sábado, maio 29, 2010

Vocês que vivem seguros...


                                                      Foto: http://www.gilsoncamargo.com.br/blog/?m=200904


Editorial do n.12 da Revista Global/Brasil

@revistaglobalbr

Vocês que vivem seguros
em suas cálidas casas,
vocês que, voltando à noite,
encontram comida quente e rostos amigos,
pensem bem se isto é um homem
que trabalha no meio do barro,
que não conhece paz,
que luta por um pedaço de pão,
que morre por um sim ou por um não
(…)
Pensem que isto aconteceu:
e lhes mando essas palavras.
Gravem-na em seus corações,
estando em casa, andando na rua,
ao deitar, ao levantar
repitam-nas a seus filhos.
Ou senão, desmorone-se a sua casa,
a doença os torne inválidos,
as seus filhos virem o rosto para não vê-los.
Primo Levi

1) A centralidade paradoxal da vida dos pobres nas metrópoles brasileiras: Biopoder versus Biopolítica
Como tudo no capitalismo, a favelização foi e é um processo contraditório. A chegada dos pobres nas cidades tem (pelo menos) dois grandes determinantes:

- o primeiro determinante é a persistência do latifúndio (inclusive graças à ditadura que reprimiu os movimentos camponeses e continua encontrando amplo apoio naquela mídia que lhe deve concessões estatais e proteção econômica), que expulsou a população rural do campo (do mesmo jeito que a abolição tardia da escravidão acabou empurrando os escravos libertos para a formação das primeiras favelas);

- o segundo determinante é o movimento de resistência que atravessou o país com o êxodo rural rumo a melhores condições de vida e trabalho, dentro do processo de urbanização e para além de sua capacidade de absorção industrial (da mesma forma que os quilombos, as favelas foram também zonas de autoconstrução de espaços urbanos de resistência, persistência dos pobres a viver, desejar, dançar, criar).

Assim, a fuga dos retirantes, a exemplo do Presidente Lula (o mais popular que o Brasil já teve e que proporciona ao país uma popularidade mundial sem precedentes) foi um movimento paradoxal: fruto de relações de poder iníquas (desiguais, racistas e neo-escravagistas) e, ao mesmo tempo, terreno de resistência, luta e invenção. As favelas (e as várias formas de ocupação ilegal, informal, desordenada do solo urbano – ou em via de urbanização) que constituíram nossas “pobres grandes cidades” são também o emblema dessa ambiguidade.
As favelas são, ao mesmo tempo, a vergonha de um poder que trata os pobres como lixo e o orgulho da resistência dos pobres que constituem tudo que é riqueza e valor do Rio de Janeiro e do Brasil. Elas são um estorvo que a elite neo-escravagista continua a sonhar em poder remover para a periferia, em tornar invisível. Mas, elas são também o espaço da dignidade das velhas e novas guardas de pobres que lutam e inventam, resistem e criam.
Em cidades como o Rio de Janeiro, mais do que em outras, as relações de poder e de produção atravessam e são atravessadas pelos embates que dizem respeito às favelas e aos pobres. O grande desafio do bloco de poder – uma mistura sui generis de elites arcaizantes bem representadas pelos grandes meios de comunicação, segmentos institucionais de tipo mafioso (ligados à corrupção e ao tráfico) e setores tecnocráticos (das grandes empresas e do aparelho do Estado) – tornou-se o de regular as vidas dos pobres por meio do controle do processo e do fenômeno de favelização. Por isso, esse bloco de poder se apresenta como um bloco de Biopoder, um poder organizado sobre a vida dos pobres. O grande desafio das lutas populares também passou a ser, com a abertura democrática, a organização dos pobres e a construção de uma forma de representação adequada a essa subjetividade social, uma subjetividade que se expressa e se constitui nas formas de resistência e construção da cidade pelos e para os pobres: nas favelas e nas várias formas de “informalidade”, quer dizer, nas formas de direito constituídas desde baixo, nas ruas, nas redes de socialização dos pobres, completamente separadas do formalismo jurídico do Estado.
A clivagem social e ética parece nítida: o poder, de um lado; os pobres do outro. Porém, uma vez traduzida em termos políticos, essa clivagem não se mantem mais. Os setores “progressistas” (modernizadores, poderíamos dizer) dos dois blocos (o da “direita” e o da “esquerda”) convergem numa visão negativa da pobreza e dos pobres; uma convergência que se traduz, por exemplo, no uso e no abuso – sempre pejorativo – do termo “populismo”. Os pobres são um problema, e se não aceitam as “soluções” tecnocráticas e burocráticas que os “governantes” pensam para eles, é que merecem mesmo a miséria na qual se encontram, e até o risco que correm por persistir em morar nos morros. Ou seja, são vidas que não merecem serem vividas! Emblemática a análise de André Singer (militante do PT) sobre o que ele chama de “lulismo”: um tipo de “bonapartismo” sustentado pela “base sub-proletária” que “não consegue construir desde baixo as suas próprias formas de organização”1.
No Rio de Janeiro, essa “direita” e essa “esquerda” constituíam (e, em parte ainda constituem) as duas faces de uma mesma moeda: a classe média e alta carioca, os ricos, e boa parte do funcionalismo público. Não por acaso, essa convergência aconteceu de fato em 1994, por ocasião de uma “com-juntura” (junção de duas “urgências” = conjuntura) favorável a essa inflexão: por um lado, a necessidade – da parte do poder – de evitar por todos os meios que a experiência operária do PT paulista se radicasse no Rio a partir da vitória eleitoral de uma mulher, negra e favelada (a Benedita), implementando um PT realmente carioca (um PT dos pobres); pelo outro, a opção pelo oportunismo de um político egresso do brizolismo.

leia a integra
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quinta-feira, maio 27, 2010

DILMA ENQUADRA SERRA

Dilma dá de “talho” na ofensa de Serra à Bolívia

No livro Um Certo Capitão Rodrigo, do Érico Veríssimo, o protagonista, Capitão Rodrigo Cambará, chega ao bolicho (venda) de Juvenal Terra (outro personagem da trilogia O tempo e o vento) e pronuncia a frase que virou símbolo de uma “gauchada” típica: “Buenas, e me espalho. Nos pequenos, dou de prancha, mas nos grande dou de talho”. Prancha, pra quem não sabe,  é o lado do facão, com que os gaúchos andavam naqueles tempos, quase dois séculos atrás.
A cena me veio à cabeça, agora há pouco, lendo a resposta que Dilma Roussef deu para a idiotice grosseira que Serra cometeu ontem ao acusar o governo boliviano de ser “cúmplice” do narcotráfico.

“Não é possível, de forma atabalhoada, a gente sair dizendo que um governo é isso ou aquilo. Não se faz isso em relações internacionais. Este não é o papel de um estadista ou de quem quer ser estadista”, disse a pré-candidata ao ser questionada sobre a declaração de Serra., disse ela
“Não acho que este tipo de padrão, em que você sai acusando outro governo, seja uma coisa construtiva. Temos que ter cautela, prudência e saber que são relações delicadas, que envolvem soberanias. Mesmo sendo [a Bolívia] um país pequeno, e por ser um país pequeno, a delicadeza tem que ser maior”,

Mas bá, guri, estes anos em que Dilma se tornou gaúcha adotiva lhe entranharam a alma. Deu de talho no Serra, ao ensinar diplomacia e bons modos ao tucano.
E deu de prancha, também, ao dizer uma frase que a elite paulista poderia bem entender como descrição do que acontece em nosso próprio território:
“Não podemos ser um país desenvolvido cercado de miseráveis. Não podemos desprezar nossos vizinhos e olhar com soberba para países diferentes de nós. Esta é a política imperialista que leva à guerra, ao conflito e ao desprezo.”


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o linguajar do tucano é "policialesco" e também "despreparado e desqualificado" para tratar do tema

Serra promove "gafe diplomática e grosseria" contra Bolívia, diz Líder do PT

04-05-10-ferro-D1O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), qualificou hoje o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), de "irresponsável e preconceituoso" por acusar o governo da Bolívia de cumplicidade com o narcotráfico. Ele ironizou o pré-candidato tucano à Presidência da República por mostrar "coragem" contra um pequeno país sul-americano e preservar, ao mesmo tempo, os Estados Unidos, o maior consumidor de cocaína do planeta, e a Colômbia, que além de ser o principal aliado norte-americano na América do Sul é o maior produtor mundial da droga. O Peru ocupa o segundo lugar. Segundo Ferro, o tucano mostra uma "indignação seletiva" com o grave problema do narcotráfico, deixando de lado a Colômbia , talvez por ter " identidade política ideológica com os partidos conservadores" que hoje governam aquele país. " Preferiu trazer a sua coragem, a sua verve, contra a pequena Bolívia", declarou Ferro. "Foi uma gafe diplomática e uma grosseria contra um país vizinho e membro do Mercosul".
Serra, em entrevista a uma rádio do Rio de Janeiro, afirmou: "Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disto."
POLICIALESCO - Na avaliação do líder do PT, o linguajar do tucano é "policialesco" e também "despreparado e desqualificado" para tratar do tema. "Esperamos que seja corrigido para que melhore o nível desse tipo de debate e não crie tensões diplomáticas desnecessárias e situações constrangedoras", disse.
Para Ferro, "a declaração do tucano mostra uma visão colonizada e uma postura submissa a determinados interesses internacionais". Ele suspeitou também que, por trás da declaração, haja a intenção real de atacar a Bolívia, como os tucanos defenderam no primeiro mandato de Evo Moralez, quando este decidiu nacionalizar as reservas de petróleo e gás do país, afetando interesses de empresas estrangeiras, entre elas a Petrobras.
Ele frisou que a produção de cocaína na Colômbia, Peru e Bolívia só existe por causa do mercado consumidor, que encontra nos EUA a maior demanda. O petista reparou que o narcotráfico é um problema de escala mundial e criticou a visão reducionista de Serra.
"É lamentável que o candidato tucano esteja mal informado, mal assessorado e, talvez, mal intencionado. Porque, ao fazer tal afirmação, ele desconhece a realidade dos institutos que trabalham essa questão do narcotráfico e informações policiais", disse Ferro.
O líder observou que, hoje, na América Latina, o meganegócio da droga está ligado a cartéis, cuja operações levam até mesmo à desestabilização institucional. Citou, como exemplo, o México, que hoje se defronta com uma guerra interna contra o narcotráfico.
FOLHAS DE COCA - De acordo com o último relatório do UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime), de 2009, a Bolívia é apenas o terceiro cultivador de folha de coca. Em primeiro lugar está a Colômbia (81.000 hectares), seguida do Peru (56.000 hectares). A Bolívia tem em torno de 30.500 hectares. Assim, Colômbia e Peru cultivam 4,5 vezes mais folha de coca que a Bolívia.
Em relação às tendências recentes, o relatório do UNODC observa que houve, em 2008, um pequeno aumento das áreas cultivadas no Peru (4%) e na Bolívia (6%). Entretanto, o relatório também observa que a atual área de folha de coca da Bolívia (30.500 hectares) é significativamente inferior aos números prevalecentes na década de 1990 (cerca de 50.000 hectares).
APREENSÕES - Ainda conforme o relatório do UNODC, a quase totalidade da cocaína consumida nos EUA vem da Colômbia e passa pelo México. Em relação à Europa, as estatísticas feitas com base nas apreensões indicam que 48% dos países europeus indicam que a cocaína lá consumida vem da Colômbia, seguida do Peru (30%). A Bolívia é mencionada em apenas 18% dos relatórios nacionais dos países europeus.
O relatório não tem dados específicos sobre o consumo no Brasil. Entretanto, o CIA Factbook menciona que a Colômbia é responsável pela "quase totalidade" da cocaína consumida nos EUA e pela "grande maioria" da cocaína consumida em outros mercados. A mesma fonte menciona também que a Bolívia é "país trânsito" da cocaína refinada que vem da Colômbia e do Peru, destinada ao Brasil, Argentina, Chile e Europa.
Na realidade, de acordo com as informações disponíveis, a Bolívia nunca teve grande capacidade de refino. Na cadeia da cocaína, ela é essencialmente um país primário-exportador e corredor de trânsito. O tráfico e o refino mundiais são oligopolizados pelos grandes cartéis colombianos.
O consumo da folha de coca não é ilegal na Bolívia. A nova Constituição da Bolívia reconhece o hábito de mascar folha de coca como um patrimônio cultural ancestral do país. Por outro lado, o tráfico de cocaína é reprimido. Conforme o governo boliviano, depois da expulsão da DEA, que usava métodos violentos contra os cultivadores tradicionais da folha de coca, os indicadores relativos ao combate ao narcotráfico começaram a melhorar.

Equipe Informes
http://www.ptnacamara.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3859:-serra-promove-qgafe-diplomatica-e-grosseriaq-contra-bolivia-diz-lider-do-pt&catid=42:rokstories&Itemid=108

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Serra "deveria ser mais prudente" em suas declarações, que não são compatíveis com as suas "aspirações" ao cargo de presidente

Contraponto 2329 - Serra perdeu o rumo

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27/05/2010


Marco Aurélio Garcia: Serra é o exterminador da política externa
Vermelho - 27 de Maio de 2010 - 13h12

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, rebateu nesta quarta-feira as críticas do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, à relação do Brasil com a Bolívia, classificando o tucano como "o exterminador do futuro da política externa" do país. Ontem, Serra disse que o governo boliviano, do esquerdista Evo Morales, "é cúmplice" do tráfico de cocaína para o Brasil.
"O presidente Serra está tentando ser o exterminador do futuro da política externa. Ele quis destruir o Mercosul. Agora, quer destruir nossa relação com a Bolívia. O Mahmoud Ahmadinejad virou Hitler. Eu acho que talvez ele esteja pensando, na política de corte de despesas, em fechar umas 20 ou 30 embaixadas nos países nos quais ele está insultando neste momento", disse Garcia.

O assessor presidencial afirmou ainda que Serra "deveria ser mais prudente" em suas declarações, que não são compatíveis com as suas "aspirações" ao cargo de presidente.

O tucano fez a declaração em entrevista a um programa de rádio, quando falava sobre a ideia de criar um Ministério da Segurança Pública caso ele seja eleito sucessor do presidente Lula.

"A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso. Quem tem que enfrentar esta questão? O governo federal."

Depois do programa, questionado pelos jornalistas, o pré-candidato do PSDB afirmou que o governo boliviano faz "corpo mole" ao permitir que, "de 80%, 90%" da cocaína que entra no Brasil venha "via Bolívia".

"É um problema de bom senso. Você acha que poderia entrar toda essa cocaína no Brasil sem que o governo boliviano fizesse, pelo menos, corpo mole? Eu acho que não", disse Serra, que definiu a afirmação sobre a suposta conivência do governo do presidente Evo Morales com o tráfico de drogas como "uma análise": "Eu não fiz uma acusação".

Ministro boliviano critica Serra

O ministro da Presidência da Bolívia, Oscar Coca, reagiu às declarações. "Ele não tem nada que falar. Se possui provas, que as mostre, senão o cúmplice é ele", afirmou.

No Brasil, a declaração de Serra também repercutiu no Twitter. Entre os usuários, o pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, escreveu, na manhã desta quinta (27), que "durante anos, o Departamento Anti Drogas dos EUA atuou na Bolívia e teve resultados limitados. Parceria da nossa PF e do governo de Morales é mais eficiente".

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) também comentou, nesta quinta, em seu Twitter: "Alguém que há tempos quer ser presidente precisaria, no mínimo, aprender a respeitar governos e povos dos demais países. Serra ainda não aprendeu".

Com informações da Folha Online
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A oposição tucana e a parte PIG da mídia perderam o bonde da história

O Brasil mudou muito, mas os tucanos e o PIG continuam os mesmos

(Quinta-Feira, 27 de Maio de 2010 às 15:50hs)


Depois de 26 horas viajando, contando a partir do momento que sai da casa do amigo que me hospedou em Moscou até a porta do meu apartamento, já estou no Brasil de novo.
 Evidente que viagens a destinos diferentes sempre nos despertam novas reflexões. Entre as principais dessa viagem é de que o Brasil mudou bastante e para melhor nesses últimos anos.
 Minha primeira longa viagem internacional foi à Europa em 1994. Na ocasião, a sensação que tinha quando da volta era de absoluto desalento com as perspectivas brazucas.
 Sob qualquer parâmetro vivíamos num quase quinto mundismo. Nosso salário mínimo era de um ridículo de dar dó, as pessoas mal sabiam que um novo presidente acabava de ser eleito e só me perguntavam sobre miséria, futebol e desmatamento da Amazônia.
 Em 1994 vivia-se o início da globalização tanto do ponto de vista da sua lógica neoliberal quanto do processo de informação. A internet ainda era um bebê de colo. Tim Berners-Lee só apresentou ao mundo a forma de rede que conhecemos hoje em 1989. E em 1994 ainda poucos utilizam.
 Nesse ínterim de 16 anos fiz algumas tantas viagens internacionais, quase todas a trabalho. Fui percebendo as mudanças de perspectivas do Brasil e do olhar dos cidadãos principalmente do chamado primeiro mundo em relação a ele. Em 2004 já senti essa mudança de rota quando fui para o FMS da Índia e aproveitei para fazer um stop over na Europa, onde visitei rapidamente Espanha, França e Itália.
 Mesmo ainda em tom apenas curioso, as pessoas já perguntavam de Lula e de seu governo.
 Nesta última viagem ficou claro que chegamos ao que os gringos chamam de turning point (algo como o ponto da virada). Tanto na Rússia, como na Grécia, quanto na Holanda, nos noticiários de TV e de jornal e nas conversas informais, a pauta sobre o Brasil agora vai de política internacional a programas de renda que teriam mudado o destino de milhões de pessoas.
 O Brasil é tratado como um país que está dando certo e seu presidente é celebrado como grande liderança mundial.
 Mas infelizmente por aqui em algumas paragens a coisa continua do mesmo tamanho. A mídia e a oposição continuam fazendo avaliação deletéria tanto ao governo Lula quanto do papel do país no cenário internacional.
 A manchete da Folha de hoje é um exemplo disso: “Serra diz que a Bolívia é cúmplice de traficantes”. Na chamada de capa o jornal ainda “revela” que o candidato a presidente do país teria dito “que 80% a 90% da cocaína que entra no país chega via Bolívia”.
 O mesmo Serra que teria dito outro dia que o Mercosul não existe e que a China produz camisinhas com cheiro de galinha fervida.
 A propósito, duas observações.
 1) China é hoje a maior parceira comercial do Brasil.
 2) O Brasil é hoje a liderança incontestável da América Latina, onde, por um acaso, se localizam os países do Mercosul e a Bolívia.
 A oposição tucana e a parte PIG da mídia perderam o bonde da história.
 Sinceramente, não sei dizer se isso é bom ou ruim.



http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/Blog/texto_blog.asp?id_artigo=8336


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Brizola Neto contra os golpistas

DILMA: "Quem quer vir a ser um estadista não pode sair dizendo que um país é isso ou aquilo"


Dilma critica Serra e diz que é preciso respeitar a Bolívia
27 de maio de 2010  14h43  atualizado às 15h14


Em visita a Gramado (RS), Dilma Rousseff (PT) afirmou que a critica de José Serra (PSDB) à Bolívia sobre o narcotráfico "não é construtiva"

A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, criticou nesta quinta-feira (27) a declaração de seu adversário José Serra (PSDB), que classificou ontem o governo boliviano como "cúmplice pelo narcotráfico no Brasil". Em entrevista durante visita à cidade gaúcha de Gramado para participar do XXVI Congresso Nacional de Secretários Municipais de Saúde, a ex-ministra afirmou que a acusação feita pelo tucano "não é construtiva" e que é preciso "cautela".
"Não concordo com esse tipo de categorização. Não acho que seja uma coisa construtiva porque as relações diplomáticas são sempre complicadas. Mesmo sendo um país pequeno (Bolívia) e digo que, por ser um pais pequeno, devemos ter cuidado. A chegada do Evo (Morales) mostra uma certa maturidade e acho que temos de respeitá-la", disse. "Quem quer vir a ser um estadista não pode sair dizendo que um país é isso ou aquilo", criticou.
O pré-candidato do PSDB disse na tarde desta quarta-feira (26), em entrevista à Rádio Globo, no Rio de Janeiro, que o governo da Bolívia é "cúmplice pelo narcotráfico no Brasil", acrescentando que a gestão de Evo Morales é tratado como um "governo amigo" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após citar estimativa segundo a qual 80% da cocaína boliviana viria para o Brasil, Serra disse que o governo federal deve assumir responsabilidade contra a entrada de armas e drogas no País.
Segundo divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta (27), o ministro da Presidência de Evo Morales, Oscar Coca, disse que "se ele (Serra) sabe algo, que diga o que sabe e siga os trâmites legais para fazer a denúncia. Se não fizer, ele que é o cúmplice".
No Brasil, a declaração de Serra repercutiu no Twitter. Entre os usuários, o pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, escreveu, na manhã desta quinta (27), que "durante anos, o Departamento Anti Drogas dos EUA atuou na Bolívia e teve resultados limitados. Parceria da nossa PF e do governo de Morales é mais eficiente".
Entre os "tweets" sobre o tema, havia quem concordasse com o tucano. "Serra se enganou. O governo da Bolívia não é cúmplice dos traficantes, é co-autor. Aquilo ali é um absurdo", disse um usuário.
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) também comentou, nesta quinta, em seu Twitter: "Alguém que há tempos quer ser presidente precisaria, no mínimo, aprender a respeitar governos e povos dos demais países. Serra ainda não aprendeu".
Verba para saúde
Dilma também afirmou ser a favor da regulamentação da Emenda 29, referente à divisão dos recursos federais para a saúde. Contudo, a pré-candidata destacou que é preciso um remanejamento de gastos. "Não estou propondo nenhum outro imposto para a saúde. Se houver crescimento da economia, há como regulamentar a emenda sem novos impostos".

Eis as palavras textuais do candidato desastrado...


Na  agenda  de Serra, a destruição do MERCOSUL
Já sabíamos que José Serra não tem nervos de aço coisa nenhuma e que, destemperado, diz e faz as maiores asneiras. Mas ontem (quarta-26) ele passou dos limites e descredenciou-se como candidato à presidência,  ao referir-se de forma  grosseira e torpe  ao povo boliviano e a seu presidente  Evo Morales. Em declarações à Rádio Globo (só podia ser) ele responsabilizou o país vizinho por nossas mazelas em termos de violência e consumo de drogas. E fez isso usando argumentos  falsos e palavras  incompatíveis com os de um chefe de  estado.
Este blog foi informado, ontem mesmo, que  a UNASUL, União das Nações Sulamericanas, que reúne todos países do Continente, vai  solicitar, formalmente, explicações do transtornado candidato tucano. Em verdade, nem mesmo o mais energúmeno dos direitistas norte-americanos refere-se de forma tão baixa a um país amigo e vizinho.
Eis as palavras textuais do candidato desastrado: “ Você acha que a Bolívia ia exportar  80% a 90% da cocaína consumida no Brasil se o governo de lá não fosse cúmplice”. Em seguida ironizou a amizade entre os presidentes Lula e Evo Morales: “essa coca vem da Bolívia  onde  há um governo amigo com quem se fala muito”.
Não é verdade que a cocaína   que entra no Brasil seja proveniente da Bolívia nas proporções chutadas por Serra. O grande  e tradicional fornecedor  para o Brasil e para o Mundo é a Colômbia governada por Álvaro Uribe.  Ali se localizam os grandes  cartéis do crime organizado. Quanto a Uribe, um aliado  dos Estados Unidos e ideologicamente afinado com os tucanos, há farta documentação comprovando as ligações de sua família (inclusive seu pai) com os chefões do narcotráfico. Sobre ele, Serra se cala.
Entretanto este é apenas o enredo policial da questão. O mais importante é registrar que  o    PSDB tem uma  longa tradição de má vontade em relação ao MERCOSUL. No final dos anos 90 do século passado,  Fernando Henrique quase detonou este mercado comum, no episódio da brusca desvalorização do real, o que  colocou nossas relações com a Argentina em seu nível mais baixo.
Para ser ter uma idéia da importância do MERCOSUL diga-se que ele  é hoje um dos nosso três principais parceiros comerciais (um terço do nosso comercio exterior), com a vantagem de que  ao contrário do que  acontece com a Europa e a China, vendemos para nossos vizinhos produtos industrializados, principalmente.
O mais importante, porém, é que o Brasil só alçou a  condição de  protagonista da  cena mundial , plenamente aceito  pelas grandes potências, graças ao fato de , antes, como primeiro degrau, ter  alcançado a posição de líder natural da América do Sul, sendo, inclusive  o idealizador da implantação da UNASUL que só existe, porque, com paciência , habilidade e generosidade,  não permitimos que o MERCOSUL fosse  fragilizado, um dos objetivos estratégicos dos Estados Unidos. Objetivo este notoriamente compartilhado pelos tucanos e pelas Organizações Globo.
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GLOBO QUER INVENTAR CRISE E PERDE ASSINANTES

O Globo e Lula na Conferência Nacional de Inovação

Por Marcos Ovos

Globo on line na 1a pagina
Lula volta a fazer ironias à Justiça Eleitoral (pag 10 do impresso)
Na notícia, nenhuma palavra sobre Justiça Eleitoral. Liguei e cancelei a assinatura. Me ligou um rapaz para me convencer a ficar… fiquei meia hora com ele dando exemplos de como eles querem me dar diploma de idiota.
No final, ele disse: mas tem outras coisas no jornal, tem esportes, cultura… respondi que pagaria 1/3 da assinatura para ter só o 2o. Caderno, ele não topou.


Veja a noticia:
ANO ELEITORAL

Em Brasília, Lula debocha de instituições de fiscalização

Publicada em 26/05/2010 às 23h03m
Luiza Damé
BRASÍLIA – Na abertura da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi debochado ao falar das intituições de controle e fiscalização do país. O presidente disse que, em um ano eleitoral, poderia ser processado porque ganhou uma luneta do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Disse ainda que o presente poderia provocar uma CPI no Congresso e paralisar o país.
- Ele me deu uma luneta que não funciona, porque estamos em ano eleitoral e alguém vai dizer: “o ministro deu uma luneta para o Lula. Uma luneta que foi comprada para dar para as crianças”. Pronto já está o Lula processado, já está o Ministério Público atrás da minha luneta e o Tribunal de Contas procurando qual o crime que cometi e já está a oposição propondo a CPI da luneta e aí tudo fica paralisado neste país – afirmou Lula.
Bastante aplaudido pelos cientistas, que pediram o seu apoio para atingir metas no setor em 2020, Lula lançou críticas ao ar. Reclamou dos ministros que emperram projetos de outras pastas, dos que não gastam os recursos disponíveis, dos empresários que não investem em inovação e dos trabalhadores que fazem greve, mas não aceitam ter os dias descontados. Num período em que vários setores do serviço público estão em greve, o ex-sindicalista voltou a defender o corte de ponto dos que não comparecem ao trabalho. Para Lula, greve longa sem desconto dos dias parados é férias.
Lula também atacou os críticos do Plano Nacional de Direitos Humanos, lançado em dezembro do ano passado, que provocou reação de diversos setores da sociedade. Os militares não gostaram da forma como foi abordada a tortura na época da ditadura militar; a Igreja condenou o tratamento dado ao aborto e o agronegócio condenou a fórmula das desapropriações de terras. Lula disse que em meio às críticas ao ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, comparou os planos de 1996, 2002 e 2009, concluindo que os dois primeiros eram mais à esquerda.
(Leia mais: Governo retira do plano de direitos humanos pontos que desagradaram a Igreja e militares)
- Nos aspectos em que o Paulinho apanhou, as conferências de 2002 e 1996 eram muito mais sectárias e muito mais à esquerda. Entretanto, os algozes que o criticaram leram, mas não acreditaram que seriam feitas (as de 1996 e 2002). A nossa eles nem leram e não gostaram – disse.
Acordo: presidente critica postura dos EUA
Lula voltou nesta quarta-feira a criticar a postura dos Estados Unidos diante do acordo assinado entre Brasil, Turquia e Irã , sobre a questão nuclear. Lula disse que alguns países só sabem fazer política criando inimigos ruins e feios e demonstrando que têm força. O presidente afirmou que, criando um clima de confiança com o Irã, conseguiu fazer um acordo que os estados Unidos tentavam havia 31 anos.
- Tem gente que em vez de sentar numa mesa para conversar prefere mostrar eu tenho força. Ou dá ou desce. Eu não sou assim, ninguém dá e todo mundo desce – disse Lula, batendo no antebraço, numa demonstração de força.


Autor:
luizhenriquemendes - Categoria(s): Sem categoria

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/27/o-globo-e-lula-na-conferencia-nacional-de-inovacao/ 


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Eleição se ganha no voto

maio 27th, 2010 by mariafro

Reproduzo um outro texto muito interessante do professor Fabiano Santos do IUPERJ sobre a judicialização da campanha e a partidarização do TSE.
Na minha opinião, leiga e de cidadã, não acho que o TSE cederá à vontade dos poucos ministros de visão partidarizada. O TSE, enquanto instituição, é maior que eles.
No Brasil não há nenhuma sombra de instabilidade seja ela econômica, política ou social que justifique um ‘tapetão’. Se o TSE resolver seguir este caminho a própria instituição se acabará, porque perderá o respeito que os cidadãos brasileiros têm em relação a ela. Seria um tiro no pé que traria o povo às ruas.
É bom que os poucos ministros que parecem querer partidarizar o STF ou que estão permitindo a sua partidarização não se esqueçam que estamos falando de um presidente com aprovação recorde na história e com um moral internacional que nenhum outro chefe mandatário da nação conseguiu ter.
O Brasil mudou, somos mais politizados, temos mais recursos para expressar nossa opinião e se opor a desmandos venham eles de onde vir.


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quarta-feira, maio 26, 2010

Dino vai ser escada de Jackson e tucanos. Acorda PT!!!


O falso dilema do PT no Maranhão

26/05/2010
Reunido em Congresso Nacional, instância máxima do partido, o PT decidiu que nenhuma aliança estadual pode contrariar os interesses do seu objetivo central nas eleições de 2010: eleger Dilma Rousseff presidenta da República.

Para chegar a este objetivo, a direção nacional do partido entende que é necessário construir palanques fortes em todos os estados e, de preferência, que reuna todos os partidos membros da coalizão que dá sustentação ao governo Lula, o que não é fácil.

Acostumado a lançar candidaturas próprias em todos os estados, o PT lançará apenas dois candidatos a governador no Nordeste, região de maior popularidade de Lula. Sendo que os dois, Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE), são candidatos a reeleição. Até no Piauí, depois de dois mandatos petistas, o partido apoiará a candidatura do PSB em nome do seu projeto nacional.

O caso que mais vem criando problema para a construção nacional é o do Maranhão, assunto que já tratei aqui. Uma parte do partido insiste em vetar uma coligação com o PMDB, um dos principais partidos da coalizão nacional, e se aventurar pela candidatura encabeçada pelo deputado federal Flávio Dino (PCdoB).

Nada contra o comunista. Considero-o um político de futuro promissor e, inclusive, apoiei sua candidatura a prefeito de São Luís em 2008, quando os petistas que hoje andam de braços dados a ele apoiaram veladamente João Castelo (PSDB). Porém, a virtuosa figura comunista não esconde o que está ao seu redor.

O que vem sendo desenhado no Maranhão é uma reedição da auto-entitulada e malfadada "Frente de Libertação", uma cooperativa de candidatos montada em 2006 pelo então governador, o ex-sarneysista Zé Reinaldo Tavares, com o intuito de derrotar a candidatura de Roseana Sarney. Na sanha para alcançar seu objetivo, Zé Reinaldo acabou cometendo crimes eleitorais que mais tarde causaram a cassação do mandato de Jackson Lago (PDT).

Assim como em 2006, Jackson Lago disponta como o candidato mais forte da cooperativa. A diferença é que na outra eleição o também ex-sarneysista Edson Vidigal fez o papel de escada de Jackson forçando o segundo turno, desta vez a função foi reservada para Flávio Dino.

Zé Reinaldo, inclusive, já anunciou em seu blog que o pacto de apoio recíproco num eventual segundo turno, idêntico ao outrora firmado por Jackson e Vidigal se repete na dobradinha Jackson e Dino.

Este pacto demonstra que as costuras políticas da oposição maranhense não têm por objetivo fortalecer a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff e, portanto, não interessa ao PT.

O governador cassado Jackson Lago (PDT), apesar de ser filiado a um partido da base lulista e que apoiará a candidatura de Dilma Rousseff, disputará o governo do Maranhão para dar palanque para José Serra. Como pode-se conferir aqui e aqui. Além disso, a chapa majoritária encabeçada pelo pedetista poderá ser completada por três tucanos: Luiz Porto, Roberto Rocha e Edson Vidigal.

Agora imaginem, meus caros, se eleição presidencial e a eleição estadual no Maranhão forem para o segundo. Roseana, apoiando Dilma, baterá chapa contra Jackson Lago e seus tucanos e, neste não distante cenário, Flávio Dino está comprometido a ficar do lado dos apoiadores de José Serra!


O discurso anti-sarneysista

Convenhamos, nem ao PCdoB de Flávio Dino, nem ao PT cabe o papel de trincheira para o discurso vazio do anti-sarneysismo.

O PCdoB, partido legalizado por José Sarney quando este era presidente da República, compôs os dois primeiros governos Roseana. Isso, ressalte-se, quando ela ainda apoiava o governo FHC. Por que não apoiaria agora, que Roseana e seu grupo apoiam o governo Lula e darão forte palanque para a candidatura de Dilma Rousseff no Maranhão?

O PT, por outro lado, construiu sua trajetória no Maranhão combatendo o grupo do ex-presidente José Sarney, mas desde 2001, quando José Serra fulminou a candidatura presidencial de Roseana, Sarney e seu grupo tem apoiado Lula. Apoiou na eleição de 2002, na de 2006 e apoiará Dilma em 2010. Sarney apoiou o governo Lula em todos os momentos, inclusive nos mais difíceis. Quando muitos petistas tituberam, quando vários foram oportunistas e saíram do PT para fundar outros partidos e outros ficaram afinados ao discurso da oposição udenista, José Sarney foi leal ao presidente Lula.


Fortalecer o PT e a coalizão


Dentro do PT, repete-se a polarização da política maranhense. O grupo majoritário, chamado "Construindo um Novo Brasil" e liderado pelo ex-deputado federal Washington Luiz (foto), segue a estratégica desenhada pelo presidente Lula e pela campanha de Dilma e apoia a aliança com o PMDB com três condições, já aceitadas pela governadora Roseana Sarney: Indicar o vice, compor a coordenação de campanha e participar da formulação do programa de governo.

Neste termos o PT-MA sairia fortalecido como um dos protagonistas da política maranhense, teria condições de ampliar sua bancada parlamentar, teria espaço no futuro governo para implementar uma política petista e garantiria uma grande vitória para Dilma Rousseff no estado.

O outro lado do partido, sob a batuta de Domingos Dutra, diz querer construir um campo democrático e popular ao lado de figuras como Zé Reinaldo Tavares. Parece até que não sabem o jogo que está sendo jogado.

Dutra, que gosta de dar uma de radical e se declara uma mistura de Osama Bin Laden com Lampião, não se incomoda com a companhia de tucanos, mas chegou a fazer ameaças públicas de morte se fosse derrotado na disputa interna e afirma que fará greve de fome se a direção nacional do PT, dentro das suas atribuições legais, decidir pela aliança PMDB-PT no Maranhão.


Acusação da revista Veja

A revista Veja, a mesma que disse que a campanha de Lula fora financiada com doláres vindos de Cuba em caixas de whisky, que Lula tinha contas secretas no exterior, que Zé Dirceu mandou matar Celso Daniel e de tantos outros factóides, acusa agora a ala petista do PT-MA de ter comprado delegados para apoiar a tese de aliança com o PMDB.

Sinceramente, se a Veja está plantando factóide contra a aliança ela só pode ser a melhor opção.


Fonte: Blog do Braga: www.luizeduardobraga.blogspot.com

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Posted: 25 May 2010 03:27 PM PDT
Presidente Lula recebe os cumprimentos da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, ao chegar à Casa Rosada, em Buenos Aires. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Presidente Lula recebe os cumprimentos da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, ao chegar à Casa Rosada, em Buenos Aires. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Lula já está em Buenos Aires (Argentina), onde participa da celebração do bicentenário de Independência da República Argentina, a convite da presidenta Cristina Kirchner. Também estão presentes os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), José Mujica (Uruguai) e Evo Morales (Bolívia), e Manuel Zelaya (presidente deposto de Honduras).
Lula assistirá à inauguração da Galeria de Patriotas Latinoamericanos na Casa Rosada e ao desfile cívico-militar de 25 de maio, do qual participará pelotão de regimento histórico do Exército Brasileiro.
A data marca para os argentinos o início do processo de independência do domínio espanhol, a partir da Revolução de Maio de 1810, que provocou a deposição do vice-rei Baltazar Hidalgo de Cisneros. Foi então desencadeada uma série de revoltas nas diversas províncias argentinas, culminando com a declaração da efetiva independência argentina no dia 9 de julho, na cidade de Tucumán.
Um vídeo produzido pela EBC/NBR conta a história do Bicentenário da Revolução de 1810. Confira a reportagem abaixo:

À noite, as comemorações serão encerradas com um jantar para convidados nacionais e estrangeiros, no Salão Branco da Casa Rosada, sede do governo argentino.

Entrevista com o ministro Celso Amorim: “Persuasão foi mais eficiente do que a pressão”



http://blog.planalto.gov.br/

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O repórter deveria riscar as fontes ruins de seu caderno...

Posted: 25 May 2010 07:00 AM PDT
Enviamos carta à direção de redação da Folha de S. Paulo em resposta à manchete de domingo (23/5) “Lula articula seu futuro na ONU ou Banco Mundial”, mas o jornal só publicou parte dela. Consideramos importante para esclarecer o assunto que as pessoas tenham acesso à íntegra da resposta, conforme publicamos abaixo:
Ao diretor de Redação da Folha de S. Paulo,
Otavio Frias Filho.
A manchete da Folha de S. Paulo deste domingo (23/05), “Lula articula seu futuro na ONU ou Banco Mundial”, não é verdadeira. O repórter Kennedy Alencar, que assina o texto, enganou-se ou foi levado a engano por fontes desinformadas ou desqualificadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez, não está fazendo e não incentiva qualquer articulação visando ocupar postos em organismos multilaterais.
Ao contrário, ele tem desencorajado qualquer conversa nesse sentido e já manifestou diversas vezes publicamente que tal pretensão não está em seus planos para o futuro. O comentário mais recente sobre tal proposta foi feito na entrevista concedida ao Correio Braziliense em 20 de abril próximo passado e publicada na edição do dia seguinte, na qual o presidente afirma categoricamente: “Não existe projeto internacional”.
“Jornalista: Agora em relação a essa coisa, seu projeto internacional, ONU, essa coisa da África, o senhor falou muito.
Presidente: Mas não existe projeto internacional.
Jornalista: Chefiar uma instituição. Como é que o senhor (incompreensível)?
Presidente: Esse negócio da ONU… vamos ter claro o seguinte: a ONU não pode ter, como secretário-geral, um político. Ela tem que ter um burocrata do sistema ONU. É, porque senão você entra em confronto com os outros presidentes. Quem manda na ONU são os presidentes representados na Assembleia da ONU. De repente, se você colocar um político… sabe? Você imagina se um presidente americano deixar a Presidência e quiser ser Secretário-Geral da ONU. Isso não é uma coisa…?
Então, eu acho que vamos melhorar a ONU, queremos a reforma, mas eu acho que a burocracia tem que continuar existindo nas Nações Unidas, para manter uma certa harmonia.”
Este continua sendo o pensamento do presidente Lula e vale para qualquer outra instituição multilateral.
Nelson Breve,
Secretário de Imprensa da Presidência da República
A réplica do jornalista Kennedy Alencar, publicada na seção Painel do Leitor, abaixo de parte de nossa carta:
As informações foram obtidas em conversas nas últimas três semanas com auxiliares diretos do presidente e diplomatas brasileiros e estrangeiros que participaram de conversas sobre uma articulação para Lula ocupar, no futuro, o cargo de secretário-geral da ONU ou de presidente do Banco Mundial.
A tréplica da Secretaria de Imprensa:
O presidente Lula voltou a negar tal articulação ontem, conforme texto da própria Folha (ver matéria da Eliane Cantanhede). O repórter deveria riscar as fontes ruins de seu caderno ao invés de continuar se apoiando nelas sem apresentar informações mais consistentes.

http://blog.planalto.gov.br/

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domingo, maio 23, 2010

AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA


CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA
O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

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