quarta-feira, julho 10, 2019

José Luís Fiori - DOIS TEXTOS FUNDAMENTAIS PARA ENTENDER O BRASIL E O MUNDO



Onde estamos e para onde vamos?
Uma “potência acorrentada”.
por José Luís Fiori

“Em qualquer momento da história é possível acovardar-se e submeter-se, mas, atenção, porque o preço das humilhações será cada vez maior e insuportável para a sociedade brasileira”
 J.L.F.  “História, estratégia e desenvolvimento”, Editora Boitempo, São Paulo, 2014, p: 277

Fatos são fatos:  na segunda década do século XXI, o Brasil ainda é o país mais industrializado da América Latina e é a oitava maior economia do mundo; possui um estado centralizado e uma sociedade altamente urbanizada e é o principal player internacional do continente sul-americano. E apesar de sua situação atual, absolutamente desastrosa, segue sendo um dos países do mundo com maior potencial pela frente, se tomarmos em conta seu território, sua população e sua dotação de recursos estratégicos. Mais do que isto: goste-se ou não, entre 2003 e 2014, o Brasil  teve uma política externa que procurou aumentar os “graus de soberania” do país, frente às “grandes potências” e dentro do sistema internacional como um todo, através de alianças estabelecidas fora do continente americano, sobretudo no caso da criação do grupo econômico do BRICS, obedecendo uma estratégia internacional de longo prazo,  definida e exposta em documentos oficiais que foram aprovados pelo Congresso Nacional.  Seu objetivo explícito era aumentar e projetar a influência diplomática e o poder político e econômico do Brasil dentro do seu “entorno estratégico”, incluindo América do Sul, África Subsaariana Ocidental, Antártida e a própria Bacia do Atlântico Sul. O Brasil já havia ingressado no pequeno grupo dos estados e economias nacionais que exercem liderança dentro de suas próprias regiões e era necessário começar a atuar como uma potência em ascensão, porque dentro deste grupo de países existe uma lei de ferro: “quem não sobe, cai”. Por isso mesmo, já naquele momento, o Brasil começou a experimentar as consequências de sua nova postura, ingressando num novo patamar de competição, cada vez mais feroz, com países que lutam entre si permanentemente para galgar novas posições na hierarquia do poder e da riqueza mundial.
Este foi um momento crucial da história recente do Brasil: para seguir em frente e aproveitar aquela oportunidade estratégica, era indispensável a consolidação de uma coalisão de poder interna, sólida, homogênea e decidida, com capacidade efetiva de aproveitar as brechas e avançar com decisão nos momentos oportunos. Havia que olhar para a frente e pensar grande, para não se amedrontar nem ser atropelado pelos concorrentes e pela própria história. Mas em todo momento as portas sempre estiveram abertas, e sempre foi possível acovardar-se e recuar, apesar de que o preço do recuo fosse cada vez maior. E foi exatamente isto que aconteceu: uma parte da elite civil e militar do país, e da própria sociedade brasileira, decidiu recuar e pagar o preço de sua decisão. Optaram pelo caminho do Golpe de Estado, e depois redobraram sua aposta, numa coalisão formada às pressas que culminou com a instalação no Brasil de um governo ‘paramilitar’ e de extrema-direita, que nesse momento está se propondo mudar radicalmente o rumo da política externa do país, com o abandono de algumas posições tradicionais do Itamaraty e com a denúncia raivosa da política externa seguida pelo Brasil entre 2003 e 2014. Tudo em nome de uma cruzada contra uma espécie de ectoplasma que eles chamam de “marxismo cultural” e que foi inventado pela ultra-direita norte-americana e da “salvação da civilização judaico-cristã”, segundo o novo chanceler brasileiro que acumula asnices diárias que são objeto da risota mundial. Foi assim que, logo de partida, o novo governo apoiou a intervenção militar na Venezuela, que havia sido anunciada pelos Estados Unidos, e que acabou se transformando numa “invasão humanitária” que foi um gigantesco fracasso e representou uma humilhação para o Itamaraty, que acabou sendo alijado – pela primeira vez na história da América do Sul –  de uma negociação fundamental para  o continente e que foi realizada na Noruega, entre o governo e a oposição venezuelana.  Simultaneamente, o novo governo se propõe levar à frente, de forma rápida e atabalhoada, uma desmontagem “selvagem” – do tipo que foi feita na Rússia dos anos 90 – de todos os principais instrumentos estatais de proteção e defesa da população, do território, e dos recursos naturais, industriais e tecnológicos brasileiros.

Mas existe uma coisa que chama a atenção no meio da balbúrdia: o fato de que não exista ninguém dentro deste novo governo que consiga dizer minimamente qual é o seu projeto para o Brasil! Qual é afinal o seu objetivo para o país, no médio e longo prazo?  O núcleo central do governo simplesmente não fala, nem pensa, só agride e repete frases de efeito.  Os militares aposentados que estão no governo – da chamada “geração Haiti” – dão murros, esbravejam, ficam apopléticos, e quando falam, os que falam, costumam dizer coisas desconexas e inoportunas. Os religiosos fundamentalistas recitam versículos bíblicos, e parece que vivem cegados por suas obsessões sexuais. Os juízes e procuradores que participaram do golpe de estado e da “operação Bolsonaro”, parece que só falam entre si e com seus tutores norte-americanos, não conseguindo enxergar um palmo além do seu nariz provinciano. E por fim, os financistas e tecnocratas de Chicago, amigos do ministro da economia, não conhecem o Brasil nem os brasileiros e parecem robôs de uma ideia só. Mesmo assim, é possível deduzir o que está na cabeça daqueles que efetivamente financiaram e seguem tutelando este verdadeiro bando de indigentes mentais, a partir dos artigos e manifestações que aparecem nos seus jornais e revistas periódicas.

Durante a República Velha, as oligarquias agrárias e as elites financeiras brasileiras sempre admiraram e invejaram o sucesso do modelo “primário-exportador” argentino de integração com a economia inglesa, bem sucedido durante a segunda metade do século XIX. E mesmo depois da crise de 30 e da Segunda Guerra Mundial, muitas lideranças políticas e empresariais, e muitos economistas, como Eugenio Gudin, seguiram defendendo este modelo para o Brasil, mesmo quando a Argentina já tivesse entrado em crise e iniciado o seu longo declínio que chega até os nossos dias. Basta dizer que em pleno período desenvolvimentista, Roberto Campos, que foi presidente do BNDE e ministro do governo militar de 1964, chegou a dizer em algum momento que o seu sonho seria fazer do Brasil um grande Canadá. O mesmo sonho que ainda embala a cabeça dos empresários e banqueiros que financiaram e que ainda sustentam o Sr. Guedes dentro do governo do capitão Bolsonaro. Sua proposta e sua agenda foi sempre a mesma, e segue sendo repetida como uma ladainha religiosa: é necessário abrir, desregular, privatizar e desindustrializar a economia brasileira, para radicalizar o velho modelo argentino e alcançar um novo estatuto nas relações do Brasil com os Estados Unidos e com a União Europeia. Um estatuto parecido com o dos velhos Domínios da Grã-Bretanha, como foi o caso exatamente do Canadá, mas também da Austrália e da Nova Zelândia, até avançado Século XX. Territórios que gozavam de uma condição diferente das demais colônias britânicas, porque mantinham seus governos e sua vida política interna autônomas, mas tinham sua economia, sua defesa e sua política externa controladas pela Inglaterra. E este é hoje, sem dúvida, o projeto e a utopia dos segmentos da elite econômica brasileira que decidiram apostar o seu futuro neste governo, que já se transformou numa verdadeira excrecência histórica. Um projeto que não é “teoricamente” impossível, mas que enfrentaria grandes obstáculos reais, situados dentro e fora do Brasil. O Brasil é um país continental, com uma população desigual e muitas vezes superior a dos velhos domínios britânicos, com uma economia muito mais desenvolvida e heterogênea, e com grupos de interesse poderosos e que serão literalmente destruídos, caso avance este projeto ultraliberal. Por outro lado, os Estados Unidos, hoje sob um governo que pratica uma política econômica de tipo nacionalista e protecionista, não se submete e não aceita nenhum tipo de negociação ou acordo que entre em conflito com os seus “interesses nacionais”, econômicos e estratégicos. Muito menos ainda, assumiria a responsabilidade da tutela econômica de um país com as dimensões do Brasil, sob um governo absolutamente caótico, e com uma economia agroexportadora que compete com a economia americana e, em particular, com os grupos do meio-oeste que foram essenciais para a vitória eleitoral de Donald Trump.

Mas existe uma outra dimensão deste “Projeto Dominium”: a troca da condição  de aliado militar regional, que o Brasil sempre ocupou durante o século XX, pela condição de “protetorado militar” dos Estados Unidos: um território autônomo que abre mão de ter sua própria  política de defesa, e de segurança nacional em troca da proteção  militar de um estado mais forte, neste caso, dos Estados Unidos. Aceitando obrigações que podem variar muito, dependendo da natureza do seu relacionamento com seu protetor e, também, da sua localização geográfica e geopolítica dentro do sistema internacional. Isto já aconteceu, de certa forma, no caso da participação brasileira, ao lado dos Estados Unidos, na invasão de Santo Domingo, em 1964. Mas em nenhum momento do século passado, soldados brasileiros ocuparam posições dentro da hierarquia interna de um comando militar regional dos Estados Unidos, como estão se propondo fazer neste momento. Nem tampouco jamais no século passado foi sequer cogitado a abertura de bases militares estrangeiras dentro do território brasileiro. Nesse sentido, existe uma grande diferença que precisa ser sublinhada, porque o projeto econômico do Dominium tropeça com obstáculos materiais e com interesses de grupos que são reais e muito pesados. Mas o projeto do “protetorado militar” é perfeitamente viável do ponto de vista material, e conta com a simpatia das Forças Armadas norte-americanas, mas ele depende de uma decisão soberana da sociedade e do estado brasileiro, e não apenas das Forças Armadas. E esta decisão tem limites jurídicos e morais, políticos e constitucionais, até porque quem financia a existência das Forças Armadas é o povo brasileiro, com o objetivo de que cuide de sua soberania, nos termos da sua Constituição. E não cabe moralmente a um governo, por mais direitista que seja, exigir que suas Forças Armadas se submetam ao comando de outro estado que não seja o brasileiro.
Em síntese, do ponto de vista econômico, já não é factível – em pleno Século XXI –  transformar o Brasil numa Nova Zelândia, mas é perfeitamente possível, do ponto de vista militar,  acorrentar a nação e submeter os brasileiros à humilhação de bater continência para  a bandeira de outro povo. Uma traição que deixará uma mancha na história do Brasil causando-lhe um dano irreparável, a menos que a nação brasileira levante-se e volte a caminhar com suas próprias pernas. Quando esta hora chegar, entretanto, será necessário tomar decisões radicais em linha com um novo projeto de longo prazo que se sustente com seus próprios apoios internos, sem recuar nem esmorecer. Lembrando sempre que todos os povos que conseguiram superar grandes catástrofes, para chegar a ser grandes nações tiveram primeiro que desacorrentar suas próprias mãos, e assumir o controle de sua soberania, para poder definir seus próprios objetivos e construir o seu próprio futuro.

Julho de 2019

José Luís Fiori – Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Economia política Internacional, PEPI, coordenador do GP da UFRJ/CNPQ, “O poder global e a geopolítica do Capitalismo”;, coordenador adjunto do Laboratório de “Ética e Poder Global”; pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, INEEP.  Publicou, “O Poder global e a nova geopolítica das nações”, Editora Boitempo, 2007 ; “História, estratégia e desenvolvimento”, Boitempo, em 201 ; e,  “Sobre a Guerra”, Editora Vozes Petrópolis, 2018.

O Plano Nacional de Defesa (PND), e a  Estratégia Nacional de Defesa  (END), aprovados pelo Congresso Nacional, em 2005 e 2008, respectivamente.


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O capitalismo feliz



A história do desenvolvimento capitalista dos séculos XIX e XX registra a existência de alguns países com altos níveis de desenvolvimento, riqueza e qualidade de vida, e com baixa propensão nacional expansiva ou imperialista. Como é o caso das ex-colônias britânicas, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e dos países nórdicos, Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia. Todos apresentam taxas de crescimento alta, constante e convergente, desde 1870, só inferior a da Argentina, até a 1º Guerra Mundial. Hoje são economias industrializadas, especializadas e sofisticadas; a Noruega tem o 3º maior renda per capita, e o maior índice IDH (0.943), do mundo; a Austrália tem a 5º renda per capita, e o 2º melhor IDH do mundo (0, 929); e quase todos tem uma renda média per capita entre 50 e 60 mil dólares anuais. A Noruega é considerada hoje o país mais rico do mundo, em “reservas per capita”, e foi considerada pela ONU, em 2009, como “o melhor país do mundo para se viver”. E a Dinamarca já foi classificada – entre 2006 e 2008 - como “o lugar mais feliz do mundo”, e o segundo país mais pacífico da terra, depois da Nova Zelândia, e ao lado da Noruega.

Canadá, Austrália e Nova Zelândia foram colônias de povoamento da Inglaterra, durante o século XIX, e depois se transformaram em Domínios da Coroa Britânica, até depois da 2º Guerra Mundial. Mas até hoje são nações ou reinos independentes que fazem parte Commonwealth, e mantém o monarca inglês como seu chefe de estado. Como colônias e domínios funcionaram sempre como periferia da economia inglesa, mesmo depois de iniciado seu processo de industrialização, mantendo-se – em média - a participação do capital inglês, em até 2/3 da formação bruta de capita destes três países. E todos eles estabeleceram relações análogas com a economia norte-americana, depois do fim da Segunda Guerra. Neste século e meio de história, o Canadá – como caso exemplar – esteve ao lado da GB e dos EUA na 1º e 2 º Guerras Mundiais, alem de participar Guerra dos Boers e da Guerra da Coréia e de ser um dos membros fundadores da OTAN, em 1949. Participou das Guerras do Golfo, do Iraque, do Afeganistão e da Líbia, e participa diretamente do sistema de defesa aeroespacial norte-americano. E o mesmo aconteceu, em quase todos os casos, com a Austrália e a Nova Zelândia.

Por outro lado, os países nórdicos foram expansivos, e a Suécia em particular, foi um grande império dominante, dentro da Europa, até o Século XVIII. Mas depois de sua derrota para a Rússia, em 1720, e depois da sua submissão dentro da hierarquia de poder europeia, os estados nórdicos se transformaram em pequenos países, com baixa densidade demográfica e alta dotação de recursos naturais, funcionando como pedaços especializados e cada vez mais sofisticados do sistema produtivo europeu. A Suécia ficou famosa pelo “sucesso” de sua política econômica anticíclica ou “keynesianas”, depois da crise de 1929, mas de fato logrou superar os efeitos da crise graças à suas condição de sócia econômica, e fornecedora de aço e equipamentos para a máquina de guerra nazista, que também ocupou a Dinamarca e exerceu grande influencia sobre a região, durante toda a Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, a Dinamarca e a Noruega se tornaram membros da OTAN, e a Dinamarca segue sendo uma passagem estratégica para o controle do mar Báltico.

Por sua vez, a Suécia participou das Guerras do Kosovo e do Afeganistão, e foi fornecedora de armamentos para as forças anglo-saxônicas, na Guerra do Iraque. Por último, a Finlândia, que fez parte da Suécia, até 1808, e da Rússia, até 1917, acabou ocupando um lugar fundamental dentro da Guerra Fria, até 1991, e ainda ocupa uma posição estratégica até hoje, no controle da Bahia da Finlândia, e da própria Rússia.

Por tudo isto, apesar de que estes países tenham origens e trajetórias diferentes, é possível identificar algumas coisas que eles têm em comum:

i. São pequenos ou tem uma densidade demográfica muito baixa

ii. Tem excelente dotação de recursos, alimentares, minerais ou energéticos.

iii. Todos ocupam posições decisivas no tabuleiro geopolítico mundial.

iv. E todos se especializaram em serviços ou setores industriais de alta tecnologia, e em alguns casos, dentro da industria militar.

Alguns diriam que se trata de um caso típico de “desenvolvimento a convite”, mas isto quer dizer tudo e nada ao mesmo tempo. O fundamental é que o sucesso econômico destes países não se explica por si mesmo, porque desde o século XIX, os “domínios” operaram como “fronteiras de expansão’ do “território econômico” inglês, e como bases militares e navais do Império Britânico. E os países nórdicos, depois que foram submetidos, se transformaram em satélites especializados do sistema de produção, e do poder expansivo europeu. E hoje, finalmente, todos estes sete países operam como pequenas “dobradiças felizes” da estrutura militar e do poder global dos Estados Unidos.

https://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/O-capitalismo-feliz/26682




sábado, julho 06, 2019

O FOGUETÓRIO DE CURITIBA FOI ARMAÇÃO DA LAVAJATO?

Bolsonaro à espera do Lula com foguetório em Curitiba: foi coincidência ou armação?

Em 4 de março de 2016, dia em que Moro mandou a PF devassar a casa do Lula e o Instituto Lula às 6 horas da manhã e ordenou a condução coercitiva do ex-presidente, o então deputado federal Jair Bolsonaro esperava Lula com foguetório em frente à sede da PF em Curitiba, lembra o colunista Jeferson Miola
Moro no STF: se Bolsonaro honrar o compromisso, um novo escárnio mundial
Moro no STF: se Bolsonaro honrar o compromisso, um novo escárnio mundial (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Em 4 de março de 2016, dia em que Moro mandou a PF devassar a casa do Lula e o Instituto Lula às 6 horas da manhã e ordenou a condução coercitiva do ex-presidente, o então deputado federal Jair Bolsonaro esperava Lula com foguetório em frente à sede da PF em Curitiba.
O espetáculo original planejado por Moro consistia em sequestrar Lula para transferi-lo a Curitiba e depositá-lo na sede da PF em prisão provisória.
Por força, entretanto, de eventos e circunstâncias que a história ainda haverá de esclarecer, o sequestro do Lula não se consumou naquele momento.
Presume-se que policiais da Aeronáutica em plantão no aeroporto de Congonhas, sob o comandado de um coronel da Aeronáutica, teriam suspeitado da estranha movimentação dos agentes federais com Lula e os impediram de embarcar o ex-presidente no avião que o levaria ilegalmente a Curitiba [ler aqui e aqui].
Em decorrência disso, Moro abortou o plano original e mandou a PF colher o depoimento do Lula ali mesmo, no aeroporto de Congonhas. Com isso, a comemoração armada por [ou para] Bolsonaro ficou comprometida.
O jornal Gazeta do Povo de 2 de março de 2016 [aqui] noticiou agenda de Bolsonaro na capital paranaense no dia 4 de março a convite do então deputado federal Fernando Francischini, que atualmente é deputado estadual [em 2018, Fernando também elegeu seu filho Felipe Francischini deputado federal pelo bolsonarista e laranjeiro PSL].
Naquela época, Bolsonaro já percorria o país como pré-candidato [aqui]. É notória a conveniência, para Bolsonaro, de uma performance política justamente às custas da humilhação e do ultraje daquele que era seu principal inimigo e único obstáculo ao projeto de se eleger à presidência do Brasil.
Por outro lado, Fernando Francischini, organizador daquela agenda, é delegado da PF e elemento profundamente identificado – no ódio ao PT, no arbítrio e nos métodos fascistas – com a força-tarefa da Lava Jato.
As revelações do Intercept poderão esclarecer se a presença do Bolsonaro em Curitiba exatamente no mesmo dia que Moro planejara humilhar Lula foi mera coincidência ou, ao contrário, uma armação da Lava Jato.
Como o site Intercept deixou documentalmente provado nas revelações precedentes e nas publicadas pela revista Veja nesta 6ª feira, 5 de julho [aqui], Moro chefiava a Lava Jato como um autêntico Capo di tutti capi [aqui], e programava os momentos que os agentes federais e procuradores deveriam realizar as prisões com fins políticos.
A história do Brasil está sendo escrita praticamente em tempo real, on line. É essencial que esse episódio infame de arbítrio perpetrado pelo então juiz Sérgio Moro contra Lula, seja reaberto para rigoroso exame e investigação.
O Intercept poderá finalmente elucidar se a máfia da Lava Jato montou a presença farsesca do Bolsonaro na condução coercitiva do Lula como parte da estratégia para a viabilização do projeto de poder da extrema-direita.

Entrego trabalho visceral, como o momento impõe, e torço por novos tempos. Ainda é possível resistir e lutar para se evitar a tragédia humanitária anunciada. A "reforma" ainda vai tramitar na Câmara e no Senado.



Este livro é um ato exasperado diante da estúpida imposição de novo retrocesso no processo civilizatório brasileiro. Foi escrito em muitas horas e poucos dias. Era urgente escrever, porque ainda há tempo para agir. Não tive o ócio necessário para corrigir imprecisões, sintetizar o texto e afinar o tom; reutilizei trechos de estudos anteriores. Entrego trabalho visceral, como o momento impõe, e torço por novos tempos. Ainda é possível resistir e lutar para se evitar a tragédia humanitária anunciada. A "reforma" ainda vai tramitar na Câmara e no Senado. É agora ou nunca. Ajude a divulgar. Aqui o link para a pré-venda... loja - https://loja-editoracontracorrente.com.br/produto/previdencia/

Altman: Bolsonaro está tentando construir um estado policial O jornalista Breno Altman, em análise à TV 247, avalia as manifestações ocorridas no último domingo (30) em defesa de Sérgio Moro e também pelo fechamento das instituições, e considera que Bolsonaro investe “na transição de regime político entre a democracia liberal da Nova República para um Estado policial”; assista

segunda-feira, julho 01, 2019

Especial: o contexto maior da reportagem da Folha - A maneira como a Lava Jato enganou Leo Pinheiro, da OAS, para forçá-lo a delatar Lula e impedi-lo de delatar seus aliados.

O golpe de 2016 e o fim da Nova República. O papel da Lava Jato. O governo Temer e a asfixia financeira dos sindicatos. A eleição de Jair Bolsonaro e a escalada repressiva. O fim dos conselhos e a quebra da autonomia universitária. O país caminha rumo a uma nova ditadura?

GESTAPO - ATENÇÃO! MUITO GRAVE! - UMA PARTE CONSIDERÁVEL DO JUDICIÁRIO ESTÁ COMPLETAMENTE A SERVIÇO DA INSTAURAÇÃO DE UM ESTADO POLICIAL NO BRASIL


Delegado aumenta arbitrariedade e decreta prisão preventiva de líderes sem-teto de São Paulo

Em processo baseado em denúncias anônimas, Preta Ferreira e outras ativistas serão encaminhadas para os presídios nesta segunda-feira. Advogado denuncia impedimento do direito de defesa

Rede Brasil Atual - Os quatro líderes do movimento por moradia, no início da semana passada, tiveram prisão preventiva decretada na noite da sexta-feira (28). Sidney Ferreira da Silva, Jacine Ferreira da Silva (a Preta Ferreira), Edinalva Silva Ferreira e Angélica dos Santos Lima serão encaminhados para o presídio nesta segunda-feira (1º). Segundo a defesa, mais 6 pessoas podem ser presas.
As lideranças permaneceram presas, durante o final de semana, na carceragem do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na zona norte de São Paulo. De acordo com a Ponte Jornalismo, Jacine, Edinalva e Angélica serão encaminhadas para a Penitenciária Feminina de Santana, também na zona norte. Ainda não está confirmado para qual presídio Sidney será encaminhado.
Os líderes do Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC) foram presos na última segunda (24) sob a acusação de extorsão por meio de cobrança indevida de aluguel, numa ação da Polícia Civil que teve base em 17 mandatos de busca e apreensão, sendo quatro de prisão. Na sexta-feira (28), centenas de sem-teto organizados saíram às ruas da capital paulista para protestar contra as prisões. De acordo com eles, se trata da criminalização dos movimentos sociais.
O delegado titular da 3ª delegacia da DIC (Crimes Financeiros e Econômicos), André Figueiredo, diz que recebeu denúncias por cartas anônimas e as prisões estão ligadas ao processo decorrente do incêndio e queda do edifício Wilton Paes de Almeida, no dia 1º de maio de 2018, causando a morte de sete pessoas.
Ariel de Castro Alves, advogado de defesa dos presos, disse que eles tiveram seu direito impedido. “Os pedidos através do Sistema informatizado do Tribunal de Justiça para habilitação e acesso aos autos estão sendo indeferidos. Isso impede e exercício da ampla defesa e do contraditório. É cerceamento de defesa e viola as disposições legais e constitucionais”, afirmou o membro do Conselho Estadual de Defesa da Pessoas Humana (Condepe) Ariel de Castro Alves.
Em nota enviada à Ponte, assinada pela Frente de Defesa, o MSTC detalha como ocorreram as conversões das prisões. “O relatório do inquérito, elaborado pelo mesmo delegado, requisitou a prisão preventiva de 10 coordenadores e assessores de movimentos diversos, entre eles a Carmen, Sidney e Preta, integrantes do MSTC.
Este pedido contou com o apoio do promotor de justiça criminal Cássio Conserino e foi encartado no inquérito principal, que esteve todo tempo em poder do delegado e do promotor de justiça, sem que a defesa tivesse vista de seu teor e documentos”, diz o movimento.
De acordo com Ariel, mais um nome pode aparecer na lista, totalizando 10 lideranças. “Conseguimos confirmar as prisões preventivas dos quatro que já estavam de prisão temporária, incluindo a Preta. Tem mais seis possíveis prisões, mas ainda não temos confirmações. A sentença está em sigilo para cumprirem os mandados de prisão”, disse à Ponte.


História e luta

O MSTC nasceu no ano de 2000, após três anos de ocupação de um edifício abandonado desde 1970, na rua Álvaro de Carvalho, no centro de São Paulo. Atualmente, o movimento coordena seis ocupações e um empreendimento Minha Casa Minha Vida, o Residencial Cambridge. É formado por mais de 500 famílias, resultando num grupo de mais de duas mil pessoas sem-teto. O MSTC não participou da ocupação do edifício Wilton Paes de Almeida.
Segundo relatório do Programa da ONU para Assentamentos Humanos, 33 milhões de pessoas não têm onde morar no Brasil. Segundo levantamento do Ministério Público e da Associação Brasileira de Incorporações Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, entre 2007 a 2017, essa população cresceu 7% e só na cidade de São Paulo faltam cerca de 500 mil unidades habitacionais.
O custo médio do aluguel no centro de São Paulo é de R$ 2.300, valor incoerente com o salário médio de uma família de baixa renda (R$ 1.800). Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas mostra que a maior parte das pessoas sem moradia pertence a famílias que ganham até três salários mínimos por mês. Não se trata apenas de moradores de rua, mas também de trabalhadores inseridos no mercado informal e sem direitos assegurados, e muitos abatidos pelo desemprego, que cresceu de 6% no primeiro trimestre de 2014 para 14,3% nos três primeiros meses de 2019.

https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/delegado-aumenta-arbitrariedade-e-decreta-prisao-preventiva-de-lideres-sem-teto-de-sao-paulo

quinta-feira, junho 20, 2019

COMO FALOU LULA, NADA DE NOVO. MAS AGORA TEM AS PROVAS. COMO NÃO ACONTECE NADA, ENTÃO PODEMOS DEDUZIR QUE A MÍDIA, A LAVAJATO E O STF ESTÃO TESTANDO O PAÍS. SE COLAR, VAMOS PARA A TEOCRACIA DAS RATAZANAS...

 

Nova bomba da Vaza Jato revela que Moro mentiu e cometeu outro crime contra Lula

A parceria entre o The Intercept e o jornalista Reinaldo Azevedo trouxe mais uma bomba: a revelação de que o ex-juiz Sergio Moro, que atuou como chefe da acusação contra Lula, e não como magistrado imparcial, decidiu que procuradores deveriam interrogar o ex-presidente, em mais um crime que terá que levar à anulação do processo

Glenn desafia: alguém vai querer prender Reinaldo Azevedo?


Ao comentar a primeira parceria jornalística do Intercept em torno da Vaza Jato, o jornalista Glenn Greenwald cutucou os setores autoritários do governo Bolsonaro, que defendem sua prisão para blindar Sergio Moro e Deltan Dallagnol: alguém vai...

Bolsonaro atropela Congresso e comemora: quem manda sou eu


Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira que assume o bônus e ônus sobre o processo de demarcação de terras indígenas no país; ele reverteu decisão do Congresso e colocou demarcação de novo na Agricultura; "quem manda aqui sou eu",...


Procuradores estão destruindo provas que os incriminam


"O teatro do absurdo do regime de exceção alcançou o apogeu", diz o colunista Jeferson Miola, após o escândalos da Lava Jato envolvendo Sérgio Moro e o MPF-PR; "Procuradores da república e juízes envolvidos em denúncias aterradoras, como práticas...


Nem precisou de tanques para Toffoli tremer: bastou um soco na mesa

"O soco que o general Heleno deu na mesa pela irritação com Lula "revelou o seu surpreendente desequilíbrio, até então bem disfarçado por uma aparente serenidade", diz o colunista Ribamar Fonseca....

sexta-feira, junho 14, 2019

#AOVIVO - Ex-presidente Lula concede entrevista para a TVT

Pepe Escobar: o Brasil na guerra entre EUA, China e Rússia

Para Frente Brasil Popular, mesmo o cidadão que não conta com um sindicato forte tem muitas formas de participar da paralisação contra a reforma da previdência. "As pessoas podem parar o comércio e os serviços de seu bairro, simplesmente não saindo de casa. Não marcando nenhum compromisso, não fazendo compras. Parece algo banal, mas a paralisação é fortalecida pelo 'fique em casa'", explicou o coordenador da Frente Brasil Popular (FBP) e da Central de Movimentos Populares (CMP) Raimundo Bonfim


Greve geral: população é orientada a ficar em casa

Mídia Ninja | ABr | Reuters
Para Frente Brasil Popular, mesmo o cidadão que não conta com um sindicato forte tem muitas formas de participar da paralisação contra a reforma da previdência. "As pessoas pode parar o comércio e os serviços de seu bairro, simplesmente não saindo de casa. Não marcando nenhum compromisso, não fazendo compras. Parece algo banal, mas a paralisação é fortalecida pelo 'fique em casa'", explicou o coordenador da Frente Brasil Popular (FBP) e da Central de Movimentos Populares (CMP) Raimundo Bonfim 

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/396686/Greve-geral-popula%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-orientada-a-ficar-em-casa.htm
 

PAÍS MUDO, NÃO MUDA. GREVE GERAL!!!


Bom dia 247 (14.6.19): Brasil em transe, greve geral e Moro abandonado

General Villas Boas, um desserviço ao país

domingo, junho 09, 2019

#VAZAJATO DESMASCARADA - Produzidas a partir de arquivos enormes e inéditos – incluindo mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens – enviados por uma fonte anônima, as três reportagens revelam comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer.



VEJA TUDO NOS LINKS:

https://theintercept.com/2019/06/09/editorial-chats-telegram-lava-jato-moro/

https://theintercept.com/2019/06/09/procuradores-tramaram-impedir-entrevista-lula/

https://theintercept.com/2019/06/09/dallagnol-duvidas-triplex-lula-telegram-petrobras/

https://theintercept.com/2019/06/09/chat-moro-deltan-telegram-lava-jato/

MAIS:

NOTA DA DEFESA DE LULA SOBRE PROVAS DE COMPLÔ DA LAVA JATO CONTRA LULA – Rede PT http://redept.org/blogosfera/index.php/2019/06/09/nota-da-defesa-de-lula-sobre-provas-de-complo-da-lava-jato-contra-lula/#.XP2etkBtQwU.whatsapp

ATENÇÃO - https://www.brasil247.com/pt/247/poder/396124/Lula-mensagens-comprovam-que-nem-Deltan-acredita-nas-acusa%C3%A7%C3%B5es-do-triplex.htm

ATENÇÃO - https://www.brasil247.com/pt/247/poder/396121/Mensagens-confirmam-que-Lava-Jato-fraudou-elei%C3%A7%C3%A3o-presidencial-de-2018.htm

ATENÇÃO - https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/396122/Mensagens-comprovam-que-Moro-agiu-fora-da-lei-contra-Lula.htm

ATENÇÃO - https://www.brasil247.com/pt/247/poder/396119/Greenwald-consegue-documentos-in%C3%A9ditos-sobre-Moro-e-Dallagnol-e-anuncia-a-VazaJato.htm

ATENÇÃO - https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/396125/Haddad-podemos-estar-diante-da-maior-fraude-da-hist%C3%B3ria-da-Rep%C3%BAblica.htm













Marx já previa a economia digital: é o extremo da técnica


A tão aclamada indústria 4.0 nada mais é que a digitalização geral da indústria, serviços, comércio e até mesmo das casas e pessoas

 

Por Wilton Cardoso

Comentário no post Por que a economia deve ser digital?
 
Eu sugiro que se mude a abordagem radicalmente. Nenhuma linha econômica conseguirá entender o fenômeno digital porque ele escapa ao econômico, na medida em que, no fim das contas não gera valor para a economia global, embora dê muito lucro para o monopólio que domina o mercado.
É preciso sair da economia política e partir para a crítica da economia política para entender, de fato, a era digital. Sim, estamos falando de Marx. O digital é o desenvolvimento extremo da técnica previsto por Marx, que multiplica a produtividade do trabalho à enésima potência. Uma vez feito o programa e pago o trabalhador/programador, praticamente não há mais custo de reprodução, distribuição e consumo da mercadoria (que talvez nem seja mais mercadoria). O mundo digital foi o primeiro a chegar no ponto de ruptura da contradição mais importante do capitalismo: o momento em que a técnica seria tão produtiva, exigindo tão pouco trabalho humano que o valor gerado na produção da mercadoria seria irrisório.
Por outras palavras, o mundo digital é incapaz de gerar lucro, a não ser para umas pouquíssimas empresas vencedoras e que se tornam monopolistas. Quem trabalha associado a elas deve se contentar a viver de migalhas, como, por exemplo,os motoristas de uber, a maioria absoluta de youtubers, blogueiros e twiteiros, e quase todos os webdesigners e programadores.
E isto é só começo, pois a tão aclamada indústria 4.0 nada mais é que a digitalização geral da indústria, serviços, comércio e até mesmo das casas e pessoas. As imposição das leis de flexibilização do trabalho, que é um fenômeno mundial, visa adaptar o trabalho e o trabalhador ao admirável mundo novo digital ou, por outras palavras, institucionalizar a precariedade e os rendimentos inconstantes num mercado que não consegue mais produzir valor e mais valor (lucro) na economia real, que seja suficiente para remunerar as pessoas além do limite de sobrevivência. Isto sem falar no número crescente de pessoas postas definitivamente para fora do mundo do trabalho, por serem inservíveis (supérfluas) para a produção de valor: o futuro se anuncia próspero de ambulantes e mendigos, e não só nas nações periféricas como o Brasil.

https://jornalggn.com.br/nova-economia/marx-ja-previa-a-economia-digital-e-o-extremo-da-tecnica-por-wilton-cardoso/

quinta-feira, junho 06, 2019

ESPECIAL - A íntegra da entrevista de Lula ao DCM e à Tutameia

“Lutando contra bandidos com bandidos... Bolsonaro sorriu para milícias ...

Moro e Guedes: as âncoras de Bolsonaro que afundaram

MARXISMO CULTURAL: ASSOCIAÇÕES PERIGOSAS #meteoro.doc

Testemunha acusa Moro de grampear advogados de Lula - O Brasil é um país de cara lambida. Não vai dar em nada.



Nota do PT sobre os grampos ilegais de Sérgio Moro
Os gravíssimos fatos revelados pela Folha mostram que as conversas telefônicas entre os advogados de Lula foram grampeadas ilegalmente por aqueles que o julgaram

PT Nacional

É criminosa e atenta contra as mais básicas conquistas da civilização a espionagem dos advogados do ex-presidente Lula, por parte do ex-juiz Sergio Moro, procuradores e policiais federais da Lava Jato.
Os gravíssimos fatos revelados hoje (06/06) pela Folha de S. Paulo mostram que as conversas telefônicas entre os advogados de Lula foram grampeadas ilegalmente e monitoradas em tempo real por aqueles que o acusaram e julgaram. Pelo menos 14 horas de conversas foram analisadas por agentes da PF, de acordo com o jornal.
O grampo autorizado por Moro violou frontalmente o Artigo 7º. do Estatuto da Advocacia, que garante a inviolabilidade da correspondência e das comunicações telefônicas de advogados no exercício da defesa.
A conduta do ex-juiz foi repreendida ainda em 2016 pelo ministro Teori Zavascki, ocasião em que Moro alegou ter cometido “um equívoco”. Agindo com absoluta má-fé e desobedecendo decisão do Supremo, Moro deixou de destruir as gravações conforme determinado. E sabe-se agora que serviram a uma condenação ilegal e injusta.
A utilização de informações obtidas ilegalmente sobre a estratégia da defesa deve produzir, na vigência dos estado de direito democrático, a anulação do processo contra Lula, que está preso sem ter cometido nenhum crime.
As ações criminosas do ex-juiz, dos procuradores e policiais da Lava Jato deveriam ter sido objeto de sanções disciplinares e penais. Estes agentes do Estado, no entanto, foram premiados com altos cargos do serviço público, o que demonstra a utilização política e eleitoral da Lava Jato.
Os graves fatos revelados hoje somam-se à lista de arbitrariedades e violações cometidas por Moro e pela Lava Jato, a pretexto de combater a corrupção: conduções coercitivas contrárias à lei, prisões sem fundamento, benefício a criminosos com objetivos políticos, o grampo da então presidenta da República e tantas outras aberrações.
O Brasil e o mundo já sabem o suficiente para exigir a anulação do processo contra Lula e o julgamento dos crimes cometidos contra sua liberdade. A História ainda vai revelar muito mais sobre esse vergonhoso capítulo que vivemos.
Lula Livre!
Comissão Executiva Nacional do PT

segunda-feira, maio 27, 2019

PARA SABER - Dicas do Dowbor (maio/2019)


Querids@s, estamos no meio de uma zona política, econômica e financeira. E estou sendo comedido. É tempo sem dúvida de enfrentar a desorganização geral e o entreguismo vergonhoso, o mal profundo que está sendo feito ao país, mas também de pensar de forma mais ampla. Na minha convicção, nenhum país pode funcionar com a desigualdade que temos. E estamos nos aproximando rapidamente de uma catástrofe ambiental generalizada. Temos de sair do raciocínio pendular entre privatização e estatização, da engrenagem do ódio, e difundir as pesquisas que abrem novos caminhos. Precisamos que muito mais gente entenda o que está acontecendo. Abaixo, mensagens que me parecem relevantes. E queria lembrar que o meu livro A Era do Capital Improdutivo está agora disponível também em 15 videos de cerca de 10 minutos cada (confira aqui). Não dá para deixar a economia na mão de economistas. O bolso é de todos nós.

1. Roosevelt Institute – New Rules for the 21st Century – 2019 – 77p.

Um choque impressionante de realismo caracteriza esta excelente síntese dos novos caminhos que os Estados Unidos precisam trilhar para que a economia volte a servir à sociedade, revertendo a tendência geral. Não se trata de “mais um estudo” de economia, e sim de uma sistematização dos principais desafios e das medidas a tomar. O eixo central do relatório está centrado no duplo movimento necessário: reduzir o poder das corporações, e resgatar o papel das políticas públicas. O Roosevelt Institute, a começar por Joseph Stiglitz, se caracteriza pela seriedade das suas pesquisas e o bom senso das propostas. 
http://dowbor.org/2019/04/roosevelt-institute-new-rules-for-the-21st-century-2019-77p.html/

2. Dowbor – Economia para quem? – Jornal dos Economistas – Corecon RJ e Sindecon-RJ – maio 2019/ n.357 – ISSN 1519-7387)

Aumentar a exclusão num país onde o eixo crítico estrutural é a desigualdade é muito mais que injusto, é burro. O que funciona é orientar a economia para o bem-estar da população. Isso não é populismo, é democracia econômica. O que os agentes efetivamente produtivos no país precisam não é mais discurso ideológico liberal ou neoliberal, é uma demanda forte e crédito barato. Ou seja, retomar as políticas sociais e os investimentos e reorientar o sistema financeiro para que fomente a economia, em vez de drená-la. https://dowbor.org/2019/04/dowbor-economia-para-quem-jornal-dos-economistas-corecon-rj-e-sindecon-rj-maio-2019-n-357-issn-1519-7387.html/

3. L. Dowbor – Our Global Mess – Ethical Markets – April 2019 – 6p

In case you haven’t noticed, our challenges are ridiculously simple. We are destroying this only planet we have, for the benefit of the happy few, and the resources to do something about it are lingering in tax havens and other speculative drains. As the global structural crisis deepens, we have to ensure our financial resources are used to promote technological change that will reduce the environmental impact, and to organize social and economic inclusion of billions of excluded. We have the money, we have the technologies, we know the problems and the solutions. The 2030 Agenda is explicit enough. But our global decision-making process is a mess. We do not only have the problems: we have a problem-solving capacity problem. http://dowbor.org/2019/05/l-dowbor-our-global-mess-ethical-markets-april-2019-6p.html/

4. Ellen Brown – Bank on the People Instead of Wall Street Parasites – Truthout – may 2019

Ellen Brown explicita o mecanismo que faz o governo dar dinheiro aos bancos para que emprestem para ele, dando então mais dinheiro aos bancos sob forma do serviço da dívida. É a ciranda financeira oficial, apropriação legal mas improdutiva dos nossos impostos. Ellen Brown é uma das melhores especialistas mundiais na luta pelo resgate do sistema financeiro. http://dowbor.org/2019/05/ellen-brown-bank-on-the-people-instead-of-wall-street-parasites-truthout-may-2019.html/

5. Mapa exibe devastação de milhões de hectares na floresta Amazônica – NG – maio 2019 – 2p.

Muito importante este balanço do recrudescimento do desmatamento da Amazônia. Em 2002 foram destruídos 2,8 milhões de hectares. Em 2010 o governo havia conseguido baixar para 400 mil, um desastre ainda mas um imenso avanço. Agora voltamos para 1,6 milhões, o governo Temer conseguiu rapidamente multiplicar o desmatamento por quatro. O Bolsonaro incorporou o meio-ambiente no Ministério da Agricultura. Abriu ainda mais a porteira, o agronegócio anda solto, o preço ambiental, social e econômico a pagar é imenso, e o prejuízo para a imagem deste governo irresponsável também. É criminoso. http://dowbor.org/2019/05/mapa-exibe-devastacao-de-milhoes-de-hectares-na-floresta-amazonica-ng-maio-2019-2p.html/
6. Sanders, Ocasio-Cortez want to cap credit card interest rates at 15 percent – The Washington Post – 2p.

Nos Estados Unidos estão escandalizados com os 21% ao ano que os bancos cobram de juros sobre cartão de crédito. Com razão, há dez anos eram 12%. No Brasil, é acima de 300%. Agiotagem legal. Proposta nos EUA é retomar a lei anti-agiotagem e limitar a 15% ao ano. http://dowbor.org/2019/05/sanders-ocasio-cortez-want-to-cap-credit-card-interest-rates-at-15-percent-the-washington-post-2p.html/

7. Ivo Lesbaupin – Paulo Guedes nos levará ao fundo do poço – Iser Assessoria – Maio 2019, 3p.

"Paulo Guedes nos levará ao fundo do poço" afirma Ivo Lesbaupin em excelente artigo. Sim, a verdade é bem simples. Confiram.
http://dowbor.org/2019/05/ivo-lesbaupin-paulo-guedes-nos-levara-ao-fundo-do-poco-iser-assessoria-maio-2019-3p.html/


8. Protesto de Medea Benjamin no Hudson Institute, Washington, DC - 1,5 min.

Os EUA baterem tambores de guerra não é novo. Para o Oriente Médio o conflito com o Irã seria mais uma tragédia na série que já produziram. Que pretextos vão inventar desta vez? A fala da ativista Medea Benjamin, co-fundadora do movimento feminista e pacifista Code Pink e do grupo de defasado comércio justo Global Exchange, é cheia de bom senso, vale a pena escutar e difundir. Aliás a Venezuela é aqui pertinho.  https://dowbor.org/2019/05/protesto-de-medea-benjamin-no-hudson-institute-washington-dc-15-min.html/

segunda-feira, maio 20, 2019

Cinema Secreto: Cinegnose: Black blocs, Chomsky e o não-acontecimento do "man...

É
óbvio e gritante que o compartilhamento “desavisado” (o capitão
supostamente nem lê o que compartilha) foi uma resposta aos protestos
bem-sucedidos dos estudantes nas ruas. Bolsonaro quer elevar o moral da
tropa e também colocar nas ruas e redes sociais suas milícias analógicas
e digitais.
E também que a única alternativa para a esquerda para furar a armadilha do dilema midiático na guerra semiótica criptografada é ocupar as ruas numa escalada crescente, até tornar o País, aí sim, realmente ingovernável.
Desde
que sofreu controversa facada na campanha eleitoral, a guerra semiótica
de Bolsonaro tem como meta fugir de qualquer debate político-econômico e
colocá-lo sempre no campo conspiratório e moralista. Criar
deliberadamente polêmicas, dissonâncias, crises e, através da estratégia
do dilema midiático, convocar mídia e oposição para jogar os holofotes
em Bolsonaro. Seja como herói lacrador e mito ou simplesmente como “boi
de piranha”.
 
Esse
é o único papel que um deputado do baixo clero poderia assumir: emissor
de um discurso monofásico, repetitivo, que emula o discurso de
extrema-direita de Donald Trump. Um ruído insuportável demais para um
linguista como Chomsky, fascinado pelas potencialidades infinitas da
linguagem.




Cinema Secreto: Cinegnose: Black blocs, Chomsky e o não-acontecimento do "man...: Cadê os black blocs?  De 2013 a 2016, em toda manifestação de rua, lá estavam eles fazendo poses épicas para câmera e cinegrafistas em ...

De onde nasceu o manifesto de Bolsonaro

Altman: impeachment é o jogo da direita

quinta-feira, maio 09, 2019

As Forças Armadas perderam a serventia!

O passo final do governo Bolsonaro: as disputas com os militares - Parece um movimento por aproximação. Vamos avacalhar e agora já tem uma insinuação de corrupção. O script do clã Bolsonaro cantado lá dos EUA pelo Olavo parece claro para a formatação de um golpe sanguinário no sentido clássico, usando inclusive as milícias com seus esquadrões da morte. O Brasil vai conseguir resistir e virar o jogo?


Carlos Bolsonaro x General Santos Cruz: mais um capítulo de uma guerra suja

Uma mensagem que circulava em grupos de Whatsapp de aliados de Olavo de Carvalho foi divulgada, indicando que Santos Cruz estaria envolvido em renovação de contrato da Apex com o Sindicato da Indústria Audiovisual de São Paulo - https://www.revistaforum.com.br/carlos-bolsonaro-x-general-santos-cruz-mais-um-capitulo-de-uma-guerra-suja/

Há um golpe em andamento - Faltou fazer a ligação dos Bolsonaros e Olavetes com as agências americanas, o deep state. Estão apenas seguindo um script com a garantia da grana e da costa quente. Os americanos não querem mais correr o risco de se formar nas forças armadas um núcleo nacionalista que crie algum obstáculo para a agenda neoliberal. A ordem é avacalhar geral.

quarta-feira, maio 01, 2019

1º DE MAIO COM INDICATIVO DE GREVE GERAL - LEVANTA BRASIL - FORA BOLSONARO





Pepe Escobar explica a demência global - MUITO IMPORTANTE - VEJA AGORA



                       



LEIA TAMBÉM: https://oempastelador.blogspot.com/2019/05/esquenta-guerra-hibrida-dos-eua-contra.html