quarta-feira, agosto 22, 2007




CAMPANHA
A VALE É NOSSA


Para dar continuidade ao processo de construção do Poder Popular em nosso país, os movimentos populares, entidades sindicais e religiosas, articulados na Assembléia Popular, resolveram convocar e organizar o Plebiscito Nacional sobre a Privatização da Companhia Vale do Rio Doce.


Este Plebiscito tem como objetivos:


1) Abrir espaço para a população brasileira manifestar-se acerca deste estratégico patrimônio da Nação ao capital financeiro nacional e internacional;


2) Retomar a luta pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce;


3) Abrir debate nacional do caráter do Estado brasileiro e do destino para nosso país, definindo com mais clareza o nosso Projeto Popular para o Brasil. Vários aspectos legais não foram cumpridos no processo de privatização da Vale, isso levou a 103 ações populares previstas no processo de privatização, ações estas que foram suspensas pelo STJ no mês de setembro de 1997.

Outro problema foi a escandalosa sub-valorização da empresa, onde não foi incluído no patrimônio, dentre outros, as reservas de urânio, a extensão de terra nas fronteiras para exploração de minério, as estruturas portuárias e ferroviárias.


A Companhia Vale do Rio Doce - CVRD possui a maior frota de navios transportadores de grão do mundo, possui as principais ferrovias brasileiras, é a maior mineradora mundial de minério de ferro com reservas comprovadas de 41 bilhões de toneladas, possui uma força produtiva tecnológica e de recursos naturais consideráveis, é a principal produtora de bauxita, ouro (cujas minas, grandes e lucrativas, foram abertas pouco depois do leilão) e alumínio da América Latina, sem contar com os outros minérios que é extraído como o calcário, dolomito, fosfato, estanho, cassiterita, granito, zinco, grafita e nióbio.


Hoje, a CVRD é a maior empresa privada brasileira, a segunda maior atuando no Brasil, depois da Petrobrás.


A empresa foi criada na década de 40 por um grupo inglês, até então com o nome de Itabira Iron Ore, para cobrir a demanda da Inglaterra e dos EUA por minérios de ferro na fabricação de armas para a II Guerra Mundial.


Com a mudança na Constituição pelo Estado Novo de Vargas em 1942, o Governo proibiu o aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais por companhias estrangeiras, iniciando um processo de nacionalização.


Nos chamados “Acordos de Washington” firmados em 03/03/1942 na capital estadunidense, o governo britânico se dispunha a transferir ao governo brasileiro o controle da empresa financiando uma parte do dinheiro, exigindo em contrapartida, a cessão das bases do Nordeste para as operações das forças norte-americanas e o envio de tropas brasileiras para a II Guerra Mundial, na Europa. Ali perdemos vidas valiosas, sendo assim, não investimos na Vale somente com os recursos do Erário e sim com o sangue dos soldados brasileiros, com a coragem e com a dignidade do patriotismo.


Durante este tempo, a CVRD não somente investiu em avanços tecnológicos e de pesquisas na empresa, mas também em fins sociais, levando benefícios para a população da região onde a empresa abrange, sustentou a soberania do Brasil sobre a Amazônia e contribuiu com a proteção do meio ambiente e as comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.


A CVRD foi privatizada em 06 de maio de 1997 (no governo FHC) pelo valor de 3,3 bilhões de dólares, neste dia, houve manifestações populares nos grandes centros do país, mas o governo, agindo de forma covarde e autoritária desrespeitando a democracia, coloca um aparato policial para proibir e reprimir as manifestações contrárias ao leilão, usando de violência desmedida contra todos aqueles que se opuseram à entrega do patrimônio público.


Segundo professor e economista Aloísio Leal, da Universidade federal do Pará, seu valor estimado era de mais de 92 bilhões de dólares. Em 2006, a Vale obteve um faturamento de 46,7 bilhões de reais, ou seja, lucrou em apenas um ano, muito mais do que pagou por ela.


Entre os avaliadores da empresa para a privatização na época, estava o Banco Bradesco, que posteriormente criou a empresa chamada Bradespar para figurar no quadro de controladores de ações da CVRD, esta empresa detém 17,4% das ações. Outro integrante do conglomerado é o grupo Lintel/Lintela, formado pelos fundos de pensão da Previ detentores de 59,1% das ações, a empresa Mitsui com sede nos EUA também está no grupo com 15%.

O governo obedecendo a interesses internacionais, sem nenhuma discussão popular privatizou a Vale. Naquele momento, houve a entrega de uma das maiores heranças do povo brasileiro para o capital estrangeiro. Temos que reverter este processo, para o bem de nossos filhos e netos, devemos participar deste plebiscito votando contra a privatização da Vale do Rio Doce.

Será a demonstração do nosso sentimento de revolta e ressentimento perante toda esta traição dos governantes ao povo, pois uma coisa que não podemos deixar, é o capital estrangeiro tomar-nos o nosso solo com todas as suas riquezas, as nossas águas e as nossas florestas.

Além disso, a privatização da Vale foi inconstitucional por vender reservas de urânio, que são de propriedade exclusiva da União, alienar milhões de hectares de terras e permitir a exploração de minérios na faixa de fronteira, o que não poderia ser feito sem a aprovação do Congresso Nacional.


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segunda-feira, agosto 20, 2007




5 de outubro/2007: faltam 45 dias para vencer o prazo das concessões da Rede Globo, TV Bandeirantes e TV Record

(do Blog do Azenha, em http://viomundo.globo.com/site.php?nome=VoceEscreve&edicao=1114)
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A CONAQ - Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas se prepara para realizar no próximo dia 5 de outubro um ato para questionar o papel das concessões públicas de televisão e o oligopólio das comunicações no país.
O principal alvo da manifestação é a Rede Globo de Televisão, acusada de criminalizar e deslegitimar o movimento dos quilombolas.
O ato pretende agregar outras entidades e movimentos sociais e a idéia é que nesse dia haja um boicote à programação da Globo e que se realizem atividades nos quilombos sobre análise de mídia.
Outras organizações que defendem a democratização da comunicação planejam manifestações para o mesmo dia para reivindicar transparência na outorga e renovação das concessões de rádio e televisão.
A data foi escolhida pelas entidades pois nesse dia vencem as concessões da Rede Globo, TV Bandeirantes e TV Record.
A manifestação dos quilombolas é motivada por matérias recentes veiculadas na imprensa com conteúdo discriminatório e que contestam tanto a legitimidade das comunidades quanto o reconhecimento, pelo Incra, de territórios que foram ocupados por quilombos durante a vigência do regime escravocrata no Brasil.
O estopim da indignação foi uma reportagem veiculada no Jornal Nacional do dia 14 de maio deste ano, onde a emissora acusa a comunidade remanescente de São Francisco do Paraguaçu, em Cachoeira – BA, de falsificar documentos e, portanto, fraudar seu processo de legalização enquanto comunidade descendente, já aprovado pela Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura.
Em nota divulgada na época, a CONAQ acusava a Rede Globo de manipular os fatos em benefício dos fazendeiros locais.
A primeira iniciativa da CONAQ foi entrar com um pedido de direito de resposta contra a Rede Globo, que ainda não teve retorno. Agora, do ponto de vista jurídico, a entidade pretende procurar o Ministério Público para tomar as medidas cabíveis.
“A reportagem veiculada pela Globo foi forjada. As entrevistas com o nosso povo foram simplesmente ignoradas. Até a Rede Record chegou a fazer uma reportagem negando o que havia passado na Globo, mas por pressão dos fazendeiros, ela nem chegou a ir ao ar”, descreve Clédis Souza, uma das coordenadoras da CONAQ.
Segundo os organizadores, a manifestação do dia 5 de outubro é mais uma oportunidade para demonstrar a insatisfação dos movimentos sociais com a mídia conservadora e suas investidas contra os setores populares.
Clédis Souza diz que vários movimentos já foram contatados, como o MST e o movimento negro no sentido de se agregarem ao ato. “É importante, no dia 5 de outubro, que mostremos que também temos força para questionar esta emissora, fazendo um boicote que crie repercussão”, conta.
Confira o manifesto elaborado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas:
CARTA CONVOCATÓRIA
A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas - CONAQ, entidade representativa das comunidades quilombolas de todos os estados da Federação, convoca todas as entidades e movimentos sociais para construir o Dia Nacional de Repúdio à Emissora Rede Globo de Televisão.
A nossa proposta é que o próximo dia 05 de outubro de 2007 fique marcado pela manifestação "GLOBO, A GENTE NÃO SE VÊ POR AQUI!", que irá expressar a indignação dos movimentos sociais criminalizados, direto ou indiretamente, por essa emissora.
Nós, quilombolas, estamos vivenciando, como outros movimentos, de uma investida da REDE GLOBO com matérias que negam a nossa identidade étnica e contra o decreto 4887/03, que regulamenta o processo de titulação dos territórios de quilombos.
Questionamos:
O jornalismo da Rede Globo, pois possui uma postura tendenciosa a serviço das oligarquias, cujos interesses sempre entram em conflito com os interesses das classes populares;
A formação da opinião pública dessa mídia, já que essas matérias acabam contribuindo para um maior desconhecimento da luta dos quilombolas e de outras lutas, desarticulando os diversos movimentos;
O ineficiente controle que todos os poderes públicos e sociedade possuem em relação a esta emissora, já que não se sabe quando se renova as suas concessões, não há fiscalização se os Direitos de Respostas são cumpridos, não há punições em relação às distorções cometidas, entre outras.
Sugerimos que neste dia (05 de outubro) sejam realizadas atividades, nas quais se discutam sobre o papel da Rede Globo na sociedade brasileira, analisando como essa emissora desrespeita a diversidade dos movimentos sociais e de entidades.
A nossa postura política representa um ato de repúdio ao abuso de um grupo de mídia privado que se utiliza da concessão pública para descredibilizar aqueles e aquelas, que há mais de 500 anos, constroem a história desse país.


(Henrique Costa - Observatório do Direito à Comunicação."




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domingo, agosto 19, 2007








De que se defendem ainda, esses Gullar-cansados, Urariano, meu poeta?

Há algo, nessa militância antidemocrática e suicida dos DES-jornais brasileiros, que corrompe tudo, no campo da mídia brasileira, golpista, no Brasil, há 50 anos. Corrompe os DES-jornalistas, os DES-jornais e o DES-jornalismo.

Há algum enigma oculto do Brasil, que permanece oculto de todos, e que só os mais pobres intuem. Só o monstro-multidão intui, conhece, vê. E esse enigma oculto do Brasil é impenetrável para os letrados brasileiros. Todos eles, e não se safa um, ou, pelo menos, não se safa um dos que se deixem publicar nos DES-jornais brasileiros. E esse enigma é apenas parcialmente visível para alguns.

Na multidão -- e só na multidão -- vez ou outra, em 2007, ainda se ouvem falas de decifração desse enigma oculto do Brasil. E a luta, assim, pode continuar e continua. Assim o Brasil elegeu Lula: Lula é o enigma decifrado... mas o Brasil ainda não sabe falar sobre a decifração do enigma.

Enquanto não o decifrarmos completamente, esse enigma oculto do Brasil continuará a corromper todo o jornalismo, os jornalistas e os jornais, no Brasil, nessa militância suicida que se vê hoje, de tantos autoproclamados 'intelectuais' brasileiros, todos tão rapidamente seqüestrados para essa vergonhosa, escandalosa, obscena mídia de DES-jornalão que, no Brasil, é o segundo maior sorvedouro que há, da inteligência viva do Brasil; a mídia de DES-jornalão é o segundo maior sorvedouro da inteligência viva do Brasil, porque o primeiro sorvedouro-ataúde da inteligência viva do Brasil é a DES-universidade que há aqui.

Seja a DES-universidade sejam os DES-jornais, no Brasil-2007, essas vozes-do-enigma são as vozes dessa dita 'elite', mas que também é uma DES-elite. Não há elite cansada. Nunca houve. Não pode haver. Elite é potência, ou não é elite.

Os cansados-2007, que se fazem anunciar, que anunciam o próprio cansaço em anúncios de página inteira no Estadão -- e anúncios pagos pela OAB-SP (e dificilmente se imaginaria DES-elite mais totalmente pirada, tosca, violenta, burra, salafrária, golpista, idiota, simples, simplória, feia, velha-sem-sabedoria-ou-grandeza, no frigir dos ovos) são o avesso de qualquer elite. Vivem hoje escondidos, DES-mostrados... e são os primeiros a não ver o papel patético que fazem, primeiro, frente aos muitos pobres potentes, que estão mudando o Brasil. Mas ainda faltam, aos pobres potentes do Brasil todos os discursos. Temos a potência para transformar, mas ainda não alcançamos a palavra que transforma. Essa luta tem de prosseguir e prossegue. No pasarán!

Escrevi tudo isso, pq Ferreira Gullar já foi um bom poeta. Foi e é importante lembrar que foi. Porque, sem lembrarmos que Gullar já um bom poeta, sim, em 1975, no "Poema Sujo", ficamos sem meios para saber o quanto Gullar deixou de ser. Porque, depois, Gullar sujou-se, ele também, na imundície dos anos ditos 'neoliberais' no Brasil.

Além do mais, a poesia, a importância da poesia, a necessidade urgente, desesperada, absoluta de poesia, sempre, me obriga (ME OBRIGA!) a registrar aqui, O Ferreira Gullar de 1975 que ainda tinha perguntas importantes a fazer, primeiro, a ele mesmo. E que, depois, deixou-se matar, engolido, patético, triste, sem vida, morto, senil, nesse DES-jornalismo patético, triste, sem vida que é o DES-jornalismo, no Brasil-2007.

Vejam aí:

"Como se não bastasse o pouco dinheiro, a lâmpada fraca,O perfume ordinário, o amor escasso, as goteiras no inverno.E as formigas brotando aos milhões negras como golfadas dedentro da parede (como se aquilo fosse a essência da casa)

E todos buscavam
num sorriso num gesto
nas conversas da esquina
no coito em pé na calçada escura do Quartel
no adultério
no roubo
a decifração do enigma
- Que faço entre coisas?
- De que me defendo?"


Caia Fittipaldi

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escrito e enviado por Urariano Mota

Ferreira Gullar é o mais novo humorista da nossa risível imprensa. Mas tenho sérios motivos para crer que o seu humorismo é involuntário, porque ele desperta risos sem se dar conta. Em dúvida, leiam o primeiro parágrafo, a primeira frase, a grande abertura do seu artigo na Folha de São Paulo deste domingo:

"AO CONTRÁRIO do PT, que só avaliza pesquisa de opinião quando ela o favorece, acredito que Lula conta mesmo com o apoio da maioria da população".

Ferreira Gullar merece o Nobel por esse ridículo mais ridículo dos ridículos já perpretados por um escritor na decadência. Depois de duas eleições para a presidência, depois de todas as pesquisas de todos os institutos de pesquisa, de diferentes momentos, crises, depois de, ufa, enfim, ele se convenceu de que Lula "conta mesmo com o apoio da maioria da população"! Viva, Gullar ficou estúpido mas ainda não é cego. Ainda não bate o pino. Salvo melhor juízo.




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sábado, agosto 18, 2007










Boicote a Philips continua por tempo indeterminado
Sebastião Bisneto



O senador João Vicente Claudino declarou durante o "Dia de Filiação do PTB" que o boicote do grupo Claudino aos produtos da Philips no Piauí continua por tempo indeterminado. As mercadorias foram retiradas das prateleiras das lojas do Armazém Paraíba na manhã de sábado. Para o senador, as declarações de Paulo Zottolo são inaceitáveis.

"Não podemos aceitar, em pleno século 21, uma opinião tão negativa. Como político e como empresário já manifestamos nossa opinião. O protesto é por tempo indefinido a não ser que haja uma atitude mais forte que uma simples retratação da empresa", opinou JVC.

O senador lembrou que essa não é a primeira vez que Zottolo debocha do Piauí. Segundo João Vicente Claudino, em 2005, o empresário fez comentários negativos com Teresina ao conceder entrevista a revista Istoé.

JVC disse ainda que o boicote a Philips já repercute em outros estados do Nordeste.


Confira a matéria completa na edição deste domingo do jornal O DIA ou acesse a versão eletrônica do impresso em www.portalodia.com/jornal Publicado em 18/8/2007 11:47:24Hérlon Moraes/ O DIA

http://www.portalodia.com/notmanchete.asp?ID=15404




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quinta-feira, agosto 16, 2007




ISSO NÃO DEU NA FOLHA DE S.Paulo!

Acorda, Ombudsman!


Cúria Metropolitana de São Paulo
Vicariato da Comunicação – Arquidiocese de São Paulo
Av. Higienópolis, 890 – Fone (11) 3826-0133 – Fax 3825-4414
vicariatocom@uol.com.br - http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/

Para: SECRETÁRIO DE REDAÇÃO – Chefe de Reportagem

De: VICARIATO DA COMUNICAÇÃO – Arquidiocese de São Paulo
Ref.: NOTA À IMPRENSA SOBRE MANIFESTAÇÃO DO MOVIMENTO CANSEI

Nota em relação à manifestação organizada pelo movimento Cansei a ser realizada na próxima sexta-feira, dia 17 de agosto.

A Arquidiocese de São Paulo esclarece: a autorização do uso da Catedral da Sé não partiu do arcebispo Dom Odilo Scherer.

A Arquidiocese não desautoriza o movimento, mas deixa claro que não encabeça o protesto e nem participa de sua organização.

A Arquidiocese de São Paulo já participou do ato inter-religioso pelas vítimas do acidente da TAM e também celebrou missa pelos falecidos daquele trágico acidente. Renova sua solidariedade para com os familiares das vítimas e suas preces pelos que perderam suas vidas no acidente.

Agradecemos e nos colocamos à disposição para mais informações.

Arquidiocese de São Paulo, Vicariato da Comunicação

São Paulo, 15 de agosto de 2007


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quarta-feira, agosto 15, 2007





"Cansei": a Profanação da Catedral de SP
Reverendíssimo Senhor Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer,
Quem recebe o convite para o ato político do chamado movimento "Cansei", oficialmente denominado "Cívico pelo Direito dos Brasileiros", informa-se de que terá como palco, no dia 17, às 13 horas, a Catedral da Sé. A central do MCDB e a secretaria da Catedral confirmam a notícia.
Posso vos dizer que cerro fileira entre os "pecadores", pois nem sempre freqüento as missas dominicais e, raramente, tomo parte na Eucaristia. Ainda assim, sinto-me católico. Fui batizado no Brás, numa paróquia de "nostra gente" que tinha sido inaugurada semanas antes. Minha mãe era uma italiana politizada, de esquerda, mas também crentíssima. Segundo ela, a passagem para a sociedade socialista passava por uma adesão espiritual à doutrina solidária do Cristo.
Ali, na Polignano a Mare, também recebemos outros sacramentos. Passados tantos anos, se há bom lugar em Roma para se meditar é na Basílica, aos pés da estátua de Santa Verônica, ela mesma uma espécie de emocionada fotógrafa do calvário.
Hoje, portanto, estarrece-me descobrir que a Arquidiocese de São Paulo franqueou nossa Catedral para que um movimento politizado, oportunista e de natureza golpista realizasse um "ato ecumênico".
Só encontro um nome para designar vossa atitude: "profanação".
Todos sabem que o referido movimento tem caráter político partidário. Está fundado numa indignação seletiva e egoísta. Esses mesmos barões jamais estenderam as mãos, cheias de anéis de ouro, ao povo de rua, aos favelizados, aos mal-nutridos e aos desvalidos de nossa arquidiocese. À parte seus chás beneficentes, tertúlias de vaidade e ostentação, jamais se engajaram nas lutas de nossa comunidade pela democracia e pela inclusão social.
Enquanto Dom Paulo Evaristo Arns enfrentava a mão de chumbo da ditadura militar, esses mesmos fariseus embusteiros enriqueciam às custas do "milagre econômico". Alguns até mesmo se divertiam com as sessões de tortura promovida pela Operação Bandeirante. Enquanto Herzog era morto, os mesmos colecionadores de poodles cor-de-rosa se confraternizavam com champagne importada nas sessões noturnas do J. Clube.
Vossa conduta em ofertar espaço sagrado à celebração da iniqüidade reconstrói um grave pecado da Igreja de São Paulo. Em 19 de Março de 1.964, muitos dos clérigos da terra bandeirante participaram da Marcha da Família com Deus pela Liberdade . Seguiram o padre Patrick Peyton, norte-americano, uma versão sessentina de Caifaz, num dos atos que culminou, dias depois, no grave atentado à democracia brasileira.
Desse grave deslize, redimiu-se a Igreja pela ação moderadora de Dom Paulo e pelas ações pastorais de prelados como Dom Celso Queiroz, Dom Angelico Bernardino e do santo Dom Luciano Mendes de Almeida, que conheci em Roma, na década de 70.
Hoje, entretanto, mais uma vez o pêndulo da história desvia a instituição para o campo da prevaricação política. Magoados, assistimos a vossa participação num movimento oportunista, de revanche eleitoral fora de hora, que utiliza como pretexto a dor das famílias que perderam entes queridos no acidente com o avião da TAM, em 17 de Julho. A moral dos que se apropriam desse sofrimento tem relação com os sepulcros caiados, cujo sentido os homens de fé tão bem conhecem.
Pode-se argumentar que o ato ecumênico será DENTRO da Catedral, mas que a manifestação política será FORA do templo. Francamente, com todo respeito, trata-se de argumento velhaco. Na verdade, é o mesmo ato, o mesmo ritual, a mesma celebração, com sutil transferência para palco contíguo.
Cabe vos lembrar o que disse o Papa Bento XVI aos Núncios Apóstolicos nos países da América Latina, em fevereiro passado:
De modo particular, sinto o dever de afirmar que não compete aos eclesiásticos gerir agregações sociais ou políticas, mas sim a leigos maduros e professionalmente preparados.
Se não sou desrespeitoso, arrisco vos lembrar de outra fala do Sumo Pontífice, reproduzida em 2005 por jornais da capital paulista:
Deve-se evitar a unilateralidade provocada pela tendência a uma práxis que privilegia os caminhos aparentemente rápidos, políticos. Esquece-se, dessa forma, da estrutura profunda que deve se encontrar à base de qualquer empenho pastoral.
Ainda que se possa divergir de alguns pensamentos do Papa Bento XVI, esperamos, no mínimo, que haja, de vossa parte, coerência. Se tão fustigada foi a Teologia da Libertação, posto que se criticava o engajamento do clero em assuntos políticos-sociais, por que haveria, agora, a Igreja de emprestar seu aval a um movimento que prega a ruptura institucional?
Eu e muitos outros católicos de coração sentimo-nos, pois, ofendidos, traídos e agredidos. Emprestar, por menos que seja, energia ao oportunismo dos se aproveitam politicamente das vicissitudes alheias constitui-se, caros prelados, em gravíssimo delito. Isso pesará em vossas histórias. Que Deus de vós tenha compaixão.


* Uma cópia desta carta está sendo enviada ao Sumo Pontífice.


Mauro Carrara - Jornalista
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Repudiamos Profanação religiosa

Prezados amigos,

Nós, membros coordenadores da Comunidade Brasil Soberano, com mais de 3.400 membros na Internet brasileira, especialmente com brasileiros no Exterior, repudiamos veementemente o uso de um templo religioso para propaganda política contra o governo legalmente constituído da República Federativa do Brasil.

Não importa o credo, pois muitos de nós não somos católicos, o importante é que as casas de oração sejam preservadas. O grupo "Cansei" tem a evidente intenção de confrontar o presidente da República e de criar um clima de animosidade, que somente fará mal a nosso amado país.

No Exterior, temos visto com simpatia as ações do presidente Lula, ainda que muito tenha de ser feito. Ao menos já temos uma lei que reconhece os direitos dos brasileirinhos nascidos fora do território, no que foi importante a participação do Sr. Celso Amorim.

Consideramos falta de respeito a apropriação de um local importante para a história do Brasil, como a Catedral da Sé, em São Paulo, ser agora local de comício para pessoas do naipe de João Dória Filho e Hebe Camargo, que nada acrescentam à luta por tornar nosso país soberano.

Coordenação Comunidade Brasil Soberano.

15/08/2.007 - Paris - França

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terça-feira, agosto 14, 2007

DEU CHOQUE





fonte: http://www.bluebus.com.br/

Noticia do Blue Bus


Matriz holandesa pressiona presidente da Philips br por 'movimento' 11:00


Está na ediçao 3194 do Relatorio Reservado q circula entre os assinantes. O presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo, está sendo pressionado pela matriz, holandesa, pela adesao da filial brasileira ao movimento 'Cansei' - "Os dirigentes do grupo na Holanda exigiram o desligamento do nome da Philips de qualquer material ou evento alusivo à campanha" - revela. Diz Relatorio - "A voluntariosa e desastrada postura de Zottolo, resultou em considerável desgaste institucional para a companhia. A repercussao virou, inclusive, agenda diplomática. A Embaixada da Holanda no Brasil teve de entrar no circuito para desfazer o profundo mal-estar que a postura da Philips gerou junto ao Palácio do Planalto" - informa. 14/08 Blue Bus


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A CRISE DA GLOBO





Qual crise?

Olmo Xavier é arquiteto e urbanista

É acintosa a hipocrisia quando o tema é "crise aérea". O debate é necessário. Porém, por que não fazê-lo também sobre outras crises que há muito mais tempo assolam milhões de homens e mulheres diariamente? São incontáveis as horas úteis perdidas por trabalhadores e estudantes de todas as idades nos ônibus, trens e barcos do Brasil. É bom ressaltar que não se trata de uma crise constatada nos últimos 10 meses e sim, nas últimas décadas.

São veículos, na sua maioria, inadequados ao transporte de pessoas, verdadeiros caminhões encarroçados na forma de ônibus, e em péssimo estado de conservação. Estou falando de ônibus e trens que chovem dentro durante a chuva; que sujam e rasgam a roupa do trabalhador; de 10 pessoas por metro quadrado, o que só é comparável a gaiolas que transportam bois e porcos do local de suas engordas ao matadouro; de veículos que quebram e de viagens que não chegam a acontecer; de uma gestão pública que não se apresenta nunca; de artifícios desenhados para ampliar o lucro de empresários, alongando intervalos, superlotando veículos e atrasando a vida do passageiro.

O curioso é que nunca vimos alguém defender a necessidade da criação de CPI's para discutir o assunto. Os jornais falados, escritos e televisados sequer tangenciam o tema em suas pautas. A não ser quando a crise do transporte público afeta o ir e vir dos cidadãos um pouco mais nobres, como os que conseguem se deslocar com seus próprios veículos. Em uma greve recente dos metroviários na cidade de São Paulo um repórter alardeou na televisão: "O trânsito da cidade está caótico com a greve dos metroviários". Se não fosse pelo caos no trânsito, era bem possível não sabermos que o metrô parou, três vezes só neste ano, na maior cidade brasileira.

Isso se dá, pura e simplesmente, pelo fato de os brasileiros que utilizam os serviços de transporte coletivo serem, na maioria, cidadãos pertencentes às classe C e D, carentes de canais para denunciar os seus problemas cotidianos. Os cidadãos da classe E andam a pé por não ter condições de arcar com o preço das tarifas.

O ciclo é tão vicioso, que nós fomos convencidos que pessoas classificadas nas classes A e B valem mais que as demais. Se um usuário de transporte público for entrevistado no interior de um terminal de ônibus urbano em qualquer cidade brasileira, ele irá discorrer sobre a crise aérea com mais propriedade do que falaria sobre as causas das mazelas que enfrenta em seus deslocamentos diários. Mesmo que nunca tenha pisado em um aeroporto. Por quê?

Esta orquestra tem um maestro: a mídia. No contexto sócio- econômico-cultural de país em desenvolvimento, a mídia exibe uma força descomunal e um imenso poder de persuasão. Cabe lembrar que em países como França, Inglaterra e os Estados Unidos, esse poder diminuiu na medida em que a democracia se fortaleceu. A sociedade passa a se balizar em mais variadas fontes de informação. Aqui, a mídia tenta reger a sociedade e os políticos. Aqui a mídia causa.

O setor aéreo tem passado por grandes transformações nos últimos anos. O número de passageiros se multiplicou com o início de um processo de "deselitização" do transporte aéreo, previsível no cenário de melhor distribuição de renda e relativo crescimento econômico. Em 2000, Congonhas, em São Paulo, recebeu 10 milhões de passageiros e o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, 5 milhões. Em 2006, 18 e 9,6 milhões, respectivamente. Em todo o país, o crescimento também foi expressivo. Em 2003, eram 72 milhões, no ano passado,esse número chegou a 102 milhões. Curiosamente, o número de aeronaves das maiores companhias caiu de 350 em 2001 para 265 hoje.

A infra-estrutura, de fato, não acompanhou a velocidade desse processo e deixa a desejar em vários aspectos. Porém, as apurações dos dois trágicos acidentes que mataram quase 400 pessoas, apontam para falha humana ou mecânica como causas dos desastres. Ou seja, a crise não merece o status de caos nacional, diante dos enormes problemas sociais que temos. Respostas precisam ser dadas. Mas outras muitas perguntas estão lançadas.
Como aceitar quem, a cada dois dias, morram em acidentes de trânsito no País o equivalente a uma tragédia com o avião da TAM, cheio de gente? Quanto isto custa para nós em dores e em dólares?

Serviços essenciais a todos os brasileiros como saúde, educação, moradia, alimentação, transporte público, segurança, lazer e, inclusive, o sistema de transporte aéreo merecem toda nossa atenção e empenho. Não podemos esmorecer alegando cansaço como alguns. A luta é árdua e a estrada é longa.


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segunda-feira, agosto 13, 2007

GALINHAS EM PÂNICO




"A CLASSE MÉDIA ALTA É A MAIS BAIXA"

Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 605

"A classe média alta é a mais baixa da população. Ela está tão desesperada que corre atrás de qualquer coisa que se diga... O método de produzir a decadência para depois corrigir, a idéia do ‘quanto pior melhor’, é elaborado pela classe dominante. A classe dominante no Brasil é a mais pobre. A exigência de uma cidade como São Paulo é habitação, transporte e saúde.
A questão dos transportes é fundamental.... queimar petróleo para transportar uma pessoa de 60 quilos numa lataria de 700 quilos, que não anda, é um erro grave.
Acho que até isso não é assunto para mim, mas para Borges, Cortazar, Rabelais. Quando ouço, no rádio, que são 157,8 quilômetros de congestionamento, penso na linguagem de descalabros de Rabelais.
A classe chamada alta produz o seu próprio desastre. Você abandonou a cidade e a população pobre ocupou-a. Você abandona a cidade e funda outra, como Alphaville, porque teme a liberdade. A avenida São Luís, feita de habitações de alto luxo, não durou 15 anos.
Essa classe não lê, ou seja, ela está degenerada.
... acho que eles têm absoluta consciência e estão desesperados. É o imobilismo do aflito, como o naufrágio do Titanic: a orquestra não parou de tocar.
Acho que é essa consciência do próprio desastre que forma estados patológicos como o pânico. São pessoas que já não respeitam o outro. Estão num estado de delírio.
O mercado é um horizonte falso e, se ficar no comando do processo, só produzirá asneiras como os neoclássicos."
. Esses são alguns, poucos, trechos da entrevista que o genial arquiteto Paulo Mendes da Rocha concedeu a Ana Paula Sousa, da Carta Capital.


. Clique aqui para ler a íntegra da entrevista.


sexta-feira, agosto 10, 2007




Por Max Altman

A verdade desmente Elio Gaspari


Ao contrário do que escreveu Elio Gaspari em sua coluna na Folha de S. Paulo deste domingo, 5 de agosto, de que "Lula colocou o Estado brasileiro a serviço da polícia política de Fidel Castro, como resultado da detenção e do anunciado repatriamento dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara", o presidente brasileiro determinou ao delegado da Polícia Federal em Niterói, Felício Laterça, que informasse os atletas de que tinham direito de formalizar um pedido de refúgio ao Brasil. E que não só informasse mas que insistisse bastante nessa possibilidade. Legalmente quando se pede refúgio, aguarda-se no país a tramitação e o julgamento que é feito por um órgão independente das Nações Unidas e não pela justiça do país hospedeiro.


Ao contrário também do que informa o sr. Gaspari de que os "dois foram detidos pela polícia no litoral do Rio, levados para um quartel da PM, transferidos para a Polícia Federal e colocados sob vigilância policial", Rigondeaux e Lara ficaram hospedados num hotel em Niterói entre quinta-feira e sábado, quando retornaram a Cuba em vôo fretado pelo governo cubano, decolando do Aeroporto Internacional do Galeão em torno das 21h00 de sábado, 4 de agosto.


Foi no ambiente tranqüilo do hotel e não numa dependência carcerária da Polícia Federal, como insinua o sr. Gaspari, que o delegado Laterça declarou à imprensa "eles estavam ótimos emocionalmente. Pareciam exultantes e felizes com a viagem de volta. Sabem que são grandes atletas. Não estão com medo de retaliações. Acho que foram vítimas da empresa alemã. Um deles me disse: 'Há 11 milhões de cubanos a minha espera em Havana'. Insisti com eles, conversamos muito, mas não quiseram fazer o pedido de refugiados".


O sr. Gaspari afirma que a atividade esportiva "na ditadura cubana é compulsoriamente estatal". Afirmação raivosa e caluniosa. Na verdade, em Cuba, o esporte, como a educação, a saúde, o lazer, a arte, é um direito de todo cidadão, desde a mais tenra idade. E esse direito é levado a sério. Os índices dos diversos organismos das Nações Unidas comprovam-no. A excelência desportiva de Cuba, um país com pouco mais de 11 milhões de habitantes, decorre da universalidade da prática desse direito, os atletas sendo descobertos, formados e preparados para as competições de alto nível por uma imensa legião de treinadores, professores de educação física, fisicultores, médicos, psicólogos, etc. O esporte em Cuba é essencialmente amador. Ninguém assina contrato para conseguir mais dinheiro. Se é verdade que alguns desportistas cubanos, especialmente no beisebol, atraídos pelos aliciadores norte-americanos ao preço de muitos dólares, deixaram seu país para viver profissionalmente do esporte, a imensa maioria, entre a qual alguns heróis do esporte universal que deixaram sua marca histórica, como Javier Sottomayor e Alberto Juantorena (atletismo), Teófilo Stevenson e Félix Savón (boxe), Regla Torres e Mireya (vôlei) rejeitaram o saco de dinheiro, preferindo ficar ao lado de seus companheiros de disputa e do povo cubano.


O murmúrio do sr. Gaspari de que "Fidel Castro chamou sua delegação de volta antes da festa de encerramento do Pan porque farejou fuga em massa de atletas" já se calou de todo diante dos fatos. Esse murmúrio, que a Globo trombeteou enquanto pôde, foi desmentido, não por esta estação que escondeu vergonhosamente a realidade e sim pela concorrente Bandeirantes que exibiu inúmeros atletas cubanos desfilando no Maracanã na festa de encerramento.


Diz finalmente o articulista, em fecho digno de seus colegas que militam na imprensa de Miami, que "o aparelho do Estado brasileiro deteve Rigondeaux e Lara a serviço da repressão cubana." As agências internacionais dão conta que os pugilistas encontraram-se com seus familiares numa casa de visita e colocaram-se à disposição da imprensa local e internacional.


A respeito da repressão vale a pena ler as observações de Fidel Castro, antecipando-se aos comentários maliciosos e mendazes que fatalmente viriam: "A esses cidadãos não lhes espera prisão de nenhum tipo, muito menos os métodos que o governo dos Estados Unidos utiliza em Abu Ghraib e Guantânamo. ... Serão oferecidas a eles tarefas dignas e em favor do esporte de acordo com seus conhecimentos e experiência. As autoridades brasileiras podem ficar tranqüilas diante das inevitáveis campanhas dos adversários. Cuba sabe comportar-se à altura das circunstâncias." O resto é conversa fiada, como diz o próprio Elio Gaspari.


Rigondeaux e Lara ouvirão críticas e queixas de seus companheiros de equipe. Foram duas medalhas de ouro quase seguras. Contudo, estou convencido, disputarão em Pequim os Jogos Olímpicos de 2008. Quando menos, para limpar a própria barra.


Quanto ao Ahmet Öner, turco baseado na Alemanha, sócio do Arena-Box Promotion, que admitiu ter bancado a suposta deserção valendo-se de um evento esportivo realizado em cidade brasileira, espero que a polícia o capture e o coloque à disposição da justiça por crime de aliciamento e correlatos.


Max Altman é advogado e militante petista.



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quinta-feira, agosto 09, 2007

A GRANDE MÍDIA ENCURRALADA


NO BLOG DO AZENHA E NO BLOG DO NASSIF



Menos é mais: Rádio parede, minha sugestão aos que cansaram da mídia que omite, distorce e engana o público


http://viomundo.globo.com/

Vi lá em Oaxaca, no México, onde a Associação Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) enfrenta um governador do PRI (o Democratas deles), Ulises Ruiz Ortiz, métodos inusitados de mobilização diante de um político que tem apoio de tropas, do governo federal e da grande mídia.

O La Jornada, jornal de esquerda, batizou de rádio parede.

Grafiteiros, alunos de artes plásticas e pessoas que têm talento para o desenho são convocados a criar símbolos para o movimento.

Eles são reproduzidos em camisetas, em faixas, placas e paredes das casas de manifestantes.



Toda cidade do interior do estado parece ter um destes símbolos num lugar de grande movimento popular.

E o dinheiro?

Todo fim-de-semana, na praça central de Oaxaca, a APPO promove uma espécie de quermesse.

Um dos desafios é preencher o chamado "quilômetro do peso", mil metros que as pessoas vão cobrindo com notas e moedas.



Oaxaca tem uns dez jornais.

O Tiempo se promove falando em "periodismo independiente".

Mas é um nojo, como a maior parte da mídia golpista brasileira.

A Televisa não cobre os acontecimentos, a não ser para acusar a APPO de promover "a baderna".

Curiosamente, a "baderna" da APPO já provocou mais de 20 mortes, desaparecimentos e dezenas de prisioneiros políticos.

E as vítimas são todas da APPO.

Quem viaja pela região de Oaxaca vai descobrindo, nas pequenas cidades e nas feiras semanais, cartazes de apoio à APPO aqui e ali.

É a região majoritariamente indígena do México.

E, como vocês sabem, assim como para a mídia brasileira nordestino pobre que vota em Lula não é gente, no México índio que apóia a APPO também não conta.

A Televisa está para o México assim como a TV Globo, especialmente nos últimos meses, está para o Brasil.

Há um tremendo fosso entre o que se vê no ar e o país real.

Como a Televisa não apresenta a versão real dos fatos, o grande hit na praça central de Oaxaca são vídeos produzidos por câmeras amadores que registram a repressão policial e entrevistas sem edição sacana com os líderes e participantes do movimento.

Eles são reproduzidos continuamente em aparelhos de tv e estão à venda por alguns trocados.



E há, ainda, o varal de fotos e jornais.

Traduzindo para a realidade brasileira: quer ler O Globo, mas só a página de esportes?

Tudo bem, leia na praça.

O jornal fica pendurado lá.

Todo mundo pode ler.

É uma forma de boicote aos jornais que mentem e deturpam informação sem privar os leitores de uma leitura diária.

Não quer assinar? Leia o jornal na praça.

Há, também, um varal com as notícias mentirosas ou deturpadas.

Os ativistas destacam os trechos que trazem falsidades e acrescentam, num texto à parte, sua versão para os fatos.



Parece tudo rudimentar, não é mesmo?

Foi o jeito que a APPO encontrou de se comunicar com seus militantes.

Nada de jornais coloridos e vídeos super-editados.

Comunicação caseira.

Afinal, você acha que um zapoteca tem alguma intimidade com o glamour de um estúdio de acrílico ou com as loiras oxigenadas da Televisa?

Tem nada, sente-se mais à vontade lendo um folheto mimeografado.

Quer ver alguns vídeos de Oaxaca?




Publicado em 6 de agosto de 2007

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A notícia órfã
http://luisnassif.blig.ig.com.br/

Ontem o Ali Kamel publicou uma coluna na página de Opinião do “Globo”, “A grande imprensa”.

Sobre a cobertura do acidente da TAM, Kamel se defende: “A grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim”.


“Testando hipóteses” é outro nome para falta de discernimento. Em qualquer cobertura competente, enquanto o quadro não está claro montam-se cenários de investigação, análise de probabilidade, linhas de investigação. Evitam-se afirmações peremptórias, e apela-se para a criatividade para produzir manchetes de impacto sem recorrer conclusões taxativas.


De cara, se poderiam alinhavar várias possibilidades para o acidente da TAM, que seriam o ponto de partida. Toda a cobertura seguiria esse roteiro, procurando checar a probabilidade de ocorrência de cada possibilidade ou delas combinadas. A partir daí, o Sr Fato se incumbiria de descartar algumas hipóteses e reforçar outras.


O “testando hipóteses” do Kamel consistia em bancar aposta total na Hipótese A. Dias depois, esquecer a Hipótese A e bancar toda a aposta na Hipótese B. Depois, na Hipótese C, até acertar. Mas não houve acerto. A resposta final – a degravação dos diálogos na cabine – eliminou todas as hipóteses anteriores. E aí se entra no modelo de gestão da notícia adotado pelas Organizações Globo. De alguns anos para cá resolveu-se homogeneizar o entendimentos dos jornalistas em relação aos temas de cobertura.


Esse papel doutrinário coube a Kamel Não sei qual é a experiência de Kamel no front da reportagem. Mas foram dois os resultados.


Primeiro, acabou-se com a diversidade de enfoques, marca de jornalismo plural.


Segundo, perdeu-se o sentimento da rua, o sentido da reportagem. Os repórteres passaram a subordinar a cobertura aos desígnios do “aquário” Houve um divórcio dos pais – o “pai” “aquário” e a mãe reportagem – e o resultado deixou a notícia órfã.


Nem vale a pena comentar as acusações generalizantes e conspiratórias de Kamel, na seqüencia do artigo, contra os críticos da cobertura. Ele não está escrevendo para os leitores. Apenas se justificando para os donos da empresa.


enviada por Luis Nassif


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quarta-feira, agosto 08, 2007




Uma resposta ao artigo de Ali Kamel, que fala pela TV Globo


- por Renato Rovai, Revista Fórum


Hoje Ali Kamel, atual diretor executivo do jornalismo da Rede Globo, publica artigo no jornal carioca do grupo. O título: “A grande imprensa”. Ali Kamel também é autor do livro: “Não somos racistas”. Curiosamente, na capa, as letras do título explodem num fundo branco, bem branquinho.


Nesse seu trabalho de “investigação intelectual” a tese de fundo é a de que as diferenças se resolvem com educação e saúde de qualidade para todos. Ou seja, segundo ele, quando brancos e negros tiverem as mesmas condições, não haverá desigualdade. Foram umas 200 páginas para provar tal tese.


Faço-lhe duas perguntas:


1 - Por que os negros ganham correspondentes a 53% do salário dos brancos com o mesmo nível educacional?


2 -Por que a distância percentual entre o salário de brancos e negros aumenta quanto maior o nível escolar de ambos os grupos?


Como é autor de um livro sobre o tema, talvez esteja disposto ao debate. Há muita gente disposta, tenho certeza, mas se preferir fazê-lo comigo, aqui estamos. Não sou especialista, mas, sinceramente, você também não é.


Mas de comunicação Ali Kamel deve entender ou não seria diretor executivo do jornalismo da TV Globo. Como do tema também entendo um pouco, ao debate.


Ele se diz preocupado com os ataques que a “grande imprensa” está sofrendo. Separei alguns trechos do artigo, para que o leitor possa fazer suas comparações. Duvido que ele fizesse o mesmo na democrática Globo ou no democrático jornal da família.


Falaria sozinho.


Diz Kamel: “A grande imprensa está sob ataque. Não do público, que continua considerando o jornalismo que aqui se produz como algo de extrema confiabilidade, conforme atestam pesquisas de opinião recentes. Os ataques vêm de setores autoritários e antidemocráticos, que, diante do noticiário, sentem-se ameaçados.”


Digo eu: Primeiro, a grande imprensa deixou de ser grande faz tempo. Só ela mesma e o pessoal que articula a comunicação no governo Lula é que acreditam nisso. Quanto à confiabilidade e a credibilidade dessa parte da mídia, piada. Se a população acreditasse na mídia comercial teria ido à rua derrubar Lula em 2006. Ela utilizou toda a sua “credibilidade e confiabilidade” para que isso se realizasse. Perdeu. Se quiser saber um pouco mais de credibilidade e confiabilidade na mídia comercial, pode ler Midiático Poder – O Caso Venezuela e a Guerrilha Informativa. Sou o autor do livro, mas as histórias são da mídia. Lá tem algumas a respeito da cobertura do Jornal Nacional e do Jornal da Globo no dia do golpe midiático-militar contra Hugo Chávez.


Diz Kamel: “Costumam seguir o seguinte padrão: mentem, atribuem à grande imprensa coisas que ela não fez e denunciam conspirações que não existem. Sempre num tom indignado, dourando a grita com defesas "apaixonadas" da liberdade de expressão e do que chamam de democratização da mídia. Um disfarce.”


Digo eu: Apresente as teses mentirosas dessa mídia que tanto lhe incomoda e que lhe motivou a escrever tal artigo, que daqui listo as “conspirações” que você considera falsas. Por favor, usando documentos ou depoimentos que não sejam em off. Assim não vale. Jornalismo, Kamel, jornalismo. Quanto à tese de democratização da mídia, por acaso a preocupação se deve ao fato de as concessões da TV Globo vencerem em outubro? Se for, lhe digo, estaremos fazendo campanha, sim, para levar o Brasil ao primeiro mundo. Não é isso o que os senhores querem?


Vamos fazer campanha para que a legislação das comunicações no Brasil adote padrão que não seja o das capitanias hereditárias e da barganha política. Isso é disfarce? Disfarce é o que vem a seguir.


Diz Kamel: “Às vezes, publicam livros, financiados por partidos, com estudos pseudocientíficos como os que tentam demonstrar que, em 2006, os jornais penderam pesadamente a favor de [Geraldo] Alckmin e contra Lula, no noticiário eleitoral. Tais estudos se esquecem apenas de contar que todo o noticiário sobre o mensalão e outros escândalos foi considerado prova de desequilíbrio contra Lula. Ora, se é assim, qual seria a alternativa para que o estudo apontasse equilíbrio? Não noticiar os escândalos? Mas isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção.”


Digo eu: Coragem, Kamel, nome aos bois. Diga com todas as letras que está tratando do livro A mídia e as eleições de 2006, organizado pelo professor Venício A. Lima e no qual tenho um texto publicado. O livro é da Editora Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT. Curioso é que nunca li nada de Kamel tratando do Instituto FHC.

Ou mesmo falando do financiamento do mesmo.


Quanto ao argumento do “mensalão”, pergunto: na cobertura da TV Globo em Minas Gerais, por exemplo, o “jornalismo” fez questão de mostrar em que momento nasceu o Valerioduto? Isso foi explorado como deveria, ao menos em Minas Gerais? Venhamos, Kamel, venhamos.


Kamel diz: “Quanto mais variadas forem as fontes de recursos que sustentam um jornal, uma revista, um portal de internet ou uma emissora de rádio e televisão, mais livres e independentes serão esses veículos. O leitor pode fazer o teste. Veja os anunciantes da grande imprensa e verifique: a variedade é tanta que o veículo não depende, nem de longe, de ninguém isoladamente para sobreviver. E por isso é livre. E por isso é independente.


O leitor poderá fazer outro teste. Procure algum veículo que se diga livre e independente e ao mesmo tempo se dedique costumeiramente a atacar a grande imprensa e a defender este ou qualquer governo.


Veja os anunciantes. Eles serão poucos e a concentração, grande. Quase sempre, será propaganda governamental. Se o veículo for um portal de internet, verifique quem são os controladores: fundos de pensão de órgãos do governo.”


Digo: Ok, aceito o desafio. Kamel abre as contas da TV Globo, daqui abrimos a da revista Fórum, que tal? Não posso responder pelo IG, que me parece ser o portal que ele acusa, mas falta-lhe coragem para nomear.


Não posso responder por Carta Capital ou outras publicações que costumam apontar o profundo pântano de mídia comercial brasileira. Posso adiantar-lhe que nunca fomos ao BNDES assaltar os cofres públicos, que não fizemos lobby por Proer da mídia e que não ganhamos concessões.


Mas, permanece o desafio, contas na mesa.


Kamel ainda diz: “Portanto, livre mesmo, só a grande imprensa. Só ela tem os meios para investir em recursos humanos e tecnológicos capazes de torná-la apta a noticiar os fatos com rapidez, correção, isenção e pluralismo.”


Eu retruco: A verdade é que a tal ‘grande imprensa’ já está se coçando porque meia dúzia de veículos e alguns jornalistas livres e pouco afeitos a serem papagaios de patrões têm utilizado seus espaços para fazer o contraditório.


E com isso tem conseguido garantir não só um pouco de diversidade informativa, como obtém furos como os de Raimundo Rodrigues, que desmascarou a armação daquele Jornal Nacional que não noticiou o acidente do avião da Gol, lembra Kamel? Ele está no livro que você chama de “comprado” pelo PT. Se quiser, releia-o.


E assim ele encerra seu artigo: "Já aqui, temos de conviver com essas bazófias. Porque aqui, ao contrário de lá [refere-se aos EUA], há quem queira que a informação esteja a reboque de projetos de poder."


E eu pergunto: Kamel, quando você fala em informação a reboque de projetos de poder refere-se à posição da TV Globo na época da ditadura ou nos anos FHC?


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A VELHA TRUCULÊNCIA TUCANA




Serra demite 61 no Metrô

O governador de São Paulo, o tucano José Serra, revelou sua face autoritária e mandou demitir 61 funcionários do Metrô de São Paulo, três dias depois do fim da greve de dois dias que interrompeu parcialmente as operações do sistema. Os demitidos teriam aderido à greve.

Segundo a matéria da Folha de hoje (só para assinantes), o corte seguiu orientação do próprio governador, transmitida no fim de semana a auxiliares. Serra determinou que deveriam ser exonerados especialmente os ocupantes de cargo de confiança que engrossaram o movimento grevista.

Mais grave, ainda, é que o Secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, responsável por executar as demissões, justificou os cortes sob o falso argumento de que o desempenho dos funcionários demitidos "não era adequado aos padrões desejados pelo Metrô". Ou seja, os tucanos paulistas agiram autoritariamente e não tiveram coragem de assumir seus atos, dando às demissões um falso caráter de mau desempenho.

Simplesmente lamentável.




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terça-feira, agosto 07, 2007


ELITE BRANCA, TEU NOME É SÃO PAULO

Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 593

. O “Cansei” é paulista.
. Foi o que disse Cezar Britto, presidente nacional da OAB.
. O presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, já tinha dito ao Conversa Afiada (clique aqui) que sentia um cheiro de golpe no “Cansei” de São Paulo.
. Ao mesmo tempo, empresários liderados por Paulo Skaf, da Fiesp, organizaram um movimento contra a renovação da CPMF.
. Sobre a CPMF, disse Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da OAB de São Paulo, e patrono do “Cansei”: “O pacto de pagar a contribuição provisória em prol (sic) da saúde foi aceito e nada melhorou.” (A CPMF) “se tornou um instrumento de controle do cidadão”. (Folha de São Paulo, pág. B17)
. Primeiro que não é pacto: é uma lei aprovada e no Congresso será renovada ou não.
. Segundo, que a saúde publica melhorou, sim !
. E terceiro que a CPMF é um excelente instrumento para coibir a evasão fiscal e o Caixa Dois – e os advogados de São Paulo ganham muito dinheiro a defender empresários apanhados nos dois crimes.
. Mesmo que a CPMF venha a ser bastante reduzida, deveria ser preservada exatamente para isso: coibir a roubalheira.
. Ou seja, anti-CPMF e “Cansei” - é tudo a mesma coisa.
. “Restrito a São Paulo”.
. Faz parte da batalha dos mais ricos contra os mais pobres.
. Toda vez em que se altera a divisão do bolo em favor dos pobres, os ricos ficam nervosos.
. Essa batalha milenar está na origem do neoliberalismo, como demonstrou de forma exemplar David Harvey, em “A brief history of neo liberalism”, Oxford University Press, 2005. (Tem na Amazon.)
. Aqui no Brasil não é diferente.
. Clique aqui para ler a entrevista que fiz com Sergei Soares, do IPEA, sobre o impacto do Bolsa Família na redução da desigualdade de renda no Brasil.
. E como os pobres melhoraram de vida.
. O interessante é que esses movimentos, como em 1964, germinam e brotam em São Paulo.
. Assim como a mídia conservadora (e golpista) está no centro da discussão sobre o futuro da democracia no Brasil, a singularidade de São Paulo, como ponta de lança do conservadorismo, é a outra face desse sentimento antidemocrático.
. Elite branca, teu nome é São Paulo.




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JORNAL NACIONAL É DOS TUCANOS






http://por1novobrasil.blogspot.com/


CAOS EM SP DE SERRA - APAGÃO DO TRANSPORTE


Isto é SP de Serra do PSDB

Assim é tratado o povo de SP pelo governo Serra, com esse "respeito'.
Serra promove o apagão do transporte em SP, Kassab ajuda.
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Irmã de Aécio manda bloquear Novojornal

Insatisfeita, Andréa determina bloqueio de acesso dos funcionários do governo ao Novojornal; funcionalismo protesta.

Descontente com o que vem sendo noticiado pelo Novojornal e diante do crescente número de acessos ao portal jornalístico pelo funcionalismo público estadual, a irmã do governador Aécio Cunha, Andréa, determinou que secretarias, autarquias e outras entidades, pertencentes ao governo de Minas Gerais, bloqueiem o acesso de seus funcionários ao Novojornal.


Ontem (31) nas secretarias da Fazenda, da Saúde, de Obras, na Prodemge, no Departamento de Estradas e Rodagens (DER-MG), no Departamento de Obras Públicas (DEOP), na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e em outras repartições públicas houve protesto dos funcionários contra a “censura” imposta por Andréa Cunha.


Recebemos só ontem perto de 60 e-mails de funcionários públicos, denunciando o fato e protestando contra o mesmo.Informamos a nossos leitores internautas que, infelizmente, nada podemos fazer, uma vez que o Ministério Público Estadual, responsável pela apuração do desrespeito aos direitos civis, já foi acionado pelo sindicato dos jornalistas sobre esta prática, em outras circunstâncias, e nada fez.


O que podemos recomendar é que, na ocorrência deste lamentável procedimento, procurem nos acessar através de um site de busca internacional, apenas .com, pois estamos registrados e hospedados também em outros países, além do Brasil.


Infelizmente o governo mineiro, já há bastante tempo, vem utilizando-se inclusive da prática criminosa de criar um número enorme de e-mails “simulados”, cadastrados em um servidor já localizado, (não é Waltinho e Aristides?) remetendo, entre eles, links de notícias publicadas no site do governo e favoráveis ao governador, conseguindo, desta forma, uma melhor colocação no Google, superando outros sites que, comprovadamente, têm milhões de acessos a mais que o do governo de Minas Gerais.


Esta prática foi, inclusive, relatada a organismos internacionais que se dedicam aos direitos civis.


Ela comprova que infelizmente os atuais governantes de Minas não estavam preparados para dirigir um governo de Estado, assim como não estão preparados para viver na democracia.


Ao assumir o governo utilizam o mesmo para reprimir aqueles que, por dever de ofício e na defesa da credibilidade de seus veículos, são obrigados a veicular notícias que apenas retratam as atitudes dos governantes.


Melhor seria que estes, em vez de censurar, mudassem suas atitudes.

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No Novojornal -- i-na-cre-di-tá-vel (sobre a tucanaria mineira)




MG: maior anunciante do GOOGLE

Compra de espaço com verba de publicidade do governo mineiro chega à internet; governo gasta, por mês, 600 mil no Google.

É inacreditável a vontade de domínio da mídia que vigora no atual governo mineiro.Como se não bastasse a compra de espaço na mídia tradicional, o governo de Minas passou a investir, de forma maciça, no maior site de busca do mundo, o Google.
O investimento só foi percebido no exterior.
No final de julho, um relatório do Federal Bureau of Investigation (FBI) foi encaminhado ao Senado americano listando os principais anunciantes nos sites de busca na América Latina.
Este relatório foi solicitado para apurar a utilização indevida de sites de busca americanos para disseminar fatos em forma de “notícia”.
Esta cautela, segundo o Departamento de Estado Americano, tem a ver com Segurança Nacional, uma vez que, os mesmos, são utilizados para pesquisa pelo mundo acadêmico e, ultimamente, pelo público em geral.
A legislação americana determina que o Google e outros sites de busca classifiquem o que é e o que não é publicidade.Nos Estados Unidos esta regra é seguida à risca, diante da rigorosa fiscalização de sua utilização indevida. Porém, no Brasil, como ainda existe pouca legislação a respeito, este procedimento tem passado despercebido. Embora já tenhamos uma delegacia federal especializada em crimes na internet.
Um procurador da República, consultado pelo Novojornal sobre a prática do governo mineiro, informou que ela se constitui crime, pois os sites do governo mineiro, como dos demais governos, são considerados patrimônio público e registrados no Fapesp, na categoria .gov, desta forma, jamais poderia acontecer o que está ocorrendo: um internauta, ao acessar a área de "busca" do site das repartições do Governo Mineiro, http://www.transportes.mg.gov.br/, está sendo encaminhado para o serviço do Google.
Ressaltando ainda, como pode um site governamental privilegiar uma empresa privada dando acesso e fazendo propaganda da mesma?
"É realmente inacreditável", concluiu.
Não é a primeira vez que o governo mineiro utiliza a internet de maneira irregular. No período das últimas eleições, o site do governo foi posto fora do ar por decisão da Justiça Eleitoral.
A lambança, com as verbas de publicidade, realizada pela irmã de Aécio Cunha, já ultrapassou as fronteiras brasileiras.Aqui, ninguém percebe o que está acontecendo. Principalmente o Ministério Público Mineiro, que celebrou, há pouco mais de um mês, convênio com o Google para fiscalizá-lo no Estado.
É mesmo uma piada este convênio. Pelo menos até agora.
O ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, Al Gore, já se manifestou a respeito do que o governador mineiro vem fazendo no Brasil com recursos da indústria petrolífera e de mineração mundial com o apoio e conivência do Funfo Monetário Internacional (FMI), conforme já noticiamos.
É bem possível que o mundo veja o que está acontecendo em Minas, antes que os mineiros e os brasileiros.


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sexta-feira, agosto 03, 2007

BASTA QUE UM MOSTRE, O QUE OS OUTROS ESCONDEM




HOMENAGEM AO "Conversa Afiada" do grande Paulo Henrique Amorim, e ao Mauro Santayana, também grande


"Carta a Stalingrado" (Drummond, updated):

“Stalingrado...

Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!

O mundo não acabou, pois que entre as ruínas

Outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora

(e dedos exaustos, de teclar teclados)

E o hálito selvagem da liberdade dilata seus os peitos (...)
A poesia fugiu dos livros, agora está na blogosfera.

Os e-mails de Stalingrado repetem Homero.”


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Tancredo Neves: os paulistas e a modéstia


FÚRIA DA MÍDIA:
“VOCÊ NÃO VENDE A CLASSE”

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 582.


Perguntei ao amigo Mauro Santayana – um dos melhores jornalistas do Brasil – como ele explicava a fúria da mídia conservadora (e golpista) contra o Presidente Lula.. Santayana trabalhou com o Presidente Tancredo Neves e é responsável por alguns dos melhores discursos da carreira de Tancredo..


Santayana disse que Tancredo explicaria assim: “Você vende a mãe, mas não vende a classe. E se vender a classe é porque já vendeu a mãe.”.


Perguntei ao Mauro o que ele achava desse movimento golpista “Cansei”, nascido do ventre da elite branca de São Paulo..


Santayana conta que, um dia, na campanha das Diretas Já, estava sozinho com Tancredo num jatinho. Tancredo começou a divagar:“Mauro, você vê o Ulysses (Guimarães). Não sei como é que ele consegue ser meio arrogante.”


Santayana retrucou: “Não, Tancredo, não acho o Ulysses arrogante.”


Tancredo não registrou a observação de Santayana e continuou a divagar: “Todos nós somos vaidosos. Eu sou vaidoso, você é vaidoso, Mauro. Todos nós. O ideal seria que todo mundo tivesse um espelho no banheiro em que você pudesse se ver de corpo inteiro. Antes de entrar no banho você ficaria nu em frente ao espelho. E diria assim – ‘veja como eu sou bonito, bem dotado, que bíceps ! não tem homem mais bonito do que eu’. Aí, ia tomar banho, se enxugava, vestia a roupa e, na hora de botar a gravata, ficava modesto. Modesto até a hora de tomar banho no dia seguinte...”




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A Flor e a Náusea (Em "A rosa do povo", 1945)


"... que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase"

Preso à minha classe e a algumas roupas,
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me'?


Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse.


Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.


Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.


Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.


Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
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NÃO LEVE LIXO PRA CASA...








A Folha de São Paulo não assimilou a nomeação de Nelson Jobim como ministro da defesa. A capa da edição de hoje ( 26.07.2007) reduz o fato a níveis absurdos (porque seria impossível ignorar), e prefere destacar uma frase informal do presidente Lula, de que tem medo de avião. No entanto, a capa também é reveladora: a "República de Congonhas" não aceitou por completo que Nelson Jobim, ex-ministro de FHC, ex-presidente do STF, jurista respeitado, um "quadro de credibilidade" da dita elite branca, saído de seu próprio meio, pudesse colaborar com um governo que eles classificam com os piores e mais pejorativos adjetivos, ao desprezar as mínimas regras de boa educação quando existe um debate de discordância de opinião.


"República de Congonhas" é um termo cunhado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, que faz referência à "República do Galeão", um grupo golpista de empresários, jornalistas e políticos liderado por Carlos Lacerda, e que conspirou abertamente contra o presidente Getúlio Vargas.


Mas Lula não é Getúlio. E as artimanhas de José Serra, Otávio Frias Filho e a família Marinho, chefes da "República de Congonhas", se espatifaram na pista com a escolha do novo ministro, pelo menos momentaneamente.


O jornal New York Times, maldoso como sempre, classificou de ato astuto do presidente Lula para colocar fim à crise. "Como jogar sujo com um dos nossos?" Deve ser a pergunta que martiriza as cabeças dos Rasputins a serviço do Palácio dos Bandeirantes. Alguns desses, rápidos em encontrar soluções para a dúvida. Este "um dos nossos" pode levar a dois fatos: Jobim se tornar um nome nacional que taxie na mesma pista eleitoral de José Serra ou virar vedete da mídia, visando ridicularizar a autoridade do presidente. Nenhuma das duas hipóteses interessa a Serra, personalista ao extremo.

Mauricio Dias, diretor-adjunto da revista Carta Capital, em entrevista ao Conversa Afiada , analisa a virulência golpista da "República de Congonhas: "Mas não adianta, não adianta. Isso tem sido uma constante no governo que tem recuado muito, recuado em certas coisas fundamentais e alguns dos seus ministros fazem um esforço impressionante e lamentável de se tornarem palatáveis para esse pessoal que não perdoa e é implacável. Agora, houve um momento, ainda há em setores do governo uma crença de que a imprensa vai recuar e a imprensa não vai recuar porque aí soma-se, inclusive, problema político e problema de preconceito."

Análise precisa. O novo ministro foi torpedeado logo nas primeiras horas, com a pena histérica de Eliane Cantanhêde, sempre disposta a textos desprovidos de lógica. Algumas pérolas: "Diz-se que Nelson Jobim é meio esquentadinho, mas não louco a ponto de rasgar dinheiro. Pois parece que ele começou a rasgar dinheiro na noite de terça-feira, quando aceitou o Ministério da Defesa". Ou ainda: "... mas foi mais um a cair na lábia de Lula e na força de atração do poder." Mais direta: "Jobim, portanto, vai ter que anotar na sua mesa de trabalho algumas palavras-chave: desmando, corrupção, sabotagem, ganância."


A capa da FSP resume um estágio do jornalismo que mostra, pela enésima vez, que o que está em jogo para este setor da chamada oligarquia paulista, e à reboque a brasileira, não é o bem do Brasil, não é a apuração do acidente, não é a melhoria do setor aéreo. O que está em jogo é uma campanha covarde de tomada do poder a todo custo, nem que para isso seja utilizada a dor das vítimas indefesas da tragédia, o que inclui seus familiares.


O que está em jogo, para Serra e tripulação, é o seu projeto doentio de poder, que não mede esforços para pousar, como fazem as moscas varejeiras, nas chagas que se abrem diariamente como resultado de 500 anos de governos oligárquicos neoliberais do Brasil.

Mas não decolarão.

Pois estamos de olho. Estamos atentos. Estamos transformando.

Manoel Fernandes Neto é jornalista e editor da revista Novae.

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quarta-feira, agosto 01, 2007

Ninguém neste país sabe colocar mais gente nas ruas do que eu








"Se alguns quiserem brincar com a democracia, eles sabem que ninguém neste país sabe colocar mais gente nas ruas do que eu. Eles sabem. Portanto, se alguém acha que, com estupidez, vai atrapalhar que a gente faça neste País o que precisa ser feito, pode tirar o cavalo da chuva, porque não conheço um deles que tenha uma biografia que lhe permita sequer falar em democracia neste País, e eu conheço muitos deles...".

Presidente
Luiz Inácio Lula da Silva

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