segunda-feira, janeiro 28, 2019

Cinema Secreto: Cinegnose: Rebaixamento dos padrões de inteligência da Revolu...

Cinema Secreto: Cinegnose: Rebaixamento dos padrões de inteligência da Revolu...: No momento em que o presidente eleito Jair Bolsonaro saiu da sua zona de conforto e se expôs em cenários não controlados como o Fórum Eco...


LEIA – COMPARTILHE

No momento em que o presidente eleito Jair Bolsonaro saiu da sua zona de conforto e se expôs em cenários não controlados como o Fórum Econômico de Davos ou a tragédia humano-ambiental de Brumadinho/MG, revela-se a sua condição limítrofe, com sérias deficiências cognitivas. E diante de pesquisas de opinião cujos resultados se colocam contra as principais linhas da sua “plataforma de governo”, muitos questionaram: mas afinal, como ele foi eleito? Discurso fascista? Anti-petismo? Há um fator ainda não tematizado - as relações intrínsecas entre a chamada “alt-right” (direita alternativa) e as redes sociais não é um mero acaso ou oportunismo. Personagens como Bolsonaro ou Trump são produtos das tecnologias de convergência da Revolução Industrial 4.0. Tecnologias que criaram uma cultura de aplicativos e redes sociais estruturada na noção algorítmica de “Inteligência Artificial”, que consiste em rebaixar os padrões do que entendemos como “inteligência”, enquanto os usuários se tornam simples processadores de informação.

 

terça-feira, janeiro 08, 2019

Precisamos falar sobre militares e soberania


por Gleisi Hoffmann

Jair Bolsonaro nomeou inúmeros oficiais-generais para o governo. A Constituição lhe garante o direito de nomear ministros e, a estes, de exercer as funções. As Forças Armadas têm homens e mulheres preparados, competentes. Convivi e trabalhei com muitos quando exerci a chefia da Casa Civil. Mas, como ministros, deixam de ser chefes militares e passam a ser cidadãos que ocupam cargos públicos importantes.
É assim que é preciso ser. Política com armas leva, inexoravelmente, à imposição, à ditadura. Nossa Constituição cuidou de deixar claro os papéis das instituições, afastando as Forças Armadas da política. Por isso é muito preocupante que Bolsonaro chegue a sugerir que sua autoridade se lastreia mais nos companheiros das Forças do que no voto popular. Isso é perigoso para o país, a democracia e as Forças Armadas. Também é grave que alguns generais ecoem e até pautem o discurso do presidente contra as esquerdas e movimentos sociais, falseando o modo como o PT se relacionou com os militares. Alto lá!
Os governos do PT trataram as Forças Armadas com respeito e dignidade, integrando-as ao esforço democrático de desenvolvimento nacional. Devem se recordar que, em agosto de 2002, o Exército teve de dispensar 44 mil recrutas (quase 90% do total) porque o então presidente FHC – filho, sobrinho e neto de generais – cortou as verbas do soldo e da alimentação. Os recrutas que ficaram eram dispensados ao meio-dia: faltava rancho. Cabos e sargentos não tinham dinheiro para comprar botas.
A partir de 2004 houve recuperação do soldo e aumentos reais. O último decreto dessa nova política foi assinado por Dilma Rousseff, em dezembro 2015: um aumento médio de 30% escalonado em 3 anos, que se completou no dia da posse de Bolsonaro. Graças a Lula e Dilma, o soldo de um general, que em 2004 era de R$ 4.950, é hoje de R$ 14.031, um ganho real de 32,7% sobre a inflação do INPC. O soldo do ex-capitão Bolsonaro, que era de R$ 2.970, agora é de R$ 9.135; aumento real de 50%. Fora os adicionais, que variam de 13% a 28%, quanto mais alta a patente, e outras gratificações.
Aquelas tropas desmoralizadas, mal armadas e mal treinadas, foram usadas nos governos tucanos para reprimir o povo em greves e movimentos sociais. Em maio de 1995, o Exército ocupou 5 refinarias da Petrobrás para esmagar a greve dos petroleiros. Em 1996, 97 e 98, o Exército reprimiu protestos e ocupações em Curionópolis, Eldorado dos Carajás e Sul do Pará. Foi criada uma divisão de inteligência exclusivamente para espionar o MST, que utilizou até imagens de satélites para mapear acampamentos.
O governo Lula convocou as Forças Armadas a defender o povo, o território e a soberania nacional. Estes são os valores inscritos na Estratégia Nacional de Defesa, lançada em 2008, em rico diálogo com os militares, e atualizada em 2012. A END previu o desenvolvimento da indústria bélica e o reequipamento e instrução necessários para a defesa do espaço aéreo, do vasto território pátrio e da chamada Amazônia Azul, onde é explorada nossa maior riqueza: o pré-sal.
Para cumprir esses objetivos, o Orçamento da Defesa (incluindo as três Forças), passou de R$ 33 bilhões para R$ 92,3 bilhões nos governos do PT. Segundo o respeitado Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo, o gasto militar brasileiro passou de US$ 15 bilhões em 2002 para US $ 25 bilhões em 2014 (dólar médio de 2015). Ou seja: um país que há 150 anos não tem conflitos de fronteira passou a ocupar a 11a. posição em investimentos militares no mundo (em dois anos de golpe já perdemos 3 posições e desde fevereiro o Exército voltou a reduzir o expediente por corte de verbas).
Iniciamos a construção do submarino nuclear, submarinos convencionais, navios-patrulha e mísseis antinavios. Renovamos a frota de helicópteros, investimos R$ 4,5 bilhões para a Embraer desenvolver o cargueiro KC-390, um sucesso mundial, e contratamos os caças Grippen, escolhidos pela Aeronáutica por critérios técnicos, com transferência de tecnologia. Contratamos o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica, para garantir a soberania nas telecomunicações, os blindados Guarani e os fuzis IA2, fabricados no Brasil. Aumentamos a segurança criando empregos e desenvolvendo tecnologia.
E ao invés de servir como cossacos contra os trabalhadores, as Forças Armadas foram convocadas nos governos petistas para tarefas de alto prestígio – como o comando das Forças de Paz da ONU no Haiti e no Líbano, além de ações em outros 7 países. E para programas sociais relevantes, como o Soldado-Cidadão, o combate à seca e a construção de obras estratégicas, como a do rio São Francisco.
Lula adotou o critério da antiguidade e experiência na indicação dos comandantes. Alguns dos que hoje o atacam, velada ou publicamente, tiveram nos governos do PT as oportunidades que lhes conferiram prestígio dentro e fora das Forças Armadas, sem que ninguém lhes perguntasse suas opiniões políticas. Não têm moral para acusar o PT de fazer nomeações “ideológicas”, como diz Bolsonaro. Discordem de Lula e do PT; critiquem, governem diferente, mas não percam o respeito à verdade nem ao ex-comandante supremo a quem um dia juraram lealdade e que lhes devolveu a dignidade. E defendam a soberania.
Os generais-ministros de Bolsonaro eram adolescentes em 1964. Alguns talvez tenham reprimido passeatas em 1968. Na Academia Militar, certamente ouviam falar das torturas e perseguições; em 79, compartilhavam angústias morais e corporativas sobre a Anistia; e devem ter se envergonhado, em 1981, com o atentado do Riocentro, que desmoralizou toda uma geração de comandantes. Mas viveram o pacto democrático da Constituição de 1988 e tiveram, a partir de 2003, a oportunidade de servir à pátria num governo que lhes deu condições objetivas de promover a soberania nacional.
Hoje, no conturbado governo Bolsonaro, estão associados ao financista Paulo Guedes, que pretende aprofundar a destruição do país: a venda da Embraer (e com ela nossa tecnologia), a paralisação do submarino nuclear (urdida por procuradores e juízes a serviço dos EUA); a desnacionalização da base de Alcântara; a quebra do contrato dos caças Grippen (outro interesse dos EUA); a entrega do pré-sal aos estrangeiros; a privatização dos bancos que financiam a agricultura pequena ou grande. Seu único projeto conhecido na área militar é a involução do GSI para uma polícia política, cúmplice do Ministério Moro.
De resto, Bolsonaro humilha o Brasil com a subserviência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua política externa irracional e prejudicial ao país. Os generais-ministros respondem à própria consciência pela opção política e os métodos que empregaram na conspiração para derrubar Dilma e vetar a candidatura Lula. Servem hoje a um governo sem rumo e sem comando, que enfrentará muitas divergências para implantar as propostas antinacionais. Mas os generais-ministros não serão julgados pela história e pelas futuras gerações de militares apenas por suas opções políticas e morais. Serão julgados principalmente pelo compromisso com a soberania nacional.

Gleisi Hoffmann (PT-PR) é senadora, eleita deputada federal e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores

Artigo publicado originalmente no Brasil 247

sábado, janeiro 05, 2019

O BANQUETE DOS ALOPRADOS VAI DURAR MAIS 20 ANOS?

Há muito tempo as Forças Armadas já trabalhavam com o conceito de guerra híbrida especializaram-se em guerra eletrônica. No antigo Brasilianas, entrevistei especialistas da ABIN e do Exército, sobre esse novo campo. E, em uma guerra que foi fundamentalmente de informações, nem o governo Dilma, nem o PT, cuidaram minimamente de uma estrutura especializada para esses jogos, nem após a revelação da espionagem da NSA.
jornalggn.com.br
Para os que perdem o sono com a expectativa de ampliação e a…

Cinema Secreto: Cinegnose: As guerras táticas da comunicação de Bolsonaro

Cinema Secreto: Cinegnose: As guerras táticas da comunicação de Bolsonaro: Guerra econômica, guerra cinética, guerra da informação. Esses três princípios da guerra moderna parecem estar estruturando a tática mili...



O quê fazer?

Também, por
incrível que possa parecer, de dentro da cadeia na PF de Curitiba, Lula
avaliou que Bolsonaro “está usando temas morais ou de comportamento
como cortina de fumaça para ações impopulares nas áreas econômica e de
direitos sociais”. Talvez um olhar à distância dos acontecimentos esteja
dando maior lucidez a Lula do que a esquerda imersa e confusa diante blitzkrieg de Bolsonaro.
 Uma guerra
que conseguiu inverter a natureza dos temas: enquanto os temas
econômicos que deveriam ser concretos (por se tratar da sobrevivência no
dia-a-dia) tornam-se abstratos, os temas ideológicos, de valores ou
costumes deixam de ser abstratos para vivarem concretos e emergenciais. 
De repente
moinhos de ventos como “marxismo cultural” ou “ideologia de gênero”
viram monstros reais para a esquerda transformada em Dom Quixote.
Porém reverter essa inversão não será fácil. Tem a ver com uma guinada total na estratégia reativa da esquerda. Como? 
Por
exemplo, que tal ao invés de produzir metamemes (que mais parecem
paráfrases que prestam homenagens às provocações de uma Damares Alves ou
um de um Ernesto Araújo), atual no mesmo campo simbólico da “direita
alternativa” (alt-right), o politicamente incorreto?
A fonte
criativa para a criação de memes incorretos que simplifiquem por meio de
memes, cartuns ou charges questões econômicas podem estar na revista
"MAD" dos anos 1970 – quando a linguagem politicamente incorreta era
anti-stablishment, contra o governo republicano Nixon, cujas origens
estavam nas HQs underground e contracultural dos anos 1960, de Robert
Crumb a Trina Robbins.
    Marxismo Cultural? Então, fale-me mais sobre “os jovens se libertarem das leis trabalhistas...”.

sábado, dezembro 22, 2018

Breno Altman - Está vindo um Estado de Exceção

Cinema Secreto: Cinegnose: Em "Uma Noite de Crime 2: Anarquia" o Capitalismo ...

Cinema Secreto: Cinegnose: Em "Uma Noite de Crime 2: Anarquia" o Capitalismo ...: São as raras as sequências que superam o filme original. “Uma Noite de Crime 2: Anarquia” (“The Purge: Anarchy”, 2014) é um desses raros...



São as raras as sequências que superam o filme original. “Uma Noite de Crime 2: Anarquia” (“The Purge: Anarchy”, 2014) é um desses raros casos. Não pela estética que, como no original, emula uma produção B. Mas porque é um perfeito documento do espírito de época atual, pós-globalização, no qual o hiper-capitalismo financeiro procura criar uma nova ordem a partir do rescaldo da crise de 2008: o aumento do "excremento populacional" (idosos, aposentados, inválidos, imigrantes, excluídos, miseráveis, refugiados etc.) que nem mais para serem explorados servem. Se o primeiro filme refletia as reações da ultra-direita contra o “Obama Care”, nessa sequência o roteiro de James DeMonaco reflete a nova ordem pós-globalização: formas invisíveis de controle populacional com o objetivo de exterminar o “excedente humano”. DeMonaco dá ao espectador nessa sequência uma noção mais ampla dos efeitos e propósitos da “Purgação” – a noite anual em que todas as formas de crime são permitidas, sob o pretexto de servir de válvula de escape para a besta interior presente em cada um de nós, garantindo a ordem social. Mas os propósitos de controle social são mais sombrios.

quinta-feira, dezembro 13, 2018

“Deus não morreu. Ele tornou-se Dinheiro”

Para entendermos o que está acontecendo, é preciso tomar ao pé da letra a ideia de Walter Benjamin, segundo o qual o capitalismo é, realmente, uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro. Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro. O Banco – com os seus cinzentos funcionários e especialistas – assumiu o lugar da Igreja e dos seus padres e, governando o crédito (até mesmo o crédito dos Estados, que docilmente abdicaram de sua soberania), manipula e gere a fé – a escassa, incerta confiança – que o nosso tempo ainda traz consigo. Além disso, o fato de o capitalismo ser hoje uma religião, nada o mostra melhor do que o titulo de um grande jornal nacional (italiano) de alguns dias atrás: “salvar o euro a qualquer preço”. Isso mesmo, “salvar” é um termo religioso, mas o que significa “a qualquer preço”? Até ao preço de “sacrificar” vidas humanas? Só numa perspectiva religiosa (ou melhor, pseudo-religiosa) podem ser feitas afirmações tão evidentemente absurdas e desumanas.

quarta-feira, dezembro 12, 2018

O cantor e compositor Chico Buarque foi recebido, nesta terça-feira (11), pelo Papa Francisco. Na ocasião, também estavam presentes a advogada Carol Proner, o advogado argentino Roberto Carlés e a ativista e escritora italiana Grazia Tuzi. O grupo entregou ao santo padre um relatório de mil páginas com denúncias de processos do que chamam de “judicialização seletiva da política” na Argentina, no Equador e no Brasil.

“Não é exagero reconhecer que o ‘lawfare’ [uso da lei na disputa política] se transforma em um dos maiores perigos para a democracia no mundo e não apenas na América Latina”, diz o documento.

“Lula não é um homem, Lula é uma causa.” Haddad visitou ontem no Uruguai a casa de Pepe Mujica, que mandou um recado: #Lulalivre

PELA DEMOCRACIA
Encontros de parlamentares brasileiros e uruguaios da Frente Ampla local incluiu ato em defesa da democracia
https://www.redebrasilatual.com.br/…/haddad-e-mujica-se-enc…

Um tapete bordado de 100 metros de comprimento para que Lula "volte para os braços de seu povo"

O ministro da Educação de Lula, Fernando Haddad, fechou a noite lembrando que no mesmo dia em que comemoramos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Jair Bolsonaro foi diplomado presidente. E que isso só aconteceu porque Lula foi impedido de participar das eleições: “Hoje, defender os direitos humanos é lembrar que neste dia Lula estaria sendo diplomado pela terceira vez presidente do Brasil”.
Bordadeiras do Coletivo Linhas do Horizonte de Minas Gerais e de São Paulo entregaram ao presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, um tapete bordado de 100 metros de comprimento para que Lula “volte para os braços de seu povo”.

sexta-feira, dezembro 07, 2018

QUEM VAI ASSUMIR, O GENERAL MOURÃO OU O JUIZ MORO?

Bastou um único dia e o rastro do dinheiro já chegou diretamente a Jair Bolsonaro, mudando a qualidade da crise aberta com a descoberta, nesta quinta (6). Ontem, soube-se que ao menos R$ 1,2 milhão havia trafegado em um ano pela conta do PM Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, com direito a um cheque de R$ 24 mil para a futura primeira-dama, Michelle (leia aqui). A movimentação refere-se unicamente a 2016. Pois veio à luz nesta sexta um fato gravíssimo do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf): o documento cita movimentações entre contas dele e de sua filha, Nathalia Melo de Queiroz. Ela é nada menos que ex-assessora do próprio Jair Bolsonaro. Há menção no relatório a um valor de R$ 84 mil em uma conta de Nathalia.

quarta-feira, dezembro 05, 2018

MAIS MÉDICOS VAI VIRAR "QUALQUER LIXO"?

Uma mensagem de áudio num grupo de Whatsapp do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) expôs toda a malandragem e o desespero daqueles que estiveram fortemente empenhados em demonstrar que a saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos não surtiria grandes solavancos.
A ideia de fazer crer que os médicos brasileiros não se furtariam ao dever, que não são os elitistas braços-curtos que a esquerda fala, que em uma semana tudo estaria resolvido, no entanto, acaba de ser desmascarada.
Uma funcionária (que o Conselho Federal de Medicina não quer revelar a identidade) escancarou a farsa da ‘imensa’ procura e ‘rápido preenchimento’ das vagas. Segundo ela, “Essa semana foi uma loucura, o ministério da Saúde está querendo dizer que resolveu tudo, não importa como”.
A inquietação com o “não importa como” se deu pois, ainda segundo a funcionária, as vagas estavam sendo preenchidas por “qualquer lixo” que se candidatasse.

VENDENDO A MÃE E O EMPREGO DE MILHARES DE BRASILEIROS

O Brasil está prestes a cometer uma verdadeira tragédia comercial e trabalhista, na avaliação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que está movendo uma ação civil pública para exigir que o contrato de incorporação da parte comercial da Embraer pela Boeing contenha dispositivos de proteção aos empregos no país, e que a produção de aeronaves não seja remetida para o exterior.
“O MPT não está dizendo que não pode ocorrer [a transação], mas em ocorrendo, que Embraer e Boeing assumam a obrigação, sob pena de multa, de não transferir para o exterior as atividades produtivas”, explicou o procurador do trabalho, Rafael de Araújo Gomes, ao GGN.
Ao contrário do que vem sendo anunciado, o MPT avalia que o negócio não tem contornos de uma "joint venture", modelo de empresa temporária e que, em tese, mantém a identidade das partes jurídicas na parceria comercial.
A nova empresa será administrada exclusivamente pela Boeing, sem interferência da Embraer na gestão, abrindo espaço para a transferência de toda a atividade produtiva e geração tecnológica para os Estados Unidos. Na prática, mais de 26 mil empregos estão em risco.

domingo, dezembro 02, 2018

Sem esfera pública, debate ou representação (essências da Política e da Democracia), Bolsonaro conseguiu que seus “eleitores” assinassem um cheque em branco. Sem a representação, Bolsonaro se apresentou como um avatar, disponível 24 horas, em tempo real, nas redes sociais. Enquanto a grande mídia construiu uma paródia de esfera pública com a polarização em torno de uma pauta congelada na corrupção e nas questões culturais e costumes. Tática diversionista que ainda a mídia corporativa dá continuidade após as eleições: meganhagem da Justiça ao vivo na TV (a prisão em rede nacional do governador do Estado do Rio Luiz Fernando Pezão na tela do "Bom Dia Brasil" da Globo, p. ex.) e as “polêmicas” em torno do “Escola Sem Partido” e suposto “marxismo cultural” nas escolas. Dessa maneira, grande mídia e Internet continuam escondendo o saco de maldades das medidas neoliberais do receituário do novo governo para o próximo ano – sucateamentos, desconstruções, desmontagens, destruições e privatizações. Tudo colocado fora de qualquer debate, para mais à frente ser, aí sim, apresentados como fatos consumados. LEITURA IMPORTANTE

Cinema Secreto: Cinegnose: Alarme do Ciberespaço! Tempo Real destruirá a Demo...: Einstein teria falado sobre a “segunda bomba”:  A bomba eletrônica, depois da atômica. Uma bomba na qual o que o tempo real é para a info...