sexta-feira, janeiro 09, 2009

APENAS LADRÕES E ASSASSINOS

AS PERNAS CURTAS DO JUDEU ERRANTE
             Raul Longo
 
O presidente de Israel, Shimon Peres, prêmio Nobel da Paz em 1994, justificou-se ao mundo pela desproporção e selvageria do massacre do gueto de Gaza, alegando que a chacina de civis e crianças deve-se ao fato de serem usados como escudo humano pelo Hamas.
 
No mesmo dia, mais uma notícia do genocídio: duas escolas da ONU foram bombardeadas, esquartejando e matando dezenas de crianças.
 
A ONU usaria crianças de escudo? Escudaria o Hamas?
 
Segundo as velhas avós, as mentiras de Shimon Peres é que têm pernas curtas.
 
A ONU - Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, logo ao final da II Guerra para substituir a Liga das Nações que resultou da I Guerra Mundial, em 1919. Os Estados Unidos não assinou o Tratado de Versalhes que criou a Liga das Nações e tampouco aquela entidade conseguiu cumprir com a proposta de evitar agressões bélicas. Daí, criou-se a ONU para o cumprimento da mesma promessa.
 
Em 1947, o brasileiro Oswaldo Aranha preside a Assembléia da ONU que cria o Estado de Israel dentro do Território Palestino, então, e desde a queda do Império Turco-Otomano, sob domínio do Império Britânico.
 
Em 1948, um grupo dos mais significativos intelectuais judeus alertam ao mundo, pelo New York Times, a ameaça de um partido nazi-sionista com nefastas projeções futuras. Esse documento está reproduzido aí abaixo, e foi enviado pelo companheiro Fernando Rosas Freire.
 
Nazi é a abreviatura de Nazista, do alemão Nationalsozialismus, ditadura que governou a Alemanha entre 1933 - 1945 e, aliando-se a ditadura Fascista da Itália e o Império Japonês, pretendeu dominar o mundo invadindo diversos países da Europa, África, Ásia e Polinésia.
 
A ditadura nazista foi apoiada e financiada pelo capitalismo internacional, notadamente o norte-americano, como documenta o jornalista Michel Moore contando em seu livro Uma Nação de Idiotas, que o bisavô e o avô de Bush enviavam dólares à Alemanha, mesmo depois de os Estados Unidos terem entrado na guerra contra o Terceiro Reich.
 
Michel Moore nunca foi desmentido. Michel Moore não tem pernas curtas.
 
Se é difícil acreditar que os estadunidenses tenham financiado o nazismo, mais difícil ainda é acreditar que judeus possam ser nazistas, afinal milhares de judeus foram massacrados exatamente da forma que os sionistas hoje estão massacrando os palestinos em Gaza. E foram humilhados e violentados pelos nazistas, exatamente como os nazi-sionistas humilham e violentam os palestinos desde a criação do Estado de Israel, conforme relatado aí nesta carta dos intelectuais judeus ao New York Times.
 
Mas como acreditar que judeus possam ser nazistas?
 
Primeiro é preciso lembrar que entre os judeus vítimas do genocídio nazista havia os de classe média, muitos socialistas, e a maioria dos 6 milhões da vítimas das câmaras de gás era tão pobre quanto os milhares de ciganos também exterminados, embora sempre omitidos.
 
No entanto, não há notícia de nenhum banqueiro, grande industrial, proprietário de cadeias internacionais de lojas especializadas em artigos finos, comerciantes de jóias, mercador de importações e exportações; ainda que entre os maiores e mais ricos burgueses da Europa se destacassem muitos judeus.  
 
Esses são os judeus aos quais se refere o documento abaixo. São esses os que hoje se associam aos grandes empreendimentos petroleiros, inclusive aos sheiks dos mais ricos países árabes. São os que intermedeiam e negociam interesses do hemisfério norte com seus ricos primos sauditas, prosseguindo uma tradição que se iniciou já no início dos 8 longos séculos em que os muçulmanos se estabeleceram na península Ibérica.
 
Atrás dos então chamados mouros foram os antigos judeus que, abandonando a Palestina, preferiam comercializar com seus primos semitas. Uma verdade histórica que desmente outra mentira de perna curta: a de que judeus, mulçumanos e cristãos sempre se engalfinharam. É só ler os contos das Mil e Uma Noites para se perceber que conviveram tolerantemente por muitos séculos. O anti-judaísmo é um preconceito religioso de cristãos europeus, que não teve qualquer repercussão entre muçulmanos e cristãos árabes antes da criação do Estado Nazi-Sionista de Israel.
 
Omite-se, inclusive, que 40% da população Palestina é cristã. Mais uma das pernas curtas dos mentirosos que acusam aos palestinos de atacarem Israel por fundamentalismo islâmico.
 
Hebreus, árabes, assírios, aramaicos e fenícios são todos o mesmo povo semita. Isso está em qualquer dicionário, encurtando as pernas das mentiras que acusam preconceitos étnicos. Etnia e religião são mentiras que escondem os interesses envolvidos no embate de sionistas e árabes, como se escondeu os verdadeiros interesses dos que diziam financiar Hitler para conter Stálin, ou apoiar Sadam Hussein para conter o Irã, e armar os Talibãs contra a União Soviética. Pernas curtas, tiveram de guerrear contra Hitler, Sadam e Talibãs.  
 
Mas se Hitler foi derrotado na Segunda Guerra mundial, muitos foram os indícios da continuidade do nazismo, já apontados neste documento enviado por Fernando Freire. Um deles está no impressionante declínio da presença judaica na Europa. Por 12 séculos esses semitas contribuíram com as mais altas expressões da cultura européia: música, teatro, literatura, artes plásticas, filosofia, ciências. Em cinco décadas a grande maioria foi enviada para estabelecer o domínio da entrada da grande reserva petrolífera do mundo. Spinozas, Freuds, Marx, Einstens, transformados em covardes Golias a revidar com obuses e míssil as pedras de pequenos Davis sem estrelas nem direito ao quarto crescente de suas preferências.
 
O Estado de Israel, criado pela ONU em 1947, foi uma mentira de perna tão curta que já no ano seguinte foi desmentido pelos próprios judeus que assinaram o documento aí abaixo, mas ainda hoje muitos jovens israelenses se recusam a se transformar em genocidas e, pela internet, estão pedindo socorro ao mundo por maus tratos e humilhações a que vêm sendo submetidos pelos nazistas de seu país.
 
Resta saber, qual será o comprimento das pernas da ONU, agora que o estado sionista assume declaradamente todo horror que o mundo execrou nos nazistas. Qual será a reação da ONU ao ataque as suas próprias instalações e delegações de ajuda humanitária. Nem mesmo Adolf Hitler ousou ser tão descomprometido e ameaçador à manutenção da Paz mundial! 
 
Já não se trata apenas do absoluto desrespeito ao mais importante documento promulgado por aquela entidade, a Declaração dos Direitos Humanos, como vêm fazendo desde a instalação do estado nazista, conforme acusam os intelectuais judeus abaixo assinados. Trata-se, agora, da promoção de mais um holocausto. O mesmo holocausto que talvez se desconhecesse antes da invasão dos países ocupados e da Alemanha dos anos 40 do século passado, mas hoje está estampado nas telas dos aparelhos de TV e monitores de todo o mundo.
 
Trata-se de um crime contra a humanidade ao qual a anuência não justifica sequer a instituição de uma nação, quanto mais a de uma Organização das Nações Unidas!
 
Utiliza-se contra a indefesa população palestina emparedada pelos muros da ignomínia nazi-sionista, tudo o que todos os tratados e tribunais internacionais sempre condenaram: bombas de fragmentação, armas químicas, urânio empobrecido contra mulheres e crianças. Esquartejamentos em massa.
 
Em 12 dias, ceifou-se mais de 700 vidas! Nessa progressão, em pouco irão ultrapassar Auschwitz, Treblinka, gueto de Varsóvia e demais campos de extermínio dos anos 40. Gaza se faz nova Lídice!(1)
 
A omissão da ONU e do mundo sobre este genocídio, invalida o julgamento de Nuremberg. Invalida a condenação dos massacres de Ruanda. Inutiliza o julgamento dos exterminadores da Bósnia.
 
A omissão de sanções severas e inequívocas contra o Estado de Israel por parte de qual instituição for, seja a ONU, o Vaticano, o governo francês, inglês, alemão, os Estados Unidos, a Rússia, a China, o Brasil, a Argentina ou qualquer outro país, inclusive e principalmente as instituições que representem a consagrada intelectualidade israelense, e até mesmo grandes instituições privadas de todo o mundo, reduzirá cada um a uma grande e fragorosa mentira. Promoverá a Al Qaeda, o Talibã, os grupos terroristas de todo o mundo, em últimas alternativas para algum restabelecimento de civilização.
 
Que os meios internacionais de comunicação façam uma cobertura tendenciosa desse escandaloso primeiro genocídio bélico do século XXI (embora pela África prossiga o iniciado há muitos séculos atrás), é possível compreender sabendo-se que todos detém dívidas e interesses relacionados ao nazi-sionismo, quando não são majoritariamente de propriedade desses mesmos nazistas.
 
Mas que governos e instituições minimamente responsáveis continuem se mantendo surdos e omissos a consumação do que já foram publicamente alertados em 1948 pela representatividade dos nomes que assinaram a advertência reproduzida adiante, é aterrador ao nosso futuro como humanidade. 
 
Lídice - Em 1942 um oficial da SS foi emboscado e morto pela resistência da Tchecoslováquia ocupada. Em represália Hitler ordenou a destruição da vila de Lídice e toda sua população (340) foi exterminada: homens, mulheres e crianças. Mas a vingança nazista não se resumiu a Lídice e 1.500 vidas foram exterminadas em demais cidades daquele país. Quantas vidas o mundo aguarda que sacie a vingança nazi-sionista pelas paredes derrubadas por foguetes da resistência da Palestina ocupada? 

Raul Longo

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Carta de intelectuais judeus ao New York Times, incluindo Albert Einstein, Hannah Arendt e Sidney Hook, dezembro de 1948.

 

Aos Editores do New York Times:

 

Entre os fenômenos políticos perturbadores de nossos tempos está a emergência no recém criado Estado de Israel do "Partido da Liberdade" (Tenuat Haherut), um partido político estreitamente assemelhado em sua organização, métodos, filosofia política e apelo social aos partidos Nazista e Fascista. Ele foi formado a partir de membros e seguidores do antigo Irgun Zvai Leumi, uma organização terrorista, facção direitista e organização chauvinista na Palestina.

A visita atual de Menachem Begin, líder deste partido, aos Estados Unidos é, obviamente, calculada no sentido de dar a impressão de apoio americano ao seu partido, por ocasião do advento das eleições israelitas e para cimentar laços políticos com os elementos Sionistas conservadores dos Estados Unidos. Vários americanos de reputação nacional têm emprestado seu nome para dar boas vindas a sua visita. É inconcebível que aqueles que se opõem ao fascismo no mundo, se corretamente informados sobre a história política e perspectivas de Mr. Begin, possam acrescentar seus nomes e apoio ao movimento que ele representa.

Embora esse irreparável perigo ocorra pela forma de contribuições financeiras, manifestações públicas a favor de Begin ou pela criação na Palestina da impressão de que um grande segmento da América apóia os elementos fascistas em Israel, o público americano deve ser informado sobre a historia e os objetivos de Mr. Begin e do seu movimento.

As promessas públicas do Partido de Begin não correspondem, quaisquer que sejam, ao seu caráter real. Hoje falam de liberdade, democracia e antiimperialismo, enquanto até recentemente pregavam abertamente a doutrina do Estado Fascista. É em suas ações que o partido terrorista denuncia o seu caráter real; de suas ações do passado podemos julgar o que dele pode ser esperado fazer no futuro.

 

Ataque sobre a Vila Árabe

Um exemplo chocante foi seu comportamento na vila árabe de Deir Yassin. Esta vila, distante das principais estradas e circundada por terras judaicas, não tomou nenhuma parte na guerra e chegou a contrariar o lado árabe que queria usar a vila como sua base. Em 9 de abril (The New York Times) bandos terroristas atacaram esta vila pacifista, que não era um objetivo militar na luta, matando a maioria de seus habitantes – 240 homens, mulheres e crianças - e mantiveram alguns deles vivos para desfilarem como cativos através das ruas de Jerusalém. A maior parte da comunidade judaica ficou horrorizada com aquela ação e a Agencia Judaica mandou um telegrama de pesar ao Rei Abdulah da Trans-Jordânia. Contudo, os terroristas, longe de se envergonharem de seu ato, ficaram orgulhosos com aquele massacre, divulgado amplamente e convidaram os correspondentes estrangeiros no país para testemunharem os cadáveres amontoados e a devastação geral em Deir Yassin.

O acontecimento de Deir Yassin exemplifica o caráter e as ações do Partido da Liberdade.

No interior da comunidade judaica eles têm propugnado uma mistura de ultra nacionalismo, misticismo religioso e superioridade racial. Como outros partidos fascistas eles têm sido usados para esmagar as greves e têm-se dedicado à destruição de sindicatos livres. Em seu lugar eles têm proposto sindicatos corporativistas no modelo fascista italiano. Durante os últimos anos da esporádica violência antibritânica, os grupos IZL e Stern inauguraram um reino de terror na comunidade Judaica Palestina. Professores foram espancados por se pronunciarem contra eles, adultos foram alvejados por não deixarem suas crianças juntar-se a eles. Por métodos de gangsterismo, açoites, quebra-vidraças e roubos em larga escala, os terroristas intimidavam a população e exigia-lhe pesado tributo. Os membros do Partido da Liberdade não têm nenhuma participação nos logros construtivos na Palestina. Eles não reivindicam nenhuma terra, nenhuma construção de habitações e apenas depreciam a atividade defensiva judaica. Seus esforços de imigração muito propagandeado foram diminutos e devotados principalmente para atraírem compatriotas fascistas.

 

Discrepâncias Observadas

As discrepâncias entre os bravos clamores que estão sendo feitos agora por Begin e seu partido e a história de sua performance no passado da Palestina não portam a marca de um partido qualquer. Esta é o selo de um Partido fascista, pelo qual o terrorismo e o embuste são os meios e o "Estado Regente" é o objetivo.

À luz das considerações anteriores, é imperativo que a verdade sobre Mr. Begin e seu movimento seja tornado conhecido neste país. É de toda maneira trágico que a liderança maior do Sionismo Americano tenha se recusado a participar da campanha contra os esforços de Begin, ou mesmo de expor aos seus constituintes os perigos para Israel do apoio a Begin. Os abaixo assinados, portanto, através deste meio de publicidade apresentam alguns fatos salientes que dizem respeito a Begin e seu Partido; e recomendam a todos os interessados a não apoiarem esta última manifestação do fascismo.

 

New York, 2 de dezembro de 1948

 

Assinaturas

Isidore Abramowitz, Hannah Arendt, Abraham Brick, Rabbi Jessurun Cardozo, Albert Eistein, Herman Eisen, M.D., Hayim Fineman, M. Gallen, M.D., HH. Harris, Zelig S. Harris, Sidney Hook, Fred Karush, Bruria Kaufman, Irma L. Lindheim, Nachman Maisel, Seymour Melmam, Myer D. Mendelson, M.D., Harry M. Oslinsky, Samuel Pitlick, Friitz Rohrlich, Louis P. Rocker, Ruth Sagis, Itzhak Sankowsky, I.J. Shoenberg, Samuel Shuman, M. Singer, Irma Wolfe, Stefan Wolfe.

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

ISRAEL PRENDE JOVENS QUE SÃO CONTRA O GENOCÍDIO








Objeção de consciência: É a recusa a servir o exército por razões de consciência.

Jovens de Israsel, secundaristas, se declararam objetores de consciência.

Não querem participar do exército de ocupação de Israel.


Veja o video:


Liberdade aos jovens de Israel com coragem para recusar o ilegal. Veja a matéria e o vídeo em:
 
http://tivibrasil.wordpress.com/2009/01/06/free-the-shministim-liberdade-aos-jovens-de-israel-com-coragem-para-recusar-o-ilegal/
 
Os Shministim – todos com idade entre 16 e 19 anos, no final do segundo grau, são objetores de consciência em Israel e estão presos.
 
Eles acreditam num futuro melhor e mais pacífico para eles e para os
Israelitas e Palestinos. Eles recusaram o alistamento do exército de Israel. 

Além da prisão, eles suportam uma enorme pressão da família, de amigos e do governo de Israel.
 
Eles precisam do nosso apoio e eles precisam hoje.
 
Os  Shministim pediram ao grupo "Jewish Voice for Peace" para buscar pessoas como nós para fazer o governo de Israel saber que estamos de olho e que apoiamos sua coragem.
 
Esperam receber centenas de milhares de postcards que serão entregues ao Ministro da Defesa de Israel.
 
Especialmente agora que bombas caem sobre Gaza, nós somos lembrados de que quando os soldados dizem não ao ilegal, mortes são evitadas.
 
Os Shministim esperam representar não apenas os milhares que os precederam, não apenas os muitos jovens para quem eles são um exemplo, mas também querem representar pessoas como nós que querem a paz.
  
A carta está em http://december18th.org/

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terça-feira, janeiro 06, 2009

A mesma mídia: no genocídio como na ditadura


Internet ajuda a furar bloqueio midiático imposto por Israel

Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza. Isso não vem impedindo que as imagens do massacre contra a população civil de Gaza circulem diariamente pelo mundo. A eficácia do bloqueio midiático diminuiu significativamente graças à internet. Os vídeos e fotos da rede Al Jazeera são reproduzidos por toda parte. Quem quiser, pode também ter informações direto de Gaza, pelo blog "Moments of Gaza", mantido por Natalie Abou Shakra (foto no link).

Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

É bem conhecida a frase que afirma que a primeira vítima em tempos de guerra é a verdade. Bloqueios midiáticos fazem parte do esforço propagandístico dos militares. A história se repete agora com a nova onda de ataques perpetrada por Israel contra os palestinos da Faixa de Gaza. O governo israelense proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros na área. Isso não vem impedindo, porém, que as imagens do massacre contra a população civil de Gaza circulem diariamente pelo mundial. A eficácia do bloqueio midiático diminuiu significativamente graças à internet. 

A rede Al Jazeera está na faixa de Gaza, produzindo diariamente reportagens sobre o ataque de Israel. Suas matérias (ver exemplo abaixo, publicado por Luiz Carlos Azenha no Vi o Mundo) são vistas diariamente por milhões de pessoas em todo o mundo árabe. Elas expõem o caráter, ao mesmo tempo, homicida e suicida, da política de Israel para "garantir a segurança do povo judeu". A única coisa que a ação do exército israelense parece estar garantindo é espalhar mais ódio pela região, por várias gerações.

A blogosfera se encarrega de espalhar essas imagens mundo afora. Além disso, há também blogs funcionando desde Gaza, relatando diariamente o que está acontecendo. Um deles é o Moments of Gaza. Idelber Avelar, do blog Biscoito Fino e a Massa, traduziu um texto desse blog mantido por Natalie Abou Shakra, ativista do Movimento Free Gaza.“Um relato ao vivo dos horrores perpetrados pelo exército israelense na maior prisão ao ar livre do mundo”, resume Idelber:

"Vittorio me disse ontem ... quando lhe perguntei como ele responde à morte ... ele me disse que já não tem lágrimas para chorar ... que suas lágrimas secaram ... olho para ele sentado diante de mim ... um homem bonito de um metro e oitenta ... trinta e três anos ... sua maior preocupação no mundo: salvá-lo e “permanecer humano”, que é como ele termina [Bomba!] cada artigo que escreve ..." 

O Biscoito Fino traduziu também um relato de outro blog que opera diretamente de Gaza, o In Gaza. "Mais um relato em primeira mão que confirma o que já sabemos: no massacre israelense em Gaza, a prática é matar mesmo os civis feridos que estão sendo carregados", escreve Idelber Avelar. O relato:

Trabalhadores médicos de emergência, Arafa Hani Abd al Dayem, 35 anos, e Alaa Ossama Sarhan, 21 anos, tinham atendido o chamado para ir buscar Thaer Abed Hammad, 19, e seu amigo morto Ali, 19, que haviam estado fugindo do bombardeio, quando foram eles mesmos atingidos por disparo de um tanque israelense. 

Era pouco depois das 8:30 da manhã de 04 de Janeiro, e eles estavam na região de Attattra, Beit Lahia, noroeste de Gaza, na área da escola americana bombardeada no dia anterior, em que mataram um guarda-noturno civil de 24 anos, destroçando-o, queimando o que restara. 

Gemendo de dor, com o pé direito amputado e lacerações de bomba de fragmentação ao longo das costas, de todo o corpo, Thaer Hammad conta como seu amigo Ali foi morto. “Estávamos atravessando a rua, saindo de nossas casas, e aí o tanque disparou. Havia muita gente saindo, não éramos os únicos”. Hammad interrompe seu testemunho, de novo gemendo de dor. Ao longo dos dois últimos dias, desde que a invasão terrestre de Israel e a campanha intensificada de bombardeios começaram, os residentes de toda Gaza têm estado fugindo de suas casas. Muitos não tiveram a chance de escapar, tendo sido pegos dentro de casa, enterrados vivos, esmagados. O médico continua a narrativa: “Depois que foram bombardeados, Thaer não conseguia caminhar. Ele chamou Ali para que o carregasse”. O resto da história é que Ali havia carregado Thaer por alguma distância quando atiraram na cabeça de Ali, bala disparada por um soldado não visto, bem na direção na qual eles fugiam. Ali morto, Thaer ferido, e as pessoas fugindo, a ambulância foi chamada". 

A uniformidade pausterizada da mídia comercial
Essa diversidade de informações que circula pela internet está ausente da cobertura da imensa maioria da mídia comercial brasileira, que repete praticamente as mesmas manchetes todos os dias, formando um coro uniforme. Um exemplo disso:

10 horas e 52 minutos da manhã de 5 de janeiro de 2009. Manchete doUOL/Folha de São Paulo: “Israel divide Gaza em três e busca milicianos”. Da mesma forma, no site de Zero Hora, de Porto Alegre: “Israel divide Gaza em três e começa nova fase de ataques”. A mesma manchete é destaque no site do Globo: “Israel inicia nova fase da ofensiva e divide a Faixa de Gaza em três”.

Detalhe: Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza. Qual é, então, a fonte dessas notícias uniformemente distribuídas pelo mundo afora?

Resposta: o próprio governo de Israel. A cobertura da maioria esmagadora da mídia não passa de divulgação das informações oficiais do governo israelense. Quem quiser uma alternativa a essa cobertura pasteurizada tem que, obrigatoriamente, recorrer à internet. A guerra que aparece aí é bem diferente da apresentada pelos veículos tradicionais.

 

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15464

 

 

GAZA HORROR

Israel's limitless barbarity

Israel's mass slaughter and devastation of Gaza shows its barbarity has no limits. Half of Gaza's one and a half million Palestinians are children, dozens of whom have been killed or injured. Hospitals in Gaza are overflowing with dead and wounded while facing severe shortages of essential medical supplies and spare parts.

The full horror of Israel's war crimes is not being shown by the British media.

Stop the War has been sent these pictures [ http://www.elfarra.org/gallery/gaza.htm# ] 

which capture what happens when the fourth most powerful military in the world unleashes its arsenal of terror on a defenceless people trapped in the most densely populated area in the world.

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segunda-feira, janeiro 05, 2009

50 fotos: segundos da guerra de Israel e o pesadelo palestino


Jogo de cena esconde o real objetivo do conflito em Gaza

Ainda não há previsão para o fim da escalada genocida na Faixa de Gaza, iniciada em 27 dezembro e chamada por Israel de “Operação Chumbo Fundido”. Mas qual é mesmo o objetivo da guerra? Por traz das tão exploradas controvérsias religiosas, do suposto apelo americano pelo fim dos ataques de Israel, e o absurdo silêncio da ONU, uma análise mais detida do conflito pode revelar um complexo jogo geopolítico para garantir à elite israelense a tomada da Palestina e aos EUA o controle do Oriente Médio.

 

Por Carla Santos, com informações de agências

Segundo o chefe dos serviços de emergência do Ministério da Saúde do Hamas em Gaza, os ataques do Exército israelense já mataram pelo menos 500 palestinos, sendo 87 deles crianças, e deixou 2.450 feridos. Hasanein destacou que 22 dos 40 palestinos mortos na invasão terrestre a Gaza, iniciada na noite de sábado (3), eram civis. Entre os mortos deste domingo (4) estão uma mãe palestina e seus quatro filhos, atingidos por bombardeio israelense.

 

(- Veja aqui a galeria com imagens dos fotógrafos da guerra)

 

Mesmo diante de tantas mortes, a fome de sangue do Exército israelense não está nem perto de acabar. O chefe dos serviços de emergência relatou que na manhã deste domingo, forças israelenses abriram fogo contra uma zona comercial na Cidade de Gaza, provocando um número ainda não determinado de mortos e feridos.

 

Ainda neste domingo, palestinos disseram à imprensa que testemunharam a chegada de mais de 80 veículos blindados do Exército, como tanques, sendo estacionados no antigo assentamento judaico de Mitzarin, cerca de três quilômetros ao sul da Cidade de Gaza.



http://www.vermelho.org.br/base.asp

domingo, janeiro 04, 2009

GAZA URGENTE


Video Inedito del genocidio Palestino

 

Mostrar ao mundo, é hora de deixar de lado a omissão, de não querer enxergar, a violência gratuita e estúpida de Israel e seus soldados nazistas/sionistas contra homens, mulheres e crianças indefesos, escudados no poder militar e no apoio dos genocidas e verdadeiros terroristas, os norte-americanos.

 

 

http://www.liveleak.com/view?i=3b3_1230864719 - 

 

Nunca vera este video en Television! 

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Martelar a opinião pública, a Globo no lobby assassino




Israel é a vergonha do mundo.

Por que Israel faz guerra em Gaza? Ninguém sabe.
The Observer
, domingo, 4/1/2009
(
http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/04/israel-gaza-hamas-hidden-agenda)

Chris McGreal, de Jerusalém

É uma guerra em dois fronts. Há meses, enquanto Israel começava a preparar-se para desencadear mais uma onda de desgraça sobre Gaza, o governo reconheceu que seu principal objetivo era destruir a "infra-estrutura do terror" do Hamás (o que incluiria postos de polícia, casas, escolas e mesquitas).

Ao mesmo tempo, Israel preparou também uma operação paralela, que considerou necessária para persuadir o mundo de que sua causa seria justa, mesmo que não conseguissem esconder as pilhas de cadáveres de mulheres e crianças palestinenses nos necrotérios e pelas ruas. A campanha de persuação seria indispensável para garantir que a guerra não fosse mostrada como guerra de ocupação, mas como alguma espécie de luta do ocidente contra o terror vindo do oriente – e como meio para intimidar o Iran.

Depois do fracasso de Israel, na tentativa de invadir o Líbano em 2006 – que não foi apenas fracasso militar, mas também foi fracasso político e militar –, o governo de Telavive trabalhou durante meses, em Israel e em todo o mundo, na preparação do assalto a Gaza. O lobby operou em silêncio mas muito ativamente: governos estrangeiros, diplomatas, todos foram mobilizados, sobretudo na Europa e em parte do mundo árabe.

Estabeleceu-se uma rígida pauta de temas para influenciar a mídia – operação que, como se vê foi bastante bem-sucedida. E quando o ataque começou, há uma semana, uma legião de diplomatas, grupos de lobby, blogueiros e outras organizações de apoio aos israelenses foi acionada para martelar a opinião pública. O objetivo era fazer os israelenses aparecerem como vítimas, mesmo depois de terem assassinado 430 palestinenses só na primeira semana de violência, um terço, no mínimo, dos quais civis ou policiais e agentes de segurança palestinenses.

O brutal assalto a Gaza, com um bombardeamento a cada 20 minutos, não fez parar a reação do Hamás, cujos foguetes de fabricação caseira já mataram quatro israelenses e já alcançam distâncias maiores do que antes no território de Israel, e têm feito fugir dezenas de milhares de pessoas. Ontem, Israel invadiu a fronteira de Gaza por terra. E a operação diplomática prossegue, para justificar a matança de inocentes – com sucesso quase certo.

Dan Gillerman, embaixador de Israel na ONU até há poucos meses, foi encarregado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da campanha de "Public Relations". Disse que o trabalho de campo, diplomático e político, está sendo organizado há meses.

"Tudo foi planejado com muita antecedência", disse ele. "Eu fui encarregado pela ministra dos Negócios Estrangeiros para coordenar os esforços de Israel e nunca vi estrutura tão complexa como essa (não se sabe se se referia ao ministério dos Negócios Estrangeiros, ao ministério da Defesa, ao gabinete do primeiro-ministro, à segurança interna ou ao exército israelenses) operar tão coordenadamente, de modo tão eficaz, para divulgar a nossa mensagem."

Em comunicados feitos simultaneamente em Jerusalém, em Londres, em Bruxelas e em Nova York, todos repetiram a mesma fala: que Israel não teve escolha senão responder com fogo ao fogo dos rojões do Hamás; que o ataque seguinte seria contra "a infra-estrutura do terror" em Gaza e visaria diretamente aos combatentes do Hamás; que havia risco de atingir civis mas, isso, porque o Hamás usa "escudos humanos" e os "terroristas e seus depósitos de armamento" são ocultados nas cidades, entre a população.

Assim, passo a passo, avançou a estratégia para apagar o tema da ocupação. Israel retirou-se oficialmente de Gaza em 2005, quando saíram colonos e soldados, disseram os israelenses. Ali estaria a oportunidade para implantar as bases de um Estado Palestino... mas os palestinenses optaram por atacar Israel.

Israel descreve o Hamás como parte do "eixo do mal" dos fundamentalistas islâmicos, com o Iran e o Hizbóllah. As ações do Hamás, dizem os israelenses, nada têm a ver com a ocupação da Cisjordânia, o bloqueio de Gaza, ou o assassinato, por Israel e grande número de palestinenses, mesmo depois da retirada. "Israel é parte do mundo livre e combate o extremismo e o terrorismo. O Hamás não." – nas palavras da ministra dos Negócios Estrangeiros e líder do partido Kadima, Tzipi Livni, ao chegar à França, em mais um movimento da estratégia de propaganda da semana passada.

Mais cedo, na mesma semana, Livni requentou a estratégia e a retórica da guerra ao terror de George W Bush: "quem não está conosco está contra nós. "Hoje, cada indivíduo na Região e no mundo tem de escolher um lado. E os lados mudaram. Hoje, já não se trata de Israel de um lado e os árabes de outro", disse ela. "Israel escolheu seu lado no dia em que o Estado foi fundado; o povo judeu escolheu seu lado ao longo de milhares de anos de história; e em todas as sinagogas do mundo reza-se pela paz, hoje."

É mensagem que visa diretamente aos governos árabes aliados de Israel, como o Egito e a Síria, que vêem com hostilidade o Hamás. "Parte significativa do mundo árabe e muçulmano sabe que o Hamás representa ameaça maior, contra todos, do que Israel. O extremismo, o fundamentalismo ameaçam todos nós", disse Gillerman. "Vimos o efeito disso em várias respostas, no que declararam oficialmente o presidente Mubarak (do Egito) e o presidente Abbas (da Palestina) e outras autoridades árabes. Essa solidariedade dos árabres a Israel é sem precedentes."

De fato, o ministro do Exterior do Egito, Ahmed Aboul Gheit, disse que seu governo sabia exatamente o que viria: "Há, pelo menos há três meses, sinais claros de que Israel atacaria as forças do Hamás em Gaza. Infelizmente, o Hamás errou e ofereceu, de bandeja, a chance que Israel esperava."

Seja tudo isso verdade ou mentira, também é crucialmente importante o que ninguém disse. Já há meses, sim, Livni vem falando de exterminar o Hamás, mas dizia que o Hamás não seria considerado justificativa suficiente, para que a comunidade internacional aceitasse o ataque e a invasão de Gaza. Por isso se fala tanto, hoje, sobre ter tentado o cessar-fogo, que o Hamás teria "desrespeitado". Vez ou outra, alguém, alguém vacila, e a verdade aparece. Há poucos dias, com o assalto a Gaza já em andamento, Gabriela Shalev, embaixadora de Israel na ONU, disse que "a ação prosseguirá, até o Hamás ter sido completamente destroçado". Furiosos, vários funcionários israelenses em Jerusalem fizeram-na saber que declarações como aquela poriam a perder todo o esforço diplomático.

Nas primeiras horas depois de iniciado o massacre, Israel repetiu sempre as mesmas mensagens para a "comunidade internacional". Livni e o ministro da Defesa, do partido Labour, Ehud Barak, foram vistos infinitas vezes, em praticamente todos os noticiários internacionais de televisão. O comando dos serviços de informação e jornalismo do governo isralense insistentemente chamou a atenção da mídia internacional para os 8.500 rojões disparados de Gaza contra Israel em oito anos e para os 20 israelenses civis mortos – muito mais do que para o bloqueio de castigo coletivo contra Gaza [que configura crime de guerra] e para os 1.700 palestinenses mortos nos ataques do exército de Israel desde que colonos judeus foram evacuados de Gaza há três anos.

Grupos de lobby ativos na mídia, como o Bicom (British Israel Communications and Research Centre, Centro de Comunicações e Pesquisa Britânico-Israelense) em Londres, e o IPA (Israel Project in America, Projeto Israel na América) foram mobilizados. Distribuíram briefings, organizaram conferências de imprensa e entrevistas. O exército de Israel distribuiu imagens de vídeo pelo YouTube. Em Nova York, diplomatas israelenses montaram uma "teleconferência entre cidadãos e jornalistas", de duas horas, no Twitter, e reuniram milhares de pessoas. Simultaneamente, sem qualquer divulgação, Israel fechou todas as vias de acesso para Gaza e Cisjordânia. De fato, nenhum jornalista independente, até hoje, conseguiu aproximar-se o suficiente para investigar os resultados da estratégia de propaganda de Israel.

Livni chegou a sugerir que a chacina seria boa para os palestinenses, porque os ajudaria a libertar-se das garras do Hamás. "Ela está tentando me convencer de que o que estou vendo aqui está sendo feito para o meu bem", disse Diana Buttu, advogada da OLP e negociadora que participou dos encontros que levaram à retiradas dos israelenses de Gaza, em 2005. "Ouvi o mesmo argumento, repetido por amigos israelenses: 'Vocês deveriam ser gratos, por nós estarmos destruindo o Hamás. O Hamás é problema também para vocês.' Disse a eles o mesmo que digo aqui: não preciso que Israel diga a mim o que é bom ou ruim para mim. E é claro que o massacre que todos vemos acontecer não pode ser bom para ninguém."

E quando o massacre começou, Israel rapidamente divulgou entrevistas e releases de imprensa, em que se dizia que a grande maioria dos mais de 400 mortos seriam combatentes do Hamás e que os prédios destruídos seriam parte da "infra-estrutura do terror". Fato é que um terço dos assassinados por Israel eram policiais. A força policial (guardas-de-trânsito, por exemplo) em Gaza é dirigida pelo Hamás, mas, disse Buttu, é evidentemente mentira que sejam terroristas ou que o Hamás seja organização terrorista.

"Há policiais em Gaza, como em qualquer lugar do mundo. Trabalham no controle da ordem interna, no combate ao tráfico de drogas e como guardas-de-trânsito. Claro que não são combatentes do Hamás. 70 policiais foram mortos no mesmo local: durante a cerimônia de formatura. Claro que não eram guerrilheiros. Israel está matando qualquer pessoa que trabalhe para o governo do Hamás, funcionários públicos, portanto. Não há limites, nessa loucura: estão matando pessoas pelo crime de terem votado nos candidatos do Hamás, em eleições legais e legítimas", concluiu.

Assim também, enquanto Israel acusa o Hamás por estar pondo em risco a vida de civis, porque esconderiam a infra-estrutura do poder em casas 'comuns', os mísseis estão destruindo prédios administrativos, estações policiais, uma universidade.

Israel diz que o Hamás abandonou as negociações para um cessar-fogo em junho, e que Telavive desejava que prosseguissem. "Israel é quem mais deseja o fim da violência. Não procuramos a violência. Mas não tivemos escolha. O Hamás violou o cessar-fogo", disse Livni.

Também não parece ser verdade. Muitos especialistas dizem que o cessar-fogo começou a ser desrespeitado em novembto, quando militares israelenses assassinaram seis combatentes do Hamás, em Gaza. Muitos observaram também que a ação aconteceu no dia das eleições nos EUA, quando praticamente ninguém, no mundo, soube do que acontecia em Gaza. O Hamás respondeu com uma onda de rojões. Mais seis palestinenses morreram na semana seguinte, nos ataques de retaliação dos israelenses.

"Jamais pararam de atacar Gaza militarmente, por terra e pelo ar, durante toda a vigência do cessar-fogo", disse Buttu. Nem suspenderam a matança de palestinenses. Durante os já quase três anos de governo legítimo do Hamás, e sem contar a chacina a que assistimos hoje, Israel matou mais de 1.300 pessoas em Gaza e na Cisjordânia. Embora muitos fossem ativistas do Hamás – e centenas de palestinenses também foram mortos por palestinenses, nas lutas entre o Hamás e o Fatah –, há um número inadmissível de assassinatos de civis.

O Centro Palestinense para Defesa e Promoção dos Direitos Humanos diz que uma, de cada quatro vítimas, tem menos de 18 anos. Entre junho de 2007 e junho de 2008, os ataques pelo exército de Israel mataram 68 crianças palestinenses em Gaza. Outras 12 foram mortas na Cisjordânia.

[...] Durante o cessar-fogo, morreram em Gaza, como resultado direto de ataques israelenses, 22 pessoas, entre as quais duas crianças e uma mulher.

Talvez o fator crucial para explicar o colapso do cessar-fogo sejam ideias diferentes sobre os objetivos do cessar-fogo. Para Israel, seria oferecer paz em troca de paz, sem alterar as demais condições vigentes na Região. Para o Hamás, o cessar-fogo deveria levar ao fim do bloqueio de Gaza, o qual, para Israel, seria medida de segurança contra os ataques com rojões Qassam.

Mas Israel não levantou o bloqueio que destruía a economia e implicava falta de alimentos, de combustível e de remédios. Em Gaza, todos concluíram que o bloqueio nada tinha a ver com os rojões caseiros do Hamás e que era, sim, um castigo coletivo que Israel aplicava a todos que votaram no Hamás.

Argumento central, sempre repetido, na mensagem dos israelenses é que, quando da retirada dos soldados e dos colonos judeus, há 3 anos, deram a Gaza a oportunidade para organizar-se e prosperar. "Para criar condições de esperança, retiramos nossos soldados e nossos colonos. Em vez de converter-se em núcelo de um Estado Palestino, o Hamás impôs lá um regime islâmico extremista", disse Livni. Os oficiais israelenses dizem o que Hamás, e, por extensão, seus eleitores, só estão interessados em assassinar e odiar judeus e que não lhe interessa construir seu país.

Os palestinos têm opinião diferente. Buttu diz que desde o dia em que Israel retirou-se de Gaza, tudo passou a ser feito para impedir qualquer progresso econômico. "Quando os israelenses se retiraram, esperávamos que pudéssemos ter algum tipo de vida, que pudéssemos, pelo menos, nos deslocar. Esperávamos que se abrissem as passagens de fronteira. Nunca imaginamos que, em seguida, estaríamos reduzidos a ter de implorar por comida", diz ela.

Buttu observa que mesmo antes de o Hamás ter sido eleito, há três anos, os israelenses já bloqueavam o acesso a Gaza e as saídas de Gaza. Os palestinenses tiveram de apelar à secretária-de-Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e ao presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, para que pressionassem Israel para que admitissem que alguns poucos caminhões com suprimentos entrassem diariamente em Gaza. Israel primeiro concordou, depois suspendeu tudo. "Tudo isso foi antes de o Hamás ser eleito. Tudo o que Israel diz é mentira. Se já não houvesse evidente política de bloqueio, porque teria sido preciso recorrer a Rice e Wolfensohn, para que os produtos chegassem a Gaza?" perguntou Buttu.

Yossi Alpher, ex-oficial do serviço secreto, Mossad, e ex-conselheiro assessor do então primeiro-ministro, Ehud Barak, nas conversações de paz, diz que o bloqueio de Gaza é estratégia fracassada e que mais contribuiu para fortalecer do que para abalar o Hamás. "Por mais difícil que seja provar que o bloqueio foi prejudicial aos interesses de Israel, não há dúvidas de que não ajudou em nada. Parece-me que trouxe mais danos que vantagens. O bloqueio é punição coletiva, provoca sofrimento imenso. Não induziu qualquer atitude favorável a Israel entre os palestinenses. Nada justifica o bloqueio. Por que mantê-lo?" pergunta. "Acho que houve quem pensasse que, se matássemos os palestinenses de fome, eles derrubariam o Hamás e poriam fim àqueles rojões. É insistir em repetir, eternamente, as mesmas políticas fracassadas."


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quinta-feira, janeiro 01, 2009

Veja o que a televisão brasileira não mostra, não existe guerra.


Qassam - é o nome de um foguete de fabricação caseira.

O foguete tem baixa precisão e curto alcance, sendo de fabricação relativamente simples e barata.

Os palestinos estão sendo vítimas de armas proibidas e experimentos científicos por parte do exército de Israel. 

Existem denuncias sobre o uso de novas armas por Israel que queimam até ossos e obrigam a amputação imediata.

 
«Se as pessoas forem atingidas do abdômen para cima, não podemos fazer nada por elas», garantem os médicos do Hospital de Gaza. 

Este tipo de arma é composto por fósforo e tungstênio, garantem especialistas italianos. Israel não nega...
 
Veja o que a televisão brasileira não mostra, não existe guerra, não é um exército enfrentando outro exército.


 
É só o horror do genocídio e da pilhagem contra 
um povo que não tem como se defender.

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Israel e suas bombas nunca quiseram a paz

Haim Bresheeth
(Professor-titular de Estudos sobre Mídia, na University of East London.
Co-autor de
The Gulf War and the New World Order)

The Electronic Intifada, 31/12/2008
http://electronicintifada.net/v2/article10080.shtml 

Como uma espécie de 'encarnação' da tese do "choque de civilizações" de Huntington, Israel é, como sempre foi, mais exposta ou mais veladamente, um bastião do mundo judeu-cristão, contra os árabes e o Islam.

 

Enquanto aumenta hora a hora o número de mortos em Gaza, e caem os últimos prédios que ainda restavam da estrutura administrativa do governo eleito do Hamás, sob o fogo dos aviões e helicópteros israelenses, outra vez estamos assistindo a um inacreditável fenômeno – um massacre anunciado que, contudo, parece ter colhido de surpresa todos os líderes políticos mundiais, como se eles, ao contrário do resto da humanidade, jamais lessem jornais ou assistissem aos noticiários de televisão.

No verão de 2006, depois de meses de ameaças, por Israel, de que invadiria o Líbano e "arrasaria" o Hizbóllah, os líderes mundiais também pareceram ocupados demais para dar atenção às notícias (antes) e "muito chocados" (depois). Para sermos precisos, mostraram-se "muito chocados" durante um mês inteiro, um mês de carnificina e destruição, exatamente o tempo de que Israel supunha que precisasse. Até que Israel passou a precisar desesperadamente de um cessar-fogo, depois que as coisas, no Líbano, passaram a 'fugir do script' previsto por Israel.

Então, repentinamente, as nações ocidentais, do dia para a noite, impuseram o cessar-fogo. Pois, ainda assim, fracassaram no projeto de ajudar Israel a "arrasar" o Hizbóllah. Fato é que, quando só quem viva com a própria moral sob bloqueio absoluto ainda encontra justificativa para o projeto assassino, bárbaro, ilógico, de Israel, a questão verdadeira é: até onde as nações ocidentais permitirão que avance o projeto perverso de Israel? Até que ponto o ocidente aceitará que os criminosos escapem impunes?

Depois de 40 anos de ocupação brutal, depois de já terem sido violadas incontáveis resoluções da ONU e das Convenções de Genebra, com centenas e milhares de mortos em todos os países que cercam a Palestina, para não falar nos mortos de hoje na Palestina, depois de terem sido ignorados numerosos acordos, iniciativas, cúpulas, Mapas do Caminho e Prêmios Nobel, estamos no ponto em que estávamos há 40 anos, mas em cenário muito mais trágico.

Não poderia estar acontecendo, mas está; e continuará a acontecer, arrastando cada vez mais todo o mundo político ocidental para o sorvedouro que é o conflito Israel-Palestina, hoje já convertido, ao que parece, em conflito Ocidente vs Palestina. Nada disso poderia estar acontecendo. E não aconteceria, se os líderes políticos mundiais não se tivessem mantido de olhos fechados – aplicadamente fechados, decididamente, devotadamente, metodicamente fechados – para os fatos, durante décadas.

Então... o que fazem os líderes políticos hoje, quando Israel outra vez, outra vez, outra vez, ataca 1,5 milhão de palestinenses, depois de ter tentado matá-los de fome durante quase dois meses? Depois de lhes ter roubado qualquer possibilidade de encontrar trabalho, comida, remédios, combustível, eletricidade ou água? O que os líderes do "mundo democrático", Bush, Brown, Berlusconi ou Sarkozy – todos apoiadores fiéis (ou reféns?) de Israel – fazem hoje? O que aprenderam com as centenas de incursões de Israel contra Gaza? O que aprenderam com a destruição cíclica, continuada, do Líbano, que recomeça cada vez que algum primeiro-ministro israelense sente que precisa reforçar sua posição eleitoral?

Bem se poderia perguntar, ao pensar sobre esses líderes do Mundo Livre, o que aprenderam das lutas no Vietnam, na Nicarágua, no Iran, Iraque ou Afeganistão ou Paquistão, conflitos dos quais participaram, sempre tão zelosos na defesa de alguma democracia.

A verdade é que o ocidente jamais aprendeu o que haveria a aprender em todo o seu longo passado colonial e imperial, ou no presente, das agressões e crimes de guerra que o mesmo ocidente continua a cometer até hoje. Só mudou, até hoje, a quantidade e a extensão da violência militar – como se, para resolver conflitos, bastassem as armas e a violência, mais violência, violência cada vez maior, não é?

Os soviéticos também creram que, com muita violência e quantidade inacreditável de armas, derrotariam ao Afeganistão; e tantos políticos ocidentais ainda crêem nisso, embora já comece a haver quem consiga ver que não, que as coisas não têm dado muito certo, de fato. 

Israel usa essa política imbecilizada há 60 anos – se você atacar todos à sua volta, e se for o mais fortemente armado exército do Oriente Médio, você estará livre para fazer o que quiser; assim haverá paz e progresso (mesmo que jamais tenha havido).

É verdade. O exército de Israel é suficientemente poderoso para destruir todo o Oriente Médio (e, de fato, também para destruir parte importante do ocidente). O único problema é que, até hoje, jamais conseguiu mandar, sequer, no território em que lhe caberia mandar. O mais poderoso exército do mundo está detido, ainda, pela resistência palestinense. Como entender essa contradição?

Bem, para começar, Israel jamais trabalhou para construir qualquer paz com os palestinenses; jamais usou outro meio que não fossem os meios do extermínio, da limpeza étnica, do holocausto, para matar as populações nativas e residentes históricas na Palestina, desde a fundação do Estado de Israel, em maio de 1948.

Israel expulsou 750 mil palestinos, converteu-os em refugiados e, em seguida, passou a impedir sistematicamente o retorno deles e de seus filhos (hoje, também, já, dos netos deles), apesar das Resoluções da ONU, ao mesmo tempo em que continuou a destruir cidades e vilas, ou – o que é o mesmo – passou a construir colônias de ocupação sobre as ruínas das cidades e vilas palestinenses.

Desde 1967, Israel fez tudo que algum Estado poderia fazer para tornar impossível qualquer solução política: colonizou por vias ilegais territórios ocupados por via ilegal e recusou-se a acatar os limites de antes das invasões de 1967; construiu um muro de apartheid; e tornou a vida impossível para a maioria dos palestinenses. Nada, aí, faz pensar em esforço de paz. Antes, é operação continuada e sistemática para a limpeza étnica dos territórios palestinenses ocupados ilegalmente.

Assim sendo, se a paz implicar – como implica necessariamente – o fim do mini-império construído por Israel, Israel continuará a fazer o que estiver ao seu alcance para que não haja paz, mesmo que a paz lhe seja oferecida numa bandeja, como a Iniciativa de Paz dos sauditas, recentemente, por exemplo. Outra vez, não se entende: se os israelenses só tinham a esperar esse tipo de oferta, se desejassem alguma paz, porque a rejeitaram, praticamente sem nem a considerar?

Faz tanto tempo que Israel rejeita toda e qualquer possibilidade de paz, que a maioria dos israelenses já nem são capazes de ver que rejeitar a paz converteu-se, para Israel, numa espécie de segunda natureza.

Mas o motivo mais aterrorizante pelo qual nenhuma iniciativa de paz jamais teve qualquer chance de prosperar tem a ver, de fato, conosco, com o ocidente.

Israel continua a ser apoiada pelas democracias ocidentais como uma espécie de força delegada, como batalhão ocidental avançado, implantado na entrada do mundo árabe, mais indispensável, tanto quanto mais dependente do ocidente, que regimes-clientes, como os sauditas e como o Iraque de Saddam até 1990.

Como uma espécie de 'encarnação' da tese do "choque de civilizações" de Huntington, Israel é, como sempre foi, mais exposta ou mais veladamente, um bastião do mundo judeu-cristão, contra os árabes e o Islam.

Isso já era verdade há décadas, mas jamais foi mais verdade do que na última década, quando a Ordem do Novo Mundo entrou em crise terminal, e começou-se a ouvir falar da "Doutrina do Choque", de "Choque e Horror", de várias 'operações' tempestade contra os desertos da Ásia e sempre contra os islâmicos.

Israel, não o Iran, possui armas nucleares e é capaz de usá-las – e várias vezes já ameaçou usá-las. Mas fala-se como se o perigo viesse do Iran, não se Israel. Os que propõem a destruição do Iran são os mesmos mercadores de tragédias que impingiram aos EUA e à Inglaterra o custo altíssimo da guerra do Iraque.

Pensemos, por um momento: o que sentiria um muçulmano inglês, se parasse para pensar sobre um mundo no qual os eternos culpados, os "terroristas", os extremistas, os insurgentes sempre são os muçulmanos, eternamente caçados pelas grandes forças da chamada "lei e ordem" internacional, do chamado Mundo Livre? Não surpreende que alguns poucos ingleses, nascidos britânicos e criados como muçulmanos, considerem aceitáveis as bombas que explodiram em Londres. Mas alienar cada vez mais os muçulmanos e matar um número cada vez maior de muçulmanos será alguma espécie de solução para essa situação explosiva?

1000 anos depois do início das Cruzadas, é-se ainda tentado a perguntar se não é hora de fechar o livro, dar por fracassados a tentativa e o modelo, enterrar os escudos e reiniciar novo processo de contato e de conversação?

Verdade é que não haverá contato nem será possível qualquer conversação, enquanto o Mundo Livre continuar refém do modelo israelense de solucionar conflitos – bombardeie os diferentes, até reduzi-los a pó; isso feito, ninguém terá de conversar com ninguém; e, caso seja indispensável conversar, 'eles' baixarão a cabeça depois de as bombas os terem varrido do mundo.

Até quando continuaremos a aceitar a chacina e a matança como plataforma para o diálogo? Alguém conhece algum caso em que a solução à moda Israel & bombas tenha jamais levado à paz?
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