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domingo, novembro 28, 2010
Em Questão - Edição 1174
sábado, novembro 27, 2010
Lula e a blogosfera
Confira aqui a íntegra da entrevista inédita de Lula a blogueirosBlogueiros brasileiros entrevistaram hoje (24) pela manhã o presidente Lula no Palácio do Planalto.Confira o vídeo completo da entrevista.Por Redação [24 de novembro de 2010 - 08h46] |
A menor taxa já registrada
Desemprego no Brasil é o menor desde 2002, afirma IBGE
O desemprego no Brasil caiu para 6,1%, em outubro, e atingiu a menor taxa já registrada em toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada desde março de 2002. O levantamento foi divulgado ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em pesquisas feitas nas seis principais regiões metropolitanas do país.
Se comparado a setembro, com taxa de 6,2%, o índice recuou 0,1 ponto percentual, e em relação a outubro de 2009, a queda foi de 7,5%, ou 1,4 ponto percentual. A população desocupada (1,4 milhão de pessoas) manteve-se estável, em relação a setembro, e apresentou queda expressiva, de 17,6%, na comparação com outubro de 2009. A população ocupada (22,3 milhões de pessoas), permaneceu estável em relação a setembro, e apresentou alta de 3,9% na comparação com outubro do ano passado, o que significa a geração de 841 mil postos de trabalho.
O vice-presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, deputado Vicentinho (PT-SP), atribui o bom resultado à política econômica adotada pelo governo Lula. “Esse resultado já era esperado. Os números positivos são fruto da política de crescimento econômico e distribuição de renda adotada no país, e o resultado de tudo isso é a geração cada vez maior no número de empregos”, afirmou.
Dados da PME indicam que o número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões), se manteve estável em relação ao mês passado, e na comparação anual, os empregos com carteira assinada cresceram 8,4%, o que significa a geração de 805 mil empregos.
O desemprego no Brasil caiu para 6,1%, em outubro, e atingiu a menor taxa já registrada em toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada desde março de 2002. O levantamento foi divulgado ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em pesquisas feitas nas seis principais regiões metropolitanas do país.
Se comparado a setembro, com taxa de 6,2%, o índice recuou 0,1 ponto percentual, e em relação a outubro de 2009, a queda foi de 7,5%, ou 1,4 ponto percentual. A população desocupada (1,4 milhão de pessoas) manteve-se estável, em relação a setembro, e apresentou queda expressiva, de 17,6%, na comparação com outubro de 2009. A população ocupada (22,3 milhões de pessoas), permaneceu estável em relação a setembro, e apresentou alta de 3,9% na comparação com outubro do ano passado, o que significa a geração de 841 mil postos de trabalho.
O vice-presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, deputado Vicentinho (PT-SP), atribui o bom resultado à política econômica adotada pelo governo Lula. “Esse resultado já era esperado. Os números positivos são fruto da política de crescimento econômico e distribuição de renda adotada no país, e o resultado de tudo isso é a geração cada vez maior no número de empregos”, afirmou.
Dados da PME indicam que o número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões), se manteve estável em relação ao mês passado, e na comparação anual, os empregos com carteira assinada cresceram 8,4%, o que significa a geração de 805 mil empregos.
Diretor de redação do Estadão Ricardo Gandour explicita conspiração golpista
Gandour escancara estratégia de derrubada de Sarney
Enviado por luisnassif, sex, 26/11/2010 - 10:39O presidente do Senado José Sarney tem um largo histórico de temas para serem denunciados. Inclusive os inacreditáveis favores aos grandes grupos de comunicação durante seu governo; suas ligações com Edemar Cid Ferreira; o controle que tem sobre a justiça estadual do Acre e do Maranhão.
No entanto a campanha midiática contra ele, na presidência do Senado, foi abjeta, escandalizando até conversas entre ele e sua neta.
Agora, no Seminário da TV Cultura, o diretor de redação do Estadão Ricardo Gandour explicita o que todos sabiam: a queda de Sarney abalaria a aliança do PMDB com o governo e possivelmente até inviabilizaria a candidatura de Dilma.
É evidente! Mas não imaginava que essa estratégia pudesse ser encancarada em um evento público por um dos condutores dessa conspiração.
sexta-feira, novembro 26, 2010
Blog do Planalto |
- Rio terá 800 homens do Exército, dois helicópteros da FAB e 10 blindados de transporte
- Prioridade na América Latina é diplomacia da solidariedade e do entendimento entre iguais
- Brasil e Guiana juntos na defesa da selva amazônica
- Um pedacinho do Brasil na capital da Guiana
- “Dilma é a consagração de uma luta de décadas”
| Posted: 25 Nov 2010 06:29 PM PST “Não é humanamente explicável que 99% de pessoas de bem, trabalhadoras que querem viver em paz, sejam molestadas do jeito que está no Rio de Janeiro. Portanto, o Rio de Janeiro pode ficar tranquilo que nós estaremos 100% apoiando o Rio de Janeiro e o povo do Rio de Janeiro”, disse o presidente Lula após cerimônia em que foi homenageado na capital da Guiana. Artigos relacionados |
| Posted: 25 Nov 2010 06:35 PM PST Sempre uso a imagem de que não é possível o Brasil desenvolver-se sem que seus vizinhos também encontrem o caminho da paz e da prosperidade. Nossa empreitada é um trabalho comum. Esse espírito de fraternidade é a base indispensável de uma América do Sul mais unida, próspera e justa.O presidente brasileiro fez questão de enfatizar o esforço do Brasil em consolidar “o destino continental da Guiana”, lembrando o avanço dos dois países na relação bilateral. Como exemplo, citou a criação do Comitê de Fronteira, o acordo “Regime Especial Fronteiriço e de Transporte para as Localidades de Bonfim e Lethem”, que será implantado em breve, e a inauguração da ponte sobre o rio Tacutu, primeira ligação física entre os dois países. Ao presidente guianense, Bharrat Jagdeo, Lula ratificou que é necessário somar esforços e continuar estabelecendo “sólidas pontes de diálogo e cooperação”, para enfrentar com maior êxito os desafios da integração regional. Segundo ele, os dois países devem trabalhar juntos para o fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e a posição dos países amazônicos nas negociações sobre mudança do clima. Nesse sentido devemos impulsionar juntos o projeto de integração não só da América do Sul, mas também da América Latina e Caribe. Esperamos contar com apoio da Guiana para iniciar as negociações Mercosul-Caricom, tão logo o bloco caribenho esteja pronto.Após a cerimônia, o presidente Lula foi homenageado com uma apresentação cultural local e, em seguida, participa de um jantar com os chefes de Estado da Unasul. |
| Posted: 25 Nov 2010 02:02 PM PST Instrução de abrigos improvisados, ministrada aos cadetes da Força de Defesa da Guiana durante o Estágio de Vida na Selva, pelo capitão de Infantaria Luciano Casagrande (direita) e pelo 1° sargento de Infantaria Gilmar Rodrigues (esquerda), ambos designados instrutores na Jungle and Amphibious Training School, Guyana Defense Force – Guiana A missão teve início em março de 2010 e, com a orientação de instrutores brasileiros, cerca de 400 cadetes, sargentos e oficiais de Guiana estão sendo treinados para sobreviver na floresta e defender a fronteira. Além de passarem por um estágio de vida na selva, os militares recebem aulas de português e, alguns deles, são encaminhados para um treinamento mais específico no Brasil. “A missão consiste em prover para eles conhecimento e suporte técnico profissional para estruturar a escola de selva na Guiana, porque o Brasil hoje é o número um no mundo nesse tipo de treinamento”, explicou o capitão de infantaria do Exército, Luciano Casagrande, um dos instrutores brasileiros. O curso ministrado pelos brasileiros tem quatro meses de duração. Em sua primeira fase, os militares passam três semanas na selva e recebem instrução para sobreviver naquele local. Em seguida, passam cinco dias isolados na floresta, em um exercício de sobrevivência. Após aprovados, passam a receber um treinamento mais técnico para preparação ao combate e patrulhamento contra o narcotráfico e crime organizado na região. O Brasil tem investido na ampliação do relacionamento com a Guiana, país que faz fronteira com estados do Norte. Além do apoio à Força de Defesa, o governo brasileiro tem trabalhado para intensificar o comércio entre os dois países, facilitando a entrada de produtos guianenses, e investindo em projetos de infraestrutura, como a construção da ponte sobre o rio Itacutú, que liga os dois países, inaugurada pelo presidente Lula em setembro de 2009, e a pavimentação de 450 quilômetros de uma rodovia que ligaria Boa Vista (RR) a Georgetown. Um dos principais objetivos da Unasul é o fortalecimento da cooperação entre os países membros -- Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela. |
| Posted: 25 Nov 2010 02:02 PM PST É o caso da família da maranhense Andressa Alves Ferreira, que saiu do Brasil em 2002. As maiores dificuldades, segundo relata, é o idioma – lá se fala inglês – e as diferenças culturais. “Eu não esperava que seria tão diferente, pois é um país que faz fronteira com o Brasil. A adaptação é muito difícil, mas uma família acaba ajudando a outra”, diz. O esforço, no entanto, foi recompensado, porque sua família hoje está estruturada financeiramente e ela, além de estar cursando mestrado, acabou se casando no país. E desde já Andressa avisa aos pais que a primeira providência após o fim do mestrado será retornar para o Brasil. A mudança de país também foi difícil para a pernambucana Bárbara Santana. Filha de mãe brasileira e pai guianense, Bárbara viveu em Recife (PE) até os 19 anos. Quando veio para Georgetown com os pais e os irmãos, ao sobrevoar a cidade disse aos prantos “que estava indo viver no meio da floresta amazônica”. A saída que Bárbara e outros brasileiros encontraram para viver longe de casa foi criar uma comunidade organizada de brasileiros em Georgetown. “Nós saímos com outros brasileiros, fazemos aula de capoeira, temos festa junina todos os anos e assistimos programas de televisão do Brasil. Há um campeonato de futebol entre brasileiros e guianenses e nos mantemos informados sobre tudo o que acontece no nosso país de origem. Diariamente acessamos sites de notícias e o mais engraçado é que primeiro acessamos as notícias brasileiras e somente depois as locais”, conta. Há brasileiros que, por outro lado, não pensam em sair de Georgetown. Aurelízia de Souza já se considera nativa. Mora há 15 anos no país e há 10 é casada com um guianense, com quem teve o filho, Diego, de oito anos, que nunca esteve no país de sua família materna e que, apesar de compreender, não fala português. “Não penso em sair daqui. Foi esse o país que me acolheu, que me deu uma família e as condições de ter um emprego. Ando com guianenses, já me adaptei aos hábitos locais, apesar de ainda ter algumas dificuldades e de sentir saudades do Brasil, principalmente da minha família que não vejo há sete anos”, afirma. Além da saudade de casa, é comum a esses brasileiros o sentimento de que a vida deles e dos guianenses tende a melhorar a partir da cooperação bilateral entre Brasil e Guiana. Os dois países têm tomado iniciativas visando a intensificar o comércio, que ainda é reduzido e desequilibrado em favor das exportações brasileiras. O Brasil aprovou unilateralmente a concessão de alíquota zero para produtos guianenses, no marco do Acordo de Alcance Parcial de Complementação Econômica. Em 2010, o intercâmbio bilateral cresceu mais de 30% em relação ao período de janeiro a outubro de 2009, embora a quase totalidade do comércio corresponda a vendas brasileiras para a Guiana. Além disso, o Brasil estuda uma possível participação em dois projetos de infraestrutura na Guiana. O primeiro deles seria a pavimentação de 450 quilômetros de rodovia entre a cidade de Lethem, que fica na fronteira com o Brasil e a cidade de Linden, distante 100 quilômetros de Georgetown. O segundo projeto seria a construção de hidrelétrica de grande porte na Guiana. |
| Posted: 25 Nov 2010 11:06 AM PST O presidente Lula pediu a agricultores familiares presentes no 3º Seminário Nacional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), realizado nesta quinta-feira (25/11) em Brasília (DF) que mantivessem a motivação para ajudarem a presidente eleita Dilma Rousseff a partir do ano que vem. “A Dilma é a consagração de uma luta de décadas que nós fizemos neste País”, afirmou, lembrando que ela não pegará o Brasil a ’10 por hora’ como ele pegou, mas muito mais dinânimico e ativo na defesa do desenvolvimento econômico e social. Sendo assim, Lula está convicto de que o Brasil terá mais avanços nas políticas sociais no governo Dilma. A Dilma não vai pegar um País a 10 por hora como eu peguei, ela vai pegar um País a 120 por hora. Ela vai ter que decidir se aperta um pouquinho mais o acelerador ou se ela mantém a velocidade ou se procura abrir novos caminhos. Sempre com cuidado. E ela tem, porque é muito competente. Não vai brincar com a economia, porque a economia é como um trem que vai no trilho, parece fácil, ele está correndo, mas se descarrilhar, para colocar no trilho novamente, vai levar tempo… Ela tem consciência disso. Por isso acho que vamos ter mais avanços nas políticas sociais.Lula afirmou estar orgulhoso por ter ajudado a eleger Dilma como presidente da República, porque isso fará com que as mulheres a confiarem mais em si mesmas e na sua competência política. Disse ainda que as mulheres precisam ocupar um espaço maior na política brasileira, já que são maioria da população brasileira. “Não basta ser maioria numericamente, é preciso que essa maioria esteja representada em todos os fóruns. Embora as mulheres sejam maioria, 90% das mesas que a gente participa, é só homem”, disse ele. Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no seminário: Para ler a transcrição, clique aqui. Artigos relacionados |
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quinta-feira, novembro 25, 2010
Todos altamente irritados com o governo Lula
Posted: 22 Nov 2010 05:34 PM PST
Na mesma semana, dois fenômenos idênticos: de um lado, um “tal de” Luiz Carlos Prates (desculpem, eu o desconhecia até então) diz na TV que pobres não devem ter carros; do outro, o intelectual (?) Luiz Felipe Pondé lamenta no jornal o fato de pobres viajarem de avião. Manifestações que chocaram muitos telespectadores e leitores.
Prates e Pondé são figuras emergentes no Olimpo dos repetitivos popstars da grande mídia, que tem ainda o vazio Arnaldo Jabor e os Veja boys Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo entre seus membros, todos altamente irritados com o governo Lula.
Não vou entrar nos méritos do atual presidente. Mas o fato é que seu governo permitiu, sim, que muitos pobres – embora não todos – passassem a comprar mais, a realizar “planos” ou “sonhos” de consumo. Ainda que o carro não seja zero quilômetro e a viagem de avião seja comprada em uma promoção, o fato é que uma parcela da população mais pobre saiu do patamar da mera satisfação de necessidades para o nível da realização de desejos. E isso incomoda muito aos colunistas e comentaristas da mídia.
A principal função do consumo na atualidade não é satisfazer necessidades, mas diferenciar e identificar os consumidores em grupos. Ou seja: diferenciar os pobres da classe média e identificar entre si os membros da classe média. Mas e os ricos? Bem, os ricos estão acima disso tudo, seguros em sua diferença porque seu dinheiro provém do capital e não da renda e essa é uma vantagem estratosférica na lógica da diferenciação.
A partir do momento em que um pobre pode comprar as mesmas coisas que eu, que sou da classe média, pouco me diferencia dele e meu lugar privilegiado na ordem social está ameaçado. Meu pequeno consumo (no sentido de pequeno burguês) de luxo se torna algo básico e acessível a todos. Se os pobres passam a ter autonomia de consumir o mesmo que eu, eles passam a integrar o mesmo espaço que eu na pirâmide da dominação social. E isso me obriga a gastar mais, a trabalhar mais e a me endividar mais caso eu queira continuar me diferenciando pelo consumo e queira subir um degrau nessa escala. A situação é de total insegurança: meus limites estão abalados, minha estabilidade econômica também e minhas certezas mais profundas, idem. Os pobres estão mais próximos de mim do que nunca e meu pavor de me tornar um deles começa a se concretizar.
Em O Mal-Estar na Civilização, Freud mostra que é a proximidade do outro que incomoda. (O livro, um dos mais importantes de Freud para pensar a sociedade, você baixa aqui). Quanto mais semelhante ele é de nós, mais o desprezamos, principalmente porque essa semelhança ameaça a noção construída de “nós” e de “outros”. As menores diferenças nos servem para construir tal diferenciação, e Freud deu a isso o nome de “narcisismo das pequenas diferenças”, O dinheiro e, no capitalismo atual, principalmente o consumo – sim, podemos consumir sem ter dinheiro, graças a cheque especial, cartão de crédito e financiamentos – ajudam a classe média a forjar sua “pequena diferença” em relação aos pobres.
Freud é bem específico:
Prates e Pondé são figuras emergentes no Olimpo dos repetitivos popstars da grande mídia, que tem ainda o vazio Arnaldo Jabor e os Veja boys Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo entre seus membros, todos altamente irritados com o governo Lula.
Não vou entrar nos méritos do atual presidente. Mas o fato é que seu governo permitiu, sim, que muitos pobres – embora não todos – passassem a comprar mais, a realizar “planos” ou “sonhos” de consumo. Ainda que o carro não seja zero quilômetro e a viagem de avião seja comprada em uma promoção, o fato é que uma parcela da população mais pobre saiu do patamar da mera satisfação de necessidades para o nível da realização de desejos. E isso incomoda muito aos colunistas e comentaristas da mídia.
A principal função do consumo na atualidade não é satisfazer necessidades, mas diferenciar e identificar os consumidores em grupos. Ou seja: diferenciar os pobres da classe média e identificar entre si os membros da classe média. Mas e os ricos? Bem, os ricos estão acima disso tudo, seguros em sua diferença porque seu dinheiro provém do capital e não da renda e essa é uma vantagem estratosférica na lógica da diferenciação.
A partir do momento em que um pobre pode comprar as mesmas coisas que eu, que sou da classe média, pouco me diferencia dele e meu lugar privilegiado na ordem social está ameaçado. Meu pequeno consumo (no sentido de pequeno burguês) de luxo se torna algo básico e acessível a todos. Se os pobres passam a ter autonomia de consumir o mesmo que eu, eles passam a integrar o mesmo espaço que eu na pirâmide da dominação social. E isso me obriga a gastar mais, a trabalhar mais e a me endividar mais caso eu queira continuar me diferenciando pelo consumo e queira subir um degrau nessa escala. A situação é de total insegurança: meus limites estão abalados, minha estabilidade econômica também e minhas certezas mais profundas, idem. Os pobres estão mais próximos de mim do que nunca e meu pavor de me tornar um deles começa a se concretizar.
Em O Mal-Estar na Civilização, Freud mostra que é a proximidade do outro que incomoda. (O livro, um dos mais importantes de Freud para pensar a sociedade, você baixa aqui). Quanto mais semelhante ele é de nós, mais o desprezamos, principalmente porque essa semelhança ameaça a noção construída de “nós” e de “outros”. As menores diferenças nos servem para construir tal diferenciação, e Freud deu a isso o nome de “narcisismo das pequenas diferenças”, O dinheiro e, no capitalismo atual, principalmente o consumo – sim, podemos consumir sem ter dinheiro, graças a cheque especial, cartão de crédito e financiamentos – ajudam a classe média a forjar sua “pequena diferença” em relação aos pobres.
Freud é bem específico:
"É sempre possível unir um considerável número de pessoas no amor, enquanto sobrarem outras pessoas para receberem as manifestações de sua agressividade" (p. 136 da edição da Imago).
A diferença forjada é o principal elemento para legitimar a estratificação social e, com ela, a dominação de um grupo sobre outro. E quando falamos em mídia falamos em dominação.
Um dos principais estudiosos contemporâneos da mídia, John B. Thompson mostra que todo o conteúdo produzido pela mídia é ideológico. Ele estuda os principais conceitos de ideologia da filosofia e da política – Marx, Napoleão, Lukács, Lênin, Mannheim – e elabora uma definição própria do termo: ideologia é um sistema de crenças e práticas que serve para estabelecer e sustentar as relações de dominação. (O desenvolvimento e definição literal do conceito estão em seu livro Ideologia e Cultura Moderna, Editora Vozes.) Thompson também mostra que uma das mais eficazes práticas ideológicas é a diferenciação entre “nós” e os “outros”.
Os (pseudo) intelectuais que proliferam na mídia – comentaristas e cronistas que expressam opiniões preconceituosas contra os pobres, como Pondé, Prates, Jabor, Mainardi, Azevedo – têm espaço privilegiado nos veículos e estão ali por uma razão. Eles são capazes de produzir argumentos, elaborar teses, forjar ideias, colocar em palavras a lógica nem sempre consciente de diferenciação à qual a classe média se apega para construir sua identidade e excluir os pobres de quase todos os campos da vida em sociedade. Esses “intelectuais” – alçados a esse posto não por sua competência e conhecimento, mas por dizerem o que certos grupos querem ouvir – alimentam com suas frases bem construídas a fragmentação da sociedade em camadas e a diferenciação entre cada uma delas. E não é por acaso que “situam” a diferença no universo do consumo e do prazer. São esses os elementos que humanizam o outro, o pobre, e os aproximam cada vez mais da classe média.
O ódio que expressam quando falam dos pobres é um ódio que, na verdade, poderia ser voltado a si mesmos. Odeiam-se por estarem tão próximos dos pobres, mas não conseguem enxergar essa proximidade como o que ela é: o fato de fazerem parte de uma fração mediana da pirâmide econômica, sem o capital – financeiro, social, cultural – necessário para serem alçados à classe mais alta.
Um dos principais estudiosos contemporâneos da mídia, John B. Thompson mostra que todo o conteúdo produzido pela mídia é ideológico. Ele estuda os principais conceitos de ideologia da filosofia e da política – Marx, Napoleão, Lukács, Lênin, Mannheim – e elabora uma definição própria do termo: ideologia é um sistema de crenças e práticas que serve para estabelecer e sustentar as relações de dominação. (O desenvolvimento e definição literal do conceito estão em seu livro Ideologia e Cultura Moderna, Editora Vozes.) Thompson também mostra que uma das mais eficazes práticas ideológicas é a diferenciação entre “nós” e os “outros”.
Os (pseudo) intelectuais que proliferam na mídia – comentaristas e cronistas que expressam opiniões preconceituosas contra os pobres, como Pondé, Prates, Jabor, Mainardi, Azevedo – têm espaço privilegiado nos veículos e estão ali por uma razão. Eles são capazes de produzir argumentos, elaborar teses, forjar ideias, colocar em palavras a lógica nem sempre consciente de diferenciação à qual a classe média se apega para construir sua identidade e excluir os pobres de quase todos os campos da vida em sociedade. Esses “intelectuais” – alçados a esse posto não por sua competência e conhecimento, mas por dizerem o que certos grupos querem ouvir – alimentam com suas frases bem construídas a fragmentação da sociedade em camadas e a diferenciação entre cada uma delas. E não é por acaso que “situam” a diferença no universo do consumo e do prazer. São esses os elementos que humanizam o outro, o pobre, e os aproximam cada vez mais da classe média.
O ódio que expressam quando falam dos pobres é um ódio que, na verdade, poderia ser voltado a si mesmos. Odeiam-se por estarem tão próximos dos pobres, mas não conseguem enxergar essa proximidade como o que ela é: o fato de fazerem parte de uma fração mediana da pirâmide econômica, sem o capital – financeiro, social, cultural – necessário para serem alçados à classe mais alta.
Pierre Bourdieu, um mestre da sociologia e do estudo das formas de diferenciação de classe, além de “pai” dessa visão do capital como algo que vai além do dinheiro, tem duas falas muito apropriadas em seu livro A Distinção (pdf) para pensar esse ódio dos pobres. Uma é sobre a classe média (pequena burguesia): “o pequeno burguês se faz pequeno para ser burguês”, quer dizer, é melhor ser um burguês minúsculo (e medíocre) do que ser um pobre. A outra é sobre os intelectuais. Diz que eles são a fração dominada da classe dominante, ou seja, o capital de que dispõem (conhecimento, talvez, ou o mero bom uso das palavras) não é suficiente para lhes dar o poder, apenas para colocá-los a serviço do poder. Duas ideias para ter em mente na próxima vez que você abrir um jornal ou ouvir um “tal de” Prates falar na TV.
quarta-feira, novembro 24, 2010
GLOBO APARTHEID
TV Record acaba com o “jornalista” da RBS/Globo
O jornalista Luiz Carlos Prates, da afiliada da Rede Globo, de Santa Catarina, diz que classe C não deveria poder comprar carro, responsabilizando-a pelo tráfego intenso nas estradas e acidentes. O jornalista ainda criticou o governo por estimular a oferta de crédito para que pessoas de baixa renda comprem carros.
Que livros o jornalista anda lendo? Seria o Mein Kampf?
Postado por LIMPINHO E CHEIROSO
Os crimes dos ricos que os Prates
da grande mídia escondem
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Viva a Internet! Viva o bloguismo desjornalístico!
[Vila Vudu] "Ou lá o que seja..." (Sobre coluna de Janio de Freitas, FSP, hoje)
“Ou lá o que seja...”
Saí do cinema, depois de assistir ao filme do Jabor, com pena do Jabor. A única explicação que me ocorreu para aquele absurdo, prá aquele inacreditável amontoado de besteiras, foi a seguinte: “A Globo matou o talento do Jabor. A Globo acabôôôôô cô cara, sô! Coitado do cara! Que coisa mais horrivelmente triste o cara ter tido tão enorme talento e ter feito obras primas como “Tudo Bem” e “Toda a nudez será castigada” e, depois, no que deveria ser uma plena e bela maturidade daquele tão enorme talento, o cara fazer essa meeeeeeeeeeeeeeerda de filme! Foi a Globo! A Globo acabô cô Jabor!” E fiquei com pena do Jabor.
Hoje, fiquei com pena do Janio de Freitas. Acho que a Folha de S.Paulo também acabô cô talento do Janio de Freitas.
Na metade superior da coluna de hoje, Janio de Freitas escreve longa xurumela sobre o que, na opinião dele, teria sido ‘erro’, porque o governo brasileiro não votou a favor de moção da ONU, em que a ONU se manifesta contra atos de desrespeito a direitos humanos no Irã. O Brasil nem votou contra. Nós nos abstivemos de votar contra a tal moção da ONU contra o Irã por desrespeito a direitos humanos. A partir da ideia de que o Brasil teria alguma obrigação dita “moral” de votar contra o que o Irã de fato ainda nem fez, mas pode legalmente fazer, o Jânio de Freitas 'conclui' que o Brasil viveria num atoleiro de confusão “de princípios nacionais, estratégia e política” e nossa diplomacia e todo o governo Lula teriam metido os pés pelas mãos, aliás, sem parar um momento, desde sempre.
A argumentação do Jânio de Freitas parte de um pressuposto que brota da ignorância (do Jânio de Freitas), ou, então, nasce de o Jânio de Freitas ter vestido a facinorosa camisa fascista e fascistizante da Folha de S.Paulo com tanto empenho que a máscara aderiu-lhe à cara, grudou para sempre.
Por esse pressuposto de ignorância ou de preconceito, para o Jânio de Freitas o Brasil não poderia aprovar coisa alguma que o Irã faça. Pela mesma razão, o Brasil seria obrigado a reprovar tudo que o Irã faça, ameace fazer ou possa legalmente fazer. Tudo no automático das ideias feitas, da ignorância, do preconceito ou de tudo isso junto, e tudo, sempre, baseado no subentendido segundo o qual o Irã faria parte do eixo do mal.
Então, tendo o Janio de Freitas resolvido que o Irã faz parte do eixo do mal, o Irã é o mal. Se é o mal, pratica o mal e sempre e só o mal. E se o Irã pratica só o mal e sempre o mal, e só o mal, o Irã deve ser punido, de fato, por qualquer um que se apresente disposto a punir o Irã. Se for Bush, que seja! Se forem os exércitos mercenários da Blackwater, que seja! Se for o papa, que seja! Se for o general Petraeus, que seja! Se for a CIA de Obama, que seja! Se for o Jânio de Freitas, que seja! Se for a ONU, que seja! Se for a Folha de S.Paulo, que seja!
Na coluna do Jânio de Freitas, hoje, todos os fundamentalismos mais fundamentalistas somam-se, para, somados, serem impingidos aos infelizes leitores otários da FSP, como argumento que se pretende racional. Pior: para serem impingidos a leitores consumidores pagantes otários da FSP como se fossem o único argumento racional possível!
A ideia de que o Irã tenha direito a voz autônoma e livre não ocorre ao Jânio de Freitas! Claro! Dado que o Irã já está definido como o mal em si, ‘evidentemente’ o Irã não tem voz e – pior! – o Irã não deve ter voz. Deve-se, de fato, calar o Irã! Claro! Sarah Palin não diria mais claramente! Pois se o Irã é o demônio! Claro! O demônio pode ser calado e amordaçado e, sendo possível, deve ser incansavelmente bombardeado.
Tudo isso o Jânio de Freitas assume como coisa justa, certa, moral e politicamente recomendável. E recomenda. E já nem vê o que, no seu discurso já é escandalosamente fascista e fascistizante. De fato, até aqui, é só metade da história.
Porque Janio de Freitas já nem vê, tampouco, o quanto a ONU é entidade que, no plano moral, não merece nenhuma reverência.
À custa de tanto repetir o ideário fascista e fascistizante da Folha de S.Paulo, o Janio de Freitas já perdeu a capacidade de ver que há horrendas violações a direitos humanos também, por exemplo, no Canadá, contra as quais nenhuma ONU jamais se manifestou. Há (continuam!) horrendas violações a direitos humanos em Guantánamo, contra as quais a ONU jamais se manifestou. Há horrendas violações a direitos humanos, por exemplo, em todos os aeroportos dos EUA, onde as pessoas são obrigadas a se submeter ao scanner de corpo inteiro. Ontem mesmo, um cidadão norte-americano reagiu, disse que não permitiria que um policial tocasse suas partes íntimas ou o visse despido. Ainda está preso. Nem por isso se ouviu algum protesto na ONU contra o “Patriotic Act”, até hoje!
A mesma ONU, que Janio de Freitas safadamente seleciona como décor das besteiras que escreve, vive de encobrir os crimes de Israel na Palestina. E mais do que isso há, mas não é preciso listar, porque já está suficientemente demonstrado que é puro golpismo tentar apresentar o nosso governo como imoral e imoralista, em relação decisão política que passe pela ONU.
Tudo o que a ONU faça ou pregue, manifesta exclusivamente os interesses dos EUA. Não há nenhum critério moral ou politicamente libertário ou progressista envolvido nas ações e movimentos e “resoluções” da ONU: tudo são só business e sempre foi assim. O Irã é hoje a bola da vez, porque a detonação do Irã interessa ao projeto do complexo militar industrial dos EUA. Quanto a matar gente... no Iraque e no Afganistão, os EUA têm matado montanhas de gente. E indiretamente os EUA também matam árabes na Palestina, sim, aos milhares. Tudo legalmente. Tudo sem qualquer manifestação de repúdio moral do Conselho de Direitos Humanos da ONU nem qualquer objeção do Janio de Freitas.
Saí do cinema, depois de assistir ao filme do Jabor, com pena do Jabor. A única explicação que me ocorreu para aquele absurdo, prá aquele inacreditável amontoado de besteiras, foi a seguinte: “A Globo matou o talento do Jabor. A Globo acabôôôôô cô cara, sô! Coitado do cara! Que coisa mais horrivelmente triste o cara ter tido tão enorme talento e ter feito obras primas como “Tudo Bem” e “Toda a nudez será castigada” e, depois, no que deveria ser uma plena e bela maturidade daquele tão enorme talento, o cara fazer essa meeeeeeeeeeeeeeerda de filme! Foi a Globo! A Globo acabô cô Jabor!” E fiquei com pena do Jabor.
Hoje, fiquei com pena do Janio de Freitas. Acho que a Folha de S.Paulo também acabô cô talento do Janio de Freitas.
Na metade superior da coluna de hoje, Janio de Freitas escreve longa xurumela sobre o que, na opinião dele, teria sido ‘erro’, porque o governo brasileiro não votou a favor de moção da ONU, em que a ONU se manifesta contra atos de desrespeito a direitos humanos no Irã. O Brasil nem votou contra. Nós nos abstivemos de votar contra a tal moção da ONU contra o Irã por desrespeito a direitos humanos. A partir da ideia de que o Brasil teria alguma obrigação dita “moral” de votar contra o que o Irã de fato ainda nem fez, mas pode legalmente fazer, o Jânio de Freitas 'conclui' que o Brasil viveria num atoleiro de confusão “de princípios nacionais, estratégia e política” e nossa diplomacia e todo o governo Lula teriam metido os pés pelas mãos, aliás, sem parar um momento, desde sempre.
A argumentação do Jânio de Freitas parte de um pressuposto que brota da ignorância (do Jânio de Freitas), ou, então, nasce de o Jânio de Freitas ter vestido a facinorosa camisa fascista e fascistizante da Folha de S.Paulo com tanto empenho que a máscara aderiu-lhe à cara, grudou para sempre.
Por esse pressuposto de ignorância ou de preconceito, para o Jânio de Freitas o Brasil não poderia aprovar coisa alguma que o Irã faça. Pela mesma razão, o Brasil seria obrigado a reprovar tudo que o Irã faça, ameace fazer ou possa legalmente fazer. Tudo no automático das ideias feitas, da ignorância, do preconceito ou de tudo isso junto, e tudo, sempre, baseado no subentendido segundo o qual o Irã faria parte do eixo do mal.
Então, tendo o Janio de Freitas resolvido que o Irã faz parte do eixo do mal, o Irã é o mal. Se é o mal, pratica o mal e sempre e só o mal. E se o Irã pratica só o mal e sempre o mal, e só o mal, o Irã deve ser punido, de fato, por qualquer um que se apresente disposto a punir o Irã. Se for Bush, que seja! Se forem os exércitos mercenários da Blackwater, que seja! Se for o papa, que seja! Se for o general Petraeus, que seja! Se for a CIA de Obama, que seja! Se for o Jânio de Freitas, que seja! Se for a ONU, que seja! Se for a Folha de S.Paulo, que seja!
Na coluna do Jânio de Freitas, hoje, todos os fundamentalismos mais fundamentalistas somam-se, para, somados, serem impingidos aos infelizes leitores otários da FSP, como argumento que se pretende racional. Pior: para serem impingidos a leitores consumidores pagantes otários da FSP como se fossem o único argumento racional possível!
A ideia de que o Irã tenha direito a voz autônoma e livre não ocorre ao Jânio de Freitas! Claro! Dado que o Irã já está definido como o mal em si, ‘evidentemente’ o Irã não tem voz e – pior! – o Irã não deve ter voz. Deve-se, de fato, calar o Irã! Claro! Sarah Palin não diria mais claramente! Pois se o Irã é o demônio! Claro! O demônio pode ser calado e amordaçado e, sendo possível, deve ser incansavelmente bombardeado.
Tudo isso o Jânio de Freitas assume como coisa justa, certa, moral e politicamente recomendável. E recomenda. E já nem vê o que, no seu discurso já é escandalosamente fascista e fascistizante. De fato, até aqui, é só metade da história.
Porque Janio de Freitas já nem vê, tampouco, o quanto a ONU é entidade que, no plano moral, não merece nenhuma reverência.
À custa de tanto repetir o ideário fascista e fascistizante da Folha de S.Paulo, o Janio de Freitas já perdeu a capacidade de ver que há horrendas violações a direitos humanos também, por exemplo, no Canadá, contra as quais nenhuma ONU jamais se manifestou. Há (continuam!) horrendas violações a direitos humanos em Guantánamo, contra as quais a ONU jamais se manifestou. Há horrendas violações a direitos humanos, por exemplo, em todos os aeroportos dos EUA, onde as pessoas são obrigadas a se submeter ao scanner de corpo inteiro. Ontem mesmo, um cidadão norte-americano reagiu, disse que não permitiria que um policial tocasse suas partes íntimas ou o visse despido. Ainda está preso. Nem por isso se ouviu algum protesto na ONU contra o “Patriotic Act”, até hoje!
A mesma ONU, que Janio de Freitas safadamente seleciona como décor das besteiras que escreve, vive de encobrir os crimes de Israel na Palestina. E mais do que isso há, mas não é preciso listar, porque já está suficientemente demonstrado que é puro golpismo tentar apresentar o nosso governo como imoral e imoralista, em relação decisão política que passe pela ONU.
Tudo o que a ONU faça ou pregue, manifesta exclusivamente os interesses dos EUA. Não há nenhum critério moral ou politicamente libertário ou progressista envolvido nas ações e movimentos e “resoluções” da ONU: tudo são só business e sempre foi assim. O Irã é hoje a bola da vez, porque a detonação do Irã interessa ao projeto do complexo militar industrial dos EUA. Quanto a matar gente... no Iraque e no Afganistão, os EUA têm matado montanhas de gente. E indiretamente os EUA também matam árabes na Palestina, sim, aos milhares. Tudo legalmente. Tudo sem qualquer manifestação de repúdio moral do Conselho de Direitos Humanos da ONU nem qualquer objeção do Janio de Freitas.
Ou o Janio de Freitas converteu-se sozinho em perfeito imbecil, ou a convivência diária com o facinoroso ‘jornalismo’ da FSP matou, nele, todo o talento jornalístico. Mais um triste caso de jaborificação acanalhante, com a ética e a moral da política democrática convertidas, nas páginas desse ‘jornalismo’ obsceno que se impinge no Brasil aos cidadãos, em requentamento metido a ‘ético’, do moralismo tosco das senhoras-de-santana de sempre (que felizmente, hoje, elegem, no máximo, presidente do Instituto Teotônio Vilela. Instituto... Who?! [risos, risos]).
É claro que o Brasil estamos agindo! É claro que se abster numa votação de tema espetacularizado não implica qualquer inação ou omissão!
Não há nenhuma dúvida de que os brasileiros ganhamos mais com acompanhar a PressTV de Teerã, ou a rede al-Jazeera pela internet, do que a Rede Globo ou o colunismo depauperante, fascistizante, do 'jornalismo' paulista! Viva a Internet! Viva o bloguismo desjornalístico!
Depois, na segunda metade da sua coluna de hoje, Janio de Freitas lamenta que os bandidos no Rio de Janeiro operem hoje por critérios de “seletividade” (?!) diferentes dos de antes: “a seletividade dos assaltantes sempre se mostrou lógica, incidente sobre modelos mais novos e mais convenientes nas fugas”. Se não se ler [aí, abaixo] não se acredita.
Mas, sim, lá está: o Jânio de Freitas, ao que parece já totalmente fascista-jaborificado, sugere hoje, nas imundas entrelinhas dessa coluna de jornalismo obsceno, que a onda de violência em curso no Rio de Janeiro seria resultado de os bandidos estarem reagindo à ascensão social dos milhões de brasileiros que o governo Lula tirou da miséria.
Ou que haveria algum nexo necessário entre os tais novos critérios de “seletividade” da bandidagem e os brasileiros que chegam agora a vida mais digna. É isso, ou, então, o Janio de Freitas pirou, de vez.
O quê, além de tentativa safada de inventar nexos entre a ascensão social de milhões de brasileiros que começam a arrancar-se da miséria e a onda de violência no Rio de Janeiro, significaria uma frase como “O fuzil moderno em uma das mãos, na outra a garrafa com gasolina, e logo a ascensão posta em cinzas”?!
Qual é o limite admissível para o intuito de fascistizar tudo e todos, do imundo ‘jornalismo’ da Folha de S.Paulo? Até quando?
Quem precisa do colunismo da Folha de S.Paulo?
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SOBRE: JANIO DE FREITAS, “Crimes de lá e de cá”, Folha de S.Paulo, 23/10/2010
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2311201008.htm
A conveniência da relação com o Irã não implica a abdicação, pelo Brasil, de seus princípios morais
A ABSTENÇÃO DO Brasil diante de uma resolução contrária ao desrespeito a direitos humanos no Irã, conforme proposta do Canadá no Comitê de Direitos Humanos da Assembleia da ONU, expressa muita confusão no governo brasileiro entre princípios nacionais, estratégia e política.
Para ficar em um só caso relativo a direitos no Irã, a sentença de morte por apedrejamento é absolutamente contrária aos princípios inscritos na Constituição brasileira. Logo, não pode ser senão condenada pelo Brasil em todos os foros. Não apenas porque sentença de morte, já repelida pela Constituição. Ninguém parece ter notado que a morte por apedrejamento é tortura até a morte. Pelos princípios brasileiros, crime hediondo. Se está inscrito em legislação estrangeira ou é praticado à margem de lei, não lhe muda a natureza e a hediondez.
A conveniência estratégica de boas relações com o Irã não implica a abdicação, pelo Brasil, dos seus princípios morais e constitucionais. A menos que o Irã não veja as boas relações por ótica de sua estratégia internacional, mas tão só de conveniência circunstancial. A ser assim, a estratégia brasileira, em relação ao Irã, estaria vagando no espaço, solitária.
É certo que o chamado bloco ocidental pratica políticas destinadas a minar o Irã. Pode ser verdade, também, como disse o líder iraniano Ahmadinejad na quinta-feira passada, que tais políticas não têm base moral porque, só nos Estados Unidos, há "pelo menos 50 mulheres condenadas à pena capital". Se o Brasil não tem motivos para não se incorporar ao jogo do bloco ocidental, e pretende resguardar sua estratégia em relação ao Irã, o seu instrumento não é abster-se. É agir. É trabalhar politicamente para que as partes opostas tenham maior correção em seus métodos externos e internos, e aliviem a tensão que produzem.
Confundir princípios, estratégia e política não serve a nenhum desses três fatores nacionais.
NOVA ONDA
A série de ataques desfechada por bandidos no Rio é a enésima, perdida já a conta dessas ondas. Mas, se não tem novidade por si mesma, tem por ao menos três motivos que aumentam a proporção da violência aplicada e da ameaça difundida.
Em arrastões ou isoladas, as novas investidas não são para roubar. Não são assaltos. O roubo é secundário, e nem sempre se dá. Objetos à mão, como se apenas para não perder a oportunidade fácil, e um ou outro carro, poucos no total. O objetivo é o incêndio dos carros, das vans de passageiros, dos ônibus.
Os assaltos convencionais continuam, é claro, mas em sua rotina já incorporada aos costumes brasileiros, não fazem parte da nova onda. Nesta há a novidade de um propósito de agressão pela agressão, de agressão à sociedade com o intuito muito nítido de que o incêndio dos carros seja visto apenas como isto mesmo: o ataque indiscriminado e sem a finalidade do proveito. Não faz diferença, nem maior sentido, se é resposta à ocupação policial de tal favela, se as mudanças de líderes mudam os gêneros de ação, ou lá o que seja. Essas possíveis motivações, invocadas com frequência, não seriam novas e são sempre esperadas.
Com o objetivo de roubar o carro ou os ocupantes, a seletividade dos assaltantes sempre se mostrou lógica, incidente sobre modelos mais novos e mais convenientes nas fugas. A indiscriminação da nova onda não poupa nem sequer os carros exaustos e maltrapilhos, os velhos Monzas, as kombis desarranjadas, sinais do primeiro lance na ascensão suburbana. O fuzil moderno em uma das mãos, na outra a garrafa com gasolina, e logo a ascensão posta em cinzas. Se a perversidade não aumentou, como parece; se é a mesma que subjuga as favelas, no mínimo estendeu seu alcance com a nova onda.+++++++++++++++++++++++++++++++
Talvez ajude a explicar muito do comportamento da mídia nos últimos anos
Governo Lula descentralizou verbas publicitárias
O governo Lula promoveu, a partir de 2003, uma importante reorientação na alocação dos recursos publicitários oficiais. Venício Lima, no artigo Publicidade oficial: Onde o calo dói, resume a natureza dessa mudança:
“sem variação significativa da verba aplicada, o número de municípios cobertos pulou de 182 em 2003 para 2.184, em 2009, e o número de meios de comunicação programados subiu de 499 para 7.047, no mesmo período”.
Ao final de dois mandatos, defende o professor de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), essa mudança de orientação na distribuição das verbas oficiais de publicidade ficará na história como a talvez a principal contribuição do governo Lula no sentido da democratização das comunicações. Além disso, acrescenta, talvez ajude a explicar muito do comportamento da mídia nos últimos anos.
Essa política de regionalização e de descentralização do destino dos recursos publicitários, defende Venício Lima, atende aos melhores princípios da “máxima dispersão da propriedade”, promove a competição no mercado de comunicações, estimula o mercado de trabalho no setor e colabora para o aumento da pluralidade e da diversidade de vozes na democracia brasileira. Nunca é demais lembrar, destaca o professor, que “o Estado tem sido direta ou indiretamente uma das principais e, em muitos casos, a principal fonte de financiamento da mídia privada comercial, seja ela impressa ou eletrônica”.
By: RS Urgente
terça-feira, novembro 23, 2010
Blogosfera com Lula
Blogueiros “sujos” cara a cara com “O Cara”
Posted by eduguim on 23/11/10 • Categorized as Opinião do bloghttp://www.blogcidadania.com.br/2010/11/blogueiros-sujos-cara-a-cara-com-o-cara/
Amanhã (quarta-feira, 24/11) o presidente Lula será entrevistado pelos blogueiros Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Cloaca (Cloaca News), Conceição Lemes (Viomundo), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Leandro Fortes (Brasilia Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).
O evento acontecerá às 9h da manhã da próxima quarta-feira no Palácio do Planalto e será transmitido ao vivo pelo Blog do Planalto, pelos blogs que participarão da primeira entrevista coletiva do presidente Lula a blogueiros e por outros blogs e sites interessados em retransmiti-la. No blog do governo Lula haverá instruções sobre como incorporar a transmissão a outras páginas da web ou como participar via Twitter.
Deixe aqui um comentário com a sua pergunta que este sujo blogueiro entregará todas elas ao presidente da República.
Por fim, como os blogueiros que participarão da coletiva com o presidente Lula só tiveram a confirmação final do evento ontem à tarde, o tempo para divulgação ficou um tanto quanto apertado. Por isso, pede-se aos leitores que difundam o evento na internet, entre amigos e parentes etc. Será uma entrevista diferente de todas as outras que o presidente Lula deu. Portanto, será imperdível.
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"A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular."
prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard
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Em 5 anos, só o ProUni colocou mais negros nas universidades do que nos últimos 100 anos
Para o fundador da ONG Educafro, frei David Raimundos Santos, a maior conquista da população negra no governo Lula foi o ProUni (Programa Universidade para Todos), criado em 2004. "Em cinco anos, só o ProUni colocou mais negros nas universidades do que os últimos cem anos de Brasil. E nós, negros, temos a consciência de que o que vai provocar a mobilidade social do povo negro é o acesso à educação de qualidade".
Agora ele espera que Dilma amplie o projeto, sobretudo em casos de alunos pobres que conseguem ingressar na universidade com bolsa integral, mas não tem dinheiro para transporte, alimentação e livros, e acabam sacrificando os estudos. Já existe o bolsa permanência que concede uma ajuda de custo de até R$ 300,00 mensais, justamente para atender estes casos, mas é apenas para cursos com carga horária de pelo menos 6 horas diárias, o que restringe a poucos cursos como medicina.
A Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), estima que as ações afirmativas já puseram cerca de 500 mil afrodescendentes nas universidades, a maior parte através do ProUni nas universidades privadas, e nas públicas, aproximadamente 90 mil ingressaram pelo sistema de cotas raciais. (Com informações do Portal Vermelho e R7)
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A retomada da indústria naval e a soberania
Para aqueles que, até mesmo nas fileiras da esquerda, chegaram a dizer que os candidatos presidenciais eram todos iguais, eis aqui uma estupenda diferença: enquanto os neoliberais conseguiram demolir e paralisar uma das mais expandidas indústrias navais do mundo, a brasileira - fazendo com que desde 2000 não se produzissem mais navios aqui - o governo Lula acaba por transformar o setor em fonte geradora de emprego, desenvolvimento tecnológico, promoção de justiça social e, especialmente, alavanca indispensável para se alcançar a soberania. O artigo é de Beto Almeida.
Para aqueles que, até mesmo nas fileiras da esquerda, chegaram a dizer que os candidatos presidenciais eram todos iguais, eis aqui uma estupenda diferença: enquanto os neoliberais conseguiram demolir e paralisar uma das mais expandidas indústrias navais do mundo, a brasileira - fazendo com que desde 2000 não se produzissem mais navios aqui - o governo Lula acaba por transformar o setor em fonte geradora de emprego, desenvolvimento tecnológico, promoção de justiça social e, especialmente, alavanca indispensável para se alcançar a soberania. O artigo é de Beto Almeida.
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Brasileirão: como salvar um campeonato desmoralizado
Mauro Carrara
Nas padarias e botecos do Brás, a disputa agora é para ver quem leva a maior sacolada.
Os palestrinos mostram-se ansiosos por estabelecer uma derrota que supere os 4 x 1 impostos pelo Fluminense ao São Paulo.
Verdes e tricolores lutam para impedir que o Corinthians, o rival doméstico, obtenha seu quinto título máximo nacional.
Ora, no ano passado, não foi diferente.
Muitos alvinegros torceram para que o Corinthians "entregasse" o jogo contra o Flamengo, justamente para prejudicar o São Paulo.
Naquela ocasião, em Campinas, o rubronegro venceu por 2 x 0 e pavimentou seu caminho rumo ao título.
Ou seja, a fórmula atual do campeonato paradoxalmente prêmia derrotas e induz os torcedores a "secarem" seus próprios times.
Logicamente, em 2009, os jogadores corinthianos não entraram em campo focados em perder, repassando mentalmente táticas facilitadoras do fracasso.
Tampouco os sampaulinos este ano.
No entanto, é certo que ouviram temerosos inúmeras e assustadoras ameaças dos torcedores da própria agremiação.
Sentiram também, nos bastidores, a indisfarçavel fascinação dos cartolas pela derrota.
Dessa forma, escapou-lhes inevitavelmente o zelo, a concentração e a energia fundamental à busca da vitória.
Num campeonato equilibrado, ganhar já é difícil em condições normais. Quando o pensamento de fanáticos e dirigentes segue na direção contrária, torna-se quase impossível.
Há, porém, como se evitar essa vergonha.
Bastaria que a tabela reservasse como jogos finais os clássicos estaduais.
Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras disputariam os jogos das rodadas decisivas, assim como Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense.
A última rodada teria outros confrontos espetaculares, como Coritiba x Atlético-PR, Cruzeiro x Atlético-MG e Internacional x Grêmio.
Nesse caso, mesmo os já desesperançados teriam uma oportunidade de alegria: tirar o título do rival.
E com vitória, nunca com derrota.
A solução é simples, mas muitos de nossos dirigentes esportivos somam a teimosia ao gosto pelo delito.
Afinal, nessas ocasiões de desespero, é possível comercializar malas brancas (ou pretas), negociar arbitragens, mediar trocas de favores políticos e alimentar falsas polêmicas nos programas esportivos, com suas audiências turbinadas.
Na Itália, onde acompanhei vários campeonatos, a conduta dos organizadores do "calcio" foi a mesma, por muitos anos. Até que os escândalos desmoralizaram o negócio-futebol.
O resultado (pouco divulgado pela mídia) é que muitos cidadãos sentiram-se humilhados, usados, feitos de bobo. Afastaram-se dos estádios e desligaram a TV. Foram eles próprios brincar de bola, em praças, quadras, terrenos e praias.
Aqui, não tardará reação semelhante.
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