"Não acontecerá
aqui" – Revolução Colorida à força
14/1/2017, Moon of Alabama
Dos Comentários ao postado, na página de MoA
"Os sinais não são bons. A veterana jornalista Claire Hollingworth morreu dia
desses, aos 105 anos. Finian Cunningham comentou a morte dela e a amnésia que
acomete todos sobre o que significa a OTAN
reunir 1.000 de seus tanques no leste da Europa:
"Evidência dessa aparente amnésia coletiva viu-se por ocasião
da morte da veterana jornalista britânica Clare Hollingworth, que morreu essa
semana aos 105 anos.
Hollingworth é autora do "furo do século", em 1939, quando foi a
primeira voz jornalística a noticiar a invasão dos nazistas à Polônia, que
deflagrou a 2ª Guerra Mundial. Manchete de sua matéria original publicada
dia 29/8/20139 no britânico Daily Telegraph: "1.000 tanques
estacionados na fronteira polonesa." Postado por Yonatan | Jan 15, 2017
12:43:14 PM | 3
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A estratégia do "Donald Trump ama a Rússia" e "Rússia é do
mal" foi propagandeada pela campanha eleitoral de Clinton. Cresceu sempre,
desde o constante incitamento dos EUA contra Rússia depois que o golpe dos EUA
na Ucrânia fracassou parcialmente e depois que a Rússia postou-se ao lado do
governo de Assad na Síria. Hillary Clinton como secretária de Estado foi a
principal força que moveu adiante a campanha anti-Rússia. Quando Clinton foi
derrotada por Trump o tema foi mantido, então já conectando Trump e a Rússia, e
ativado por alguns setores da
comunidade de inteligência dos EUA.
O Department of Homeland Security (DHS) [Departamento de Segurança
Nacional] e o FBI publicaram um relatório de propaganda 'denunciando' o
que seria nefanda ciberatividade dos russos durante a eleição, sem apresentar
prova de coisa alguma. O relatório apareceu junto com a expulsão de 35 diplomatas russos pelo
governo Obama. Na sequência, o DHS plantou no Washington Post uma falsa história de uma ciberinvasão russa numa
instalação em Vermont.
O Diretor da Inteligência Nacional, Clapper, deu andamento à história com um
'relatório' de suposta interferência dos russos nas eleições. Até Masha Gessen,
putinófoba empenhadíssima, considerou a coisa peça de propaganda de
má qualidade. O DIN então ajudou a publicar um "relatório" do MI6
" de
'agentes' inventados, todos 'comprovando' a influência dos russos sobre
Trump. E em movimento sem precedentes em termos de escalada
bélica, o Pentágono manda uma brigada completa e outros
agentes para a fronteira da Rússia.
Agora, o diretor da CIA 'manda' o presidente eleito "segurar a língua". Alguém algum dia ouvir
falar de precedente, de um desses paus mandados da "inteligência"
ameaçar nesse tom o presidente eleito, três dias antes da posse?
Tudo considerado, trata-se de atenta campanha de propaganda para reforçar o
esquema que La
Clinton e seus capatazes vêm promovendo já há bastante tempo: a Rússia é do mal
e representa perigo. Trump é aliado da Rússia. É preciso fazer alguma coisa
contra Trump, mas, mais importante, contra a Rússia.
Propaganda funciona. A campanha está obtendo alguns efeitos:
Os norte-americanos estão mais concentrados do que antes de a campanha
presidencial começar, atentos à ameaça potencial que a Rússia representaria
contra o país, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na 6ª-feira. A
pesquisa, que entrevistou gente entre 9-12/1, registrou que 82% dos
norte-americanos adultos (84% Democratas, 82% Republicanos) descreveram a
Rússia como uma "ameaça" em geral aos EUA. É mais gente que os 76% em
março, quando foram propostas as mesmas perguntas.
Campanhas assim caras e amplas não acontecem por acaso. Elas têm objetivos e
alvos maiores.
Originalmente, a campanha foi dirigida só contra a Rússia com o objetivo
aparente de reacender uma guerra fria (muitíssimo lucrativa). Vista com algum
distanciamento, a campanha agora já tem todos os sinais típicos de preparação
para uma típica revolução colorida induzida pela CIA:
Em muitos casos, não em todos, massivos protestos de rua depois de eleições muito
disputados, ou 'convocação' para 'eleições justas', levaram à renúncia ou a
derrubada de governantes que seus inimigos e a oposição haviam definido como
autoritários.
Ainda faltam nos EUA as manifestações de rua e tumultos violentos entre a população
civil.
Diferente das revoluções coloridas que a CIA disparou na Geórgia (2003),
na Ucrânia (2004) e em outros pontos, as mais recentes "revoluções
coloridas" instigadas pelos EUA (tentativas de golpes de estado
putschistas) sempre vieram acompanhadas do uso de força pelos
"manifestantes pacíficos". Revoluções coloridas desse
tipo, com uso de força armada foram instigadas na Líbia, na Síria e na Ucrânia.
Um denominador comum de todas elas são os primeiros ataques armados que partem
do "lado do bem", contra o "lado do mal", ao mesmo tempo em
que a propaganda repete que "o lado do mal" teria começado o tiroteio
e a violência. O "lado do bem" sempre estava "em manifestação
pacífica", até quando morrem soldados e policiais "do mal".
Foi o que aconteceu na Líbia, onde os EUA e seus procuradores do Golfo usaram
jihadistas de Benghazi aliados da al-Qaeda como "manifestantes
pacíficos" contra o governo; na Síria a Fraternidade Muçulmana apoiada por
OTAN e pelo Golfo matou policiais e soldados nas "manifestações
pacíficas" em Deraa; e na Ucrânia atiradores fascistas adestrados, do alto
do telhado de um hotel controlado pela oposição' mataram manifestantes e
policiais. Três eventos ocorridos quando Hillary Clinton era secretária de
Estado.
Houve avisos sobre revolução colorida em marcha nos EUA, vindos de diferentes
grupos extremistas em todo o espectro político. Antes da eleição, o
neoconservador Jackson Diehl clamava que "Putin" estava
preparando uma revolução colorida contra a presidenta eleita Clinton, para
entregar o trono a Donald Trump. Com a vitória justa e acachapante de Trump
sobre Clinton, aquele enredo deixou de fazer sentido. Depois da eleição Wayne
Madsen, sempre promotor de conspirações, imediatamente "descobriu" que Clinton e George Soros
estavam lançando uma revolução colorida contra Trump.
O que não falta nos EUA são lunáticos dispostos a atirar contra multidões. Nas atuais circunstâncias,
ninguém precisa de furiosas teorias de conspiração ou de enredos nefandos para
considerar algumas questões do tipo "e se...?" [Fim do trecho
traduzido. Absolutamente NÃO É HORA de dar ideias a McCains, Clintons,
Kissingers, Brzezinskis, Obamas & outros malucos.]
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