 bilhões somente em transferências voluntárias para Minas — por si só já não seriam boa herança a ser deixada pelo governo Lula a Minas Gerais? E aos desavisados — ou dissimulados — de plantão, é bom lembrar que o governo só termina em 2010. Ou seja: nem chegamos à metade do primeiro ano do segundo mandato e já há quem queira, num atropelado exercício de futurologia, antecipar a herança a ser deixada.
A exemplo de seus companheiros de partido, Aécio Neves dá sinais de ter iniciado prematuramente uma disputa político-eleitoral de forma atabalhoada, sustentando-se em discurso vazio, argumentos falsos, repetidos exaustivamente por uma oposição sem rumo.
Pior: Aécio escamoteia os próprios métodos de gestão, atacando os outros. Foi sob suas ordens e a seus correligionários que o governo mineiro criou quase mil cargos de confiança, no seu primeiro mandato, sob o título de "funções gratificadas". Tais funções passaram a existir por meio de leis delegadas, que sequer necessitam passar pela aprovação da Assembléia Legislativa, embora em nenhum dos casos tivesse sido configurada situação de urgência. Até 2007 já foram publicadas 129 leis delegadas, 67 delas somente neste ano, graças ao apoio da maioria dos seus deputados, apesar dos protestos da bancada do PT na Assembléia Legislativa.
Não é o caso, aqui, de discutir se é preciso reduzir ou ampliar o número de cargos de confiança na máquina pública federal, estadual ou municipal. Tal tema pode e deve ser debatido dentro da reforma administrativa do Estado. O próprio PSDB, aliás, que governou o país por oito anos, e sua bancada no Congresso Nacional já poderiam ter feito algo a respeito, a exemplo do atual governo, que ampliou os concursos públicos e mantém uma média de 80% de funcionários de carreira nos cargos de confiança na esfera federal.
O governador não explica o que entende por aparelhamento do Estado. Fazer nomeações de cargos públicos por afinidade política, nos marcos da lei, para executar seu programa de governo é aparelhar o Estado? O que dizer, então, da ampla liberdade que seu governo buscou para criar secretarias e novas estruturas de Estado?
Num discurso claramente partidarizado e ideologizado, Aécio Neves vai além e chega ao absurdo de sugerir que a ampliação do Estado no governo Lula "pode justificar o crescimento pouco expressivo" do Brasil diante do crescimento mundial.
Convém, novamente, refrescar a memória do governador do PSDB, cujo programa de estado mínimo foi amplamente rejeitado pela população brasileira nas duas últimas eleições. Após décadas de estagnação, a economia brasileira começou agora, com Lula, a entrar num ciclo de crescimento sustentado, com índices recordes de geração de emprego formal e melhor distribuição de renda. Essa será a verdadeira herança do governo do PT, ao contrário daquela deixada pela gestão tucana em 2002, que entregou a Lula um Estado endividado e fragilizado em sua capacidade de formular e operacionalizar políticas públicas.
A taxa de crescimento da economia brasileira pode realmente ser ainda muito melhor – e certamente caminhamos para isso -, mas os resultados representam um avanço em relação aos obtidos no governo anterior: o Brasil cresceu a uma média de 3,25% ao ano nos três primeiros anos do governo Lula. No segundo mandato de FHC, a média de crescimento foi de apenas 2,12%. E nos três últimos anos do primeiro mandato do tucano a média foi de somente 1,84%, segundo cálculos feitos pelo IBGE.
Aparecer em público apropriando-se de obras e investimentos oriundos de parcerias, confundindo a opinião pública e dirigindo ataques mentirosos àqueles que agem verdadeiramente em nome do desenvolvimento do país é falsidade ideológica. Neste caso, mais do que política partidária, Aécio faz política pessoal, já que sua auto-propalada liderança não é tão consensual nem dentro de seu próprio partido.
Por último, quero anunciar que, no início da próxima semana, apresentarei neste espaço um balanço sobre as heranças que o governo Lula deixará ao Estado de Minas Gerais até agora. O governo do presidente Lula, do PT, ainda tem mais três anos e meio de mandato popular.

Gleber Naime é secretário Nacional de Comunicação do PT



dia 5 de outubro vencem diversas outorgas, incluindo as concedidas a todas as cinco emissoras próprias da Rede Globo.



É exatamente isso que você leu, as outorgas não são eternas.




Os profundos laços entre os radiodifusores brasileiros e venezuelanos

Em ato em São Paulo, presidente da RCTV, Marcel Garnier, nega golpe na Venezuela e critica o governo Chávez sob os aplausos de empresários brasileiros. Lá, como aqui, a defesa da liberdade de expressão virou retórica dos que mais a cerceiam.

Bia Barbosa*

Elites costumam se relacionar bem com elites, independente de barreiras geográficas ou lingüísticas. Nesta quinta-feira (28/6), esta sinergia ficou explícita em um encontro promovido em São Paulo entre o presidente da Rádio Caracas Television (RCTV), Marcel Garnier, e os radiodifusores brasileiros.

Numa das pomposas salas do Hotel Meliá Monfarrej, na Alameda Santos, com a promoção da Revista Imprensa – acreditem... –, as principais associações de empresas de comunicação do país e a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) declararam seu apoio explícito à RCTV, que não teve sua concessão renovada pelo governo venezuelano no último dia 27 de maio.

O “Ato em Defesa da Liberdade de Expressão” de liberdade não teve nada. Do lado de fora, impedidos de entrar no salão, ficaram manifestantes do movimento pela democratização da comunicação e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Com nariz de palhaço e vendas na boca, eles empunharam cartazes que diziam: “concessão é pública”, “liberdade de imprensa é diferente de liberdade de empresa”, “liberdade de expressão para todos” e “Globo e RCTV: tudo a ver”.

Do lado de dentro, além da imprensa, duas dezenas de executivos e entidades patronais que historicamente defendem o oligopólio privado da comunicação Brasil. Em mundos apartados, protegido pela segurança da cadeia Meliá, Marcel Garnier se sentiu à vontade em seu discurso.

Falou depois o editor da Revista Imprensa, Sinval de Itacarambi Leão, que indiretamente tentou justificar o envolvimento do veículo no evento ao dizer que a revista tem vocação plural e dialoga com profissionais, empresas e sindicatos.

Depois falou Héctor Oscar Amengual, diretor geral da AIR, que num discurso emocionado disse que os radiodifusores privados, livres e independentes estão “unidos e unânimes” em sua opinião em apoio e solidariedade à emissora venezuelana. “Sentimos a tristeza e as lágrimas dos trabalhadores da RCTV, feridos em seu orgulho de pertencer a um meio de comunicação que por mais de 53 anos obteve a preferência de milhões de venezuelanos, aqueles que são impedidos de exercer sua liberdade de expressão”, declarou. “Não vamos medir esforços até que a RCTV volte ao ar, ao ar da Venezuela, ao ar da liberdade, ao ar que respiramos todos da AIR”, concluiu.
Depois, tapete vermelho ao senhor Garnier, que iniciou sua apresentação com trechos em vídeo de declarações de Chávez que, na sua visão, caracterizam a conformação, na Venezuela, da ausência de um Estado Democrático de Direito. Ao fundo, uma música de suspense, para ajudar no clima. Só ficaram de fora as imagens – já excessivamente veiculadas pela imprensa brasileira – dos funcionários da RCTV chorando ao cantar o hino nacional minutos antes da TV sair fora do ar. Garnier contextualizou o processo de não renovação da concessão da RCTV, explicou as mudanças feitas nos últimos anos na legislação para o setor e então abriu fogo contra o regime chavista. Disse que há sete anos o governo venezuelano descumpre o que estabelece a regulamentação do setor, ao não promover as adequações necessárias a todas as emissoras de rádio e televisão depois das alterações na lei. “A situação de mais de 150 concessões está pendente”, disse, ao afirmar que somente a RCTV foi responsabilizada por isso.

Acusou o Poder Judiciário de não atuar de forma independente do Executivo. Segundo Garnier, a Justiça da Venezuela entregou as instalações de transmissão da emissora privada à Comissão Nacional de Telecomunicações, ordenando sua ocupação militar, antes de julgar em definitivo o recurso interposto pela RCTV contra a decisão do governo. Até hoje não houve um posicionamento do Tribunal Supremo de Justiça sobre o caso. “No dia 28 de dezembro o presidente anunciou o fechamento (sic) da RCTV, mas durante três meses não houve nenhum ato administrativo, nenhum documento, do qual pudéssemos apelar nos tribunais”, reclamou Garnier.

O empresário também pintou um quadro sombrio da situação na Venezuela, ao relacionar o que entende por “investidas do governo contra as liberdades e garantias fundamentais em todos os planos”. Palavras como “secreta”, “clandestina”, “ilegal” foram abundantes. Acusou Chávez de mover uma campanha contra as empresas privadas, os sindicatos, as instituições de ensino privado e os grêmios profissionais e de reprimir com violência policial os protestos desses setores. Chegou a dizer que “muitos estudantes foram presos, apanharam, foram torturados” e que o governo convocou a população a “realizar ações vandálicas” contra os jornalistas independentes. Por fim, informou das denúncias feitas à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra essas agressões.

“Vazio de poder”

O momento mais interessante veio depois, quando teve início uma coletiva de imprensa com Garnier. O repórter da TV Globo, José Roberto Burnier, deu seu testemunho do totalitarismo de Chávez. “É visível, e pude ver isso quando era correspondente em Buenos Aires, que o presidente Hugo Chávez, desde 2005 ou um pouco antes, vinha tomando medidas para controlar o conteúdo das emissoras de TV e dos jornais”, disse. Levantou a bola para Garnier cortar, na mais profunda sintonia e "independência jornalística". O presidente da RCTV elencou então um rol de ações para o controle das comunicações, a começar por uma lei que regula conteúdos veiculados na televisão. “Os programas são classificados de acordo com a linguagem, o grau de violência, de sexo exibido. São definições muito vagas e o funcionário do governo responsável pela classificação pode sancionar qualquer programa que julgar conveniente. O resultado tem levado a uma auto-censura cada vez maior dos meios de comunicação”, afirmou.

Qualquer semelhança com a crítica feroz que a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) vem fazendo contra a classificação indicativa do Ministério na Justiça no Brasil não é mera coincidência. Chávez também retribuiria, em forma de publicidade governamental, os veículos que desenvolvem linha editorial favorável a seu governo.

Mas disso as emissoras privadas no Brasil não podem se queixar, já que abocanham a imensa maioria dos recursos de comunicação do governo em função dos chamados critérios de audiência e alcance dos veículos. O ponto alto da coletiva foi quando Garnier – talvez inspirado no que ocorreu quando os militares brasileiros derrubaram João Goulart do poder – negou que tenha havido um golpe na Venezuela. Segundo ele, o que houve foi um “vazio de poder”, o mesmo dito pelo presidente do Congresso Nacional por aqui em 1964.

Ter planejado o golpe e feito uma cobertura altamente favorável aos que tiraram Chávez do poder são as principais justificativas do governo venezuelano para não ter renovado a concessão da RCTV. Para seu presidente, no entanto, este golpe nunca ocorreu. “O tema do golpe é algo que o governo coloca porque não tem argumentos jurídicos”, disse Garnier. “Em abril de 2002, depois de protestos que reuniram mais de um milhão de pessoas em Caracas, o chefe do Estado Maior do presidente se apresenta à televisão e diz que, em função de graves acontecimentos, o alto comando militar pediu a renúncia ao presidente e ele aceitou. Nunca o presidente ou os militares nos explicaram qual era a razão da renúncia”, explicou Garnier.

Faltou dizer, no entanto, por que a RCTV não se preocupou em perguntar essa razão, antes de anunciar que Chávez havia abandonado do país – uma mentira – e dar início, ao vivo, às comemorações pelo golpe. Talvez disso Garnier não se lembre, como parece não se lembrar das reuniões que aconteceram em sua casa e que planejaram o golpe de 2002. “Exerço o jornalismo há 50 anos. Nunca, neste período, ninguém ouviu uma única frase minha ou uma atitude minha de defesa de um golpe de estado, em nenhuma circunstância”, garantiu.

A imprensa brasileira também se esqueceu de questionar a declaração minimamente “estranha” de Garnier nos jornais televisivos desta quinta. Ao ser interrogado sobre o histórico de sanções sofridas pela emissora ao longo de sua história por abusos cometidos na programação e sobre o resultado do processo que correu na Justiça venezuelana que concluiu que a RCTV infringiu a constituição nacional, a lei orgânica das crianças e adolescentes, a lei orgânica das telecomunicações e a lei de responsabilidade social do rádio e da TV, Garnier respondeu: “Não há nenhum país em que as relações entre a imprensa e o poder sejam de absoluta normalidade. Anormal seria que, em 53 anos, nunca tivéssemos tido problemas com nenhum governo”.

O encerramento da coletiva foi esclarecedor – para aqueles que ainda não conheciam as origens e a ideologia do dirigente principal da RCTV. “Me preocupa muito o discurso que o presidente Chávez tem adotado, que fala de uma guerra que ninguém reconhece, que está em sua mente, que supostamente temos com os Estados Unidos. E que nos obriga a ser o principal comprador de armamento da América. Compramos mais armas que o Irã. Ninguém entende porque cada venezuelano tem que ter um fuzil. Entenderíamos que o presidente propusesse que cada venezuelano tivesse um computador ou acesso às bibliotecas, a boa comida nas escolas”. “Os países menores estão criando uma dependência da Venezuela, como é o caso dos estados da América Central, que compram gasolina subsidiada pelo governo Chávez. Isso é um problema”. “Os Estados Unidos são o principal cliente do nosso petróleo, os que mais investem no país, para quem mais vendemos nosso serviço. Então não podemos criticá-los assim”.

Do lado de cá

Não estranha que Abert, Abra (Associação Brasileira de Radiodifusores), Aner (Associação Nacional de Editores de Revista), ANJ (Associação Nacional de Jornais), entre outras, estejam tão preocupadas com a situação da vizinha RCTV. A decisão do governo Chávez pela não-renovação da concessão da RCTV ajuda a desmontar a tradição mundial de renovação automática das outorgas, algo que não interessa a nenhum atual concessionário.

Por aqui, o exemplo da Venezuela pode parecer ameaçador aos que se beneficiam da condição de concessionários para utilizar a mídia como instrumento de poder. Isso explica a reação desmensurada e editorizalizada da grande imprensa brasileira ao caso da RCTV e ao grande “ato pela liberdade de expressão” promovido em São Paulo nesta quinta, principalmente se lembrarmos que no dia 5 de outubro vencem diversas outorgas, incluindo as concedidas a todas as cinco emissoras próprias da Rede Globo.

Ao final da coletiva, questionei o diretor geral da Abert, Flávio Cavalcanti Jr, sobre que critérios que, na sua opinião, deveriam ser levados em conta para a não renovação de uma concessão no Brasil. Ele disse que os contratos de concessão são públicos e que, se forem quebrados, a concessão deveria ser questionada na Justiça: “todo dia é dia para quem está insatisfeito fazer isso”. É verdade que ainda falta ao governo Chávez deixar claro todos os trâmites do processo de não-renovação da concessão da RCTV, incluindo a apelação ainda em aberto na Justiça Venezuela. E é fato que medidas como o confisco das instalações da RCTV são pouco – ou nada – justificáveis se comparadas à garantia do exercício soberano de qualquer Estado gerir o bem público espectro eletromagnético.

Mas é verdade também que o cenário geopolítico em que se encontra a Venezuela é bastante diferente do brasileiro. Agora, se nossos radiodifusores querem tanto discutir as “ameaças” do governo Chávez à liberdade de expressão, por que não se dispõem logo a olhar pro seu quintal?

No Brasil, a forte concentração de propriedade dos meios de comunicação e a forte influência política que estas empresas exercem têm impedido qualquer debate sobre a importância para o estado democrático de analisar, avaliar, julgar e, quando necessário, não renovar uma concessão.
E por aqui, o uso das concessões de rádio e TV também descumpre princípios e parâmetros estabelecidos na Constituição Federal. Por aqui, são os donos dos meios de comunicação que, na prática, asfixiam a liberdade de expressão, mantendo o controle absoluto do que se ouve, lê e escuta por 180 milhões de brasileiros. Pelo discurso de Marcel Garnier, ficou claro que a apropriação da defesa da liberdade de expressão e sua utilização como figura de retórica é algo que os radiodifusores fazem muito bem. No Brasil e na Venezuela.

* Bia Barbosa é editora de Direitos Humanos da Carta Maior, membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e empreendedora social da Ashoka.

///


CARTA CAPITAL: MÍDIA SOFREU DUAS DERROTAS

Como queríamos demonstrar
por Redação

O estrondoso silêncio de sempre acolhe a pesquisa Doxa sobre a atuação da mídia no pleito de 2006. Mas tudo isso coincide com a previsão dos analistas

A imprensa reagiu com o silêncio aos resultados do estudo realizado pelo Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião, o Doxa, sobre o desempenho dos meios de comunicação na campanha das eleições presidenciais de 2006. Divulgado por CartaCapital (edição 450), o trabalho focalizou, principalmente, os jornais O Globo, do Rio, e os paulistas Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. O resultado da avaliação foi “predominantemente negativo para o presidente/candidato Lula” e, tomados em conjunto, os jornais “dedicam mais espaço positivo para Geraldo Alckmin”.
O silêncio, provocado pela constatação de um anti-lulismo que, pela unanimidade, comprometeu a pluralidade “fundamental para a saúde da democracia”, não surpreendeu os autores do trabalho coordenado pelo professor Marcus Figueiredo. O próprio estudo previa, de uma certa maneira, a reação ao registrar que “há uma certa resistência, da parte dos jornalistas, em admitir a legitimidade da análise da mídia”.
CartaCapital colheu depoimentos sobre o trabalho do Doxa. Abaixo, as análises dos cientistas políticos Wanderley Guilherme dos Santos e Marcus Figueiredo, do sociólogo Marcos Coimbra e do antropólogo Otavio Velho.

Wanderley Guilherme dos Santos: “A resposta é tão simples que alguns vão achar simplória. Lula jamais será confiável às elites tradicionais brasileiras e nem mesmo às elites modernas beneficiadas, agora, pela política econômica do governo. Pesquisa como essa sempre provocará controvérsias, pela subjetividade de algumas questões. Não importa. Ela coloca elementos sérios, concretos, sobre o comportamento da imprensa brasileira. Por isso, pensando na imprensa como empresa, é o caso de se perguntar: o que ela ganha com o anti-lulismo? Eu me refiro à relação do risco jornalístico com o benefício do negócio”.

Marcus Figueiredo: “É difícil demonstrar, mas, pela opção sistemática entre um e outro assunto que vai para a primeira página, algo me diz que a elite brasileira não agüenta ver um nordestino retirante, metalúrgico, de esquerda, ser presidente e ter o sucesso político que Lula tem”.

Marcos Coimbra: “A chamada ‘grande imprensa’ sofreu dois tipos de derrota em 2006. A primeira e mais óbvia foi a da imprensa de direita, como a revista Veja. Perder e ganhar, no entanto, é parte do jogo político que ela faz. Na luta ideológica, ela ganha um dia, na defesa das armas de fogo, e perde outro, com a vitória de Lula. Ossos do ofício. A outra derrota começou em 2005 e muitos a sofreram. Perdeu, por exemplo, quem tinha entendido, na época do dito mensalão, ser o santo combate contra o mal. Com ingenuidade angelical, ruborizada pelo ‘escândalo’, muita gente boa entrou nessa, com sinceridade. Outros sabiam perfeitamente que era conversa fiada, mas usaram os episódios para externar velhas simpatias e antipatias. Para muitos, era apenas competição profissional, saber quem dava o maior furo. Uma coisa puxa a outra e, dali a pouco, qualquer jornalista que se prezasse tinha de ter ‘investigado’ alguma falcatrua do PT. A sobrevivência de Lula tornou-se uma afronta para quem achava que a imprensa havia tido papel exemplar em 2005. Assim, jornalistas e veículos, não necessariamente conservadores, acabaram ficando parecidos”.

Otávio Velho: “Creio que o mais importante é constatar mais uma vez, e de forma particularmente bem comprovada, a prepotência da chamada ‘grande imprensa’ na defesa de interesses de classe e de discriminação que se torna especialmente chocante num momento em que tanto se brada contra supostas ameaças à sua liberdade. É urgente partir para uma ampla discussão das condições necessárias para que efetivamente se tenha entre nós uma liberdade de imprensa socialmente responsável, que não reforce e busque legitimar os mecanismos de exclusão já existentes na sociedade. É óbvio que nem todos os jornalistas são prepotentes e irresponsáveis. Creio, portanto, que devem se examinar razões complementares para explicar esse comportamento. Uma hipótese que faço é de que a nossa imprensa (e não só ela) em grande parte opera com uma visão do Brasil e do mundo ultrapassada”.



///

quinta-feira, junho 28, 2007



Conversa Afiada presta um grande serviço ao Brasil.

Basta que um mostre o que todo o resto da mídia esconde.


EXCLUSIVO: CPI DIVULGA E-MAILS COM "TRAMA" DE CONTROLADORES

O deputado André Vargas (PT-PR), membro da CPI do Apagão Aéreo, denuncia que os controladores de vôo militares estão em “conluio” com o representante da Federação Internacional de Controladores de Tráfego Aéreo, o suíço Christoph Gilgen.
No último domingo, Gilgen deu entrevista à Folha de S. Paulo e disse que "prender e fazer calar é coisa de ditadura". Durante a entrevista, Gilgen disse que "o espaço aéreo do Brasil tem problemas, pode até acontecer outro acidente" (clique aqui).
Clique aqui para ler o artigo "Folha: cuidado, não ande de avião !", de Paulo Henrique Amorim.
O deputado André Vargas disse em entrevista ao Conversa Afiada nesta quarta-feira, dia 27, que recebeu denúncias de que Gilgen e os controladores brasileiros militares, inclusive os presos, tramam para pressionar o Governo (clique aqui para ouvir o áudio).
Vargas disse que recebeu em seu gabinete, de forma anônima, cópias de e-mails trocados entre os controladores brasileiros presos Moisés Almeida, Wellington Rodrigues, Carlos Trifilio e Gilgen.
Nesses e-mails, segundo Vargas, eles combinam estratégias de pressão sobre o sistema de tráfego aéreo e estratégias em relação à mídia.
“Quer dizer, um suíço vem, ataca o nosso sistema, ataca o Brasil, a soberania nacional, a imagem do Brasil e diz: ‘há que se manter a pressão, manter a proa, não deixar mais sair os peixes da rede’... Agora, tendo acesso a esses e-mails a gente percebe que é um verdadeiro conluio para atacar o Brasil e resolver os problemas de uma categoria profissional”, disse Vargas.
O deputado André Vargas disse que esse movimento pode ser classificado como um motim por parte dos controladores. Ele apresentou a denúncia nesta quarta-feira na CPI do Apagão Aéreo.
Os e-mails ainda não passaram por perícias técnicas e, segundo Vargas, devem ser objeto de investigação da CPI do Apagão Aéreo.


Leia a íntegra da entrevista com o deputado André Vargas:

http://conversa-afiada.ig.com.br/

















Leia também:

Controladores: cadeia neles

Por que não prender os controladores de BSB ?

Controladores podem ter feito motim

Infraero: Justiça Militar não brinca

CPI do Apagão = CPI do Seguro. Entenda o porquê

Mármore provoca apagão? O que dirá o Supremo?

Conversa Afiada contribui para CPI do Apagão

CPI pode convocar pilotos do Legacy

Carta Capital: CPI do “Apagão” Aéreo é desculpa para privatizar Infraero

Lula devolve crise do Apagão à Folha

Justiça caiu com o avião da Gol

Com transponder ligado não tinha acidente


///








Vídeos de matérias da Rede Bandeirantes sobre a compra de parte da Editora Abril
Empresa que só existe no papel conseguiu comprar parte da Ed. Abril

De: M V M <=> @News

///

De onde apareceu esse suíço, e como ele foi parar no Fantástico?


Deputado denuncia conluio entre controladores presos e colega suíço

O deputado André Vargas (PT-PR), membro da CPI do Setor Aéreo, denunciou nesta quarta-feira (27) a existência de um “conluio” entre os controladores militares de vôo brasileiros e o suíço Christoph Gilgen, presidente da Federação Internacional de Controladores de Tráfego Aéreo.

Vargas recebeu em seu gabinete, de forma anônima, cópias de e-mails trocados entre os controladores brasileiros presos Wellington Rodrigues, Carlos Trifilio, Moisés Almeida e Gilgen.Nas mensagens eles discutem estratégias de ação e acertam como fazer pressão sobre as autoridades brasileiras e a inserção na mídia de ataques ao sistema de controle de vôos do Brasil.

Em entrevista a um programa de televisão no último domingo Gilgen, entre outras críticas violentas, afirmou que o espaço aéreo brasileiro não é seguro e que o programa de computador utilizado apresenta uma falha séria. Segundo o deputado, o fato é grave e pode ser classificado como um “motim” de militares brasileiros, com o apoio de pessoas de fora do país. “Um suíço ataca a imagem do Brasil, interferindo em assuntos internos do país, a partir de uma ação planejada com o objetivo deliberado de criar um ambiente de pânico e insegurança na opinião pública para ajudar colegas brasileiros. Isso é inadmissível e precisa ser apurado com rigor”, afirma.
Vargas apresentou as cópias dos e-mails à CPI a fim de que passem por uma perícia técnica e contribuam nas investigações que apuram a crise do sistema de tráfego aéreo no país.

Em determinado trecho das conversas, de acordo com as cópias apresentadas pelo deputado, um controlador português que estaria participando da estratégia ao lado do suíço, diz a um controlador brasileiro: “Tenham certeza de que tanto Chris, à maneira dele, e eu, à minha maneira, temos feito lobby onde é necessário. E tenho a certeza que está a dar os resultados que esperávamos...”.

As informações são da assessoria do deputado André Varga
http://www.pt.org.br/


///

segunda-feira, junho 25, 2007

sexta-feira, junho 22, 2007




A IMPRENSA DO IMPÉRIO






OMC: A CABEÇA DO COLONIZADO

Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 484



. Os países ricos não querem que a melhor agricultura do mundo entre em seus mercados para beneficiar seus consumidores.
. A soja, o etanol, o suco de laranja, o frango, os suínos, a carne de boi etc, etc, etc do Brasil não podem entrar nos mercados europeu e americano.
. Se pudessem, haveria mais emprego e mais renda no campo brasileiro.
. Se pudessem, seria uma vitória de um princípio básico da economia liberal, uma vitória do livre comércio.
. Numa reunião em Podsdam, na Alemanha, o Brasil se levantou da mesa e foi embora porque os países ricos agem contra o interesse nacional brasileiro e o aumento do emprego e da renda do povo brasileiro.
. E a mídia conservadora (e golpista) prefere reproduzir o Presidente Bush e responsabilizar o Brasil pelo fracasso da reunião.

. Manchete do Estadão: "Países ricos culpam Brasil e índia por fracasso da OMC".

. Manchete da Folha: "Bush e Europa culpam Brasil por fracasso em negociação comercial".

. Ou seja, o Estadão e a Folha olham para o Brasil da perspectiva dos países ricos.

. É o que se chama de "cabeça de colonizado".


Leia também:

Gerdau investe na Venezuela. E a Miriam?

http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/439501-440000/439758/439758_1.html


///

Os caminhos para superar a crise no setor aéreo


Está de volta aquilo que nossa velha e conhecida mídia conservadora chama de "caos aéreo". Ou seja, está de volta a operação padrão dos controladores de vôo que, obviamente, atrasa e pode paralisar o sistema aéreo do pais.


Estivéssemos num governo conservador, toda mídia estaria execrando e denunciando os controladores como sabotadores e exigindo do governo medidas repressivas.


Estariam acusando a CUT de sabotar o governo e demonizando os controladores, como fez com os petroleiros na greve de 1995, durante o primeiro Governo FHC. Mas, como é um governo do PT e do Lula, apóia abertamente os controladores e faz um jogo perigoso para o pais, já que para fazer oposição ao governo Lula, cria a imagem de um caos aéreo. Quando temos, na verdade, um problema sindical e de gestão de um setor estratégico do país, o controle do espaço aéreo civil.


Mistura essa questão com problemas de clima, nevoeiros, que acontecem em todos os países, incidentes, como de animais na pista, que acabou de acontecer no Brasil e no exterior, de falhas de equipamentos, de crescimento dos vôos e passageiros, de crise em companhias aéreas, como a VARIG, congestionamento na decolagem e aterrizagem nos aeroportos, comum em todo mundo hoje, dado o crescimento da aviação civil e do turismo. Só para criar um clima de caos e acusar o governo de não dar uma solução a curto prazo para um problema que só tem solução a médio prazo.


Fala em desmilitarização, sabendo do custo e do tempo necessário para isso. Fala em substituir controladores, quando sabe, também, do prazo necessário. A única saída é um acordo com os controladores para que eles assumam, já que se trata de um serviço essencial e militar, logo vital para o pais e sua segurança, que é sua função superar todos os problemas e cumprir com a missão pela qual são responsáveis: fazer o sistema de controle aéreo do pais funcionar, mesmo com todos problemas.


Ao governo cabe tomar todas medidas administrativas, técnicas e orçamentárias para superar o contencioso com os controladores. O país não pode ficar refém dos controladores e esses exigem e devem receber um tratamento à altura das responsabilidades que exercem. Ou seja, salários compatíveis e condições de trabalho condizentes com o serviço essencial que executam. É preciso reorganizar todo setor e redefinir toda política para o setor. E isso só se faz, nessas situações de crise, com novos interlocutores e com novas propostas.


É o que se espera do governo para que nossa oposição, travestida de informação e de defensora da cidadania, não tenha razão.


enviada por Zé Dirceu




///

Banda Larga


Está circulando no You Tube um vídeo do ministro Gilberto Gil cantando, em casa, descontraído, uma música nova chamada Banda Larga. A letra, com a poesia e o talento habituais do nosso ministro-cantor, fala das novas tecnologias da informação, da internet, do próprio You Tube e da inclusão social, digital, cultura e informativa que elas provocam. É um verdadeiro manifesto em defesa da democratização da informação. E, como disse o jornalista Jorge Bastos Moreno, que também aparece no vídeo, a letra da música é a maior prova de que a atividade pública não atrapalha a atividade criativa. Ao contrário, a estimula. Com o que o ministro Gil concorda e acrescenta: “Só tira tempo. Tira tempo, mas dá substância”. A letra é maravilhosa e o vídeo é uma delícia.
Vejam aqui.

enviada por Zé Dirceu