sexta-feira, janeiro 06, 2006


CURTAS E BOAS

"PC para Todos" tem vendas acima do esperado

Reuters
O programa do governo federal que, desde novembro, está financiando a compra de computadores para usuários de baixa renda vem recebendo demanda acima da esperada e chamando a atenção para iniciativas de inclusão digital por parte de companhias como a Microsoft . O projeto "PC para Todos", que utiliza o sistema livre Linux, facilita o financiamento para a compra de computadores pessoais de até R$ 1,4 mil. O Magazine Luiza, uma das primeiras redes de varejo do país a ingressar no programa, começou a comercializar os PCs em 18 de dezembro e ao final do mês registrou vendas de 13,6 mil unidades, das quais entre 80% a 90% foram para clientes das classes C e D. A empresa vendia antes do programa do governo cinco mil computadores por mês e inicialmente esperava distribuir 50 mil PCs do projeto este ano. Agora, a expectativa é de 120 mil unidades.
Mesquita, do Serpro, afirma que até agora foram concedidos um total de R$ 1,75 milhão em financiamentos por parte dos bancos oficiais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Créditos de cerca de R$ 300 milhões que foram disponibilizados pelo BNDES para que varejistas participem do programa oferecendo juros baixos estão sendo usados, por enquanto, apenas pelo Magazine Luiza, disse Mesquita, já que o banco não permite o ingresso de empresas com capital estrangeiro. "O governo está estudando a possibilidade de modificar isso", afirmou.

Para Gil, críticas de Caetano são "estimulantes".
Por Pedro Fonseca.
Reuters- O ministro da Cultura, Gilberto Gil, reagiu com tranquilidade às fortes críticas feitas pelo amigo de longa data Caetano Veloso à sua pasta, afirmando que esse tipo de debate é natural e que não abala a relação dos dois. "As críticas são muito boas, estimulantes e natural que sejam feitas. Isso é sinal que a sociedade está atenta ao trabalho que o ministério faz", disse Gil a jornalistas. Em uma carta aberta publicada na quinta-feira, Caetano defendeu o poeta Ferreira Gullar, que se envolveu em uma polêmica com o secretário de Políticas Públicas do Ministério da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e disse que "se um ministério demonstra não aceitar críticas... estamos sim a um passo do totalitarismo". Gil disse que não havia lido a carta de Caetano e que ficou sabendo do ocorrido por meio de sua mulher, Flora, mas que considera o debate como algo saudável. "Governar é escolher e, de certa forma, é também discriminar. Ao escolher uma coisa você pretere outra. Você nunca consegue satisfazer todo mundo. O nosso trabalho vai continuar satisfazendo uns e descontentando outros", afirmou. Sobre Caetano, Gil disse que "nossa amizade não será abalada". O desentendimento entre Gullar e o Ministério da Cultura começou no final de 2005, quando o poeta criticou a atuação da pasta, apesar de reconhecer que não acompanhava de perto os projetos do setor (HUMMMMMMMM!!!). A resposta do ministério veio através de Sá Leitão, que acusou Gullar de "centralista" e "stalinista".
E para endoidar a cabeça dos Caetanos, Ferreiras & Cia: Agência Estado. Gil recebe diploma de embaixador na Dinamarca. O ministro da Cultura e cantor Gilberto Gil, ao ser nomeado hoje o embaixador do bicentenário de nascimento de Hans Christian Andersen, que ocorre no próximo ano, disse que o escritor dinamarquês foi único e jamais será esquecido. Gil recebeu o diploma de embaixador e um botom comemorativo do bicentenário, das mãos do ministro da Cultura dinamarquês Brian Mikkelsen. Gil está na cidade para manter conversações com Mikkelsen e também para participar do Festival de Jazz que se realiza todos os anos em Copenhague. Gil é a terceira personalidade da América do Sul a ser nomeada para a tarefa de divulgar a obra de Andersen pelo mundo. O grande autor da literatura infantil mundial escreveu clássicos como O Patinho Feio, nasceu em 1805 e morreu em 1875.

Do escritor Miguel do Rosário, no site da revista eletrônica Novae: “Terminando, gostaria de deixar a reflexão de que todos os debates que fazemos levam a questionamentos de complexidade infinita. Cabe a todos nós que possuímos massa cinzenta circulando na cachola dedicar a vida na procura das essências. Nenhum de nós é proprietário da verdade, que é coletiva, universal e dinâmica. Mas a luta pela justiça vem do coração, não da mente, que é fria e, na maior da parte das vezes, cruel. Temos muita gente inteligente e culta no país, mas precisamos de mais gente com coração apaixonado para brigar pelas nobres causas. Os ideais não morreram. Podem ter morrido lá pela Suíça, com seus seis milhões de habitantes e um salário mínimo de dois mil euros. Mas aqui os ideais de justiça ainda existem sim e são muito fortes e sólidos, e não vamos trocá-los pelo moralismo hipócrita da direita endinheirada.”
De Julio Cesar Montenegro, no site acima citado (seção Manifeste-se): “Eleito Lula, começaram as previsões das catástrofes econômicas, que são tudo que interessa a ELES, donos do poder: propriedades invadidas!, desapropriações!, real desvalorizado!, ações despencando!, caos e privações... pros ricos!!!. E tudo por culpa dum "ignorante". Esperto o bastante, provavelmente pelas negociações trabalhistas com os espertíssimos patrões, Lula sabia que não tinha respaldo para bater de cara com as ELITE$. E o mundo DELES não desabou. Parece até, segundo algun$ especiali$ta$, que as coi$a$ vão muito bem nesse $etor. Então por que a grita, a campanha milionária e histérica de jornalões, televisões e figurões contra "o mais corrupto governo que já existiu"? Onde é que está pegando? Está pegando que ELES, mesmo continuando com o poder das propriedades, do dinheiro dos negócios, querem voltar a ter um controle total do governo. Afinal são 500 anos de costumeira exploração do "brasil" DELES. E o pior é que já está dando na vista de muita gente que pensa que não são somente ELES que podem nos governar. "Qualquer um" pode. Quer dizer NÓS, A MAIORIA podemos. Um cara que estudou como até a loucura pode ser fabricada para internar nos asilos os "loucos" que não "ajudam" na construção cansativa da riqueza dos poucos que mandam, Thomas S. Szasz questiona o que vêm sendo feito contra NÓS: "O que as autoridades realmente proíbem são os esforços do indivíduo para a autodeterminação; o que mais temem é uma redução da distância entre o governante e o governado". Principalmente quando diz "bobagens", Lula diminui essa distância. Fica longe da sabedoria dos que sempre mandaram e perto da gente. É um exemplo de que NÓS podemos nos governar. Logo, para os que querem continuar no poder, é um perigoso mau exemplo. Portanto, para a maioria dos silvas como ele, o Presidente da República atual é mais que um exemplo, uma possibilidade. Nem que seja só por isso: obrigado Lula!!!”.

jotaamorim

quinta-feira, janeiro 05, 2006



Mais um caso de truculência do jeito tucano de comandar as PMs, vejam que é uma coisa sistemática, é uma questão de comando, de fazer a coisa dessa maneira. As PMs de SP e Pará já são bem conhecidas, até internacionalmente, mas é uma coisa recorrente em todos os estados com governadores tucanos...
Eles dizem que isso é firmeza. Não é firmeza. É truculência, boçalidade e estupidez. Falta de compromisso com a democracia, corrupção e uso de marginais para fazer política autoritária de estado.


Policiais acusados de latrocínio são absolvidos

Oito policiais de Aparecida de Goiânia, Goiás, acusados de assassinar duas pessoas na noite de 22 de abril de 2005, foram absolvidos pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia. Dois inquéritos foram abertos para investigar o caso, um da Delegacia de Homicídios de Aparecida de Goiânia e outro da Policia Militar. O Ministério Público de Aparecida também acompanhou o caso, através do promotor de justiça Mauricio Gonçalves de Camargo.
As investigações apuraram que além da viatura de número 115, que abordou o palio, outra viatura da ROTAM (Rondas Ontensivas Táticas Metropolitanas), de número 119, que deveria fazer ronda na cidade de Goiânia, participou do desaparecimento das vítimas. Em seguida foi apresentado contra eles denúncia do Ministério Público, sob acusação de latrocínio e ocultação de cadáver. "É claro que foram assassinados", diz o promotor Mauricio Camargos. Ele explicita isso no recurso. "Ninguém em sã consciência considera crível que as vítimas estejam a passear por aí, e que, a qualquer momento retornem à casa de seus familiares. Oxalá isso possa mesmo acontecer". Mesmo assim, o juiz alegou em sua sentença que a provas apresentadas no processo eram insuficientes para provar a culpa dos acusados.
Um das provas contra os policiais foi conseguida através da quebra de seus sigilos telefônicos. O policial Marcelo Alessandro Capinan Macedo, que compunha a viatura 02 119 da Rotam, ligou para o Sargento Fabiano Marcelo, da viatura GPT 02 256, responsável pela ronda na região e disse a ele que "a ROTAM COMANDO estava na área dando cadeias e já havia dois na gaiola". O horário da ligação coincide com o da abordagem. Um fato leva a crer ainda mais no envolvimento dos policiais da Rotam no crime. Em depoimento, o pai de Paulo Sérgio afirmou que seu filho era constantemente extorquido por policiais da Rotam, entre eles Marcelo Capinam, um dos acusados.

"Eu sei que ele sumiu. Eu sei que ele está morto. Mas eu queria ter certeza que ele está em algum lugar enterrado."

Maria das Graças, é mãe do menino Murilo, 12 anos, desaparecido após a abordagem policial. O trauma deixou diversas seqüelas e ela agora passa por acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Já passou dois meses na Clínica psiquiátrica Instituto de Neurociências e tem tomado vários remédios, entre eles antidepressivos. No entanto muitas vezes falta-lhe o dinheiro necessário para os remédios, sem eles ela não consegue dormir e se descontrola emocionalmente. "Eu sei que ele sumiu. Eu sei que ele está morto. Mas eu queria ter certeza que ele está em algum lugar enterrado.", diz em prantos. Ela conta que no dia do desaparecimento, o pai de Murilo pegou o carro e saiu em busca do filho após 20 minutos da saída dele e de Paulo Sérgio, pois, de acordo com a mãe, o local em que o menino iria, não levaria mais de 10 minutos com ida e volta. Chegando lá ouviu de testemunhas que haviam visto o carro dele sendo abordado por um carro da polícia e sair dirigido por um policial da ROTAM. Sua expectativa era de que o caso de seu filho fosse um exemplo de que há justiça no país. Ela acreditou que seria feita a justiça, por Murilo ser uma criança e o caso estar aparecendo diversas vezes na mídia. "Eu achei que não seria como os outros casos de pessoas que morrem na mão dos policiais e fica por isso mesmo. Agora eu espero a justiça de Deus”, diz. Maria afirma que seu marido já recebeu ameaças por telefone. Isso fez com que ele desistisse de se manifestar por justiça, preferindo que fiquem quietos. "Eu acho que no fundo ele tem muito medo de ir atrás. Eu não tenho medo. Se eles fizerem alguma coisa comigo, me matarem, estarão fazendo um favor. Minha vida perdeu a razão. A única coisa que eu tenho é o meu filho de 15 anos”, conta. Ela tem medo pelo filho mais velho, afinal, os policiais estão livres, e seu marido e filho sempre cruzam com eles pelas ruas de Aparecida de Goiânia. "Eu tenho medo de deixar meu filho sozinho. Quando ele demora 20 minutos e não chega, eu ligo pro pai dele o tempo inteiro". Maria agora busca o apoio de organizações que lutam pelos Direitos Humanos. A comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa acompanhou o caso, mas depois da absolvição dos policiais nada tem sido feito. A família imprimiu panfletos procurando por Murilo, onde acusa o governador do estado Marconi Perillo pela omissão diante da dor da família. Sobre os policiais, sua frase resume sua revolta:

"Nossa! Eu tenho é nojo deles!”.

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Bolsa-Família é embrião da renda universal

ANTONIO NEGRI e GIUSEPPE COCCO

Há vários meses, com doses a cada vez renovadas de hipocrisia e cinismo, o governo Lula está sendo literalmente linchado por praticamente toda a grande imprensa nacional. Em um país como o Brasil, a "criminalização" de apenas "dois anos" do único governo não oriundo da atávica reprodução das elites tecnocrático-corporativas e oligárquico-escravagistas seria hilária se não fosse trágica. Apenas o preconceito de classe e até racial pode explicar a tão leviana adesão a uma "verdade do poder" que -no Brasil- tem a mesma cara e a mesma violência da desigualdade social e racial da qual ela é uma triste representação.
Evidentemente, o verdadeiro debate é outro: ele diz respeito ao lugar e à dinâmica do que chamaremos -por oposição explícita- de poder (ou potência) da verdade.Onde está a resposta ética e transparente ao moralismo instrumental das "elites sem projeto"? A dificuldade de responder a essa pergunta se encontra no fato de que, em face da ofensiva midiática e política das elites, o governo, o PT e os chamados "movimentos" sociais ficaram praticamente paralisados.Por quê?Em parte e sobretudo num primeiro momento, essa paralisia se explica pela própria dinâmica da crise política enquanto celebração da homologação do PT e do governo Lula às práticas plurisseculares das elites. A verdade do poder sabe como representar, deixando um espaço para o moralismo impotente daqueles que acreditavam que haveria uma representação "pura" e até mesmo revolucionária.Um outro mecanismo do espetáculo hediondo da "verdade do poder" é o da representação do "silêncio dos intelectuais". Não fosse pela coragem política da filósofa Marilena Chaui -que desmentiu a arrogância intelectual de alguns-, o campo do debate teórico-político brasileiro teria sido falsificado como sendo o deserto do "esquecimento da política".Mas as razões desse impasse são outras: elas se encontram na questão da política econômica do governo Lula.Para uma parte consistente da militância e dos dirigentes do PT, um governo se define como de "esquerda" essencialmente em razão da política econômica que faz. E isso porque, para eles, a integração social só pode vir da dinâmica de uma taxa de emprego que, por sua vez, está atrelada às taxas de crescimento (do PIB!).Ora, apesar da política econômica (e dos percalços do PIB no último trimestre de 2005), as estatísticas nacionais apresentam elementos positivos: o nível de desigualdade está diminuindo desde 2001 -e de maneira acelerada desde 2003 e 2004.Com efeito, o programa Bolsa-Família é o grande responsável por essa evolução extremamente positiva e inovadora e indica claramente que a política social pode ter um desempenho expressivo apesar dos bloqueios e problemas gerados pelos juros astronômicos.É exatamente aí, no Bolsa-Família, que está o paradoxo. O governo Lula assumiu essa política social a aceitando (e a justificando) como sendo condicionada (a uma determinada contrapartida por parte dos lares beneficiários).Os neoliberais (nem todos) a aceitam enquanto política focalizada (não-universal), pois dirigida aos mais pobres.Os defensores de uma virada radical da política econômica (dentro do próprio governo e do PT) a suportam como política compensatória que necessariamente deverá ser substituída quando a dinâmica do emprego permitir a retomada das políticas universais articuladas a partir da relação salarial (ou seja, da tradicional relação capital-trabalho).Todas essas três abordagens são inadequadas, porquanto não apreendem que, no capitalismo contemporâneo (globalizado, organizado em redes que integram produção e circulação e cada vez mais baseado na produção de conhecimento), a integração social (o fato de ter direito aos direitos, de ser um cidadão por todos os efeitos) não está mais atrelada à integração produtiva (dentro da relação salarial, no estatuto de um emprego formal regulado por um contrato de duração ilimitada).Pelo contrário, no capitalismo da era do conhecimento, para ser produtivo, é preciso ter educação, moradia e acesso aos serviços básicos e avançados. Para ser produtivo, é preciso ser cidadão -inclusive e sobretudo, ter renda!Reduzir a desigualdade pelo Bolsa-Família não significa apenas fazer política social. Significa, também, fazer política econômica: para além do horizonte inatingível do pleno emprego keynesiano. É por isso que o "crescimento com redução da desigualdade" torna o desenvolvimento sustentável: trata-se de uma dinâmica material de mobilização produtiva, e não de um princípio abstrato.Massificando o programa Bolsa-Família, o governo Lula está fazendo exatamente isso: criando um embrião de salário universal e, pela primeira vez, praticando aquela distribuição de renda que funciona de lastro à retórica vazia de muita gente.Nesse sentido, o governo Lula deveria colocar sua própria prática numa outra perspectiva, apontando para a incondicionalidade e a aceleração do processo de massificação (democratização) do Bolsa-Família enquanto embrião de uma renda universal e cidadã.

Antonio Negri, 72, filósofo italiano, é professor titular aposentado da Universidade de Pádua (Itália) e professor de filosofia do Colégio Internacional de Paris (França). Entre outras obras, escreveu, em parceria com Michael Hardt, os livros "Império" e "Multidão".Giuseppe Cocco, 49, cientista político, doutor em história social pela Universidade de Paris, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre outras obras, escreveu, com Antonio Negri, o livro "Glob(AL): Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada".

Enquanto a tucanada fala,
LULA faz.

Um outro Brasil é possível,
uma outra América Latina é possível.

Energia elétrica chega para mais 2 milhões de brasileiros em 2005

O programa Luz para Todos atendeu em 2005 2,15 milhões de pessoas, 47% delas na região Nordeste, onde mais de um milhão teve ampliado o acesso à energia. O programa, iniciado em 2004, deverá levar energia para mais 3 milhões de pessoas em 2006 e atingir 30% de toda área rural do país. A meta do governo é até 2008 levar energia elétrica para os 10 milhões de brasileiros que vivem nessas áreas. O deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que o Luz para Todos é um dos programas sociais mais importantes do Governo Lula, junto com o Bolsa-Família. "Estamos descobrindo um Brasil que estava escondido, vivendo no século XIX em pleno século XXI, e dando o direito às pessoas de ter energia elétrica", disse. Para o petista, o mais importante do programa Luz para Todos é não ser assistencialista. "Com a energia elétrica é possível aumentar a produtividade, com a irrigação, além de possibilitar o funcionamento de escolas noturnas, enfim, dar cidadania a esses brasileiros", ressaltou Fernando Ferro. O parlamentar explicou ainda que o programa prioriza as áreas rurais mais carentes e citou como exemplo os assentamentos, as áreas indígenas e dos quilombolas. De acordo com o diretor nacional do programa Luz para Todos, José Ribamar Santana, para ter acesso ao programa o cidadão não precisa pagar nada. Além disso, uma parte do custo é subsidiada pelo governo. "Você só vai pagar na medida em que consumir. Mesmo assim, na maioria das vezes esse programa ainda tem um subsídio do governo. Ou seja, o governo paga uma parcela para você", destacou.

Governo anuncia pacote de obras de infra-estrutura

O governo anunciou um pacote de obras de infra-estrutura nas áreas de energia, rodovias e ferrovias. As decisões foram anunciadas pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, depois de uma reunião na última terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os ministros e técnicos da área de infra-estrutura, com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega. Em março, o governo realizará a licitação para vender o ramal norte da Ferrovia Norte-Sul, que vai de Palmas, em Tocantins, a Açailândia, no Maranhão, de 720 quilômetros; em abril, abrirá a concessão para 3.059 quilômetros de 8 rodovias no Sul e Sudeste, entre elas a Regis Bittencourt e a Fernão Dias; e, em maio, ofertará à iniciativa privada seis hidrelétricas, que vão gerar cerca de 5 mil megawatts, ou quase meia Itaipu, cuja potência é de cerca de 12 mil megawatts. Os recursos virão de bancos estatais e fundos de pensão - os três maiores (Previ, Funcef e Petros) têm juntos investimentos e aplicações financeiras de mais de R$ 110 bilhões. Os fundos podem entrar como sócios das empresas que comprarem as concessões. Eles já têm investimentos na área de infra-estrutura. Somente as duas hidrelétricas planejadas para o Rio Madeira, em Rondônia - Jirau e Santo Antonio -, vão custar cerca de R$ 20 bilhões. Juntas, terão capacidade para gerar 4,24 mil megawatts. "Temos energia garantida para até 2010, caso o País cresça cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano", disse Dilma. Cada uma terá 44 turbinas, que poderão ser montadas em fases diferentes. Dilma Rousseff disse que possivelmente será aberta uma fábrica de turbinas na Região Norte para atender às duas hidrelétricas. "Portanto, para termos energia nova em 2011, precisamos começar a construir as novas hidrelétricas já em novembro", afirmou Dilma. O financiamento para a construção das hidrelétricas, junto com outras quatro, no Sul e Sudeste (com capacidade para 752,1 megawatts) será feito pelo BNDES. As duas hidrelétricas de Rondônia terão também eclusas, porque o governo quer perenizar a navegabilidade do Rio Madeira.

Governo garante R$ 15 milhões para agricultura familiar

Os pequenos produtores rurais do Paraná vão começar o ano com mais tranqüilidade para trabalhar. No final de dezembro, o governo federal repassou ao governo do estado R$ 15 milhões para ações de apoio aos agricultores familiares. Em conta-corrente, já foram depositados R$ 7,6 milhões. De acordo com o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimmermann, os recursos vão sair do caixa dos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dentro do programa Fome Zero. Zimmermann explica que a maior parte do dinheiro, R$ 11 milhões, será destinada ao programa Compra Direta Local da Agricultura Familiar. Na opinião do secretário, esse é um dos mais importantes programas do governo federal. Atende tanto o pequeno produtor - pagando um preço justo pela sua produção - quanto o cidadão, proporcionando alimentação de qualidade e barata para a população carente. Com os recursos federais, serão compradas também cinco "vacas mecânicas" para alguns municípios do Paraná. Essas máquinas permitem a fabricação de produtos hidrossolúveis de soja, "uma fonte de alto valor protéico para famílias carentes, principalmente as crianças", ressalta padre Roque. Está previsto ainda R$ 1,3 milhão para a manutenção do Sistema Nacional de Emprego (Sine), para a qualificação dos funcionários das Agências do Trabalhador, conservação da rede de intermediação de mão-de-obra e a revitalização dos equipamentos de informática das unidades. Esse dinheiro será aplicado em janeiro e fevereiro de 2006. De acordo com dados da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social, desde o início de 2003, o Programa de Qualificação Profissional, uma das ações do Sine com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Tesouro Estadual, aplicou, no Paraná, R$ 9,9 milhões, beneficiando diretamente 24,9 mil pessoas.

Câmara Aldo diz que projetos prioritários serão votados

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, afirmou nesta quarta-feira que a Câmara vai votar durante a convocação extraordinária pelo menos quatro matérias, que são prioritárias: a proposta de emenda à Constituição que cria o Fundeb (PEC 415/04), o projeto da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Projeto de Lei Complementar 123/04) e projetos que reduzem o período de recesso parlamentar e que acabam com o pagamento de salários extras em razão de convocação extraordinária. Rebelo descartou a hipótese de acordo para garantir a absolvição ou a cassação de parlamentares que estão sendo processados no Conselho de Ética, cujos integrantes "já demonstraram sua postura de independência". Para Aldo Rebelo, a possibilidade de acordo no Plenário é ainda mais remota, porque teria de envolver 513 deputados. O presidente evitou emitir juízo de valor sobre a liberação de recursos por meio de medidas provisórias, como a MP 276, publicada na segunda-feira (2), que liberou de R$ 350 milhões para recuperação de cerca de 26 mil quilômetros de estradas federais e estaduais. "Eu não acompanhei e não tratei da abertura de cofre. Isso não diz respeito à minha atividade como presidente da Câmara", afirmou. "Em ano de eleição, há muito choro de carpideira em novena encomendada", disse, referindo-se às críticas da oposição em razão da liberação dos recursos. Parlamentares oposicionistas atribuem a interesses eleitorais o anúncio das obras em ano eleitoral.

Presidente eleito da Bolívia deve reunir-se com Petrobras

A Petrobras vai retomar do zero, a partir da posse do novo presidente da Bolívia, Evo Morales, no próximo dia 22, as negociações que haviam sido iniciadas há dois anos e que foram interrompidas em razão das sucessivas crises políticas e institucionais ocorridas naquele país. A informação foi dada à Agência Brasil pelo diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. "Não houve oportunidade para desenvolver o projeto e, a partir de agora, volta-se a apresentar a proposta partindo do zero. Ou seja, vai começar de novo a negociação", explicou. Ele esclareceu que as negociações feitas há dois anos previam a participação da estatal boliviana YPFB em empreendimentos da Petrobras, como as refinarias de Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra, adquiridas pela empresa brasileira na década de 90, e o pólo gás-químico que a Petrobras pretende construir na Bolívia. A assessoria da presidência da Petrobras confirmou que existe, de fato, disposição do presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, de encontrar-se com o novo chefe do Executivo da Bolívia após sua posse, para tratar também de outros assuntos relacionados ao setor de petróleo e gás. A assessoria da Petrobras informou ainda que há possibilidade, inclusive, de que esse encontro ocorra antes da posse de Morales, durante sua visita ao Brasil para audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ocorrer no próximo dia 13. A visita de Morales foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Entre os temas previstos destaca-se a nova Lei de Hidrocarbonetos, que aumentou de 18% para 50% a taxação sobre empresas estrangeiras que atuam naquele país nessa área. No ano passado, a Petrobras investiu na Bolívia, até o mês de novembro, aproximadamente US$ 41 milhões. Em 2003, os investimentos feitos pela estatal na Bolívia atingiram U$ 49 milhões e, em 2004, U$ 19 milhões. A Petrobras começou a atuar na Bolívia no final de 1995, quando foi criada a subsidiária Petrobras Bolívia, cujas operações começaram em meados de 1996. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, em menos de dez anos a Petrobras Bolívia tornou-se a maior empresa do país. Os investimentos totais nos projetos em que tem participação na Bolívia alcançaram cerca de US$ 1 bilhão no período 1996-2004.

Petrobrás aparece como 113ª maior empresa do mundo, segundo ranking inglês

Cinco empresas brasileiras foram incluídas no ranking das 500 maiores companhias do mundo do jornal inglês Financial Times, apresentando valor de mercado superior a US$ 130 bilhões. Dentre elas, a que obteve a melhor classificação foi a Petrobrás, na 113ª posição, com valor de mercado na data de publicação do ranking (22/12/2005) de US$ 74 bilhões. As informações foram divulgadas hoje (4) no Rio de Janeiro, pela assessoria de imprensa da Petrobrás. A estatal brasileira do setor de energia ficou 42 pontos acima da segunda empresa brasileira colocada no ranking FT Global, a Companhia Vale do Rio Doce, do setor de mineração, que aparece na 155ª posição. De acordo com o jornal, as maiores empresas do mundo são a General Eletric e a Exxon Mobil. As demais brasileiras relacionadas entre as 500 maiores são Ambev (313ª posição), do setor de bebidas, e os bancos Itaú (324ª) e Bradesco (465ª).

TSE define calendário eleitoral de 2006

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou uma resolução que define o calendário eleitoral de 2006, entre elas as regras para propaganda eleitoral. Três meses antes das eleições, em julho, as emissoras de rádio e televisão não podem mais incluir em sua programação, nem no noticiário, imagens de realização de pesquisa eleitoral; propagandas políticas que emitam opinião favorável ou contrária a qualquer candidato, partido político ou coligação; reportagens ou outras peças que dêem tratamento privilegiado a um determinado candidato; filmes, novelas ou minisséries com críticas a candidato ou partido. As informações são da Folha de S.Paulo. A divulgação de programas que se refiram a um candidato escolhido em convenção fica proibida a partir do dia 1º de julho, ainda que já fossem veiculados antes dessa data. Os programas de TV ou rádio apresentados ou comentados por candidatos não podem mais ir ao ar a partir de 1º de agosto. Os candidatos a presidente, governador e seus respectivos vices não podem participar de inaugurações de obras públicas a partir de 1º de julho, quando também passa a vigorar a proibição da contratação de shows artísticos, pagos com recursos públicos, para marcar a inauguração de obras ou serviços públicos. Os partidos podem fazer propaganda eleitoral a partir de 6 de julho, mas a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV começa no dia 15 de agosto e vai até 29 de setembro. Até o dia 30 de setembro ainda é permitido o uso de alto-falantes nas ruas, a realização de carreatas e a distribuição de material de propaganda eleitoral. Os candidatos podem participar de comícios a partir do dia 6 de julho. Para o deputado Rubens Otoni (PT-GO), que relatou os projetos de lei referentes à reforma política na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a resolução traz apenas recomendações básicas sobre o processo eleitoral. "As mudanças mais profundas que buscamos, que seriam normas para coibir o abuso do poder econômico, não estão presentes. Para isso, teríamos que aprovar o projeto de lei aprovado no senado, sobre as normas de gastos de campanha. O que buscamos no debate é avançar na lei", afirmou.

Produção nacional de cana-de-açúcar é a maior da história, segundo Conab

O resultado consolidado da safra de cana-de-açúcar 2005/2006 registra a produção de 436,8 milhões de toneladas, a maior da história do país. O volume representa um crescimento de 5,1% em relação à safra anterior. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Jacinto Ferreira. Segundo ele, a produção "poderia ter sido ainda maior", em torno de 450 milhões de toneladas, não fosse a estiagem nos principais estados produtores do Nordeste, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Risco-país do Brasil termina em 301 pontos, a menor taxa desde 1994

O banco JP Morgan comunicou em relatório que a taxa de risco-país encerrou a terça-feira no patamar recorde de 301 pontos, o menor da série histórica produzida pela instituição desde 1994. Durante o dia, a taxa chegou a cair para 298 pontos. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo analistas de mercado, a queda aconteceu com a sinalização dada pelo Fed (banco central dos Estados Unidos) de que o ciclo de alta dos juros norte-americanos pode estar chegando ao fim. Desde o início de dezembro, o risco brasileiro vem batendo recordes de baixa. Até então, o menor patamar era de 22 de abril de 1997. O indicador é uma espécie de termômetro da confiança dos estrangeiros na capacidade de o Brasil honrar suas dívidas. Quando ele cai, sinaliza que a confiança está em alta. A forte liquidez de recursos em direção ao Brasil e o apetite dos estrangeiros por títulos brasileiros ajudam a derrubar o risco-país. Além disso, o cenário positivo nos EUA, com a perspectiva de fim do ciclo de aperto monetário, também colabora com a queda do indicador, já que diminui a aversão ao risco no mundo.

Governo admite intervir para segurar preço do álcool

O governo admite adotar medidas para barrar a alta do preço do álcool durante a entressafra da cana-de açúcar, que vai até abril. Foi o que sinalizou nesta quarta-feira o diretor do departamento de cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan. Depois de subir 28% em 2005, o álcool hidratado iniciou 2006 com alta de 6% para o consumidor, segundo dados da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes). As informações são da Folha Online. Na avaliação do técnico, o preço atual (entre R$ 1 e R$ 1,10 na usina) ainda não pode ser considerado exagerado, pois o custo de produção está em torno de R$ 0,75 a R$ 0,80 por litro. Segundo ele, é normal uma alta de preços nesta época do ano, de entressafra no setor. Entretanto, Bressan destacou que o governo acompanha com atenção não só o preço do produto, mas principalmente a capacidade de abastecimento para atender a uma demanda crescente. De acordo com o técnico, somente a frota de bicombustíveis (abastecidos por gasolina ou álcool) é estimada em 1,3 milhão de veículos, com ingresso de aproximadamente 100 mil novos carros com a opção de uso do álcool no mercado por mês. O estoque atual de álcool está próximo de 4 bilhões de litros. Segundo o Ministério da Agricultura, há combustível suficiente para atender a uma demanda mensal de cerca de 1,2 bilhão de litros. Bressan admitiu que as recentes altas dos preços do produto promovidas pelo mercado para repassar elevações de custos represadas durante a safra acenderam a "luz amarela" e que o governo deverá discutir o assunto com os usineiros e também internamente, possivelmente na próxima semana. Gasolina - A redução do percentual de álcool misturado à gasolina de 25% para 20% é uma das hipóteses cogitadas pelo governo para reduzir o consumo de álcool até a próxima safra, que começa em abril. Mas Bressan destacou que a mudança na proporção provocaria, por outro lado, um aumento do preço da gasolina, que já é mais cara que o álcool. "Existe uma pressão de preços, e temos de ver se é viável tomar alguma medida para melhorar isso", disse o técnico após a divulgação de uma safra recorde de cana-de-açúcar para 2005/2006 e de um incremento de 11,8% na produção de álcool no último ano. De acordo com o levantamento da Conab, das 394,4 milhões de toneladas de cana da safra atual destinadas à indústria sucroalcooleira, 178,4 milhões de toneladas foram usadas para a produção de 17 bilhões de litros de álcool. "Estamos empenhados em achar alguma saída para minimizar o prejuízo aos consumidores sem arriscar o abastecimento", afirmou. Bressan explicou que antes de tomar qualquer medida, o governo deve avaliar os impactos de uma intervenção no setor para a próxima safra. Segundo ele, também não é de interesse do governo uma queda muito forte nos preços do produto a partir de abril pois seria um desestímulo ao setor.

Petistas doam salário da convocação extraordinária

Como procedeu no ano passado, a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) doou o dinheiro correspondente ao salário pela convocação extraordinária da Câmara para instituições que lidam com a questão social no Rio Grande do Norte. Os cheques foram entregues na tarde última terça-feira. Correspondendo a primeira parcela do salário da convocação, a doação beneficiou o Grupo de Apoio a Criança com Câncer, a Pastoral da Juventude do Meio Popular, da igreja católica, e o Canto Jovem. No ano passado, os recursos foram para o Centro Herbert de Souza e a Pastoral da Criança e do Adolescente, também da igreja católica. "Acho que esse salário extra é legal, está previsto na lei, mas não é ético. Eu defendo que o tempo do recesso seja encurtado de 90 para 45 dias, com 30 dias no final do ano e 15 dias no meio. Acho também que em nenhuma hipótese se deveria pagar salário ou qualquer tipo de remuneração extra a deputado ou senador", afirmou Fátima Bezerra. O deputado Marco Maia (PT-RS) também vai doar a remuneração recebida pela convocação extraordinária. Os recursos serão divididos entre o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Canoas e o Instituto do Câncer Infantil, através do Portal Social da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. A oficialização da entrega dos recursos para o Instituto do Câncer Infantil será feita nesta quarta-feira. Em relação à polêmica envolvendo os recursos das convocações extraordinárias, Marco Maia afirma que "a melhor alternativa ao funcionamento do Congresso é a redução do período de recesso parlamentar de 90 para 30 dias".

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quarta-feira, janeiro 04, 2006


CURTAS E BOAS

Veja trechos do Editorial do jornal Folha Dirigida de 02/01/06. E não é um jornal petista, muito pelo contrário.

Opção pelos Concursos
Se há um setor em que o governo Lula vem se destacando amplamente, é o da área de geração de empregos por meio de concursos públicos. Ao implementar política de combate às terceirizações, o governo federal priorizou o trabalho de resgate do serviço público, que vinha sendo sucateado em governos anteriores.
Dados do Ministério do Planejamento apontam que o governo Lula já liberou o preenchimento de 60.636 vagas em diversos órgãos desde 2004 encerrando, desde modo, 2005 de maneira auspiciosa.
Quando se fala em geração de empregos, não se pode prescindir da presença do Estado. Em um país como o Brasil, de graves desajustes sociais, a máquina estatal representa a oportunidade de ascensão social para milhares e milhares de pessoas.
Há áreas em que a presença do governo federal torna-se fundamental, como a da educação, saúde, habitação e segurança pública, dentre outras. Acreditar que um estado mínimo poderá resolver as nossas graves questões sociais é desconhecer a verdadeira realidade do país.
As autorizações dos concursos, como parte da política de desterceirização implementada pelo governo Lula, que desde 2003 já liberou o preenchimento de 60.636 vagas em diversos órgãos, permitindo a substituição de 35,27% dos terceirizados, merece aplausos gerais, principalmente, pelo grande desastre que a terceirização vem representando em diversos órgãos públicos.

Governo libera verba para expansão de escolas técnicas federais.

O Governo Federal aprovou R$ 150 milhões em linha de crédito para a criação de 40 novas unidades federais de ensino técnico. A previsão é de que 26 unidades sejam criadas já em 2006. Três novas escolas técnicas federais, cinco escolas agrotécnicas federais e 32 unidades de ensino descentralizadas devem ser construídas, no Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, e Distrito Federal. Cidades do interior e periferia das grandes cidades devem ser priorizadas. A expansão deve criar cerca de 5.000 novos postos de trabalho, sendo 1.990 para professores.

Balanço aponta menos mortes em estradas do país.

Balanço da Polícia Rodoviária Federal divulgado nesta terça-feira aponta que o número de mortes e feridos caiu, na comparação com o ano anterior. A operação começou dia 30 de dezembro e terminou à meia noite de segunda-feira (2). A redução no número de mortes foi de 40,54%. Para o inspetor Alvarez de Souza Simões, chefe de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal e coordenador-geral de Operações substituto, a redução no número de vítimas reflete as ações de fiscalização do órgão.
2004/2005
Mortos- 111
2005/2006
Mortos- 66
Comentário: Vale lembrar que em 2003 o Governo Lula realizou concurso para a Polícia Rodoviária Federal para o preenchimento de 2.200 vagas. Concurso de difícil realização, pois efetuado em várias fases. As nomeações continuam sendo feitas, podendo o Governo ampliar o número de vagas.

RiscoBrasil

O risco Brasil, taxa que mede a desconfiança do investidor brasileiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País, caiu para o nível mais baixo da história nesta terça-feira (03/01/2006), abaixo dos 300 pontos-básicos sobre os papéis do Tesouro dos Estados Unidos. O chamado risco-país do Brasil caiu 13 pontos, chegando aos 298 pontos. Os governos recorrem ao mercado internacional para lançar títulos. Com esses papéis, tomam dinheiro emprestado de investidores a uma determinada taxa. Os países "competem" pelos recursos dos investidores, e a taxa de remuneração desses papéis depende do risco de cada nação. Quanto menor o risco, maior a confiança dos investidores externos. Um país que tenha um histórico de pagamentos em dia capta dinheiro a uma taxa muito inferior do que outros com problemas recentes de crédito. Vale lembrar que o Risco Brasil chegou a superar 2.400 pontos em setembro de 2002. E hoje 298 pontos!!! (é pra comemorar como fez o Adauto...)

Faturamento nos Shopping: 2004- 6% maior que em 2003; 2005- 7% maior que em 2004. Assim, se em 2003 os Shoppings faturaram R$ 900.000,00, em 2004 o faturamento foi de R$ 954.000,00 e em 2005, R$ 1.020.780,00... E é sobre o faturamento que alguns tributos são calculados. Dessa forma, os recordes constantes de arrecadação devem-se ao maior faturamento das empresas e não necessariamente à elevação da carga tributária como a grande mídia quer fazer crer sempre...
Vendas online batem recorde no Natal de 2005. As vendas online bateram recorde e cresceram 61% no Natal de 2005 em comparação com o de 2004, segundo pesquisa da e-bit. No período, que corresponde de 15/11 a 23/12, as vendas atingiram 458 milhões de reais, 10% acima da previsão do próprio e-bit. É o maior volume de negócios online no período natalino, segundo o e-bit. Fonte: Ralphe Manzoni Jr (UOL)

Média de Juro Real: FHC (15,6%) - Lula (10,9%).

Mas a grande mídia tucana, quando quer, tem memória curta ou usa de pura má-fé....
Nossa Mídia Tucana: Só para ilustrar, a empresa que "venceu" a concorrência - só ela se credenciou- para instalar equipamentos que permitam o uso de celulares no metrô de São Paulo, também fornece tecnologia para rastrear veículos que "furam" o rodízio na Capital. Esta mesma empresa - CCBR - Catel também ajudou na reforma da sede da Fundação Mário Covas. Se tal coisa se observasse, tendo relação com Lula, Marta ou Requião, os editoriais cairiam matando. Colaboração: Humberto Amadeu Capellari.

jotaamorim


Luz para Todos beneficiou 1 milhão no Nordeste

Em 2005, o programa Luz Para Todos atendeu 2,15 milhões de pessoas — 47% delas na Região Nordeste, onde mais de um milhão teve o acesso à energia ampliado. De acordo com o diretor nacional do programa, José Ribamar Santana, ao todo foram instalados 700 mil postes, o equivalente a duas voltas em torno da Terra em cabos de energia. A operação gerou mais de 80 mil empregos diretos.

"Quem não tem energia é como se ainda estivesse no século 19", avaliou. "Estamos incluindo essas pessoas a todos os benefícios que a energia traz, seja no setor produtivo, no conforto e na questão de saúde, para ter postos de saúde com as vacinas que precisam de resfriamento", acrescentou.

Ele destacou que, no início do programa, em 2004, existiam mais de 10 milhões de pessoas sem energia no país. A expectativa, até o final do programa, em 2008, é zerar esse índice. Para isso, o número de ligações mensais feitas aumentou: nos três primeiros meses de 2005 eram 20 mil, hoje, são 50 mil.

Neste ano, o programa Luz Para Todos levará energia para mais 3 milhões de pessoas. A região Norte receberá atenção especial. Ele destacou que, por conta das dificuldades de acesso, de distribuição da população e de questões climáticas, o Luz Para Todos demorou um pouco mais para chegar à região Norte. "Mas criamos todas as condições, todos os contratos estão praticamente feitos e acreditamos que 2006 será um ano bastante proveitoso para a região amazônica", explicou.

De acordo com Santana, o programa, que tem previsão de término em 2008, deve levar energia a todas as pessoas que ainda não têm. "Acredito que um programa com essa importância e com todas as condições que foram criadas terá o seu término no momento em que cada brasileiro tenha energia posta em sua casa", disse.

Santana destacou que, para ter acesso ao programa, o cidadão não precisa pagar nada. Além disso, uma parte do custo é subsidiada pelo governo. "Você só vai pagar na medida em que consumir. Mesmo assim, na maioria das vezes esse programa ainda tem um subsídio do governo, ou seja, o governo paga uma parcela para você", destacou.

As informações são da Agência Brasil.

terça-feira, janeiro 03, 2006



São 72 anos de idade, 60 anos de Brasil, 55 anos de jornalismo e muitos frutos: seis publicações criadas, dois livros publicados e muitos quadros que continua a pintar – a primeira de suas vocações. A cria mais recente, a revista Carta Capital, já completou dez anos e é considerada por ele a melhor de todas que lançou – Quatro Rodas, Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ, Jornal da República e Senhor (depois IstoÉ Senhor). Respeitada pela independência editorial, por seu posicionamento crítico diante dos poderes – incluindo o da mídia –, e pela qualidade jornalística, Carta Capital guarda as características essenciais de tudo o que sempre fez esse genovês esteta por natureza, aferrado às suas convicções, apaixonado pela profissão que aprendeu com o pai e o avô, e pelo país que adotou e domina – no entendimento e na expressão – como poucos brasileiros natos. Com tantas qualidades, ele está longe de ser uma unanimidade, como prova a escassa repercussão que a imprensa grande reserva para os petardos que dispara semanalmente da redação, próxima à avenida Paulista, onde trabalham onze jornalistas. Não importam a gravidade da denúncia nem a robustez das provas, se a capa é o comando do FBI na polícia brasileira ou a corrupção de políticos poderosos como Antônio Carlos Magalhães: os jornais e as revistas semanais concorrentes o ignoram. Ele dá de ombros, “escrevemos para os leitores”, e declara não ler nenhuma publicação nacional: “A imprensa brasileira é a pior do mundo”. O que não o impede de fazer uma análise arguta e na contracorrente sobre a crise política e sua cobertura pelos meios de comunicação. Com a palavra, Mino Carta.

Entrevistadores: Natalia Viana, Marina Amaral, Ricardo Kotscho, Palmério Dória, Mylton Severiano, Renato Pompeu

..."Só conheço um país em que os jornalistas chamam os donos, os seus patrões, de jornalistas: o Brasil."
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"A mídia está muito mais ligada ao mercado do que ao empresariado. A mídia está ligada ao dinheiro."
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“Quem pensa que o golpe foi militar, a meu ver, está enganado. O golpe foi desse poder que está aí até hoje. Até hoje”.
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“A Folha publicou, faz uns meses, uma matéria – com a claríssima intenção de nos colocar em dificuldade – tentando mostrar que o governo de uma forma ou de outra nos ajuda”.
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... antes o Brasil quebrava

INICIATIVA HISTÓRICA
Brasil quitará dívida com a ONU neste mês

Depois de décadas de endividamento crônico junto às Nações Unidas, o Brasil quitará totalmente seu débito de US$ 135 milhões com a ONU ainda este mês. A notícia foi dada ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Animado, Lula chegou a pedir ao senador petista Eduardo Suplicy (SP), que esteve com ele ontem, para fazer um discurso no Congresso, na primeira oportunidade, destacando o pagamento, que tende a fortalecer o país nos fóruns multilaterais.
"Desde que me entendo por gente, o Brasil sempre deveu à ONU", comentou Suplicy.
Segundo o Itamaraty, ao longo de 2005, o governo brasileiro pagou, com recursos do Orçamento, US$ 99,6 milhões às Nações Unidas. Este mês, serão repassados outros US$ 35,508 milhões. O total pago equivale a três anos de contribuição do Brasil à ONU.
"Antes, era como um cartão de crédito, em que o Brasil pagava sempre o mínimo, para não perder direito a voto. Agora, estamos quites", disse uma fonte da área diplomática.
A medida dará mais fôlego ao Brasil em pleitos importantes, acreditam os diplomatas brasileiros, como a candidatura a uma vaga como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. O país era sempre criticado por não estar em dia com o organismo.
Mês passado, quitação foi com o FMI
No mês passado, o Brasil decidiu antecipar o pagamento de uma dívida de US$ 15,5 bilhões junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Os recursos são das reservas internacionais — atualmente em US$ 53,8 bilhões — e a dívida foi contraída no governo anterior.
A quitação antecipada da dívida com o FMI representará uma economia de cerca de US$ 900 milhões, que seriam pagos em juros entre 2006 e 2008. Mas, segundo técnicos da área econômica, é visível o ganho político que será usado pelo governo neste ano de eleição: o país não deve mais nada ao Fundo.
Outra medida anunciada pelo governo brasileiro consiste na antecipação do pagamento de uma dívida de US$ 2,575 bilhões com o Clube de Paris — grupo de credores formado por nações desenvolvidas, com a finalidade de renegociar dívidas governamentais de alguns países em dificuldades financeiras. O montante a ser quitado ainda este ano representa cerca de 2% da dívida externa do setor público, que em setembro estava em US$ 111,580 bilhões.
Fonte: O Globo
Vermelho


RECORDE DA BALANÇA COMERCIAL
Brasil nunca vendeu nem comprou tanto como em 2005, diz Ministério

Além do histórico saldo de US$ 44,76 bilhões na balança comercial de 2005, anunciado nesta segunda (2), Brasil conseguiu reduzir o peso do comércio com os EUA na formação desse superávit: caiu de 26% em 2004 para 21% no ano passado.
O Brasil fechou 2005 com uma gama de resultados positivos em seu comércio exterior: saldo recorde, ampliação das vendas de manufaturados e diversificação dos destinos. Este último dado representa uma vitória – pelo menos no plano do discurso – pontual do governo Lula, que desde o início focou uma das vertentes de sua política externa na abertura de novos mercados consumidores para o país.Entre janeiro e dezembro, o saldo positivo e recorde da balança comercial alcançou US$ 44,76 bilhões. Essa é a diferença entre o total de exportações – US$ 118,3 bilhões – e de importações – US$ 73,54 bilhões. O resultado foi considerado surpreendente, já que a desvalorização de 12,4% do dólar, registrada ao longo do ano, encareceu os produtos brasileiros no exterior. Em 2004, o país havia registrado um superávit comercial de US$ 33,66 bilhões. A previsão do mercado financeiro, calculada semanalmente pelo Banco Central após pesquisa com os bancos, era um pouco menor, de US$ 44,16 bilhões, conforme boletim divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O próprio governo havia fixado sua meta em US$ 42 bilhões. No fim das contas, as vendas brasileiras cresceram em valor 23%, acima da média mundial prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que é de alta de 14%.
Agosto registrou a maior soma de exportações de empresas instaladas no país, com vendas de US$ 11,36 bilhões. O resultado ficou à frente de julho, quando foram exportados US$ 11,06 bilhões. Em dezembro de 2005, o superávit foi de US$ 4,3 bilhões, acima dos US$ 3,5 bilhões de dezembro de 2004. As exportações totalizaram US$ 10,897 bilhões no mês e as importações, US$ 6,551 bilhões.
Mais independência
Entre tantos números, merece destaque o fato de que o país ampliou suas vendas para além do eixo formado por Estados Unidos e União Européia. As exportações avançaram para a Europa Oriental (+55,8%), África (+41,4%), Mercosul (+32,1%, com aumento de 35% para a Argentina), Ásia (+27,9%, com alta de 26,1% para a China), Aladi, exceto Mercosul (+27,5%) e Oriente Médio (+16,7%). As vendas para Estados Unidos e União Européia também cresceram, mas em patamares menores: +12,2% e +10,1%, respectivamente.Entretanto, a diversificação não foi grande o suficiente para desbancar o mercado norte-americano como o principal destino dos produtos brasileiros. No acumulado do ano, os Estados Unidos compraram US$ 22,7 bilhões, seguidos por Argentina, com US$ 9,9 bilhões, China, com US$ 6,8 bilhões, Países Baixos, com US$ 5,3 bilhões, e Alemanha, com US$ 5,0 bilhões.Há aqui uma informação importante para os que se preocupam com a geopolítica comercial. A participação dos EUA na formação do superávit brasileiro caiu de 26% (o equivalente a US$ 8,83 bilhões de US$ 33,69 bilhões), em 2004, para 21% no ano passado (US$ 9,8 bilhões de US$ 44,76 bilhões). Entre os especialistas em negociações internacionais, saldo comercial é um dos fatores que aumentam o poder de barganha de um país sobre outro. Com a redução do saldo, pode-se dizer que o Brasil ficou menos “dependente” dos EUA em 2005.Ainda do lado das exportações, o grande destaque de 2005 foram os manufaturados, produtos com alto valor agregado, cujo aumento de 23,5% sobre o mesmo período de 2004 se deve, segundo o governo, ao aumento das quantidades embarcadas e não à elevação dos preços internacionais. Nesta categoria, destaca-se o crescimento de celulares (+99,6%), veículos de carga (+50,4) e automóveis (+31,6%).Além disso, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior afirma que os produtos manufaturados foram os que mais contribuíram para a elevação das exportações de 2005 sobre 2004, ao gerar acréscimo de divisas de US$ 12,197 bilhões, seguido dos básicos (+US$ 6,204 bilhões) e semimanufaturados (+US$ 2,530 bilhões).Com este bom desempenho, as manufaturas já respondem por 55,1% da pauta de exportação brasileira. Já os básicos e os semimanufaturados, no ano passado em comparação com 2004, tiveram os crescimentos de 22,2% e 19,3%, respectivamente, influenciados pelo aumento dos preços externos.Exportação é ''excelente'', mas indústria ainda precisa de juros menores, diz empresário
O resultado de US$ 118,3 bilhões das exportações brasileiras foi "excelente", na opinião de José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Castro, no entanto, estima que o país poderia ter exportado US$ 130 bilhões, "não fosse a desvalorização do dólar".
Em relação ao câmbio, o empresário diz que "a melhor forma de equilibrar a situação seria derrubar a taxa básica de juros anual, a Selic, de 18% para 15%". Mesmo assim, ele comenta que "o ideal seria a Selic cair para 12% ao final de 2006". Castro afirma que os juros altos desestimulam o investimento das empresas.
O vice-presidente da AEB afirma que os juros altos tiraram do mercado exportador, na área da indústria, em 2005, cerca de 1.000 empresas e em 2006 outras 500 pequenas e médias deverão ficar fora também, totalizando menos 1.500 empresas na área da exportação em dois anos.
Projeções otimistas para 2006
Depois do recorde registrado em 2005, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, projeta exportações de US$ 132 bilhões em 2006, o que corresponderia a um aumento de 11,6% neste ano. Apesar de menor do que a variação das vendas nos últimos dois anos (de 30% em 2004 e de 23% no ano passado), Furlan afirmou que esse resultado ainda continuará "acima da média das exportações mundiais". Além disso, ele disse que a projeção leva em conta projeções "conservadoras" para o câmbio, que tende a ficar neste ano em patamar superior ao de 2005. "As exportações vão continuar crescendo, e as empresas estão motivadas. Claro que a valorização do câmbio pode ajudar em previsões mais otimistas no meio do ano", disse o ministro, durante coletiva de imprensa em São Paulo, quando anunciou os resultados da balança comercial em 2005. O ministério não divulgou uma projeção fechada para as importações, mas Furlan voltou a dizer que a "tendência é de crescimento superior ao das exportações". Isso aconteceria, segundo ele, por causa da recuperação do mercado interno. "As importações poderão crescer ao redor de 20%", disse ele. O ministro também reafirmou que o Brasil "não precisa" de saldos comerciais tão robustos como o registrado no ano passado. Segundo Furlan, isso não é a prioridade do governo. "O que aconteceu em 2005 foi um grande vigor das exportações, que não teve contrapartida nas importações, deprimindo a taxa de câmbio".

Fontes: Agências Brasil e Carta MaiorVermelho

segunda-feira, janeiro 02, 2006



Base social recuperará partido

Entrevista com RICARDO BERZOINI por RICARDO DE AZEVEDO, publicada na revista TEORIA E DEBATE 64, nov/dez 2005

Candidato do Campo Majoritário, eleito presidente nacional do PT no dia 9 de outubro, o deputado federal Ricardo Berzoini derrotou no segundo turno, com cerca de 52% dos votos, Raul Pont. Nesta entrevista, Berzoini fala da situação política nacional, da crise do PT e das perspectivas eleitorais para 2006

Você acaba de ser eleito presidente do PT. Qual sua avaliação do Processo de Eleições Diretas (PED) e a composição da nova direção?
O PED revelou a vitalidade institucional e emocional do partido. Num momento de crise grave conseguimos que 315 mil pessoas votassem no primeiro turno e mais de 230 mil no segundo turno. É óbvio que o processo todo foi contaminado pela crise e alguns setores acabaram trabalhando de maneira oportunista, tentando inclusive polarizar um embate entre os “éticos” e os “não-éticos”, o que considero uma despolitização. Mas, no geral, foi muito positivo porque permitiu confrontar as posições políticas e resultar num processo de convivência mais qualificada, criando uma correlação de forças que, embora dando a presidência ao Campo Majoritário, não deu maioria para essa chapa. Portanto, teremos uma vida política mais rica dentro do PT, com a obrigação de todos construirmos, de maneira mais qualificada, consensos ou maiorias pontuais que possam dar a direção para o partido no próximo período.

Quais são os principais desafios para o partido no próximo período?
Primeiro, é ter capacidade de comunicação com sua base filiada, com os simpatizantes e a sociedade em geral sobre o diagnóstico que o partido tem de produzir da crise política. Segundo, construir um balanço da experiência petista de governar o Brasil, obviamente ressalvando que é o governo do PT, mas não só. É uma experiência compartilhada e, portanto, com todas as contradições que isso enseja. Nós temos a obrigação de construir de maneira democrática um balanço da experiência governamental. E, em conseqüência desse balanço, produzir uma proposta de programa de governo que dialogue tanto com o capital acumulado nessa experiência governamental quanto com a realidade dos movimentos sociais, para não ser um balanço “chapa- ranca”, oficialesco. Tem de ser um balanço que dialogue com a base do partido e projete uma nova formulação de esperança – na minha avaliação, o combustível da política -, que construa eixos para o segundo mandato do presidente Lula e também se reflita em nossas campanhas estaduais no Brasil inteiro.

E como você vê esse processo?
Eu vejo com bastante preocupação no que toca a nossa capacidade de traduzir de maneira clara o desafio do Brasil e do PT. Quem está no governo tem de dialogar com o que foi feito e o que deixou de ser feito, com as insuficiências e as contradições de um governo de composição como o nosso, e saber construir eixos programáticos para o futuro de maneira realista, ou seja, de modo que não se projetem apenas bandeiras simbólicas, que são importantes, mas não suficientes. Acredito que é necessário combinar o imenso potencial econômico que o Brasil tem com uma visão de economia social. Por exemplo, a educação no Brasil tem um imenso papel social, de melhorar as condições de vida da população, se trabalhada com mais qualidade, com mais estratégia, e, ao mesmo tempo, tem uma dimensão econômica fantástica. O grande salto econômico que o Brasil precisa dar, agregando valor a sua produção, gerando mais emprego, gerando emprego de melhor qualidade e construindo um outro futuro, é por meio da educação. Como fazer isso?
Há diversas formulações que foram testadas e não deram o resultado esperado. Nosso governo avançou em diversas áreas na questão educacional, mas tem um salto de qualidade que ainda precisa ser dado, que é encontrar a maneira clara de construir uma educação básica de qualidade. O Fundeb é parte disso, mas não é tudo. De outro lado, é necessário projetar uma reestruturação do ensino médio e do superior, na lógica de se aproximar do processo produtivo sem perder a característica humanista e universalista. Esse eixo vai ao encontro da aspiração do homem mais simples e dos segmentos mais sofisticados do pensamento nacional. E tem de ser construído não como uma bandeira oportunista de eleição. É um projeto para dez ou doze anos. Nas outras áreas – saúde, meio ambiente, políticas sociais de transferência de renda etc. –, tudo tem de ser construído com esta visão: dialogar com o que fizemos, capitalizar o que fizemos, estabelecer uma avaliação sincera, capaz de valorizar os aspectos positivos, e, ao mesmo tempo, construir projetos que sejam visíveis e factíveis.

Um segundo governo Lula deve dar mais peso ao social?
Sim, nestes três anos governamos uma boa parte do tempo com a responsabilidade de reverter a dinâmica irresponsável do governo anterior, que produziu um conjunto de incertezas para o futuro tão grande que a expectativa de quebra do Brasil no final de 2002 era altíssima no mercado financeiro, nacional e internacional. E foi salvo temporariamente por um acordo, ao qual o FMI exigiu que Lula, Ciro, Garotinho e Serra dessem aval. Nossa responsabilidade foi – e o presidente Lula foi muito corajoso em fazer isso – realizar uma política econômica extremamente austera; em muitos aspectos, conservadora; em alguns aspectos, exageradamente conservadora. E conseguiu-se reverter essas expectativas, mostrando que nossa dívida era viável, que poderia ser desdolarizada. Hoje a parcela dolarizada é inferior a 4%. Estancamos o crescimento contínuo da relação dívida-PIB e até reduzimos essa relação. Melhoramos vigorosamente os números da balança comercial e da balança de transações correntes e estabelecemos um conjunto de indicadores favoráveis para a economia. E isso foi feito com geração de emprego. Chegamos, neste momento, a 3,6 milhões de empregos gerados, ou seja, não houve uma política que tenha tido só o viés conservador. Houve simultaneamente uma série de medidas e o aproveitamento da conjuntura internacional para alavancar a criação de empregos.

Então, há combinação de uma política macroeconômica conservadora em muitos aspectos, mas necessária, com a política microeconômica de incentivo a vários setores de produção que estavam estagnados, com o aumento do crédito ao trabalhador, do Pronaf, do Proger. Em alguns momentos foi questionada essa contradição: de um lado, o Copom puxando o freio e, de outro, os programas de crédito, incentivando o consumo e a produção, e conseguimos criar um processo virtuoso. A questão colocada é: isso basta para nós?

Temos condição de projetar para o segundo mandato uma política econômica de outra natureza, que mantenha o modelo, na minha avaliação acertado, pela natureza da dívida brasileira, mantenha um superávit primário grande – o quanto, depende de uma projeção, de um conjunto de variáveis, sobretudo da taxa de juros real. O superávit primário é função da taxa de juros real e do estoque da dívida. Não há razão para ter um número mágico - 4,25 é bom, 4 é ruim, 5 é demais, 3 é pouco. Podemos ter 3,5 ou 3 e mesmo assim ser suficiente, dependendo da conjuntura internacional e da situação de financiamento da nossa dívida. Mas precisamos ter uma visão clara da execução orçamentária das áreas sociais e da infra-estrutura e da necessidade de a economia ser, em vários segmentos, impulsionada pelo Estado, como tem feito aliás nosso governo, com os instrumentos de que dispõe, e eu acho que o papel dos bancos públicos ainda pode ser melhorado fortemente.

Como você vê a política de alianças para as próximas eleições?
Esse tema é muito delicado porque a própria mídia tenta combinar a crítica ao PT com uma indução ao raciocínio de que o partido foi levado a essa crise por fazer aliança com quem não fazia antes. É uma armadilha acreditar nessa tese. Porque temos alianças tradicionais com o PCdoB, com o PSB, tivemos alianças oscilantes com o PDT e o PPS, mas nunca tivemos na nossa base de alianças partidos chamados de centro ou centro-direita. Nossa experiência em 2002 com o PL foi difícil de ser aprovada no PT. Hoje temos um governo que possui na sua composição ministros do PTB, do PL, um ministro que não é filiado ao PP, mas foi indicado por esse partido, e três ministros do PMDB. Então, de certa forma, é uma contradição trabalhar com a idéia de não fazer aliança com quem compõe nosso próprio governo. Devemos ao mesmo tempo manter uma estratégia de conversar, aprofundar os laços com os aliados tradicionais e manter o diálogo com os aliados da base do governo, com vistas a possíveis alianças. O PL, o PTB, o PP devem ser partidos com os quais conversamos e que podem vir a se aliar ou não, que não devem estar previamente excluídos, mas não fazem parte de nosso núcleo estratégico de alianças. Só em 2006 será possível definir de maneira clara qual a política de alianças. Vamos precisar ter um olho no estratégico e outro no tático, que é a disputa política real, muito mais complexa do que gostaríamos que fosse.

Tarso Genro, quando na presidência do partido, lançou um movimento pela refundação do PT. Você chegou a assinar um manifesto nesse sentido. Como você vê essa questão?
Eu acredito que a palavra refundação acabou, no processo eleitoral interno, carregando significados muito diversos, dependendo de quem fazia a leitura. Cheguei a afirmar na coletiva em que foi anunciada minha candidatura que se refundação era reforçar os fundamentos do PT e nossas fundações – para brincar um pouco com a origem da palavra –, reforçar a idéia de que é um partido socialista, que busca sua força na base, e não na cúpula, que busca aumentar a participação do povo na política e cujas relações políticas internas têm de obedecer à diversidade e à transparência, eu apoiava a idéia. Mas, se fosse uma visão burocrática de que era preciso refundar o partido, começar de novo, repensar tudo, eu não seria favorável. Não há como dissociar a história recente da história do PT. O partido trilhou um caminho em que cometeu muitos acertos e erros. Portanto, negar os erros é também negar os acertos e a história. É melhor trabalhar com a idéia de reforçar os fundamentos e com a perspectiva de construir uma dinâmica política interna que demonstre claramente que a direção do partido está empenhada em ter a base não como um elemento de consulta eventual, mas sim de participação permanente, que nossas campanhas eleitorais vão voltar a ter como foco principal a mobilização, sem abrir mão dos instrumentos de propaganda – que também devem ser dimensionados adequadamente. A mobilização é mais importante que a lógica da campanha institucional-padrão e podemos ter mecanismos de participação efetiva nos rumos do partido em vários momentos, não apenas no PED.

Mas o nome refundação acabou sendo um pouco queimado nessa polêmica: aqueles que achavam que era preciso defender a história do partido na íntegra, seus erros e acertos, e outros que, no seu discurso, passaram a idéia, mesmo que não quisessem, de que a refundação significava um total começar de novo, e isso não ajuda a unir o partido.

Na minha opinião, o PT viveu nesses últimos meses a pior crise de sua história, centrada basicamente na questão ética. Que medidas são necessárias para enfrentar essa questão, ou seja, para que isso não se repita daqui a um tempo?
Primeiro é preciso conceituar questão ética. É óbvio que houve um processo de degeneração dos procedimentos na área financeira do partido, em relação tanto à campanha quanto à gestão do partido. Houve uma superconcentração de poderes em algumas figuras que estão pagando o preço, e isso levou para dentro do partido uma relação de desconfiança. Para mim, a ética se situa no campo da confiança, ou seja, é um conjunto de valores e procedimentos que um grupo social estabelece para si e a partir do qual se produz a confiança de que o grupo funcione de acordo com essas premissas. É diferente do conceito de honestidade. Essa crise foi resultado de um processo de erros, mas sua amplificação decorre da luta política. Então, o PT não pode ser ingênuo, aceitar e jogar tudo para o campo ético.

Temos de trabalhar com a perspectiva, em primeiro lugar, de que o PT sempre se pautou pelo combate à corrupção, com mecanismos de participação popular, de controle social e acompanhamento da coisa pública, portanto, na contramão daquilo que tentam nos impingir; em segundo, de que o PT tem uma história muito maior que esses fatos mais recentes; em terceiro, de que aqueles que tentam nos impor determinada imagem têm outros interesses, muito distantes da ética e de cunho claramente ideológico. A tentativa, como expressou muito bem o ato falho do senador Bornhausen, não de afastar essa “raça”, mas essa experiência recente da política brasileira, por muitos anos. A prática do PT ameaça essa elite política, que está associada à elite econômica e à midiática.

Internamente, temos de estabelecer mecanismos de governança, ou seja, o controle social, mecanismos de transparência, de exposição das práticas, procedimentos, normas para o julgamento público, compreendendo que isso é um pedaço muito pequeno da crise, cuja dimensão principal é uma disputa política que se iniciou em 2005. Exatamente no terceiro ano de governo Lula, quando poderíamos estar debatendo o Bolsa-Família, os 3,6 milhões de empregos, a Universidade para Todos, a política externa inovadora, o papel do Pronaf na agricultura familiar, o papel do Luz para Todos para as populações mais distantes do país, a democratização nas várias áreas de governo, enfim, discutindo o que de fato nos interessa, mas não interessa nem ao PFL nem ao PSDB. Por isso, a insistência em estender a crise até 2006, em prorrogar a CPI. Eles sabem que, se houver uma janela de oportunidade, e o PT tiver competência para isso, nós mostraremos à população a qualidade deste governo.

Recentemente o ex-tesoureiro do partido foi expulso, mas há sete deputados federais do PT submetidos a processos na Comissão de Ética da Câmara. Qual deve ser o procedimento interno do partido nesses casos?
Nenhum filiado do PT deve estar acima ou fora do alcance de qualquer avaliação ética. Mas, ao mesmo tempo, não podemos correr o risco de agir internamente de maneira a complicar ou a comprometer a defesa que esses companheiros fazem no Parlamento. Há duas naturezas de acusações. Em relação ao José Dirceu, a acusação genérica de que ele teria sido o idealizador de um sistema de corrupção e de compra de votos – acusação gravíssima, mas sem nenhuma prova concreta – e um senso comum produzido de que a cassação dele limpa a imagem do Parlamento. José Dirceu não está acima de nenhuma investigação, mas é preciso que o processo de cassação se produza com provas e que internamente o PT processe também da mesma forma, ou seja, que estabeleça no momento apropriado uma avaliação política da situação e que tenha compreensão se o ex-presidente do PT agiu ao arrepio da ética partidária ou não. Os demais estão envolvidos em caixa dois de campanha. Esse é um debate muito delicado, porque de fato caixa dois é uma ilegalidade eleitoral. Agora, se avaliarmos o que isso representa na política brasileira, é inegável que há uma cultura de que a formalização dos recursos de campanha perante a Justiça Eleitoral é quase sempre parcial. Isso acontece em todos os partidos, porque muitos dos que contribuem para as campanhas eleitorais, empresários ou não, simplesmente não querem aparecer naquelas famosas listinhas de doações que depois das eleições os jornais vão publicar. Então, não punir ninguém seria deixar uma ilegalidade impune na Câmara ou no partido, punir com a pena máxima – no caso da Câmara a cassação e no caso do partido a expulsão – significaria punir quem foi descoberto. Ou seja, quem ultrapassa o sinal vermelho onde não há radar fotográfico ou policial será inocentado, e aqueles que forem flagrados pela câmera serão punidos com a pena máxima, por algo que é corriqueiro na política brasileira. Então, sem adiantar uma posição definitiva, eu acho que o PT precisa ter franqueza nessa discussão e colocar na disputa política na sociedade o debate sobre o financiamento público de campanha como elemento central, até porque, se não houver mudanças – e temos um tempo muito curto para fazê-las –, na próxima eleição haverá caixa dois. Talvez não como na eleição passada, mas haverá, porque no calor das eleições é difícil conter esse tipo de movimento e a capacidade de fiscalização do Estado e dos partidos sobre seus candidatos é insuficiente.

O PT viveu a pior crise de sua história. Ela já foi superada, estamos vivendo outra conjuntura?
De maneira alguma. Essa crise está em outro patamar, em que conquistamos algumas vitórias parciais que melhoram nosso posicionamento: o comparecimento no PED, a mobilização, a construção de uma Comissão Executiva por consenso entre as diversas correntes e a eleição do Aldo Rebelo na Câmara são vitórias importantes. E o fato de que o governo não se imobilizou pela crise. Embora os meios de comunicação tentem passar a idéia de imobilização, o governo continua produzindo resultados em várias áreas sociais e não houve uma crise de credibilidade da economia brasileira. O partido está num posicionamento melhor, a bancada federal voltou a se reunir, se unificar em torno de algumas questões, e a relação com a sociedade está um pouco mais qualificada, o debate sobre financiamento de campanha já se faz mais abertamente. Mas, para superar de fato a crise, precisaremos chegar ao final das CPIs ou, pelo menos, à fase de conclusão delas, com a demonstração cabal de que não houve um esquema de corrupção montado pelo PT para abastecer campanhas eleitorais, mas sim um conjunto de erros operacionais, na forma de concretizar as alianças que expuseram o partido a um risco político altíssimo e deram oportunidade para a oposição se aproveitar e produzir, junto com a grande mídia, um clima de absoluto linchamento do partido.

Há uma questão fundamental para o PT no próximo período: fazer, na contramão das expectativas de nossos opositores, uma grande campanha de filiação. Em Brasília, na posse do Chico Vigilante na presidência do PT local, duzentas pessoas se filiaram. Também houve um ato dos sindicalistas em São Paulo com centenas de filiações novas. Se fizermos essa mobilização, mostraremos que o PT, enquanto instituição, sobrevive ao linchamento de alguns de seus líderes, decorrente de erros ou não. Há outra questão: temos um problema financeiro gravíssimo no partido.

O PT não vai sair da crise buscando grandes doações de empresários, por mais que elas possam ocorrer – não são ilegítimas se forem dissociadas de qualquer compromisso futuro –, mas a saída da crise financeira não se dará pelos métodos tradicionais de financiamento da política brasileira. Vamos ter de fazer, mesmo sabendo que boa parte da nossa base tem pouco poder aquisitivo, uma grande mobilização de buscar dinheiro de baixo para cima. Nós temos R$ 40 milhões de dívidas formais, não tem nada a ver com as operações não contabilizadas que Marcos Valério quer cobrar e nós não reconhecemos. Não reconhecemos nenhum tipo de dívida informal. Precisamos recuperar o processo de mobilização, fortalecer o PT e chegar em 2006 em condição de reafirmar o que o PED demonstrou – que não somos um partido nem de deputados, nem de senadores, nem de governadores, nem de presidente da República, mas um partido de base social. É a base social que dá o oxigênio ao PT e é a alma do partido, e é essa base social que pode ajudar neste processo de recuperação financeira.

Ricardo de Azevedo é coordenador editorial de Teoria e Debate


Janeiro-2006: O caso da coluna 'jornalística' de FHC

A coluna-mensalão que FHC assina e publica em dezenas de jornais, em todo o Brasil, há, no mínimo, dois anos, sumiu, ontem, da Internet. Melhor: ela estava ontem 'camuflada', na Internet, publicada, sim, mas sem autor [risos]; 'disfarçada' em matéria de redação, pelo menos, em O Globo, RJ. Pura propaganda eleitoral antecipada ilegal... 'disfarçada' de jornalismo! [risos]

Historio e mexplico:Imediatamente depois da vitória do presidente Lula, FHC mandou-se pra Princeton. Esperto, FHC explicou que "estarei em Princeton, onde dou aulas"; isso, suponho, pra evitar qualquer possibilidade de alguém pensar que ele fora estudar em Princeton.

FHC não estuda, de fato, há décadas, porque essa história de muito estudo não é bom marketing pra quem viva do mercado de palestragem&michê: nenhuma dondoca de Hotel Comandatuba SUPORTA 'intelectuais'. Em matéria de 'intelectual", para as dondocas de Hotel Comandatuba, no máximo... uma Danuza Leão, uma Hebe Camargo [risos].

Há quem diga, também, de fato, que, estudar, estudar meeeeeeeeeesmo, FHC nunca estudou: que ele sempre trabalhou, exclusivamente, para a sua 'carreira político-acadêmica-midiática', como qualquer Xuxa, qualquer Mãe Diná. Mas, disso, que não entendo, não falo.

O que eu sei, de ver, aí, na cara, é que, atualmente FHC vive de palestragem&michê (bons michês!), em ilhas Comandatubas, oferecido como uma das atrações 'de consumo', incluído em pacotões de férias vendidos a 'empresários', namoradas, amantes e esposas e outros arreglos, e que tenham tempo a perder com palestragem&michê de FHC. OK.

Em novembro de 2004, por exemplo, e sempre propagandista de si mesmo, FHC 'ensinava', em palestra para empresários, sempre, é claro, muito sociológico-de-palestragem&michê:
"Sou carioca: onda eu sei pegar" (FOLHA DE S.PAULO. 30/11/2004). Ora essa [risos]! Qualquer prego, em Comandatuba, surfa melhor que FHC, né?! Idéia de 'sociólogo' tucano-usepano, de Lavaredas, 'repercutida' em Folhas de São Paulo! Sópodissê! [risos, muitos]
A 'coluna jornalística', digamos, 'propriamente dita'

Imediatamente depois de voltar "de Princeton", FHC começou a publicar uma coluna-mensalão; coluna fixa, assinada, publicada e republicada em vááááários jornalões, em todo o Brasil; e publicada sempre no 1º domingo de cada mês. Eu comecei a acompanhar essa coluna-mensalão (e COMPROVADA! [risos]), mais atentamente, no primeiro domingo de 2004, quando FHC, nessa coluna, deu aulas de altas 'sociologias' sobre "Fisiologismo anda à solta". Rapidamente a coluna e a respectiva 'sociologia' de FHC evoluíram para "o governo é um peru bêbado". Em seguida, quando lhe faltaram idéias, FHC requentou a expressão de Brizola, da campanha de 1989, pela qual se trataria de algum "sapo barbudo". 'Sociologia', né?! De dar gosto! [risos]

E assim foi FHC, mês a mês, sempre assim 'sociológico' e, claro, sempre propagandista de si mesmo (construindo 'públicos' para suas palestragens&michês) e do PFL-PSDB. Como se sabe, o poder político, em mundo neoliberal à moda tucana, sempre foi considerado 'bom marketing', também, no rendoso mercado da palestragem&michê. E vice-versa, mais ou menos [risos].

Em dezembro de 2004, por exemplo, um ano depois de publicada a primeira coluna-mensalão, FHC escrevia ainda, ainda em sua incansável coluna-mensalão:
"Mas estamos de fato inaugurando uma nova etapa do desenvolvimento? Ou, presos às ideologias desenvolvimentistas dos anos setenta e embrulhados na ineficiência gerencial, estaríamos ficando aquém do que a força de nossa economia e a favorável conjuntura internacional permitiriam almejar e conseguir?" (O GLOBO, 5/12/2004. “Crescimento para quê?”)
Na coluna-mensalão, de FHC...

Escolhi o parágrafo acima, de exemplo, pq até o meu gato, que é meio bobão, 'ouviu', nesse parágrafo, ecos MUITO fortes dos discursos de... Golbery! [risos] Afinem o ouvido, e me digam: não é o PROPRIO General Golbery, falando nessa frase?! [risos, muitos, porque sim, é.]

... nos 'seminários' de institutos Sérgio Motta...

O que interessa nessa coluna (e no correspondente seminário de palestragem&michê) é que, mais uma vez, FHC ensinava suas sociologias de propaganda: "é preciso que os tucanos mostrem que o rei está nu" (Seminário "Herança e Futuro da Construção do Desenvolvimento no Brasil, fechado, só para sócios do Instituto Sérgio Motta, 29/11/2004).

... e na propaganda do PFL!

Como era de esperar, toda a propaganda eleitoral do horário oficial do PFL, exatamente um ano depois, em 2005, usou, exatamente, essa lição de sociologia-de-araque.

QUER DIZER: Os Lavaredas marketeiros meteram-se na cabeça que seria muito sociológico eles tentarem ME convencer de que Bornhausen-Cruela seria uma espécie de 'consciência ética', sabe-se lá de que raça de ética. E lá estava Bornhausen-Cruela, a ensinar sociologias de FHC: eles também viram um rei nu... Só erraram de rei [risos].

De volta à coluna-mensalão de FHC
Assim, mês a mês, mediante essa coluna-mensalão, publicada e republicada em dezenas de jornais, em todo o Brasil, FHC pautou, ao longo dos meses e dos anos, toda a mídia-de-jornalão, no Brasil redemocratizado, pelo voto, com a eleição do presidente Lula, mas ainda sem imprensa democrática.

Em novembro passado, no primeiro domigo do mês , por exemplo, lá estava, ativa, na coluna-mensalão, a aula-magna-chata e a deslavada propaganda eleitoral antecipada e ilegal dos tucanos, sempre ecoando esse insuportável tom de "não se apequene, Fernando!", de triste memória e que deu no que deu, como todos sabemos que, sim, deu. A frase abaixo, que poderia ser assinada por qualquer general-brucutu, por qualquer General Meira Mattos (?!), lá estava, na coluna-mensalão de FHC:
"Formas democráticas sem os valores que lhes dão sustentação terminam por produzir uma lassidão moral que desmoraliza as instituições." (6/11/2005. Fernando Henrique Cardoso. “Anestesia moral”. O GLOBO, RJ)
O 'sumiço' da coluna 'jornalística' de FHC
Pois ontem -- primeiro domingo do mês de janeiro, do ano de 2006 e do resto das nossas vidas -- a coluna-mensalão de FHC sumiu da Internet, pelo menos, com certeza, de O Globo, RJ. Sumiu! Caput! Cadê?! Ontem, a coluna não aparecia na página índice, onde sempre esteve.

Eu tive de insistir, na procura, pq estou acompanhando a evolução 'sociológica' do discurso de campanha eleitoral do PSDB-PFL-UDN-Arena, contra o governo Lula do Brasil. Porque procurei muito, acabei por encontrar o texto da coluna-mensalão de FHC, mas apresentada como matéria de redação... e no caderno "País" de O Globo, no índice, sem autor! Quem clicasse nessa chamada para notícia, não para coluna... seria conduzido ao texto da coluna-mensalão. Mas sem título e sem autor.

Ao mesmo tempo, quem clicasse no nome FHC, que aparecia no índice do caderno "País" (bem abaixo, à esquerda da tela, abaixo do nome de Elio Gaspari) seria conduzido... ao texto da tal de sociologia-de-coluna-mensalão... do mês passado! E essa, muito sociologicamente, à moda da propaganda da tucanaria, intitulada "Farinha do mesmo saco!" [risos, muitos].

Hoje, felizmente para o Brasil, a coluna-mensalão de FHC parece ter sido, afinal, apagada do mundo (antes, ao longo dos últimos dois anos, a coluna-mensalão de FHC permanecia acessível, na página de O Globo Online... POR UM MÊS INTEIRO, até que aparecesse a coluna seguinte). Hoje, parece, a coluna-mensalão de FHC, de janeiro/2006, foi varrida do mundo!

Taí: 2006 parece ter começado sob o signo da sorte, para a democracia, no Brasil.

Alguém lá errou um dedo, na hora de paginar... e esse movimento EXPÔS, completamente, o fundo 'estratégico' da campanha eleitoral antecipada ilegal da tucanaria.

O 'plano estratégico' da tucanaria é esse, e bem claro: misturar tudo -- as sociologias de araque (e de propaganda tucano-pefelista) e os jornalismos de araque (e de propaganda tucano-pefelista). Aí... um qualquer-lá erra de dedo, na hora de inserir arquivos aqui ou ali... e tudo aparece.

Assim, sinceramente, já tô achando que 2006 vai ser fácil! [risos]
Daqui em diante, portanto, é continuar a fazer o que combinamos: pé em FHC e na mídia de jornalão, e fé na tábua!

No pasarán! 8-)
[assina] Caia Fittipaldi (dos Lingüistas Brasileiros para a Democracia/ Universidade Nômade / Campanha “Nenhum Brasileiro sem Resposta-na-ponta-da-língua, pra Responder à Folha de S.Paulo / Tricoteiras Unidas / Mães do Planalto / Gaviões da Fiel / Campanha "Animem-se: Lula é muitos!")
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domingo, janeiro 01, 2006



Nós, somos muitos!!!

Queridos!

Eu não penso muito nesses negócios de fim-de-ano, mas, nem que pensasse muito nesses negócios de fim-de-ano, eu conseguiria começar o último dia de 2005 com leitura mais estimulante do que essa msg, do Julio-via-Adauto, para embalar, e chegar, amanhã, ao primeiro dia de 2006.

Isso, porque se vê, nessa msg, que nós já somos um tipo de "NÓS", como se diz em espanhol, "nosotros", uma palavra tão bonito. Tá na cara! Nós reconstruímos, afinal, algum tipo de NÓS.

Não há outra idéia que me encha de mais alegria, hoje, do que essa. Não se trata de ter "esperança" -- pq eu não acredito em esperança, nem gosto de esperança. A esperança é uma "paixão triste", como ensinou Espinoza, e não deve nem ser buscada nem ser cultivada.

Digo é que essa msg me encheu de ALEGRIA. E é alegria mesmo!

Mexplico:

Desde o dia da posse do presidente Lula, eu já sabia que tudo teria de recomeçar ali mesmo, depois da posse do presidente Lula, por NÓS reconstruirmos os grupos orgânicos da luta política, no Brasil. Não falo de "partidos políticos", ainda, porque demora até reconstruir (ou, como no Brasil, CONSTRUIR, afinal, partidos políticos). Falo de reconstruir o que nós tínhamos, na sociedade brasileira: alguma espécie de "instinto" social e político, que se manifestavam em "movimentos" em 64, e que foram triturados pela ditadura e, em seguida, foram reduzidos a pó-de-traque, pelos governos do 'neoliberalismo', de Geisel a FHC. Penso, aqui, em coisas como "o movimento pró legalidade" (do Brizola), nos "grupos dos onze" (idem), nas "Ligas camponesas" e outros desses "movimentos". Esses movimentos NADA tinham a ver com partidos políticos, no Brasil.

Esses grupos e movimentos eram constituídos a partir de solidariedades sociais, históricas, orgânicas, que eram políticas, é claro! Mas que não tinham nenhuma "teoria política" e, portanto, nunca tiveram DISCURSO político.

Quando esses grupos e movimentos e solidariedades sociais "mudas" foram triturados pela ditadura, eles não deixaram NENHUMA memória, senão a que sobrou, difusa, na nossa memória social, no Brasil.

Com a ditadura, essa memória social foi ativamente soterrada. Nem a universidade, no Brasil, cuidou de mantê-la viva. Bem feitas as contas, nem o cinema, nem o teatro, nem a música.

Em 2002, essa memória social difusa, muda, sem discurso social, elegeu o presidente Lula -- e nós nem sabemos dizer exatamente como ou por quê o Brasil elegeu Lula. De garantido, mesmo, só sabemos que, sim, algum Brasil que nós não conhecemos, elegemos o presidente Lula.

A história de trituramento e pulverização de todas as solidariedades políticas orgânicas, no Brasil -- para convertê-las em 'solidariedades' de negócio --, é a história da chamada "redemocratização", que nada teve além de uma 'redemocratização' formal, institucional. A tal 'redemocratização' 'conduzida' por Sarney, não redemocratizou porra nenhuma, no Brasil. A tal de 'redemocratização' à moda Sarney só operou para organizar o que já estava delineado pela e na ditadura.

No dia da posse de Lula, eu VI, afinal, que os governos FHC haviam sido o último capítulo daquela "redemocratização lenta, gradual e segura" -- que quase me matara, que quase me broxara totalmente, e que eu sofrera durante 40 anos. Por isso, claro, eu só chorava, olhando a posse de Lula. E eu batia queixo e suava frio, de medo; de medo, é claro, de que Lula levasse um tiro ali mesmo, no palanque. Hoje eu entendo que o preço que pagamos para que Lula não levasse um tiro ali mesmo, no palanque, foi a tal "Carta aos Brasileiros". (Continuo convencida disso.)

Por tudo isso, eu chorava e suava frio, também, de pura aflição. Por que, ao mesmo tempo em que eu via que a posse de Lula punha fim, pelo menos formalmente, a 40 anos de golpe, no Brasil (o que só conseguimos porque Lula assinou a tal "Carta aos Brasileiros"), eu só pensava: "Mêo! Mêo! Mas... e AGORA?!"

Talvez pareça exagero, dito assim, de repente, mas não é exagero: a verdade é que só quase 4 anos depois da posse de Lula é que eu me convenci, mesmo, de que talvez fosse possível, sim, recomeçar a reconstruir os grupos orgânicos da luta política, no Brasil. E isso aconteceu quando li o slogan da Universidade Nômade: "Lula é muitos". Juro! Tive um calafrio (do bem) na alma, quando li essa frase.

Hoje, já temos alguma coisa feita, aqui, pela Internet, pelo menos. Não é muito, mas o que estamos fazendo é MUITO importante, em primeiro lugar, porque o que nós estamos fazendo está ativando algumas forças que ficaram esquecidas, por muitos anos -- também em nós mesmos. Falo por mim, mas acho que falo, também, por outros, dessas nossas listas.

Sou dos que acha que a gente só pode entender o que faz DEPOIS de ter feito. Parece meio doidivanas, mas não é.
Sou das que acha, também, que só se aprende a fazer fazendo. É claro, portanto, que é preciso fazer, primeiro.

Lênin não inventou a revolução russa, nem a aprendeu 'dos livros'. Em ENORMÍSSIMA medida ele, sim, deixou-se levar por ela... e foi arrumando & ajeitando lá o que ele ele pôde, no calor da hora. E sempre, ao mesmo tempo, tanto arrastado pela revolução, quanto arrastando e empurrando a revolução, na unha. Nenhuma revolução jamais aboliu a história.

Nessa parada braba, nós estamos hoje, no Brasil. É tocar pra frente.
Já passamos por momentos muuuuuuuuuuuuuuuuuito mais difíceis do que os que nos aguardam, em 2006.
Não vai ser fácil. Mas -- e é uma ENORME alegria, pra mim, poder constatar isso -- a verdade verdadeira é que nós NÃO MORREMOS, nem broxamos, nem estamos assustados.

Lula é muitos! Que venha, então, esse tal de 2006!

8-) Caia

PS: Estou em pique de Matraga-do-Roberto-Santos (homenagem ao Raul Longo, que, como eu, é apaixonado pelo Roberto Santos): "Até Deus, se vier, que venha armado!" Ou, então: "Prô céu eu vô, nem que seja a porrete!"
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----- Original Message -----
From: jotaamorim
Sent: Friday, December 30, 2005 8:14 PM
Subject: Feliz 2006!!!

Caros Leitores do Curtas e Boas:

“A democracia é para a minoria porque a maioria já tem o poder”.
(Rosa de Luxemburgo)

Gostaria de agradecer a atenção de todos e a oportunidade que tive de conhecer tanta gente bacana em 2005. A idéia do boletim surgiu de um sentimento de injustiça surgido em junho, começo da crise política. De início muita confusão. Aos poucos a cortina da hipocrisia foi caindo e percebemos que o objetivo principal das CPIs instaladas era destruir o PT, o Governo Lula e a esquerda. Todas as manobras midiáticas foram feitas e ainda serão para atingir esses objetivos. Nada de positivo que seja feito pelo atual Governo será a ele creditado ou aplaudido!!! Nada!!! Não há perdão!!! Não há acerto!!! Não há méritos!!! Quando muito, notas de pé de página. O que vimos foi uma sede insaciável de destruição, menosprezo e preconceito. O que é que esse ex-metalúrgico, semi-analfabeto, sem um dedo está fazendo aí? De que “raça” é este partido? Como pode ele atingir tão bons índices (sejam econômicos ou sociais) sem ao menos ter concluído seus estudos? Sem ao menos gostar de ler? (depois de tanto insistirem nisso, comecei a verificar que a grande maioria das pessoas com curso superior que eu conhecia, em julho, não tinham lido sequer um livro!). Enfim, identificamos uma luta que não é nova e pela qual tomei partido!!! Descobrimos quanta falácia nos conceitos de democracia e liberdade de imprensa... Descobrimos o conceito de opinião publicada... Os meios de comunicação já não nos dão informações para que formemos opiniões... Querem que engulamos a opinião publicada goela abaixo!!! Em nome de quê e de quem? Daí, resolvemos divulgar alguns poucos dados, fazer comparações e encontramos um material super rico... Nos surpreendemos com a falha do Governo na área de comunicação!!! Ele não está conseguindo passar para a sociedade os bons números alcançados!!! É lamentável...
De início, apenas alguns amigos recebiam o boletim... Hoje já temos mais de 1.000 em nossa lista!!!
Gostaria de agradecer especialmente ao grande Adauto, do Maranhão, que carinhosamente repassa o Curtas para toda a sua lista e que muito nos incentivou com suas mensagens de apoio...
A incansável guerreira Caia Fittipaldi, cujos textos são verdadeiros torpedos escrachados que muito nos faz rir e pensar...
A Helena Sthephanowitz de Piracicaba, pelas poucas e boas parcerias...
Ao pessoal da Universidade Nômade, especialmente ao Giuseppe Cocco, pelo nível do debate e da fé (Lula é muitos!!!)...
A Ana Maria de Brasília, mãe simbólica de toda a simpatia e militância e que tanto me emociona (beijo grande!!!)
Aos de Recife que também repassam o boletim (citar apenas um seria injusto)!!!
Ao poeta Raul Longo de Floripa pelos elogios e maravilhosos desabafos (em minha próxima visita a Floripa irei conhecer sua pousada)...
Ao grande escritor Miguel do Rosário pela lucidez e fonte de inspiração (obrigado, obrigado, muito obrigado!)...
E, por fim, ao companheiro Douglas, pelo incentivo, pelas intervenções, pela colaboração e por dividir comigo seu raciocínio tão brilhante, tão sereno e tão criador (meu querido, criatividade para mim tem o teu nome!!!)
Que em 2006 nos sintamos motivados com gana, raça e força para a luta que há de vir...
Que os ânimos sejam renovados com a convicção de que o caminho se faz ao caminhar...
Que tenhamos a certeza de que a esperança, definitivamente, é vermelha...
Fraternalmente:
Julio Cesar