segunda-feira, junho 06, 2011

O que o Grupo Beatrice acha dos escândalos da mídia? Abaixo, numa rápida consulta nos nossos arquivos:









































Não era avião, era incêndio numa loja de colchões... 



O pior jornalismo do mundo




      
Para usar a vontade nos blogs e listas...

domingo, junho 05, 2011

A comunicação do Governo não pode ser entregue aos “especialistas”

Posto aí em cima o ótimo trabalho de edição do Blog Amigos do Brasil, no qual o Zé Augusto faz um compacto de 13 minutos da fala da Presidenta Dilma Rousseff ontem, no lançamento da plataforma P-56 da Petrobras, em Angra dos Reis(*).
Na fala de Dilma, os princípios, as estratégias e os compromissos de seu Governo são afirmados de maneira muito clara.
Quando se ouve a Presidenta, cai por terra toda a onda de propaganda que se faz na mídia.
O que ela fala, você vai ouvir no vídeo, não é preciso que eu repita aqui.
Mais importante é como ela fala.
Não é um discurso escrito.
Não é uma tese, nem uma lista de dados numéricos.
É a alma de uma brasileira, que ama este país e ama seu povo.
Não é uma entrevista algo gaguejada, planificada, treinada e inconvincente.
É o coração, a dignidade, o pensamento.
Quando, no final da campanha eleitoral do ano passado, a direita levantou a cabeça, foi com isso que Lula e Dilma a derrotaram: comunicação com o povo.
Para dizer: nós somos isso; eles são aquilo.
Não vou discutir técnicas de comunicação. Não tenho a “competência” de “casar” a agenda de um grande acontecimento como este com um evento como a entrevista de Palocci ao Jornal Nacional, para que ela receba apenas 15 segundos na televisão.
Nem para marcar para o mesmo dia o anúncio do lançamento da segunda etapa do “Minha Casa, Minha Vida”, com a construção de dois milhões de moradias.
A comunicação do Governo não pode ser entregue aos “especialistas”. Ela é uma atividade política e tem de ter direção política.
Se não for assim, Dilma não falará o que pensa, nem como pensa, nem mostrará a grande e preparada mulher que é.
A nossa força, a nossa arma é a verdade. É o que desejamos e fazemos pelo povo brasileiro. Por este conjunto de terra e gente que se chama Brasil.
* Elogio o trabalho do Zé Augusto porque ele faz o que a estrutura de comunicação da Presidência da República não faz. Burocraticamente, colocam na internet uma simples cópia da gravação “bruta“. Dura mais de uma hora. Logo, não vai ser assistida, nem reproduzida nos sites e blogs. Ninguém vai ficar sabendo. Mesmo as pessoas que o acessarem, desistem antes da fala de Dilma, que só começa aos 40 minutos. Portanto, a Presidenta, que não fala no Jornal Nacional, depende de gente como o Zé e outros de nós, blogueiros, baixarmos o longo vídeo, nas nossas conexões maravilhosas, editarmos nos nossos laptops de última geração e colocarmos no Youtube. Simples, não é?

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No batismo da plataforma de petróleo P-56 da Petrobras, construída no Brasil, em Angra dos Reis (RJ), a presidenta Dilma Rousseff fez um discurso histórico, com a síntese do projeto de desenvolvimento nacional.
A maior riqueza do Brasil são os 190 milhões de brasileiros, disse a Presidenta.
A encomenda de navios e plataformas no Brasil é investimento no trabalhador brasileiro, para ele ter emprego, vida digna, comida na barriga, criança na escola e participar das demais riquezas nacionais.
O combate à pobreza faz parte de cuidar dessa que é maior riqueza da nação: o brasileiro.
Brasileiro na pobreza é problema.
Brasileiro que sai da pobreza é solução.
A Presidenta lembrou do perigo que corremos no governo tucano de FHC, quando deixava de investir em estaleiros brasileiros, e encomendava plataformas e navios no exterior. E lembrou da determinação do governo Lula que foi a redenção da indústria naval brasileira.
Em 2010 a Petrobras investiu R$ 78 bilhões. Investidos no Brasil é dinheiro injetado na economia brasileira, movimentando toda uma cadeia produtiva, inclusive indireta. Se as compras fossem no estrangeiro, como era no governo FHC, movimentava a economia alheia, encolhendo o PIB brasileiro.
A Presidenta ainda anunciou a determinação de desenvolver não só os estaleiros que montam plataformas e navios, como a indústria nacional de peças de navios.

...


A mídia acabou com os políticos do Brasil.

Político brasileiro tem medo de fazer política.

Partido brasileiro tem medo de fazer política.

A humanidade nunca precisou da mídia.

Mas a humanidade sempre foi política.



sábado, junho 04, 2011

Agarrando a vida...



enviado por Amanda

Em Questão

Edição especial
Plano Brasil Sem Miséria
Bolsa Família e outros programas deverão ser ampliados com a procura de cidadãos que podem receber os benefícios
Nessa edição especial você encontra materias sobre:
-Programa de Aquisição de Alimentos será quatro vezes maior
-Famílias receberão pagamento por preservação florestal
-Ampliar produção é principal meio de erradicar pobreza no campo
-Classe média rural já é maioria, mas pobreza persiste
Leia mais


Os ventos mudaram, nós, não

Publicado em 01-Jun-2011

Image
Dilma Rousseff
O cenário político do país agora é outro. Tanto a mídia, quanto a oposição mudaram. A presidenta Dilma Rousseff não é mais independente de Lula e do PT. A imagem foi cultivada durante os primeiros cinco meses do ano. Agora a interpretação é de que Lula e o PT interferem no Governo, por mais que isso seja um absurdo, já que Dilma foi eleita pelo PT e Lula foi seu principal apoiador. O balanço da gestão tão promissora há duas semanas, passou a ser ruim. Uma votação que não tem viés partidário ou de governo, a do Código Florestal, transformou-se em grande prova da fragilidade do governo. O PMDB, que antes era atacado e rejeitado como aliado pela mídia e pela oposição, agora é instado a se rebelar, romper com o governo ou ocupar seu lugar. A pergunta é qual é esse lugar? Para a mídia, nas páginas dos jornais de hoje, é o de governar no lugar da presidenta e do PT.

Também no campo econômico, antes, tudo era uma maravilha. A presidenta acertava em todas as questões. Os resultados estão aí - queda da inflação, com superávit de 4,5%% no ano, mantendo o crescimento de mais 4% e a criação de mais de dois milhões e meio de empregos, a manutenção de programas sociais e criando novos, como a Rede Cegonha, o PRONATEC, e a retomada da luta contra a pobreza.

Num piscar de olhos

Mas, de repente, num piscar de olhos, tudo ficou errado. Problemas normais na construção de uma grande hidroelétrica como Belo Monte, transformaram-se, junto com a votação do código florestal, em sinal de crise. A gritaria também tem se dado a respeito do kit anti-homofobia e um livro do MEC, que reconhece o modo de falar popular. Nesses casos, o governo tomou decisões corretas, assim como nas diretrizes propostas ao Código Florestal. A mídia esperava que o governo retrocedesse em tudo.
Governar com uma coalizão ampla como a nossa, consolidar a aliança estratégica com o PMDB, fazer reforma política e tributária, e manter a economia em crescimento não são tarefas fáceis e nem as faremos sem tensões, vitórias e derrotas, avanços e recuos.

Mas, se analisarmos cada caso, veremos que estamos no caminho certo. A política do Banco Central mudou. Mudou também a política cambial, porque o cenário internacional já não é o mesmo. Fizemos o certo ao não aceitarmos a anistia e a legislação estadual no caso do Código Florestal. Mantivemos o crescimento sem descuidar da inflação e das contas públicas. Em resumo: estamos no caminho certo.

Acabou a lua de mel

Está claro que acabou a lua de mel. E fica a certeza: a mídia e a oposição não mudaram. Sua natureza e seu DNA continuam os mesmos. Nós, tampouco, mudamos. Agora a presidenta Dilma Rousseff tomou em suas mãos as obras da Copa do Mundo e determinou a concessão dos aeroportos. Abriu corretamente um dialogo direto com o PMDB na pessoa de seu vice, Michel Temer, e seguramente vai superar os problemas normais da relação entre dois grandes partidos.

A chefe de governo vai, ainda, reorganizar a relação política com o Congresso Nacional e com os partidos aliados, retomando a nossa agenda e não a da oposição. Na pauta estão o combate à pobreza, a reforma tributária, a política industrial, melhoras no Sistema Único de Saúde (SUS), manutenção do crescimento com redução da pobreza, sem perder o rumo. Sem, tampouco, se abalar com a gritaria da mídia e da oposição, que estão em seu papel. Já, nós vamos fazer o nosso, que é o de governar, e bem.


http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12236&Itemid=2
Foto: Campanha

sexta-feira, junho 03, 2011

A vida secreta das Arábias



2/6/2011, Pepe Escobar, Asia Times Onlinehttp://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MF03Ak01.html

A primavera árabe vai chegando ao verão, e a contrarrevolução está vencendo. Alguns ditadores – mas não os sistemas – já caíram na Tunísia e no Egito. A “revolução” líbia é pura farsa: a guerra aérea da OTAN somada a ‘forças especiais’ ocidentais ativas em terra para ajudar uma gangue de desertores/exilados e golpistas. No Bahrain, Iêmen e Síria, as forças populares foram derrotadas.

No que tenha a ver com Washington e seletas capitais europeias, prevalece a “estabilidade”; como em Israel e na Arábia Saudita, os pilares, agora que o Egito está outra vez por um fio; e o Clube Contrarrevolucionário do Golfo, também conhecido como Conselho de Cooperação do Golfo [ing. Gulf Cooperation Council (GCC)] persiste, mais firme que o Himalaia. Não se permitem revisionismos. “Democracia”, sim, sim – desde que não ameace “interesses ocidentais”.

E, mesmo assim, uma vida secreta das Arábias, que se agita nas sombras, diz muito mais sobre o futuro.
Até aqui, a salvo da guilhotina
Considere-se o Qatar – outra vez sob os holofotes, porque fontes da não-Federação Internacional de Futebol [ing. non-Federation Internationale de Football Association] que governa o futebol juram que o emirado comprou a Copa do Mundo de 2022. E Doha também andou chutando outras bolas mais sérias, como quando o emir do Qatar visitou o presidente Abdelaziz Bouteflika da Argélia, para pedir gentilmente que ele parasse de fornecer tanques e veículos blindados ao coronel Muammar Gaddafi da Líbia.

Tudo dependerá de quem esteja realmente no comando do show na Argélia – Bouteflika, ou mercadores “bandidos” de armas, tentados pelos fundos de petróleo de Gaddafi e por 1.100 quilômetros de fronteira de deserto, perfeitos para contrabando.

O Conselho de Cooperação do Golfo é unânime: Gaddafi tem de sair. O Qatar é a face do Conselho de Cooperação do Golfo na Líbia. Os jatos de combate qataris são parte da força de ataque da OTAN. Conselheiros qataris estão infiltrados bem fundo em Misrata, misturados aos “rebeldes”. O Qatar também está manobrando seu soft power em direção à Síria de Assad; e uma Damasco enfurecida acaba de cancelar projetos qataris na Síria, de mais de US$6,4 bilhões.

E isso quando o número de sírios mortos pela máquina de repressão do presidente Bashar al-Assad já ultrapassou o número de egípcios mortos pela máquina de repressão de Hosni Mubarak. Não fosse a lei de contagem de mortos que manda calcular diferentemente os mortos por regimes “bandidos” e os mortos pelos “nossos” filhos da puta, Assad já estaria amarrado e pronto para a guilhotina. O problema é que o consórcio anglo-franco-norte-americano não encontrou saída “aceitável” para o caso de Assad (não existe). Daí advieram as sanções brandas e o benefício da dúvida.

Simultaneamente, o Qatar obra para convencer o Conselho de Cooperação do Golfo a criar um Banco de Desenvolvimento do Oriente Médio – inspirando no Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento [ing. EBRD] –, essencialmente para apoiar com dezenas de bilhões de dólares anuais os estados árabes “primaveris” que se comportem nos termos da esperada “democracia”. Nenhum figurão no Conselho de Cooperação do Golfo jamais criticará a democracia-zero que impera no próprio Conselho de Cooperação do Golfo.

A Casa de Saud mantém-se fria, calma, contida – confiante de que em breve terá muito a festejar, com negócio de $60 bilhões de dólares em armas (que virão de Washington), ao mesmo tempo em que a Grã-Bretanha já garante treinamento à Guarda Nacional de Saud, a ser usada para repressão sem limites no vizinho Bahrain.

Segundo o ministério britânico da Defesa, trata-se só de “treinamento armado, em campo, com desenvolvimento de competências militares genéricas, além de treinamento para gestão de tumultos, localização e desmonte de bombas, manutenção da ordem pública e treinamento de tiro”, todas as competências supracitadas consideradas utilíssimas no Bahrain.

O rei saudita Abdullah talvez odeie Gaddafi visceralemente, mas no que tenha a ver com Assad da Síria – independente da contabilidade dos cadáveres –, o rei está andando devagar, movendo uma duna de areia por vez, saboreando antecipadamente o gosto de ver a Síria dominada pela Fraternidade Muçulmana.

Na Líbia, a Casa de Saud só faz saborear o pesado contingente islâmico inserido no conselho “rebelde” de transição, o qual, por falar dele, mantém oculta a identidade da maioria de seus membros.

A Casa de Saud foi diretamente aos ‘-stãos’ do Paquistão, Malásia, Indonésia e Ásia Central em busca de apoio diplomático – para esmagar os protestos pró-democracia no Bahrain. Agora, saboreiam o terrível futuro, quando Wahhabis linha dura discutirão com seus bons amigos do serviço secreto do Paquistão questões que irão do melhor modo de controlar tumultos a sequestros e, até, ao inigualável targeted assassination, “assassinato de alvo predefinido”.

Mas a parte mais sumarenta talvez seja a reação dos EUA: essa perpétua ultrarreacionária aliança Paquistão-sauditas estaria interferindo no movimento de Washington, de “orientar os levantes populares” rumo a uma “conclusão democrática”. Quem pensa que engana quem?

Cavalo de Tróia no cafofo

O levante sírio é 80% movimento de jovens, movimento secular, sob um slogan que, sintetizado, daria “todos unidos contra slogans e símbolos de partidos, religiões ou etnias”. O boato que mais se ouve em Damasco é que tudo que se diz e ouve é boato.

O que é certo é que aqueles jovens estão sendo mortos às pilhas pela máquina de repressão de Assad; os alawitas estão apavorados; as milícias pró-governo incitam ao caos também quando atacam o exército e a polícia; e a burguesia em Damasco e Aleppo ainda não jogou suas cartas (sabem que esse é processo a ser cozido em fogo baixo).

No Bahrain, mulheres que trabalham, muitas com pouco mais de 20 anos, estão sendo presas nos locais de trabalho. Muitas desapareceram em prisões de estilo militar. As poucas que têm sido libertadas denunciam abuso sexual violento e até tortura.

É um estado membro do Conselho de Cooperação do Golfo torturando suas mulheres para esmagar um movimento pró-democracia. Vê-se um upgrade nos métodos da Arábia Saudita, frequentemente descrita como a maior prisão feminina do planeta.

A Casa de Saud anda ocupadíssima também com o Egito – agora que o Conselho Militar Egípcio recebeu perfeitos 4 bilhões de dólares de Riad. A lembrar, um detalhe iluminador: o Marechal de Campo Tantawi – atual homem forte ‘transicional’ no Cairo – foi ataché de Defesa do governo do Egito no Paquistão, durante a Jihad afegã nos anos 1980s.
O que quer dizer que Tantawi é queridinho do serviço secreto do Paquistão (ISI) e também é queridinho do príncipe Bandar saudita. Com Tantawi metido no Egito como Cavalo de Troia saudita, os sauditas apostam que o futuro do Egito está muito mais para Fraternidade Muçulmana que para praça Tahrir secular.

Tudo isso casa à maravilha com o ardente (nada secreto) desejo de Washington: um Egito à moda do Paquistão, com o exército comandando um governo civil de fachada constituído de partidos islâmicos eleitos ‘nas urnas’. Mas esse regime de islâmicos ‘moderados’ só será aceitável no caso de abraçar o neoliberalismo e subscrever os acordos de Camp David com Israel.

A Casa de Saud subscreve esse projeto por uma única razão, muito simples. A Casa de Saud sabe que sua suposta hegemonia no mundo árabe só existirá enquanto o Egito for mantido sob total insignificância política. A via para conseguir mantê-lo assim é islamicizar – à moda Wahhabi – o estado e a política egípcios. Esperemos que a Praça Tahrir lute com unhas e dentes contra esse plano. Há pelo menos algumas poucas razões para esperar que o verão árabe que se aproxima não seja, só, verão de fracassos.

quinta-feira, junho 02, 2011

PAREM DE REPETIR BOBAGENS DAS AGÊNCIAS!


O governo egípcio NÃO ABRIU a passagem de Rafah

Enquanto prossegue na ‘mídia’ ocidental a repetição incansável de notícias distribuídas pelo front de Relações Públicas do governo reacionário, sionista, neoliberal no ‘novo’ Egito pós-Mubarak, vale a pena observar mais uma vez que a passagem de Rafah CONTINUA SOB ESTRITO CONTROLE dos egípcios, em ação coordenada com Israel.
No sábado, o Egito SEMIabriu a passagem de Rafah na Faixa de Gaza, mas só para pessoas, não para qualquer tipo de produto – depois de completamente fechada há mais de quatro anos.
A passagem permanecerá SEMIaberta exclusivamente para pessoas durante 8 horas por dia, exceto às sextas-feiras e feriados. Pessoas com menos de 18 anos e mais de 40 devem apresentar um visto ‘simples’ para passar. Mas pessoas com idades entre 18 e 40 têm de ser autorizadas pela segurança e só passam se exibirem um visto ‘especial' – como informam os policiais que controlam a passagem. O Egito não permite nenhum tráfego DE BENS E PRODUTOS pela passagem de Rafah (RFI).
O resultado mais significativo do feito do ‘novo’ governo egípcio é que Israel continua a policiar a quantidade de calorias que os palestinos podem comer em Gaza. A passagem de Rafah NÃO FOI ABERTA para comida, remédios, roupas e nenhum tipo de bem ou de produto. O bloqueio de Gaza, portanto, continua.
De fato, o bloqueio foi apenas ‘sofisticado’. Israel proíbe, há anos, que homens não judeus entre 18 e 45 anos visitem os locais sagrados do Islã em Jerusalém. Agora, a mesma discriminação que Israel já praticava contra a população masculina palestina em Jerusalém, foi ‘estendida’ para a passagem de Rafah.

O ‘novo’ Egito está ficando cada dia mais parecido com Israel, em tudo que tenha a ver com liberdade para os palestinos.
E há também a questão dos ‘vistos’ da segurança egípcia. O prontuário de cada homem palestino residente em Gaza que requeira visto para viajar ao Egito é enviado pelos serviços de segurança egípcios diretamente à polícia israelense, que aprova ou rejeita o pedido de visto.
De novidade mesmo, só que o novo governo egípcio, diferente do de Mubarak, tem medo do povo. Está, portanto, aprendendo a usar a tecnologia do espetáculo, que os governos ocidentais manobram tão bem, para confundir a opinião pública. Criou-se uma operação de ‘relações públicas’ que atende pelo nome de “o Egito abriu a passagem de Rafah” – repetida incansavelmente em jornais e televisões, sempre com fundo musical adequadamente dramático. E Israel representa o papel que lhe corresponde no espetáculo e reage com fúria, falando aos judeus israelenses, que têm de ser mantidos em estado de medo eterno e que supõem que o mundo vá desabar sobre suas cabeças se os habitantes de Gaza forem tratados com decência e justiça. Mas Israel nada tem a temer do ‘novo’ governo egípcio. O ‘novo’ governo egípcio continua a ser o melhor aliado de Israel na região.
Resta esperar que o povo egípcio não desista de sua luta. O povo, como disse um aristocrata inglês, é “monstro de muitas cabeças”. De medo desse monstro, gente como Netanyahu, Obama e Tantawi treme. Se o povo egípcio conseguirá não se deixar enganar outra vez, essa é questão que só o tempo responderá.

vila vudu

quarta-feira, junho 01, 2011

URGÊNCIA NA AMAZÔNIA


Se os estados amazônicos são incapazes de impor a lei nos territórios de sua jurisdição, cabe ao governo federal neles intervir, como prevê a Constituição e aconselha a necessidade de que se salve a República.
O que está ocorrendo no Pará e em Rondônia é um desafio aberto à sociedade brasileira. Jagunços, a serviço dos grandes proprietários (o chamado agronegócio) e dos devastadores das matas para a exploração das madeiras nobres e o fabrico de carvão, estão matando, impunemente, pequenos lavradores e líderes extrativistas, que se opõem aos crimes cometidos contra a natureza e defendem suas pequenas posses contra os grileiros. Não cabem eufemismos nem subterfúgios. A realidade demonstra que os mandantes contam com a cumplicidade explícita de algumas autoridades locais, não só do poder executivo como, também, do sistema judiciário. E, ao lado dos pistoleiros, atuam parcelas da polícia militar e civil da região.
Se houvesse dúvida dessa teia de interesses que protegem os criminosos, bastaria a manifestação de regozijo de parte dos parlamentares da bancada ruralista e de sua claque, quando, no plenário da Câmara, se ouviu a denúncia dos assassinatos mais recentes, feita pelo deputado Zequinha Sarney.
A repetição dos assassinatos no campo é, em si mesma, intolerável afronta à sociedade brasileira, em qualquer lugar que se dê. Mas, no caso da Amazônia, é muito mais grave, porque ali se acrescenta a questão da soberania nacional. A inação do Estado alimenta a campanha que, nos países europeus e nos Estados Unidos, se faz contra a nossa jurisdição histórica sobre a maior parcela da Hiléia, sob o argumento de que não temos condições de exercê-la e mantê-la. Se não somos capazes de impedir o assassinato da floresta e de seus defensores, os que cobiçam as nossas riquezas se sentirão estimulados a intrometer- se em nossos assuntos internos, sob o estribilho que precedeu a invasão de muitos países, o da defesa dos direitos humanos.
Há décadas que vozes sensatas têm clamado para que a questão amazônica seja vista como a mais exigente prioridade nacional.
O Brasil é convocado a ocupar a Amazônia – ocupar, mesmo, embora sem destruí-la – criar sistema eficiente de defesa das fronteiras, proteger sua população civil e promover o desenvolvimento sustentado da área.
Trata-se de uma guerra que estamos perdendo, porque não a enfrentamos como é necessário. As nossas Forças Armadas, destacadas na região, lutam com todas as dificuldades. Faltam- lhes equipamentos adequados às operações na selva e nos rios; os contingentes não conseguem ocupar todos os pontos táticos e estratégicos da região e, em alguns casos, não há suprimentos para a manutenção das tropas.
Nos últimos vinte e cinco anos, de acordo com relatório da Comissão Pastoral da Terra, 1.581 ativistas foram assassinados na luta contra grileiros, agronegocistas e madeireiras – a imensa maioria na nova fronteira agrícola do Norte.
Não bastam as declarações do governo, nem a convocação de grupos de estudos. O bom-senso indica que o governo federal terá que convocar as três forças nacionais a fim de ocupar a Amazônia, identificar e prender os criminosos e mandantes.
É crucial criar sistema de controle da exploração madeireira e de outras riquezas, o que hoje é fácil, graças ao GPS, ao monitoramento de caminhões por satélite e outros instrumentos eletrônicos.
Há centenas de brasileiros, ameaçados de morte, porque estão fazendo o que não fazem as autoridades locais: defendem a natureza e a soberania do Brasil sobre os seus bens naturais e a vida dos indígenas e dos caboclos, reais desbravadores da região.
Para que não sejamos obrigados a uma guerra externa, contra prováveis invasores estrangeiros – que aqui virão em busca dos recursos naturais que lhes faltam – temos que travar e vencer a guerra interna contra os bandidos, pistoleiros e os que lhes pagam.
Postado por Mauro Santayana
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Pistolagem no sudeste do Pará

Casal estava sendo ameaçado de morte e na manhã desta terça-feira (24), dois pistoleiros mataram a tiros, José Claudio Ribeiro da Silva 54 e a mulher dele, Maria do Espírito Santo 53.
O crime reúne todos os enredos de pistolagem. Ambos foram mortos com vários tiros, provavelmente disparados por espingarda cartucheira e revolver calibre 38, segundo informações preliminares do perito José Augusto Barbosa de Andrade. “Mas só a perícia vai atestar quais os calibres e a quantidade de perfurações”, adianta.
José Claudio e Maria do Espírito Santo foram tocaiados quando passavam numa precária ponte do igarapé Cupu, vicinal Maçaramduba, no Assentamento Agro Extrativista Praialta Piranheira em Nova Ipixuna, distante cerca de 40 quilômetros do centro da cidade.
O casal foi pioneiro na criação desse assentamento, cuja luta iniciou em 1997, inclusive José Claudio liderou a formação deste assentamento composto por 22 mil hectares e atualmente moram famílias.
Eles travavam uma “guerra” contra madeireiros que atacavam sistematicamente aquela região e tentavam impedir a retirada de castanhas do Pará.
No início de junho do ano passado ambos denunciaram à Comissão Pastoral da Terra (CPT), que estavam sendo ameaçados de morte por conta do trabalho de preservação ambiental.
À época, segundo informou o professor Evandro Medeiros, os apelos dos dois ambientalistas encontraram eco na mídia nacional, porém em âmbito regional as denúncias deles caíram no esquecimento, tendo em vista que não houve nenhum inquérito mais apurado para tentar identificar de onde partiam tais ameaças.
De acordo com o coordenador da Comissão Pastoral da Terra de Marabá (CPT), José Batista Gonçalves Afonso as ameaças de morte sequer foram apuradas.
“A história se repete no Pará, nossos companheiros denunciam, não são ouvidos e acabam sendo assassinados”, protesta.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Nova Ipixuna, Eduardo Ribeiro da Silva reforçou a denúncia de descaso para com o casal de ambientalistas e foi mais além.
“O nosso sangue deve servir para alguma coisa, vai ser preciso morrer quantos de nós para que o Estado tome providência em relação ao desmatamento na nossa região?”, indaga.
Para ele, José Claudio e Maria do Espírito Santo deixam uma lacuna muito grande na luta campesina, porém acredita que os trabalhadores devem se unir para evitar o desmatamento completo do assentamento Agro Extrativista.
Ironicamente o corpo de José Cláudio caiu sem próximo a uma árvore “Caju de janeiro” e uma castanheira, enquanto Maria do Espírito Santo caiu numa pequena moita. Ambos não tiveram a menor chance de se defender.
Os corpos foram encaminhados para perícia no IML e devem ser velados no bairro São Félix e sepultados nesta quarta-feira em Marabá. O casal tinha apenas um filho adotivo de 16 anos e que estudava em Marabá.

José Claudio teveo corpo crivado de balas

Ironicamente, caiu sobre uma frondosa árvore

Pistoleiro arrancou orelha de ambientalista para provar crime
Maria da Silva também foi assassinada impiedosamente



A orelha como prova do crime

A Policia acredita que mais de uma pessoa cometeu o crime, sendo que um deles teve o trabalho de se agachar perto do corpo de José Claudio, tirar o capacete e em seguida cortar parte da orelha direita da vítima.
O corte seria uma prova ao mandante para atestar de fato havia mato o casal. No rastro da morte ele deixou pra trás um capu preto, muito usado por assaltantes de estrada na região.
Um morador daquela região, cujo nome a Polícia optou em não divulgar, disse que viu dois homens numa moto bros, vermelha saindo em alta velocidade em direção à Nova Ipixuna.
Esta moto, de acordo com alguns moradores do assentamento ficou escondida numa mata próxima ao córrego, sendo que os pistoleiros assim com cometeram o crime correram, apanharam o veículo e fugiram rapidamente.
A propósito, segundo diversos amigos do casal, a morte de ambos têm ligação com a luta deles no tocante à preservação ambiental.
Entre esses amigos está o vereador João Batista Delmondes (PT). “Eles eram autênticos defensores da natureza e com certeza quem mandou matar tem interesse em desmatar o assentamento”, sentencia.
Claudelice Silva dos Santos, irmã de José Claudio em princípio falava em ir embora do Pará, porém recuou e disse que vai lutar por Justiça e que a morte de ambos não caia no esquecimento. “A morte do meu irmão não deve ficar impune, queremos justiça”, sentencia.
Igualmente indignada estava a professora Laise Santos Sampaio, irmã da Maria do Espírito Santo. Ela acredita que tais crimes aconteçam porque os pistoleiros e mandantes acreditam que vão ficar impunes.
“Não tem outra explicação, eles matam, ou mandam matar, pois acreditam que vão ficar impunes, mas vamos lutar para que sejam identificados e penalizados pelos crimes que cometeram”, sentencia.
Para se ter uma idéia da dimensão da impunidade quando o assunto é apurar e penalizar os culpados, a CPT cataloga que nos últimos 15 anos, no Pará, aconteceram 205 assassinatos e nas quatro últimas décadas foram assassinados mais de 800 camponeses. “De todos esses crimes não há cinco mandantes presos”, comenta Batista, da CPT.

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Casa de líder quilombola é alvo de tiros no interior do Maranhão
Um líder de uma comunidade quilombola do interior do Maranhão que disputa terras com um fazendeiro local teve sua casa atingida por três tiros na última sexta-feira (27). Almirandi Costa, de 41 anos, disse ter interpretado os disparos como uma ameaça à sua atuação pela demarcação da terra quilombola.
O quilombo do Charco, localizado no município de São Vicente de Ferrér (75 km de São Luís), está localizado em terreno da propriedade rural da família de Gentil Gomes. A área é dividida em quatro fazendas, que somam 1.400 hectares. Desde 2009, tramita no Incra um processo que estuda reconhecer parte das fazendas como território quilombola, o que geraria a desapropriação e indenização ao fazendeiro.
Dois filhos de Gentil Gomes já foram presos preventivamente, em abril deste ano, sob acusação de serem os mandantes do assassinato de outro líder da comunidade quilombola, Flaviano Pinto Neto, em 2010. Eles foram soltos há duas semanas após o Tribunal de Justiça do Maranhão conceder habeas corpus. O caso ainda tramita na Justiça.
Representantes da Comissão Pastoral da Terra e da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão afirmam que a família Gomes também é suspeita de ordenar os tiros contra a casa de Costa, que é vice-presidente da Associação dos Quilombos do Povoado de Charco. No entanto, o delegado que investiga o caso, Armando Silva, diz ainda não ter indícios que permitam atribuir a nova ameaça aos fazendeiros.
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Quilombolas acampam na porta do Tribunal de Justiça
Centenas de quilombolas estão acampados desde a madrugada desta quarta-feira (1º), em frente ao Tribunal de Justiça, na Praça Pedro II. Na quinta-feira, 2, a partir das 8h, ocorrerá uma grande mobilização denunciando a violência no campo e na cidade.
Foto: G. Ferreira

Os quilombolas acampados na frente do TJ
O Estado do Maranhão, conforme assegurado pelo IBGE, tem a maior população rural brasileira, em termos proporcionais. Cerca de 36,9% dos 6,5 milhões de maranhenses não moram em zonas urbanas. Isso representa um universo de 2.427.640 pessoas em todo o Estado.
O Maranhão é um dos cinco estado no Brasil cuja Constituição reconhece às comunidades quilombolas o direito à propriedade da terra. Essa garantia é fruto da luta do movimento negro, que conseguiu a inclusão do artigo 229 na Constituição Estadual do Maranhão, promulgada em 1989.
Apesar de tudo isso, há em curso um processo de extermínio contra centenas de comunidades quilombolas no Estado do Maranhão.
Como fato desta afirmação, no dia 30 de outubro, Flaviano Pinto Neto, líder do quilombo do Charco, foi brutalmente assassinado com sete tiros na cabeça, a mando de Manoel e Antonio Gomes, homens poderosos da região da Baixada, o primeiro empresário de São João Batista, o segundo, vice-prefeito de Olinda Nova.
Em razão da violência, diversas entidades nacionais e internacionais se manifestaram pela elucidação do crime e cobraram a prisão dos responsáveis – mandantes e executores – do assassinato de Flaviano. Entretanto, passados mais de seis meses da morte de um preto valente, filho da terra, os mandantes, apesar de denunciados pelo Ministério Público, apesar das ameaças que fazem contra os moradores do Quilombo do Charco, em São Vicente Ferrer, e do Cruzeiro, em Palmeirândia, continuam soltos, ameaçando a integridade física dos quilombolas que resistem contra a opressão.
A morte de Flaviano representa a violência brutal que destroça comunidades quilombolas em todo o Maranhão. Hoje, há cerca de 30 lideranças quilombolas marcadas para morrer no Estado do Maranhão, segundo as entidades de defesa dos direitos humanos.

supremo tribunal da direita

A SUPREMA NEGAÇÃO DO DIREITO

Dalmo de Abreu Dallari
"Quem deveria determinar a libertação de Battisti
não se conforma com esse desfecho do caso e tenta...
Nos próximos dias deverá estar de novo na pauta do Supremo Tribunal Federal, e desta vez absurdamente, o caso do italiano Cesare Battisti, cuja extradição foi pedida pelo governo italiano.

Não é difícil demonstrar o absurdo dessa inclusão na pauta de decisões, de uma questão que não depende de qualquer decisão judicial, mas apenas de uma providência administrativa.
De fato, como já foi amplamente noticiado, o Supremo Tribunal Federal já tomou sua decisão sobre o pedido de extradição de Cesare Battisti, na parte que lhe competia, julgando atendidas as formalidades legais e deixando expresso seu reconhecimento de que a decisão final seria do presidente da República.

E este proferiu sua decisão em 31 de dezembro de 2010, negando atendimento ao pedido de extradição, em decisão solidamente fundamentada e juridicamente inatácavel.

Entretanto, Cesare Battisti continua preso, sem qualquer fundamento legal, e foi para fazer cessar essa ilegalidade que seus advogados pediram formalmente ao Supremo Tribunal Federal a soltura de Battisti.
É oportuno lembrar que quando recebeu o processo com o pedido de extradição de Battisti, o ministro Gilmar Mendes determinou sua prisão preventiva, para ter a garantia de que, se fosse concedida a extradição - que na realidade já foi legalmente negada em última instância – ele pudesse ser entregue ao governo italiano.
...por meio de artifícios jurídicos, retardar quanto
possível essa providência, que é um imperativo legal."
Decidida regularmente a negação da extradição, o que se tornou público e notório no dia 1º de janeiro de 2011, deveria ter sido determinada imediatamente a libertação de Battisti, pois não havia outro fundamento legal para mantê-lo preso a não ser a expectativa de extradição, o que deixou de existir desde que conhecida a decisão presidencial.
O que está evidente é que, por alguma razão que nada tem de jurídica, quem deveria determinar a libertação de Battisti não se conforma com esse desfecho do caso e tenta, por meio de artifícios jurídicos, retardar quanto possível essa providência, que é um imperativo legal.

No conjunto das arbitrariedades usadas para impedir a libertação de Battisti, há poucos dias ocorreu no Supremo Tribunal Federal um estranho erro. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, estava no exterior e por isso o pedido de soltura de Battisti, que deveria ser decidido pelo relator, foi distribuído, pelo critério de antiguidade no Supremo, ao ministro que deveria ser o seu sucessor no recebimento do pedido, observado o critério de antiguidade naquela Corte.
Supõe-se que não haja qualquer dificuldade para que os servidores do tribunal saibam qual a ordem de antiguidade dos ministros, que são apenas onze.

Entretanto, ocorreu um erro primário na verificação de qual ministro seria o sucessor de Gilmar Mendes pelo critério de antigüidade. E o processo foi distribuído para um substituto errado, tendo ficado sem decisão o pedido porque foi “percebido o erro” e o processo foi afinal remetido ao telator depois de sua volta.

O que se espera agora é que não ocorra outro erro e que o Supremo Tribunal Federal se oriente por critérios jurídicos, fazendo cessar uma prisão absolutamente ilegal, que ofende os princípios e as normas da Constituição brasileira, além de afrontar os compromissos internacionais do Brasil, de respeito aos direitos fundamentais e à dignidade da pessoa humana.
Espera-se que o Supremo Tribunal Federal cumpra sua obrigação constitucional precípua, de guarda da Constituição, o que, além de ser um dever jurídico, é absolutamente necessário para preservação de sua autoridade, bem como para afastar a possibilidade de que advogados chicaneiros invoquem como exemplo, para justificar o uso de artifícios protelatórios, o comportamento de integrantes do próprio Supremo Tribunal.
Manter preso Cesare Battisti, sem que haja qualquer fundamento legal, é uma afronta ao Direito e à Justiça, incompatível com as responsabilidades éticas e jurídicas do mais alto tribunal do país.